Alternativas sindicais para substituir a PEC 241 como soluo crise econmica

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Charge do Edra (chargesdoedra.blogspot.com)

Alzimar Andrade, Fred Barcellos e Ramon Carrera

A aprovao da PEC 241, em primeira votao na Cmara dos Deputados, vem dividindo opinies. Antes de entrar no mrito da questo, no se esquea de uma coisa importante: dispa-se do seu partido poltico e jamais discuta a PEC 241 sob a tica de Dilma ou Temer. uma estupidez reduzir o debate a isso, porque, no fundo, ambos queriam fazer a mesma coisa. O PT s no fez antes porque faltou tempo e competncia. Pena que no tivemos a mesma sorte em relao contribuio previdenciria dos aposentados, crime cometido contra o servidor, que Fernando Henrique tentou, mas quem conseguiu aprovar foi Lula.

Bom… se somos contrrios PEC 241, porque ela perverte o papel do Estado, qual a soluo para o pas sair do poo sem fundo em que se encontra desde sempre? H vrias sadas. Mas nenhuma delas agrada ao governo, aos polticos e aos empresrios e s sero conquistadas quando a populao acordar e exigir mudana:

a) Os polticos atuais no representam a populao. Precisamos de uma reforma poltica que modifique as formas de candidatura e acabe com o controle que os caciques dos partidos, empresrios e empreiteiros detm sobre os candidatos que sero eleitos. E precisamos de planos de governo apresentados antes das eleies e que sejam cumpridos risca, sob pena de perda do cargo antes do fim do mandato.

b) Mudar a legislao, prevendo punio rigorosa para a prtica de corrupo em todos os partidos e governos, acabando com a impunidade.

c) Mudar as regras de licitao, em que, guisa de “transparncia”, publicam as compras e contrataes de servios do governo atravs de cdigos indecifrveis, que os cidados comuns no entendem e, assim, no podem fiscalizar, enquanto os rgos de fiscalizao at entendem, mas no se interessam.

d) Reduzir drasticamente os gastos com publicidade, que, somente nos governos Lula/Dilma, custaram mais de 20 bilhes de reais aos cofres pblicos. No Rio de Janeiro, os governos Cabral/Pezo torraram mais de um bilho e meio de reais e, neste ano, mesmo com a alegada crise, pretendem gastar mais 150 milhes com publicidade.

e) Reforma do Judicirio, principalmente o estadual. As Varas de Fazenda Pblica tm que ser tratadas como prioridade, porque por onde so recuperados os impostos no recolhidos. H R$ 66 bilhes em impostos no pagos (e tambm no cobrados) em um Estado que distribuiu R$ 183 bilhes em isenes fiscais irresponsveis e agora alega estar quebrado para no pagar aos servidores. E fica tudo por isso mesmo. Cobrem os grandes devedores de impostos e o dinheiro aparecer. No mgica. matemtica.

f) Reforma do Ministrio Pblico e do TCE. A estrutura do MP centraliza poder desproporcional em seu chefe, que escolhido pelo governador a quem ele deve fiscalizar e eventualmente denunciar. No TCE, os conselheiros tambm so indicados politicamente por quem eles devem fiscalizar.

g) Instituir cobrana de impostos sobre grandes fortunas. No adianta a oposio falar nisso agora, porque durante os 13 anos em que foi governo tambm no o fez. De acordo com os dados das declaraes de Imposto de Renda, as 70 mil pessoas mais ricas do Brasil (meio milsimo da populao adulta) concentram 8,2% do total da renda das famlias, ndice este que no encontra paralelo em outras economias. E essa gente pagou apenas 6,7% de imposto de renda sobre essa fortuna.

h) O governo e a iniciativa privada, auxiliados pela mdia regiamente paga, espalham boatos de que o estado brasileiro inchado, para colocar a populao contra os servidores. Mas a realidade outra: Entre os 31 pases da OCDE (grupo que rene os pases desenvolvidos), a mdia das porcentagens de servidores pblicos em relao aos empregos totais de 22%. De todos os pases da OCDE, o Japo o nico com uma proporo menor que a brasileira, abaixo dos 10%. Ou seja, o Brasil o segundo pas com menos servidores pblicos.

i) O governo tambm age com m-f ao falar que o servidor pblico custa caro previdncia. O que ele no diz que o servidor no tem limitao de desconto previdencirio, como o trabalhador privado. O servidor pblico recolhe sobre tudo o que ele recebe, mesmo que ultrapasse este teto. Isso significa que, ao se aposentar, a regra exatamente a mesma do trabalhador privado: o servidor s recebe sobre o que ele contribuiu a vida inteira. Nem um centavo a mais.

CONCLUSO – O governo quer consertar o Estado, economizando para pagar a dvida que eles mesmos criaram? Reduza drasticamente o nmero de comissionados apadrinhados, corte benesses desmedidas e surreais, acabe com as frotas de veculos oficiais e helicpteros, acabe com a farra das agncias de publicidade, baixe a absurda taxa de juros a patamares decentes, invista em crescimento do pas, direcionando os gastos para ferrovias e qualidade das estradas, para reduzir o custo da produo e gerar empregos, cobre os seus devedores, mesmo os que foram doadores de campanha, faa uma auditoria da dvida para saber o que j foi pago e o que de fato ainda devido…

Para se ter ideia do tamanho do caos, a Assembleia Legislativa do Rio tem 70 deputados e 5 mil servidores, boa parte sem concurso. O Ministrio Pblico, que deveria dar o exemplo, tem mais da metade dos seus cargos ocupados por no concursados… STF, STJ, CNJ, TCE, Congresso, Cmaras, Assembleias, Prefeituras… todos possuem quadros inchados de apadrinhados, geralmente desnecessrios.

  • Alzimar Andrade, Fred Barcellos e Ramon Carrera so dirigentes do Sind-Justia (Sindicato dos Servidores do Judicirio do RJ), uma entidade independente, que no filiada a centrais sindicais nem a partidos polticos. O texto foi enviado por Paulo Peres.

37 thoughts on “Alternativas sindicais para substituir a PEC 241 como soluo crise econmica

  1. Ainda no veio nenhum mimimises com aquela famosa frase : ” Se no est satisfeito procure outro emprego” ?
    Usando a mesma ‘lgica’ se o seu negcio no est rendendo, mude de ramo…

    Ao que eu saiba a previdncia j foi paga, ao contrrio dos impostos sonegadores e/ou no pagos !

    • Quando a economia dirigida de modo incompetente no basta mudar de ramo, tem de mudar os polticos. E servidor pblico que no estiver satisfeito que procure outro emprego sim. Sou empresrio em dificuldades, se eu parar totalmente vocs passam fome. Tambm sou agropecuarista!

  2. Virgilio, se no sonegar no paga a Folha de Pagamentos dos funcionrios no final do Ms…
    At a Padaria do Seo Manuel das Tamanquinhas d um jeitinho para “passar” a perna nos desgovernos..

  3. Segunda feira os “trabalhadores” do quarto poder na poderosa estaro soltando fascas; a Petrobrs reduziu em 3%, 5 centavos o preo dos combustveis.

  4. Armando, quando eu morava em SP , participei daquele movimento dos moradores de Higienpolis para fechar a estao do Metr.
    horrvel acordar de manh e ver a patuleia brotar daquele buraco no asfalto! Parece uma nascente de desvalidos…Ahrg

  5. O DESNIMO BATE MINHA PORTA

    Foi durante Ditadura Militar que eu passei em concurso pblico para o INAMPS. Embora eu tenha passado entre os primeiros , o que me dava o direito de escolher trabalhar num bairro central do Rio de Janeiro , at mesmo na Tijuca , eu e alguns outros simpatizantes do PCB , por conta prpria , sem orientao dada neste sentido pelo Partido , resolvemos cuidar de uma comunidade , e escolhemos a de Vila Aliana , prxima a Bangu.

    Ento , como eu iria trabalhar como mdico voluntrio em Vila Aliana , achei mais lgico escolher minha lotao para o PAM – Bang. Eu saia do planto no INAMPS e ia trabalhar como mdico voluntrio na associao de moradores, que se chamava Associao Pr Melhoramentos de Vila Aliana , que estava fechada h muito e quem tinha a chave da porta era um velho militante do Partido que foi torturado pela Ditadura , e no via com bons olhos a nossa intromisso no bairro.

    Havia , na Igreja Catlica de Vila Aliana um padre progressista , no sei dizer se era adepto da Teoria da Libertao , nunca conversei sobre isso com ele. A ideia minha e de meus colegas era eu servir de isca , oferecendo servios mdicos gratuitos aos moradores que se associassem.

    O padre , entusiasmado , montou para mim um verdadeiro consultrio nas dependncias da Associao , e no sei como , ele trazia sempre todos os tipos de medicamento possveis para facilitar que eu entregasse gratuitamente aos enfermos associados.

    A Associao , em pouqussimo tempo , ficou abarrotada de scios , e era isso que eu e meus amigos queramos. Fazamos reunies com os associados , regularmente , e aos poucos fomos mostrando a eles que os moradores tinham fora, e eram capazes de exigir melhoramentos para Vila Aliana.

    Os moradores levantaram logo a dificuldade mais premente: os moradores de Vila Aliana tinham de levantar muito mais cedo para ir trabalhar geralmente no centro da cidade ou em outros bairros distantes, e para isso dependiam do trem da Central. Mas o trem da Central , a Estao de trem , fica cerca de 15 quilmetros de Vila Aliana , e , ento , para pegar o trem , os moradores tinham de ir de bicicleta at Bangu , numa estrada de terra , e j cansados pegavam o trem para trabalhar.

    Havia , em Vila Aliana, uns entusiastas com a nossa intromisso no Bairro , mas haviam tambm dois lderes que em princpio nos sabotavam , e seguidamente perguntavam se ns eramos comunistas. Ns respondamos a eles que mesmo que ns fossemos comunistas ns iramos negar , j que os comunistas eram pessoas cuja atividade poltica ilegal , e que eles teriam que conviver com a dvida , que tambm era a dvida do padre. Acho que o padre tinha at certeza , mas nos ajudava porque tanto a Igreja progressista quanto ns, tnhamos uma plataforma comum , que era melhorar as condies de vida dos moradores de Vila Aliana.

    Passamos a fazer uma reivindicao de massa , indo com centenas de pessoas dezenas de vezes ao Secretrio de Transportes da Prefeitura para reivindicar uma linha de nibus que ligasse diretamente Vila Aliana ao Centro da cidade , e no apenas at Bangu. O movimento foi crescendo e cada vez o Secretrio de Transportes ouvia reivindicaes mais duras dos moradores. Eu e meus amigos amos junto com os moradores. Naquela poca , para uma empresa de nibus conseguir a autorizao da Secretaria de Transportes , havia de pagar para o secretrio e agregados , inclusive parte da verba ia para o bolso do prefeito , alguma coisa hoje em torno de R$ 1 milho de reais a ttulo de propina. Mas chegou a poca das eleies municipais.

    O prprio Secretrio de Transportes era candidato a vereador. Os polticos sentem o faro de onde h um movimento de massa em vsperas de eleio. Concluso: organizamos um comcio onde vrios candidatos de diferentes partidos , at mesmo alguns ligados ao Partido, lotaram o palanque, e falaram pelos auto-falantes para cerca de trs mil moradores. Os moradores cobraram ter uma linha de nibus que ligasse Vila Aliana ao Centro da cidade.

    No deu outra: em poucos dias Vila Aliana ganhou a linha de nibus Vila Aliana – Castelo.Isto foi por volta de 1986. Muitas e muitas linhas de nibus foram extintas no Rio de Janeiro por diversos motivos , mas na semana passada ainda tive o prazer de ver que estava intacta a linha de nibus Vila Aliana – Castelo.

    Governava o Rio de Janeiro Leonel Brizola , e sinto muito dizer aos brizolistas , que Leonel Brizola , alm de pedir propina para qualquer obra no estado , e era na base do 10% , era tambm associado aos grandes traficantes de droga , e inimigo dos comunistas e do trabalho dos comunistas , mesmo os mais construtivos como foi conseguir a linha de nibus , consultrio mdico , asfaltamento para Vila Aliana. O senhor que era ex-militante do Partido , o Aquino , desde que chegamos foi eleito pela maioria o Presidente da Associao. Como Leonel Brizola estava loteando reas do Rio de Janeiro para instalar os grandes traficantes, Leonel Brizola instou grandes chefes do trfico a comprar residncias para seus comparsas e se associar na Associao Pr Melhoramentos de Vila Aliana. Os traficantes , numerosos , se associaram em massa.

    Chegou o dia das eleies. Todos os scios podiam votar. O Aquino era nosso candidato , e o candidato rival era um chefete do trfico. Ora, os traficantes em maioria absoluta ganharam a eleio. E eu assisti o Aquino a entregar a chave da Associao para um chefete do trfico. Naquela poca , Vila Aliana era um bairro seguro, tranquilo , tanto que eu circulava a p pelo bairro e dirigia o meu fusquinha junto com meus amigos. Hoje, Vila Aliana um antro de marginalidade dominada pelo trfico de drogas e local to perigoso quanto o Morro do Alemo.

    Lutamos tanto para que o povo se levantasse , mas o trabalho acabou se constituindo como intil. Um dos lderes comunitrios, morador de Vila Aliana , o Daniel , sabia que eu trabalhava no PAM-BANGU., e foi l me visitar , para me mostrar que o nosso trabalho na comunidade no s foi intil como pernicioso. Daniel aprendeu conosco a liderar, conforme ele disse e nos chamou de professores , e disse com orgulho que ele agora era o representante da Prefeitura, ou Sub-Prefeito da rea de Bangu. Junto com a bandidagem , claro , e com as propinas que corriam soltas na prefeitura e no governo Leonel Brizola. Definitivamente , o que eu e meus amigos queramos ensinar aos moradores se mobilizarem , no era para criar crpulas como o Daniel. Ele saiu e nem se deu conta da minha decepo. Acho que me tinha contado uma faanha aprendida comigo.

    Dando um salto agora no tempo , depois de Brizola , e todos trazidos por Brizola , sem exceo , o Rio de Janeiro s teve , no Estado , governadores ladres , que aprenderam com Leonel Brizola e depois romperam com ele , e prefeitos criados neste acre caldo de cultura. Temos um Estado do Rio de Janeiro hoje falido e uma Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro hoje falida. Provavelmente o Daniel , um ex-morador de comunidade , hoje est rico e a populao de Vila Aliana convivendo com tiroteios , mortes de inocentes , trfico de drogas e outras categorias de bandidos.

    Chego aos 69 anos , depois de dedicar anos de minha juventude conscincia poltica e a aprender a separar o joio do trigo , a aprender a reivindicar , vou ser obrigado a ir urna pela ltima e melanclica vez para fazer uma “escolha de Sofia” : em quem voc quer votar ? Temos duas opes – Crivela e Freixo.

    • Caro Dr. Ednei …sds!
      A sua escolha tambm minha, aos meus, tambm 69 anos … que aconteceu com o Catolicismo no RJ? quantas Igrejas Evanglicas havia em Vila Aliana??? abr.

      • No havia, naquela poca, qualquer igreja evanglica em Vila Aliana , e o padre da Igreja Catlica era um lder na comunidade. Foi colocado l como castigo de Dom Eugnio , o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro , que perseguia os padres progressistas e era feroz aliado da Ditadura Militar.

        Dom Eugnio, achando que o bairro popular de Vila Aliana, que hoje virou favela , achou que o padre colocado l no poderia fazer nada, alm de rezar missa. Dom Eugnio achava , com razo , que o povo era despolitizado , pobre , mal informado , e que o padre nada poderia fazer com suas ideias progressistas , alm de ser Vila Aliana um bairro perifrico de Bangu.

        Dom Eugnio perseguia ferozmente os padres progressistas , e lhes colocava nas mais longnquas dioceses. O padre de Vila Aliana fazia tudo s escondidas de Dom Eugnio, assim como eu e meus amigos fazamos tudo s escondidas da Ditadura. Meu carimbo de mdico no mencionava todo o meu nome. Como meu nome Ednei Jos Dutra de Freitas , meu carimbo vinha apenas como Dr. Dutra.

        Muitas vezes encontrei pelo centro do Rio de Janeiro , onde eu tinha consultrio , com gente humilde, dentro de bueiros , funcionrios da Prefeitura , e quando me viam gritavam alegres : ” Oi Doutor Dutra , o senhor por aqui ?” – e eu ia at o bueiro ou onde fosse e fazia questo de cumprimentar com um aperto de mo um morador de Vila Aliana.

  6. Senhores,

    No meio do ano estive em uma pequena cidade pelos lados do OESTE BAIANO e pude ver que ela existia como municpio apenas por causa dos recursos federais e do dinheiro dos APOSENTADOS.

    MAS TEM UM DETALHE:

    -Em toda a cidade S VI UM APOSENTADO que contribuiu para a Previdncia Social antes de se aposentar: Um velho sargento da Polcia Militar do Distrito Federal, aposentado por tempo de servio, que resolveu fugir do caos urbano e morrer em paz no meio das pedras, da poeira e do mato – mas com sossego!

    Todos os outros aposentados “choravam” aos presentes os mais diversos motivos para estarem nessa condio, entre uma dose de pinga e outra: – hrnia de disco, filho com problemas mentais, marido falecido, deficincia em uma das pernas, idade avanada, por ser agricultor, e etc…etc…

    E MAIS:

    Alguns desses aposentados que NUNCA DERAM UM TOSTO AO GOVERNO olhavam com inveja a vida do pobre sargento, por achar que eles deveriam ter sido aposentados recebendo o mesmo valor da aposentadoria do militar:
    “-Olhem s! O Edson aqui, conversando com a gente e com o salrio j garantido no final do ms…”

    Aposentadoria deveria ser como poupana: s posso retirar dinheiro da conta se eu depositei algum.

    • Caro Virglio.
      Me expressei errado. O que queria dizer que a aposentadoria de quem contribuiu no pode ser tirada do mesmo balaio de onde sai a de quem nunca contribuiu com nada.
      Todos tm o direito de se aposentar. Para isso pagamos impostos at do ar que entra pelo catalizador do nosso carro…
      Abraos

  7. muito fcil e covarde fazer acusaes infundadas contra algum que no mais est entre ns para se defender. uma covardia imensa, mas eu vou defend-lo. O senhor se vale de acusaes inverdicas veiculadas por um colunista que o senhor mesmo j desqualificou para macular a honra de um poltico contra o qual essas acusaes falsas nunca foram comprovadas, A ditadura militar vasculhou a vida poltica, administrativa, econmica e empresarial de Brizola e nunca conseguiu provar nada contra ele, tendo arquivado todas as investigaes e os IPMs realizados depois de 64. muita hipocrisia acusar Brizola sem provas e defender a reserva moral de araque do PPS, uma sigla de aluguel que se vendeu mquina de corrupo que a privataria tucana e mais entreguista das direitas antinacionais, tendo seus parlamentares inclusive votado a favor da PEC da morte, que vai comprometer a sade e a educao dos pobres para assegurar mais recursos do oramento para o pagamento do servio da dvida pblica aos rentistas. Peo tambm ao Aquino que reaja contra essas infmias aqui registradas.

    • Prezado Carlos Frederico Alverga,

      Respeito-o muito , e o tenho na mais alta conta. Mas o que eu sei sobre as propinas cobradas por Leonel Brizola no foram pela leitura de qualquer colunista ou apenas porque ouvi falar.

      Um dos amigos que fizeram o trabalho de soerguimento da conscincia poltica em Vila Aliana era um empresrio, cuja empresa precisava de fazer licitaes para obras no governo Leonel Brizola. Era um empresrio bem sucedido , e sempre dizia brincando (porque amos muito Vila Aliana noite) que o que ele fazia , como empresrio capitalista durante o dia , ele desfazia, como militante comunista durante a noite. Ele dava boa parte do dinheiro que ganhava para o Partido, todos os meses , e , como eu , empenhou-se anos junto comigo para levantar Vila Aliana , trocando as benesses que tinha com sua mocidade e dinheiro para fazer o trabalho poltico em que acreditava. E no tinha motivos para mentir. Dizia ele que , para ganhar uma licitao no governo Leonel Brizola , ele era obrigado a desembolsar 10% sobre o valor do contrato para pagar propina a Leonel Brizola.

      Quanto a ter sido Brizola quem fixou terreno para introduzir o trfico de drogas, j que ele era aliado poltico dos traficantes , fato sabido at pelas paredes do Palcio Guanabara.

      Sinto muito que o senhor , que venero , tenha sido enganado por tanto tempo por um poltico desonesto e que , se no bastasse isso , foi quem trouxe para substitu-lo no governo do Rio de Janeiro , os piores gangsters que havia na poltica e que eram seus aliados.

      Assim, Brizola governou o Estado do Rio de Janeiro de 15/3/1983 at 15/3/1987 , poca que comearam as propinas de 10% para qualquer licitao do Estado em que se inicia o mapeamento geogrfico do trfico de drogas na cidade do Rio de Janeiro, como os que viveram esta poca so testemunhos , s buscar na memria o que aconteceu naqueles tempos, e com seu prestgio entre os incautos , apoiou para a sua sucesso a Moreira Franco, poca seu aliado e amigo , amizade anos depois rompida. No preciso comentar sobre o que fez Moreira Franco no governo, haja vista que ele est envolvido na Lava Jato , e Moreira, aliado de Brizola, governou o Rio de Janeiro de 15/3/de 1987 at 15/3/1991 e, em retribuio , como aliado, apoiou com sucesso a re-eleio de Leonel Brizola , que governou o Estado do Rio de Janeiro de 15/3/91 a 2/4/94 , colocando em seu lugar o desonestssimo companheiro de chapa de Leonel Brizola , o Vice-governador pelo PDT Nilo Batista, sobre o qual no preciso fazer comentrios.

      Aps Nilo Batista encerrar o seu mandato, entra outro governador, o alcoolista Marcelo Alencar , fiel aliado de Brizola no PDT e por Brizola muito prestigiado durante o governo Brizola : Marcelo Alencar , aps a Lei da anistia e o fim do bipartidarismo no pas, filiou-se ao PDT. Presidiu o extinto BANERJ no incio do primeiro governo de Leonel Brizola que o nomeou para ocupar a chefia municipal (na poca os prefeitos das capitais eram indicados pelo governador). . Venceu a eleio , mais uma vez colocado pelas mos de Brizola, um alcoolista , que tambm desgovernou o Rio de Janeiro pelo PDTde !/1/1995 , tambm a base de propinas para obras para as licitaes fraudadas do governo do Estado , e desgovernou at 1/1/1999.

      Vencido o prazo do alcoolista Marcelo Alencar , quem que Brizola vai buscar , nos quadros do PDT para apoiar e para vencer a eleio em cima do prestgio de Leonel Brizola ? – Ningum mais , ningum menos que o pedetista de ento anthony Garotinho , sobre cuja administrao nem preciso comentar. Garotino hoje , pelo que fez de errado, est to impopular quanto Lula , e seu candidato em Campos dos Goytacases, mesmo sendo prefeita da cidade a Sra. Rosinha Garotinho , perdeu a eleio com uma diferena expressiva de votos para o primeiro colocado. A escolha de Leonel Brizola para os futuros governadores do Estado do Rio de Janeiro, todos vitoriosos , e todos desonestos, chega a ser incrvel. Anthony Garotinho , ento no PDT e apoiado por Brizola , governou o Estado do Rio de Janeiro desde 1/1/1999 e renunciou ao seu mandato em 6/2/2002 , dois anos antes da morte de Brizola. E quem entra para governar o Rio de Janeiro , na chapa escolhida por Leonel Brizola ? – A Vice-Governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva, que desgraou o Estado do Rio de Janeiro desde 6/2//2002 at 1/1/2003 , com Leonel Brizola ainda vivo e dando as cartas.

      Vencido o mandato da Governadora Benedita da Silva , quem Brizola vai buscar no PDT para se candidatar ao Governo do Estado do Rio de Janeiro ? – Ningum mais, ningum menos do que a esposa de Anthony Garotinho, seu fiel escudeiro de PDT , e candidata-se e vence a eleio com o apoio de Brizola e do prprio marido que quela altura tinha grande aprovao popular , mesmo tendo feito o que fez mas o povo no soube, s veio saber depois , o que o fez cair em desgraa, e fez a lambana que fez no governo do estado de 1 de janeiro de 2003 at 1/1 2007 , tendo como candidato de chapa, como Vice Governador, escolhido por Leonel Brizola o no menos nclito poltico Luiz Paulo Conde, e que Deus nos livre.

      Durante o mandato de Rosinha, morre o ex-governador Leonel Brizola, em 2004. S com a morte foi que Brizola deixou de escolher os “melhores quadros” do PDT para candidatar-se ao governo do Rio de Janeiro. Mas a desgraa do Rio de Janeiro no parou a , infelizmente. Continuou ! Quem eleito para suceder Rosinha Garotinho ? – Ningum mais , ningum menos do que Srgio Cabral e por dois mandatos com licitaes fraudulentas e negociatas. Renuncia governana do Rio de Janeiro a tempo de se candidatar a cargo mais alto na Repblica , dando lugar a seu Vice-Governador Luiz Fernando Pezo.

      triste, mas a verdade.
      a 1 de janeiro de 2007

      Leonel Brizola morreu rompido e inimigo de Anthony Garotinho , Marcelo Alencar , Moreira Franco , Benedita da Silva , Rosinha Garotinho e Nilo Batista , todos os homens que escolheu para governar o Rio de Janeiro , exceo de Rosinha Garotinho que mulher , mas tambm Brizola morreu rompido com ela, Todos esses logo pularam fora do PDT.

  8. O texto trs o velho e surrado discurso. Quando no governo, fizeram o que? Agora que no mais esto, querem as reformas. No pude tomar conhecimento das propostas, com a profundidade que mereciam e eu gostaria.
    No entanto, quero dizer que os sindicatos, por corporaes que so, sempre defenderam e defendero o seu lado, mesmo que haja prejuzos a sociedade.
    Considerando que o que for decidido, independentemente da viso, seria importante a aprovao do conjunto da sociedade, que no final quem sempre paga.
    Sugeri a deputados/senadores com os quais tenho algum contato, a realizao de plebiscito para aprovar.
    No fundo, nenhum dos lados far o melhor. Pois que a sociedade arque, por sua maioria, com a deciso de seu futuro.

  9. \meus caros, Os Institutos de aposentadoria, por profisso: Martimos, Comercio,Indstria, etc,com contribuio do trabalhador, do patro e Governo, funcionava, investindo na construo civil (casas para os associados, Hospitais, que atendiam com dignidade, infelizmente, a ditadura, transformou no INSS- segundo “S”significando “seguro”, misturou alho com bugalhos”, pagando a quem nunca contribuiu, o segundo”S” significa: corrupo, e o resultado hipcrita: o INSS deficitrio, o deficit existe sim: “vergonha na cara”. O PT-Lula, traiu o trabalhador, em todos os sentidos, e nos mergulhou neste oceano de lama, que est a nos sufocar. Temer, no tem “pulso” para governar para o povo, conivente com a corrupo, ao proteger os ministros amigos .”da ona”, o Horizonte, est tempestuoso, queira Deus, que o alerta de Rui Barbosa: no acontea: A fome m conselheira.
    Por um Brasil decente e justo.

    • Boa noite Tho ,
      Um dos motivos da falncia desse modelo foi quando o Delfim terminou com os Institutos, IAPI, IAPB , IAPETEC. etc, visando fazer caixa para o ‘milagre brasileiro’…

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