Anistia Internacional critica governo brasileiro por monitorar ONGs em evento da ONU

Nem no regime militar tivemos atitudes fascistas', defende General Heleno |  Jovem Pan

General Heleno foi criticado por acusar “maus brasileiros”

Deu no Estadão

A Anistia Internacional criticou neste sábado, dia 17, o governo brasileiro por ter escalado agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar a participação de ONGs e movimentos sociais na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25) no ano passado.

A vigia foi revelada no último domingo pelo Estadão e foi publicamente admitida pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, na sexta-feira, 16, quando escreveu em sua conta no Twitter que a agência deve acompanhar campanhas internacionais apoiadas por “maus brasileiros”.

DIZ A ANISTIA – “São graves as notícias veiculadas recentemente pela imprensa a respeito do monitoramento de movimentos sociais e organizações não governamentais que participaram da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 25) realizada em Madrid, em dezembro do ano passado”, diz nota da Anistia Internacional.

“Técnicas de vigilância e monitoramento de opositores políticos foram práticas utilizadas de maneira sistemática durante o regime militar no Brasil e subsidiaram, por muitos anos, graves violações de direitos humanos”, segue o texto.

A entidade também criticou o fato de Heleno ter classificado como “maus brasileiros” os integrantes de organizações não governamentais e movimentos sociais com os quais o governo mantém relação conflituosa.

PASSADO RECENTE – “O direito internacional determina que os indivíduos submetidos a essas práticas de monitoramento têm direito a recursos judiciais e reparação do Estado pelas violações de seus direitos humanos”, afirma a nota da Anistia Internacional, que considerou a iniciativa do governo “grave”, “especialmente por conta do Brasil possuir um passado recente de perseguições políticas durante o período do regime militar, que durou 21 anos”.

A organização ainda criticou a Lei de Anistia, de 1979, e mencionou que a Corte Interamericana de Direitos Humanos – órgão internacional responsável por aplicar a Convenção Americana de Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário –, determinou recentemente que as violações de direitos humanos contra opositores políticos durante o regime militar constituiu crime contra a humanidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
E assim lá vai o Brasil descendo a ladeira, com sua imagem internacional cada vez mais desmoralizada por essa política interna e externa de Bolsonaro e seus generais. No governo de Itamar Franco, a gente era feliz e não sabia. (C.N.)

 

10 thoughts on “Anistia Internacional critica governo brasileiro por monitorar ONGs em evento da ONU

    • Isso é verdade. O que devemos então fazer diante desse absurdo? Lembre-se: Interesse soberano brasileiro não tem a ver com se submeter ás burrices de um velhinho da reserva remunerada.

  1. Tem que monitorar as ONGs mesmo. O que tem no subsolo brasileiro é do país. E quem estiver lesando a pátria, pena máxima, já que não tem prisão perpétua ou pena de morte no Brasil.

  2. É claro que um governo tem que investigar instituições, ONGs, ou qualquer outra coisa que coloque em risco a soberania de um país.

    Mas sabendo-se que as próprias FFAA brasileiras faz vistas grossas para ONGs norte-americanas que estão há décadas no Brasil se passando de “missionários de Jesus”, e essas ONGs norte-americanas são nada mais nada menos que olhos e ouvidos do Titio Sam em território nacional, em uma clara interferência a nossa soberania, então quais ONGs a Abin investiga?

    Também a minha outra pergunta para o general de pijama Heleno é:

    Achou alguma coisa de errado nas ONGs
    investigadas?

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