Ano começa com novo reajuste na conta de luz

Stephanie Tondo
O Dia

A conta de luz vai ficar mais cara em janeiro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que o sistema de bandeiras tarifárias indicou sinal vermelho para os valores do primeiro mês do ano. Com esta sinalização nas contas, o consumidor terá que arcar com um acréscimo de R$ 3 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), o consumo médio para uma família com quatro pessoas é de 200 kWh mensais.

Simulação feita no site da Light mostra que o valor gasto para esse consumo seria de R$ 99,55, sem o sistema de bandeiras. Isso significa que a família pagaria no fim do mês R$ 105,55, levando em consideração o acréscimo de R$ 6.

A partir do mês que vem, as contas de luz virão classificadas por cores: verde, amarela e vermelha — que informarão as condições de geração de energia. As tarifas poderão ter aumentos e reduções mensais, dependendo das colorações. No caso da bandeira verde, as contas não sofrem acréscimo. Na amarela, o aumento é de R$ 1,50 para cada 100 kWh. Já na vermelha, a tarifa sofre acréscimo de R$ 3 pelo mesmo consumo.

CENÁRIO HIDROLÓGICO

“A maioria da energia elétrica produzida no Brasil é proveniente de fontes hidrelétricas, e o cenário hidrológico não tem sido favorável para este tipo de geração desde 2012. Com efeito, o Operador Nacional do Sistema tem acionado cada vez mais as usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais elevado. Assim, o sistema de bandeiras tarifárias visa adaptar de maneira dinâmica estes custos extras de curto prazo na geração de energia às tarifas dos consumidores”, explicou a Abradee, em nota.

De acordo com a associação, a medida visa, também, sensibilizar a sociedade e os consumidores sobre sua responsabilidade no uso racional de recursos naturais limitados e nos impactos ambientais e econômicos do utilização não eficiente da energia.

Proprietário de um bar na Lapa, no Rio, Manuel Tinoco está preocupado com os gastos extras. “Eu já gasto cerca de R$ 2.500 por mês com a luz e terei que me reorganizar para desembolsar mais ainda. É triste, prejudica a todos empresários, principalmente. Com a mudança, terei que economizar no bar, caso contrário, ficará muito difícil pagar as contas”, diz.

8 thoughts on “Ano começa com novo reajuste na conta de luz

  1. Pois, é.

    Já é o resultado dessa nova e necessária política fiscal que o governo da gerentona deverá adotar daqui por diante.

    Nada disso seria necessário se lá atrás, no começo da sua primeira gestão, Dilma tivesse partido para o estímulo à poupança e aproveitado a oportunidade disponibilizada pelo banco central norte americano, de ter mantido por todo este tempo a menor taxa básica de juros da nossa história; estimulado o investimento público e privado, aumentado a oferta e reduzido as pressões inflacionárias.

    O voo da economia brasileira, jamais teria sido um “voo de galinha”.

    Agora a população que aguente as consequências da “governança” petista.

    • A economia brasileira, vê-se, está forte mesmo. Mas a força se refere à presença do Estado que permeia todos os meandros econômicos a sustentá-la artificialmente mediante a elevação sem fim da dívida pública.

      E isso é tão sustentável quanto o próprio voo da galinha.

        • Lula pegou céu de brigadeiro com a convergência de quatro fatores inexoráveis de convergência do crescimento: a estabilidade da moeda e das políticas de governo (de renda, monetária, fiscal e cambial), a sinergia econômica positiva ocasionada pelas privatizações efeagacianas, a forte demanda por commodities (especialmente da China) e a formação de um volume seguro de reservas monetárias estrangeiras.

          O resto é conversa fiada!

          Ah, sim… já ia me esquecendo, expandir o consumo foi a coisa mais fácil do mundo e, também, caminho natural. Bastou manter o céu de brigadeiro deixado pelos dois presidentes anteriores.

  2. O aumento da conta de luz já era esperado por gregos e troianos. Só não veio antes, por causa da eleição. O fato se agravou pelo fato dos reservatórios de água estarem no nível mais baixo da história. As chuvas de verão não vieram com a intensidade esperada. A matriz energética, na base da hidroeletricidade dá sinais de exaustão. São mais baratas, mas, dependem das chuvas, que rarearam devido ao desmatamento na Amazônia, ao efeito estufa e a poluição em escala global. O mundo já sabe, que uma agressão ao meio ambiente na China pode afetar qualquer região do planeta, por exemplo. São os vasos comunicantes, que causam enchentes, seca, furacões, tornados, maremotos, tsunamis e áreas desertificadas.

    É chegada a hora do país investir em energia solar. Com R$ 25.000,00, as placas solares armazenam eletricidade para o consumo de uma família composta do casal mais quatro filhos. Ainda não foi implantada, porque os governadores temem perder o imposto pago pelos consumidores ao Estado e as empresas de eletricidade, todas privadas, temem pela redução dos lucros.

    Num país ensolarado 12 meses por ano, não se justifica o abandono dessa energia limpa. O excedente poderia ser doado para o sistema elétrico e vendido para às indústrias, que demandam uma potência instalada maior para produzirem seus manufaturados, pois a energia solar, ainda não está capacitada para suprir grandes consumidores.

    No entanto, a crise energética virá de qualquer jeito e aí essas medidas alternativas terão que vir na esteira dos fatos graves relacionados ao clima, em constante e acelerada mudança em escala global. A falta de água em São Paulo, está se transformando em evento catastrófico, que poderá atingir também o Estado do Rio de Janeiro. Duas potências econômicas, a experimentar o que os Estados nordestinos sofrem a séculos com a pouca água, notadamente no sertão.

    Entretanto, a sociedade e o poder público ainda não se deram conta da gravidade das agressões ao meio ambiente. O verde dá lugar as construções prediais por todo canto. Árvores são cortadas sem o menor critério e sem a fiscalização das Secretarias do Meio Ambiente dos Municípios. As moto serras agem livremente com a complacência de autoridades e da sociedade organizada. Ninguém quer se indispor, pois vivem entrincheirados em suas fortalezas (casas e apartamentos), contudo, a vida está passando e o legado de destruição atingirá a todos, pobres, remediados e ricos.

    Que fazer? Creio, que somente quando a situação se tornar dramática, populações e governos terão que fazer alguma coisa, até esse momento aflorar como uma tragédia grega, nada de proteger rios e matas e muito menos tratar o lixo, tornando-o reciclável.

  3. Senhores,

    Perguntem se a ALEMANHA, a FRANÇA ou o REINO UNIDO precisam de São Pedro para terem energia elétrica!
    Só os ABORÍGENES DO HEMISFÉRIO SUL dependem da natureza para terem energia elétrica em casa.
    Só os ABORÍGENES DO HEMISFÉRIO SUL, enquanto pregam que o mundo está esquentando e ficando seco, colocaria a sua matriz energética na ÁGUA! E o pior: nem hidrelétrica consegue construir!!!
    Os nossos APAGÕES não acontecem por acaso. Foram planejados pelos nossos governantes, CAPATAZES DOS PAÍSES RICOS aqui colocados, para darem uma freada, de vez em quando, no nosso desenvolvimento.

    “ELETRICIDADE CARA LEVA INDÚSTRIA PARA O PARAGUAI
    Brasília – A participação dos produtos industriais importados nas prateleiras do comércio brasileiro alcançou, no primeiro trimestre deste ano, um novo recorde de 22,5% do total. Apesar do avanço da concorrência de fora, sobretudo a asiática, o maior desafio para as fábricas instaladas em território nacional está no ambiente doméstico, representado pela disparada dos custos para produzir no país, com destaque para a eletricidade. O mais novo choque para a indústria, que sofre com a perda constante de competitividade, já está levando empresas a transferir suas linhas de produção para o exterior, para fugir do alto preço do megawatt/hora (MWh), enquanto grandes indústrias autogeradoras do insumo preferem produzir menos e priorizar o ganho proveniente da venda de energia no mercado à vista.

    Na linha de frente na disputa pelas indústrias brasileiras está o Paraguai. Sócio do Brasil na maior usina da América Latina, a hidrelétrica de Itaipu, o país vizinho só usa 5% do que é gerado por ela. Os outros 45% a que tem direito são vendidos para o próprio Brasil suprir a crescente demanda. Com o gargalo do setor elétrico se agravando, o Paraguai está atraindo indústrias nacionais apenas com o apelo da energia da usina binacional como moeda de troca.

    Na avaliação de Walter Fróes, da CMU Comercializadora de Energia, se o Paraguai se organizar, vai roubar muitas indústrias brasileiras. “Um cliente meu já levou seu parque industrial para o país vizinho. Lá ele paga US$ 36 o MWh (cerca de R$ 80), e tem apenas 12% de Imposto de Valor Agregado (IVA). No Brasil, hoje, o MWh está em R$ 822,83 no mercado livre e os encargos passam de 40%”, sublinha Fróes. Esse cenário, estima o analista, vai se agravar. “Outro país que está atraindo indústrias de todo o mundo, inclusive brasileiras, é os Estados Unidos por conta da disponibilidade de gás de xisto na Pensilvânia”

    Enquanto isso, estamos a MAIS DE TRINTA ANOS tentando construir uma hidrelétrica no Rio Madeira…

  4. Porque amanhã não fazermos um grande APAGÃO ?
    Como ? Não sei , não sei …
    Mas, se eu morasse em Brasilia, não sairia na rua amanhã, nem
    para comprar pão.
    Cerveja ? Gosto muito, mas , se não tivesse na geladeira, ficaria
    em abstinência …, ou seja, mais um sacrifício .

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