Antes de Temer decidir renunciar o Congresso já discutia a eleição indireta

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Andréia Sadi
GloboNews

Na manhã desta quinta-feira, parlamentares da base aliada já discutiam com a cúpula do Congresso Nacional a convocação de eleições indiretas. Nas conversas da base aliada de Michel Temer, está descartada eleição direta, que exigiria a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um processo longo. Em reunião no Palácio do Planalto, Temer disse que queria acesso às gravações do empresário Joesley Batista antes de se pronunciar. O assessor jurídico da Casa Civil, Gustavo Rocha, ficou de ir na tarde desta quinta-feira (dia 18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir oficialmente o acesso aos áudios.

Eleição indireta é o que prevê o artigo 81 da Constituição para a hipótese de vacância da Presidência da República, na segunda metade do mandato, em casos de renúncia, impeachment ou cassação.

EM BUSCA DO SUCESSOR – Parlamentares da base governista já discutem um nome da sociedade civil para uma eventual eleição indireta. Em conversas reservadas nesta quinta, aliados de Temer afirmaram ao Blog que, ao admitirem convocar eleições indiretas, a proposta é também para evitar que o presidente seja cassado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume só interinamente a Presidência da República. O Congresso elege presidente e vice em sessão conjunta de deputados e senadores, 30 dias depois da vacância do cargo.

8 thoughts on “Antes de Temer decidir renunciar o Congresso já discutia a eleição indireta

  1. Marcela! Acalma o menino!
    fecha melhor as cortinas do jaburu que ta vazando luz na carcaça do Temer…

    O presidente e tudo, O presidente vai ate o fim!

    Onipotente? Mal amado? Doido de pedra?

    Vigarista, de carteirinha e faixa presidenCIAl …..

    • Politica brasileira,
      cheia de velhos furúnculos…

      Temer na frivolidade, Aecio morto e varrido do mapa, e la se vai mais um dia em Banania….

      E quando o Molusco vai ser preso???

  2. Acabo de assistir vídeo em que o Temer garante que não renunciará e pede urgência ao Supremo para que seja esclarecido de forma rápida o episódio da gravação.

    Por sua vez, o Reinaldo Azevedo tece comentário questionando a maneira como foi anunciado o vídeo comprometedor, acenando que o mesmo não teria validade como prova em juízo.

    Sei não…

    Em tempo de tantas armações, fica complicado saber quem é quem,e se falam a verdade.

    Em suma, quem é o mocinho e quem é o bandido nesse faroeste caboclo cheio de surpresas…

    • Parece que os ministros do STF armaram esta para o Temer uma vez que a Lava Jato não poderia ter gravado o presidente. Lembrem o caso da nomeação do Lulla como ministro da Dilma.

  3. O presidente perdeu todas as condições de permanência no cargo, após a divulgação da conversa com o dono da JBS. Trata-se de obstrução das investigações envolvendo o ex-presidente da Câmara Federal, o mesmo erro de Dilma, que queria nomear Lula para o Ministério da Casa Civil para conferir o foro privilegiado ao ex-metalúrgico.

    Os ratos já começam a pular do barco do PMDB, da mesma maneira, que o fizeram na barca do PT. Os casos são tão semelhantes, que custo a crer que estejam ocorrendo na prática. Parece um filme ainda vivo na nossa memória. Só falta o espetáculo do impeachment, com todas aqueles horríveis pronunciamentos do sim, acrescidos das maiores bobagens jamais vista.

    Creio, que Temer não deveria se submeter ao constrangimento, por que passou a presidente Dilma, que insistiu na falácia do golpe, quando foram seus imensos erros, a causa de sua defenestração do PODER, como agora, os fatos delatados por Santana e Mônica, seus vitoriosos marqueteiros, expuseram ao grande público, em troca da liberdade, a mecânica do toma lá da cá com empreiteiras e empresas privadas em troca de recursos para as campanhas vitoriosas do PT.

    O processo de dilapidação do patrimônio público, envolvia os Partidos da Base aliada. Dinheiro em troca de empréstimos de pai para filho, no caixa do BNDES, da CEF e dos Fundos de Pensão, além de medidas provisórias editadas com o único objetivo de renúncia fiscal. Nessa festa e farra com dinheiro público, o povo ficava de fora.

    O processo político, conforme está posto, demonstra a sua falência completa. Com esse Congresso em frangalhos e comprometido com caixa 2, somente a renúncia de todos e a convocação de eleições diretas já, poderão salvar o país da desintegração ética e moral, em que está definitivamente mergulhado até o pescoço.

    Algo precisa ser feito com urgência, contudo, os atores envolvidos nas delações e acordos de leniência, não podem participar da limpeza que o Brasil precisa empreender para sair do atoleiro em que se encontra, sem uma luz no fim do´túnel.

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