Altamente estressado, o general Heleno parece estar à beira de um ataque de nervos

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O ministro não pode encarar os jornalistas como inimigos

Jorge Béja

Augusto Heleno (general da reserva e ministro- chefe do Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República) é hoje outro homem. Mudou muito. Mas muito mesmo. No passado recente, quando era o consultor a quem o jornalismo da TV Bandeirantes recorria para ouvi-lo sobre a violência urbana no Rio, ele se expressava com vigor, mas a serenidade era a tônica. Falava pausada e didaticamente. Era a voz da ponderabilidade, da razão cheia, da sensatez, mas sempre sem rancor. Era um mestre.

Agora, além de ter envelhecido em tão pouco tempo, a arrogância passou a ser a sua marca. Na entrevista coletiva no final deste sábado, Augusto Heleno tratou os jornalistas em tom desafiante. Se mostrou ríspido, propenso a um bate-boca, parecia que queria briga, que estava dialogando com inimigos, quando, na verdade, os jornalistas só queriam saber as novidades, saber notícias para divulgar à população sobre a tragédia de Brumadinho.

INUSPORTÁVEL – Seu tom de voz se tornou insuportável. Estava assistindo à entrevista na casa de uma vizinha e sua pequena filha de 1 ano e meio, de repente, começou a chorar, chorar muito quando o general falava. Foi quando o pai da criança teve a idéia de tirar o som da tv. Aí a criancinha parou de chorar. Quando ligou o som outra vez, o berreiro voltou. Sem dúvida, era o tom da voz do general, tom agressivo que fazia a Janaininha (nome dado em homenagem à Janaína Paschoal) que fazia a criança chorar.

Nem com a tropa um comandante fala daquele jeito que Augusto Heleno tratou os profissionais da imprensa. E aquilo também tirou o meu sono, que só veio após eu tomar um Frontal de 2 mg.

General, volte a ser aquele homem que dava entrevista à Band tendo a Rocinha como cenário de fundo: voz enérgica, mas educada. Cabelos muito bem penteados e sempre muito bem vestido de paletó e gravata. Quem viu o senhor e vê agora a transformação é nítida, em todos os sentidos. Parece que o senhor em 2 ou 3 anos envelheceu 30.

TOM DESAFIADOR? – Por que o senhor respondeu aos repórteres em tom raivoso e desafiador? Eles estão no seu ofício. O senhor precisa deles e eles precisam do senhor. General, o senhor não é o dono da razão nem dono do Brasil. O senhor é um brasileiro como todos nós somos. Com uma diferença: o senhor foi chamado pelo presidente que o povo elegeu para um cargo de comando do Estado Brasileiro.

Logo, deve ser muito mais civilizado do que o senhor já era antes, quando consultor da Band para assuntos de segurança. Cuide da sua saúde, general. Todos precisamos do senhor, da sua experiência, da sua honestidade, do seu alto saber no combate aos inimigos da pátria. Mas desse jeito, externando raiva e ódio, sua saúde vai para o brejo. Esse estresse, que sua postura causa ao senhor mesmo, pode lhe custar a perda da saúde e até da vida. Os AVCs estão aí. Não os desafie e nem dê causa para tê-los.

SEJA EDUCADO – Não seja frouxo. Não seja santinho nem bonzinho como o senhor nunca foi. Seja enérgico como o senhor sempre foi. Mas sempre educado, principalmente com os jornalistas que estão trabalhando para bem informar à população. Dê-lhes atenção e toda cortesia. Retorsão adequada a qualquer deslize que deles partam, o que é raro acontecer. Ou quase nunca acontece porque são eles credenciados nos palácios e à mínima falta de urbanidade a credencial é cassada. Bastam os graves e criminosos deslizes da Samarco e agora em Brumadinho.

E por falar em cassação: general, convença o presidente a cassar a concessão que a União deu à Vale S/A para explorar as minas que pertencem à União. Leia o artigo 176 da Constituição Federal. O que está faltando para a cassação, general? Tal como no Direito Privado, que dá ao locador o direito de rescindir o contrato de locação se o locatário(inquilino) destrói o imóvel, com muito mais razão no Direito Público não é diferente. Diz-se com muito mais razão porque as minas (nas Minas Gerais ou em qualquer outra parte do território nacional) são propriedades da União. Do povo brasileiro, portanto.

CASSAR A CONCESSÃO – E se o concessionário (locatário) não cuida do bem a ponto de arruiná-lo, matar centenas de pessoas e devastar e destruir grande parte do chão e dos rios nacionais, o poder-concedente (locador) que é a União deve agir imediatamente rescindindo o contrato. E no Direito Público essa rescisão se chama cassação da concessão.

General, use todo o seu prestígio, sua energia, sua autoridade, sua história de vida e a confiança que o presidente da República deposita no senhor para convencê-lo, já, de assinar decreto cassando a concessão que a União deu à Vale. Só o presidente pode ser o autor desse ato.

General, se o presidente não tomar essa atitude, saiba o senhor que qualquer cidadão-eleitor pode agir ante à inércia presidencial. Basta dar entrada na primeira instância da Justiça Federal com uma Ação Popular contra o presidente da República, a União e a Vale S/A, e pedir que a Justiça decrete a rescisão. O motivo? O motivo é público e notório, o Brasil conhece. O mundo inteiro viu e sabe: desvio de finalidade, imprudência, imperícia, negligência e má exploração no uso e na exploração comercial da coisa pública, que teve como consequência a matança de centenas de brasileiros e a destruição de terras e rios por onde a lama passou.

58 thoughts on “Altamente estressado, o general Heleno parece estar à beira de um ataque de nervos

  1. Concordo que o general parece exasperado. Realmente deve estar muito pressionado.
    Mas cá entre nós no geral a imprensa tem sido muito mal representada.
    Perguntas idiotas, impertinentes, repetidas, mal formuladas,…..
    A minha observação é no sentido de que não temos mais repórteres como antigamente. É para lamentar também.

  2. O general está mesmo meio estressado, acredito que é devido ao cargo e o quadro crítico da situação, mas isso faz parte.
    Os jornalistas, principalmente os da era pt, são todos muito cheios de mimimi.
    Esse blog por sua vez depois da vitória do Bolsonaro vem aglutinando toda a raiva dos injuriados pela vitória da Direita e com a mesma desculpa de sempre dizendo que faz críticas aos dois lados … conhecemos a história.

    • Tá dizendo que o nobre Dr. Béja, virou petralha? Comuna? Eu não acredito. Como gostaria de tê-lo nas trincheiras progressistas. É um homem sábio, ponderado, respeitoso e cheio de predicados nobres. Só tem um defeito. Esteve e está do lado da reacionária elite golpista. No mais meu maior respeito e admiração pelo nobre Dr. Béja.

      • O senhor interpretou mal o meu comentário. Eu falei foi do General Heleno, dos Jornalistas formados na era PT e fiz uma observação sobre esse blog, que vem reunindo alguns raivosos da esquerda, apenas isso, sequer teci comentário do Dr. Beja a quem tenho apreço.

  3. Para quem vive de acobertar “truques”, seu inimigo, não é necessariamente aquele que lhe aponta uma arma, mas sim aquele que tenta devassar o fundo da sua cartola; pois é ali que se produz a lambança. Se ele se tornou ilusionista, consagrou-se um dos arrendatários e protetores do picadeiro!
    À claque comprada, a obrigação de aplaudir; à platéia pagante, o livre arbítrio.

  4. Essa reação é absolutamente normal. A imprensa brasileira é participe de um.projeto de poder que faz tudo para q esse governo de torne refém, para poder chantagea-lo e assim manter oi privilégios do stablishiment, fizeram isso com temer.

  5. Com a mídia amestrada, o general precisaria ser psiquiatra forense, coisa que ele não é.
    Logo, ele, como todos nós , mesmo com muita paciência, não temos saco para aguentar gente assim.
    O general é humano e suas reações são normais. Estão de acordo com a realidade a que ele presenciou.

  6. Na minha humilde opinião, a maioria dos jornalistas são uns pela saco despreparados, que não deixam as autoridades trabalharem. Bando de aborrecidos, acham que todo mundo está por conta deles e obrigados a tornar as suas manchetes mais interessantes. Não quer dizer que todos são assim, alguns são sérios e profissionais. Deixem o homem trabalhar, não foi culpa dele essa meleca toda que a Vale fez.

  7. …o avião da Air France, voo 447, caiu no Atlântico matando centenas de pessoas. Cassem a concessão da Air France para operar no brasil….

    Perdoem a analogia, mas é óbvio que todas as empresas de grande porte desejam a sustentabilidade de suas operações.

    No tocante a Vale, será mesmo que a empresa não estimou os riscos de colocar a jusante da barragem, refeitórios, alojamentos, escritórios ou o que fosse?

    Ela Vale, não tem no corpo técnico, engenheiros mecânicos, civis e de minas, geólogos, vários altamente especializados?

    Negligenciou o risco de uma tragédia ou entendeu que ele era desprezível ou não fazia o monitoramento sistemático da estabilidade da barragem?

    Várias perguntas devem ser feitas de forma objetiva, e ser for o caso, puna-se a empresa de forma a ressarcir os danos materiais, ambientais, e – óbvio – humanos.

    Quanto ao general, parece que a paciência com jovens da imprensa e que foram educados nas escolas de qualidade duvidosa que conhecemos, encheu literalmente o saco.

    Mande os meninos birrentos da imprensa plantar batatas.

    • As empresas aéreas, nacionais e/ou estrangeiras, não funcionam mediante outorga do governo federal. As mineradoras, sim. Não são elas — as empresas aéreas — concessionárias do poder público. As mineradoras, sim. São aquelas independentes e autônomas. Apenas recebem autorização do governo federal para operar no território nacional. Não estão sujeitas à lei de licitações. Ainda que o fato seja oportuno e muito bem lembrado pelo leitor, não serve de parâmetro, de exemplo.

      • “Apenas recebem autorização para operar no território nacional.” Exatamente, prezado Béja. A palavra chave: “operar”. A lavra também recebe o “operar”.

        Contudo fiz a ressalva pela comparação e o pontuei.

        As demais questões é que, de fato, são relevantes. Se houve ou não dolo e a responsabilização das pessoas jurídicas e físicas, se for o caso.

  8. Ninguém aguenta esta imprensa que adora IMPRENSAR o Governo que está aí agora.
    São tendenciosos e repugnantes (claro que não são todos).
    Se acham!
    O General fez o certo, e se utilizou de uma máxima, A MELHOR DEFESA, É O ATAQUE!
    A imprensa no geral nada viu em treze anos de sacanagens e desmandos. Agora quer porque quer que o governo Bolsonaro seja perfeito, em apenas 27 dias.
    General, tem o meu aplauso! Bote esses esquerdinhas mimados que estão perdendo a teta, no seu devido lugar.
    Ou a imprensa entende que terá que dosificar a sua postura arrogante, ou serão tratados assim mesmo, até que entendam que tem que baixar a bola.
    Simples assim.
    Atenciosamente.

  9. Ora, quem perde a paciência somos nós ao ler esse amontoado de asneiras. A imprensa é dominada por nazicomunopetralhas. O general até foi muito educado. Ainda vem com essa estorinha antiga de criança chorando. Ora, vá cassar marido.
    A Vale foi privatizada? Os Fundos de Pensão é que compraram a maior parte das ações e é o governo quem manda na Vale. Ora. A Dilma assinou Decreto pondo a culpa de todos os rompimentos de barragens na natureza e, por isso, ninguém ainda foi punido após a tragédia de Mariana. Calem a boca, esquerdopatas. Vocês destruíram o Brasil e ainda querem dar palpite em alguma coisa. Mesmo que latam, nós passaremos e salvaremos o Brasil. Vocês se virem com a Venezuela, enquanto ela ainda estiver afundada na bosta comunista. Logo, logo nós enfiaremos um monte de paus de bandeira no fiofó do Maduro, igual ao que foi feito com o ditador líbio Kadaffi.

  10. O problema e que o Brasil é uma gigantesca bagunça, onde ninguém se entende.

    Há bem pouco tempo, eu sempre pensava: é o Brasil um Flamengo gigantesco ou é o Flamengo e um Brasil em miniatura? Hoje o Mengão é um exemplo de organizaçao bem sucedida. Uns abnegados resolveram, e colocaram ordem na casa. Por que nao se pode fazer o mesmo com o Brasil?

  11. Esse governo milíciano vai se complicar cada vez mais
    Por conta do cheque de 24 mil , a primeira dama já está sendo investigada.
    O povão trabalhador não vai mais aceitar se explorado.
    O Brasil segue afundando cada vez mais nesse imenso mar de lama e corrupção.

    • O governo Lula(PT e assemelhados) explorou, enganou e, literalmente, o “povão trabalhador”, durante 14 anos,,,São, exatamente, 27 dias da nova administração. Dá para esperar mais um pouquinho? Cuidado: quem defendia Maduro(veementemente) já está colocando o rabinho entre as pernas…

    • O senhor general em questão apareceu para dar entrevista coletiva. Veio voluntariamente. O cargo que ocupa é cargo público. O general integra a alta Administração Nacional. É pessoa de confiança de um presidente democraticamente eleito pelo povo. É seu dever, em tais posições e condições, falar ao povo. Ou fala só, de improviso ou lendo um texto, ou responde a perguntas. Perguntas de jornalistas, é claro. E jornalistas especiais e devida e cuidadosamente credenciados nos palácios. Não, a qualquer jornalista. O General, no exercício da função e cargo públicos, quando fala em entrevista coletiva está falando ao povo. Logo, deve ser o maximamente urbanizado, como sempre foi o general Augusto Heleno quando era consultor de segurança da Band. Daí a surpresa na entrevista coletiva que deu no início da noite desta sábado e que foi transmitida ao vivo pela globonews, ainda que todas as outras emissoras estivessem presentes, mas sem transmissão ao vivo.
      Se algum leitor conseguir o vídeo seria muito oportuno trazê-lo para nós, da TI.
      Pessoalmente, aposto no general. Sempre o considerei de alto nível intelectual e no trato. Daí a surpresa deste sábado à noitinha, lá de Brasilia.

  12. Sr. Rômulo Dias, diante do que falou, “O Brasil segue afundando cada vez mais nesse imenso mar de lama e corrupção”.
    Tenho que lhe perguntar o seguinte: O SR. ACABOU DE CHEGAR DE PLUTÃO, ONTEM?
    Onde estava nestes últimos TREZE ANOS?
    Atenciosamente.

  13. Fico com aqueles comentários sobre o despreparo de jornalistas que formulam “não perguntas” com o objetivo de tumultuar e estressar o entrevistado e dificultar o governo Bolsonaro. Certamente quase a totalidade desses jornalistas formados com viés ideológico de esquerda (durante anos) estão ali para provocar “sai justa” ao general Heleno, identificando-se num breve olhar os funcionários da Globo e sua Globo News. A RecorTV, BNAD e REDE TV estão se saindo bem melhor com suas entrevistas proativas, construtivas e procurando esclarecer a opinião pública, inclusive promovendo debates sobre conteúdos técnicos com verdadeiros especialistas em determinados segmentos. Doutor Béja é pessoa querida e cumpre com satisfação a tarefa de promover esclarecimentos a todos que acompanham a TI. Nesse caso, seu texto fala democraticamente e acreditando que a imprensa está cumprindo seu papel (na verdade é o que gostaríamos). Todavia, existem “profissionais” que estão ali apenas para provocar e acirrar ânimos, trabalhando para o “quanto pior melhor”.

    • Gilberto Clementino entendeu na sua amplitude o conteúdo do artigo. Defendo o general. Sempre o admirei. E tanta é a admiração que a fala dele deste sábado me fez desconhecer aquele homem sensato, sereno e com grande visão social. Certamente sente o general a mesma preocupação que as vítimas sentem.
      Na entrevista de ontem, ao lado do general, estava o Advogado-Geral da União. Este, sim, foi sereníssimo, sem exaltação em momento algum.
      #####
      O comentário que segue, op de Mário Junior procede. É preciso também investigar sabotagem. Sempre pensei nisso desde o primeiro instante que tomei conhecimento do desastre.

  14. Não devemos descartar sabotagem. Coisa de extremistas, que todos sabemos o extremismo é coisa das esquerdas, embora para elas , todos que não compartilham de suas taras são extrema-direita.

    • Bush era de esquerda?
      Putin é de esquerda?

      Nem precisa ser algo de esquerda ou direita pois no centro mesmo podemos encontrar governos sabotando adversários.

      A Pública acabou de divulgar escândalo envolvendo o funcionamento de rede espionagem e uso de grampos contratados pela Vale do Rio Doce em funcionários e autoridades, corrupção etc. desde a ditadura até os tempos atuais.

  15. O milico disfarçava bem enquanto entre as redes democráticas de comunicação.

    Agora que está no poder vemos que está estressado, assim como veremos outros.

    O poder para os militares é dar uma ordem sem contestação.

    Por acaso já viram algum patente baixa dizendo “não, Senhor”?

    Um dos problemas do Brasil está na diferença de tratamento, que nada mais é do que reflexo da desigualdade.

    Excelência, Doutor, Ilustríssimo tudo isso devia acabar… É chamar o presidente, o senador, o deputado, o ministro, o secretário, o juiz, o promotor, o procurador, o banqueiro, o diretor, o gerente, o supervisor de você!

  16. Talvez se deva levar em conta que o General Augusto Heleno é um militar, não um político profissional habituado a vender sorrisos e simpatias a qualquer hora do dia. Se não temos muitos políticos profissionais hoje no governo vendendo sorrisos e frases estudadas, é porque o eleitorado estava saturado desse tipo de personagem.

  17. Rapadura é doce , mas não é mole não. Heleno é oriundo da caserna, vida previsível, regrada, assim como suas reações. É um ser humano normal, não um psicopata, tipos aos quais nos habituamos durante 15 anos de hipocrisia, “belas” falas, mesmo partindo algumas vezes de analfabetos funcionais.

    Considera-se atualmente a importância dos psicopatas em certos cargos, mas é preciso controlá-los de perto, o que é difícil, principalmente quando têm carisma. No caso do general em tela, nem uma coisa nem outra, é ser humano normal, marinheiro de primeira viagem neste oceano psicopata-político.

    Os psicopatas têm seu papel, mas faz-se míster identificá-los com precisão. Existem testes para isso. Na cirurgia médica por exemplo, e em outras profissões onde se requer nervos de aço e insensibilidade com o sofrimento alheio.

    Obviamente não é o caso do general. É um homem comum e honesto, frágil às pressões. Se propôs a dar seu melhor, mas as coisas são complexas.

    Falar de longe é fácil dr Beja, com todo respeito.

  18. A maioria dos jornalistas brasileiros são lamentáveis. Fazem política partidária, fofoca e raramente informam. Existem exceções, claro, mas é repugnante ver a gana que eles tem em encontrar uma manchete que possa destruir, mesmo que efemeramente, o político que não simpatizam. Quando aconteceu Mariana, Dilma demorou uma SEMANA para ir ao local. Mas em menos de uma semana editou o decreto que classifica rompimento de barragem de rejeitos como acidente natural. Um mês depois o seu Pilantrel editou uma lei afrouxando o licenciamento ambiental em MG. E aonde estavam estes mesmos jornalistas nesta hora? Bando de idiotas que pensam que são superiores só por que andavam na faculdade com a camiseta estampada com um dos maiores homicidas da história – Che Guevara.

    • Mas o decreto explica o sentido de norma de lei, pelo chefe do executivo, para cumprimento pela Administração Pública, na liberação do fundo – ela não é lei e não vincula outros órgãos e sequer, muito menos, outros poderes.

    • Como eu disse noutro comentário

      (…) li um artigo do juiz Carlos Valois, sobre o que o direito ensina sobre milícias.
      Nele uma crítica muito apropriada que, se transportada trecho muito se aplica aqui nas suas “teses jurídicas” como dessa senhora “advogada” mulher do Moro.

      Vocês falam, falam, falam de lei mas estão muito longe, “confundindo tudo com lei, que também não é obrigatoriamente nem direito nem justiça”.

      • Já que você é o sabichão das leis, analisa esta, a lei 2.946/2015 sancionada pelo cumpanhêro Pilantrel no início de 2016, logo após o desastre de Mariana. Explica como ela “protegeu” o meio ambiente afrouxando o licenciamento ambiental e centralizando NELE as aprovações. Vai que é tua tamborim do morro!

  19. Quando a imprensa informa CORRETAMENTE, presta serviço. mas quando DESINFORMA, bem deveria ser também crime!

    Alguma dúvida que as grandes empresas de comunicação tem elevados interesses na política\ também?

    Mesmo que o general (estão odiando ter de falar com eles – tem medo deles – odeiam eles) tenha falado alto e com tom de crítica, é a maneira dele, assim como algum jornalista imbecil e/ou mal-intencionado faz perguntas idiotas!

    Faz tempo a grande e pequena mídia, deixou de informar, simplesmente, e passou a opinar.
    E opinar não é para qualquer um.

    Entendo a necessidade dos governos prestarem conta, mas é preciso que a imprensa deixe de querer pautar ou ser dona da verdade.

    Querer acertar o que precisa ser acertado e outros tentarem boicotar e mentir, é algo irritante e desestabilizador.

    Quem tem contato direto com repórter/jornalistas, é entrevista, mesmo dominando os temas é provocado com perguntas safadas e sacanagens.Eu mesmo, em muitas oportunidades, quando dirigente de entidade, me vejo diante de perguntas sacanas e que buscam enredar ou confundir aqueles que lerão ou assistirão a entrevista.

    Entendo a intenção do Dr. Béja, mas a momento em que temos de agir com energia. Se assim não for, tomam conta do “campinho”.

    Importante – muitas perguntas são capciosas, são construídas e trazem fundo de maldade.

    Também acredito no fim da grande mídia, pelo menos da forma que foi e ainda é. Como a imensa maioria não lê nada, ouve pouco e pensa “zero”, a pequena camada que ainda pensa e busca informações, sabe recolher as afirmações e compará-las com a verdade.

    Se o general se preparar, minimamente, dará de “relho de pelica” na cara desta gente.

    Afinal de contas, A VERDADE É INDESTRUTÍVEL!

    Fallavena

  20. Sinceramente, não achei o general tão estressado quanto o texto afirma, ele parecia apenas irritado em certos momentos por causa de algumas perguntas impertinentes feitas por parte daqueles jornalistas que parecem insistir em usar uma frase perdida para depois compor uma lauda inteira deturpando o sentido das palavras.

  21. Boa noite, pessoal.
    Tenho uma analise; “O QUE SE PLANTA É O QUE SERÁ COLHIDO”
    o POVO ELEGEU O GOVERNO E OS CONGRESSISTAS, PORTANTO NÃO EXISTIU TRAJEDIA E SIM A ESCOLHA DO POVO EM SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS DE SUA ESCOLHA, E TENHO DITO.

  22. Caro Dr. Bejá, difícil manter a serenidade quando a “imprensa” hoje se transformou em verbo. Perdeu a função de informar e só imprensa o entrevistado para extrair motivos para atacar!

    • Caríssima d. Teresa Fabrício. O general se apresentou para dar entrevista coletiva. Ele não foi apanhado de surpresa por jornalistas. Veio por vontade própria se submeter às perguntas dos jornalistas. E são jornalistas especiais, selecionados e credenciados junto ao Palácio. Não é qualquer jornalista que desfruta deste privilégio. Se desfruta e não sabe desfrutá-lo a credencial é cassada.

      O general ocupa cargo altíssimo no governo federal, É o ministro-chefe do gabinete institucional. A presidência da República é que é a instituição que tem, no seu ministro, a representação e a chefia.

      Portanto, quando agente público de tal graduação se apresenta para entrevista coletiva deve manter a serenidade, a ponderabilidade, a compreensão….Quando fala aos jornalistas está falando à Nação, porque a entrevista foi ao vivo. Ao lado dele estava o Advogado-Geral da União. A irritação do ministro-chefe do gabinete institucional da presidência do Brasil era tanta que teve um momento que o chefe da AGU fez um gesto com a mão e disse ao ministro: “deixa que essa resposta eu dou”. E deu. Com serenidade e urbanidade.
      Gosto do general Augusto Heleno. Sou seu fã. Gosto tanto que o que aconteceu me preocupou, porque externou estresse. E estresse é causa de doença. Quero vê-lo forte, com muita saúde e determinado como sempre foi.

      • Eu não vi esta entrevista, vou procurar um vídeo. Meu comentário foi generalizando.
        Mas uma coisa é certa, mesmo concordando que a postura é importante, devemos lembrar que este governo é atípico na sua composição e é esta mesma falta de “profissionalismo na política” que fará a diferença no final!
        Abraços.

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