Anistia Internacional denuncia atrocidades de islamitas na Nigéria

Líder do Boko Haram é visto em vídeo divulgado em 2 de outubro de 2014. (Foto: AFP)

Líder do Boko Haram num vídeo divulgado em 2014

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“Os assassinatos deliberados de civis e a destruição de seus bens por parte do Boko Haram constituem crimes de guerra e crimes contra humanidade e pedem uma investigação”, declarou a Anistia Internacional, acrescentando que grupo jihadista nigeriano Boko Haram matou uma mulher que estava em trabalho de parto, durante um ataque realizado no início do mês no nordeste do país.

Segundo o grupo defensor dos direitos humanos, uma testemunha disse ter presenciado a morte da mulher por disparos durante o ataque à localidade de Baga e arredores, às margens do lago Chade.A fonte, que não teve seu nome revelado, contou que uma mulher grávida foi morta durante o trabalho de parto, assim como várias crianças. “Metade do bebê já havia saído, e ela morreu nessa posição”, afirmou a testemunha, citada pela Anistia.

Segundo a organização, centenas de pessoas podem ter sido assassinadas nesta ofensiva lançada pelos radicais islâmicos em 3 de janeiro. O ataque parecia ter como alvo milícias civis de autodefesa que ajudam o Exército contra o Boko Haram.

Uma mulher entrevistada pela Anistia Internacional disse “que havia cadáveres para onde quer que olhasse”. Um homem que conseguiu escapar da chacina de Baga, após permanecer escondido por três dias, contou ter ‘andado sobre os cadáveres’ por cinco quilômetros em sua fuga.

Autoridades locais informaram que 16 povoados foram queimados, e 20 mil moradores fugiram da região.

3 thoughts on “Anistia Internacional denuncia atrocidades de islamitas na Nigéria

  1. GERALD THOMAS………(Folha,hoje)

    Sátiras a temas religiosos devem ter limites?
    NÃO

    Quem ri por último ri melhor

    Fui ilustrador da página de “Opinião” do “New York Times” nos anos 80. Às vezes eu ousava publicar algo que não pegaria bem com um grupo ou outro. Algum radical sempre berrava, mas não passava disso. Respondendo diretamente à pergunta: é claro que não. Quanto mais ácida, melhor a sátira.

    A última coisa nesse mundo que preciso é de lição em direitos humanos. Durante seis anos fui voluntário na Anistia Internacional em Londres nos anos 1970 trabalhando pelos exilados políticos brasileiros –não trabalhei só pelos mais conhecidos. Visitei quase todas as prisões brasileiras no final daquela década.

    Há um pouco mais de um mês, eu estava marchando nas ruas de Nova York, onde moro, protestando contra a decisão da Justiça sobre a morte dos jovens negros Michael Brown, em Ferguson, no Missouri, e Eric Garner, em Staten Island. Fiz o mesmo em 2012 quando Trayvon Martin foi assassinado na Flórida e recentemente deixei flores no memorial a dois policiais mortos no Brooklyn. Como se vê, sou eclético nas minhas homenagens.

    Gostaria de ter estado em Paris no domingo (11) na marcha de mais de 3 milhões de pessoas para ser mais um a apostar nessa utópica sociedade livre para caricaturar profetas, papas, políticos e religiosos.

    Esse é um direito supremo de um sátiro ou humorista em uma democracia. Não serão alguns covardes encapuzados, berrando lemas, ameaçando temas, querendo nos enfiar a lei islâmica goela abaixo que calarão qualquer Redação.

    Defendo a liberdade de expressão irrestrita, mesmo depois desse trágico evento em que os cartunistas do jornal satírico “Charlie Hebdo” foram mortos, além de outras pessoas em um mercado kosher, em Paris. Mais da metade da minha família foi assassinada em campos de concentração. Nem por isso deixo de ser fã de Richard Wagner e de encenar suas óperas.

    Admito sátiras aos cadáveres dos meus parentes. Sou filho da contracultura, pus meus pés na lama de Woodstock e até hoje acredito naqueles valores. “É tanta liberdade que não há mais como provocar”, disse Georges Wolinski quando esteve no Rio, em 1993. Wolinski foi assassinado na quarta (7), na Redação do “Charlie Hebdo”.

    Sou de teatro e do teatro. Da farsa ao realismo, da sátira às lagrimas, coloco-me no palco fingindo encenar a mim mesmo, usando atores ou cantores líricos numa tentativa de reinventar o mundo ideal.

    Pouco importa se é mesquita, sinagoga, igreja católica, templo evangélico, templo budista. Qualquer pessoa que leva a sério demais o fato de nos satirizarmos, que vá à merda! Ou que se enterre viva.

    Sou intransigente no que diz respeito à liberdade de expressão de cada um: e sou ainda mais intransigente quando matam em nome de Alá, de Maomé, de Cristo, de comunismo, de nazismo, de fascismo etc. Caricaturar nunca é crime. Caneta e lápis não matam. Exageram, humilham, fazem rir, mas não matam.

    Aceito qualquer caricatura a respeito da minha família. Posso ficar incomodado com desenhos de cinzeiros cheios de cinzas com a legenda “aqui dentro há uma pilha de ex-judeus”, mas não saio por aí metralhando as pessoas. Quando urram da plateia “judeuzinho, volta para o campo de concentração”, como berravam em “Tristão e Isolda”, no Theatro Municipal do Rio, em 2003, abaixo as calças e mostro a bunda.

    Por responder mostrando a bunda fui processado por evangélicos hipócritas e fanáticos. Mas, um ano depois e muito dinheiro gasto com advogados, fui absolvido. Eu faria tudo de novo, assim como a equipe do “Charlie” está fazendo.

    Ninguém jamais vai nos calar. Podem nos oprimir por um tempo, podem matar alguns, podem torturar com choques e afogamentos, podem tentar nos massacrar, mas quem ri por último ri melhor.

    GERALD THOMAS, 60, é autor e diretor de teatro. É autor de “Arranhando a Superfície” (Cobogó)

    • Prezado Mauro:

      Irretocáveis os comentos de Gerald Thomas. Fico pasmo de ver certos jornalistas e comentaristas aqui na Tribuna tentarem justificar o que ocorreu em Paris. Em ressunta dizem ser contra os assassinatos (o que resumem em poucas palavras) mas desfiam um rosário de críticas para meterem o pau nos cartunistas. Indago: 11/09 foi provocado por charges? Os ataques de Madri? E tantos outros? Mauro e Gerald, tem até advogado que se arvora na pseudocondição de jornalista para falar tais sandices. Por isso somos esse ‘paiseco’, com seu povaréu – dos pés-de-chinelo aos medalhões – acreditando em assombração, mas exigindo ser respeitado e invocando a ira divina. Estou com Gerald: sátiras e temas religiosos NÃO DEVEM TER LIMITES.

  2. É isso aí Gerald, voce mostra que, por causa de raivinhas, e como nessa vida as temos, não podemos justificar reações violentas como o biruta do papa tentou nos convencer, dando aos assassinos margem para se sentirem com alguma razão.

    Os assassinos não tem razão nenhuma. Ponto final.

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