Antes mesmo do segundo turno, Temer já costura transição com Bolsonaro

Temer discute transição de governo rem reunião com ministros Foto: Cesar Itiberê/ Divulgação

Temer reúne equipe do Planalto que atua na transição

Leticia Fernandes, Jussara Soares e Eduardo Bresciani
O Globo

A uma semana do segundo turno, a equipe do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, já ensaia os primeiros passos para a transição de governo. Embora evite falar a respeito do cenário pós-eleitoral, o coordenador político Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciado como futuro chefe da Casa Civil caso Bolsonaro seja eleito, pretende estar em Brasília no dia 31 de outubro para tratar do assunto.

Por outro lado, o presidente Michel Temer designou o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) como interlocutor para discutir a troca de comando no Planalto. E afirmou que pretende estabelecer uma “transição muito tranquila” com o sucessor.

RELATÓRIO – Em um vídeo gravado ontem, em uma reunião com ministros para discutir a sucessão, Temer afirmou que, a partir de hoje, Padilha fará reuniões periódicas para dar forma final a um documento que será entregue ao novo presidente. Será disponibilizada à nova equipe uma versão digital com todos os números e balanços importantes de cada área do governo, e uma versão impressa, em formato reduzido, que Temer deverá entregar pessoalmente a seu sucessor.

Os grupos de trabalho da campanha de Bolsonaro já têm recebido diversas colaborações de integrantes do governo. Dois dos coordenadores de áreas já atuam no Executivo. Marcos Cintra preside a estatal Financiadora de Estudos e Projetos, ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Adolfo Sachisida é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

PORTAS ABERTAS – As equipes também têm encontrado as portas abertas em diversos órgãos. Quadros do corpo técnico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) cooperam com o grupo liderado por generais da reserva, na expectativa de terem mais espaço em um futuro governo.

Há também movimentos de políticos na mesma direção. O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, e o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, ambos do PSD, jantaram dias atrás com Onyx Lorenzoni. O ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) também já conversou sobre a área com o coordenador político de Bolsonaro, que mantém a cautela.

— Não, eu não falo em transição. Nós temos que manter o foco e humildade. Nossa equipe é humilde para manter o foco. Nós estamos olhando para o domingo. Depois, de segunda a terça feira a gente começa a falar em transição autorizados por eles, ó (aponta os manifestantes nas rua), que é quem importa: a população brasileira — disse Lorenzoni.

ÁREA RESERVADA – O gabinete de transição será instalado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, em um espaço que estava vazio. A área reservada para a transição governamental tem 2.500 metros quadrados, mais de 20 salas, além do gabinete presidencial, e capacidade para receber 250 pessoas.

As obras no local duraram cerca de dois meses. O espaço e os móveis foram fornecidos pelo Banco do Brasil, que cederá o local para o governo e, portanto, não irá cobrar aluguel. Haverá, no entanto, rateio das contas de luz e água enquanto durar o processo.

DIZ TEMER — “Faremos uma transição muito tranquila em relação ao novo presidente da República” — disse o presidente Temer, que afirmou que a ideia de centralizar as atividades em Padilha é evitar “equívocos” que possam prejudicar o próximo ocupante do Palácio do Planalto:

— Essa centralização é fundamental para que haja um diálogo muito produtivo entre aqueles que chegam ao governo e aqueles que dele sairão. Portanto, mais uma vez, o Padilha ficará às ordens para receber colaborações daqueles que governarão o país a partir do ano que vem.

12 thoughts on “Antes mesmo do segundo turno, Temer já costura transição com Bolsonaro

      • Já estão falando até em se livrar do Moro, na vara de Curitiba, guindando-o para o STF, dando a impressão que Moro é da patota de Bolsonaro, tudo que condenaram nas nomeações petistas.

        • Luiz sera que está turma que ajudou a afundar o Brasil tem capacidade para fazer relatório de transição,alias cadê o “competente” do Meireles, a mídia esqueceu que ele foi ministro da fazenda por 2 anos.

  1. Eliseu Quadrilha tá lá pra descolar um carguinho com foro. Como os assessores de Bolsonaro andaram falando em alguns do atual corrupto governo ficarem, Quadrilha está esperançoso. Angorá deve “dar uma força” também rs rs rs

  2. “O que cairá com a ascensão do Bolsonaro:

    1) Todo o esquema de poder e corrupção construído pelo PT e seus associados ao longo de cinquenta anos.

    2) O centro motor e financiador de todo o movimento comunista latino-americano. Portanto, o Foro de S. Paulo com as duzentas organizações que o compõem não receberão mais dinheiro do contribuinte brasileiro.

    3) Os planos internacionais de eliminação da soberania nacional brasileira e de subgjugação do país ao esquema globalista.

    4) Milhares de carreiras e biografias de politicos, intelectuais e artistas de esquerda.

    5) Todo o poder impune do narcotráfico e do crime organizado em geral, pela inserção de novos magistrados descompromissados com os criminosos atuais no Poder Judiciário.

    6) Todas as grandes empresas de mídia que vivem como se fossem estatais.

    7) Toda a constelação de prestigios do show busness que se alimenta de recursos públicos para fazer propaganda para o governo.

    8) Todo o sistema de poder instalado nas universidades e no sistema de ensino público em geral e nos milhares de cargos de confiança espalhados, estrategicamente, em todos os ministérios e repartições.

    Por tudo isso, é óbvio, é patente e inegável que os representantes do atual esquema de poder não podem aceitar uma derrota de maneira alguma, porque não sera só uma derrota, sera a sua total destruição enquanto grupos, enquanto organizações e até enquanto indivíduos.

    Portanto, eles não estão lutando pelo poder, nem para vencer uma eleição; estão lutando pela sobrevivência.”
    (Internet)

  3. “Todo o esquema de poder e corrupção construído pelo PT e seus associados ao longo de cinquenta anos.” Caraca, mas o PT ficou no poder só por 13 anos, tutelado pelo PMDB, PP, PSD, PR…, que comandaram os esquemas, que estão todos no Gov. Temer, que estão todos embarcando num possível Gov. Bolsonaro. Que raio de mudança será essa ? E de nada adianta tirar um esquema de corrupção e por outro ainda mais barra pesada no lugar, armado até os dentes ? Temos que ficar de olhos vivos para que isso não ocorra.

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