Ao atacar a imprensa da forma que faz, Bolsonaro acaba atacando a si mesmo

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De repente, Jair Bolsonaro reviveu seu passado homofóbico….

Pedro do Coutto          

Sem dúvida, a contradição que está no título marcou o comportamento do presidente Jair Bolsonaro na entrevista da manhã de sexta-feira aos jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada. Tanto assim que, no sábado, como a Globonews divulgou, o presidente reconheceu seu erro e portanto tacitamente condenou a si próprio por ter se afastado dos fatos colocados em foco, passando praticamente a invadir o território da ética, o qual limita o comportamento dos presidentes da República. 

São episódios como esse que desgastam a imagem dos governantes, já por si difícil de manter em nível adequado, porque não se pode mesclar a atitude de profissionais da imprensa com o conteúdo dos fatos no foco da opinião pública.

ÉTICA DO CARGO – Afinal de contas, um presidente da República não pode se comportar como as pessoas comuns, por isso ele foi eleito pela maioria absoluta do povo brasileiro.

Os fatos que envolvem seu filho, senador Flávio Bolsonaro, nada têm a ver com o jornalismo. Sem dúvida, há perguntas que constrangem, porém mais constrangedora é a atitude incluída na resposta.

O caso Fabrício Queiroz havia sido objeto de uma decisão do ministro Dias Tofolli, presidente do STF, suspendendo as investigações inclusive obstruindo o fornecimento de dados do antigo COAF.

PERPLEXIDADE – A decisão causou perplexidade. Tanto assim que o plenário do Supremo reverteu o ato por nove votos a dois. Entre os nove votos incluiu-se o do próprio ministro Dias Tofolli, que mudou de opinião no final do julgamento. Portanto, se as investigações prosseguiram, como prosseguem, é com base na resolução da própria Corte Suprema.

Não se pode responder a perguntas atacando os interlocutores sem responder ao conteúdo das colocações. O episódio de sexta-feira deixou muito mal o presidente da República. No sábado, ele se desculpou. Mas isso não altera o conteúdo de seu comportamento.

HOSTILIDADES – Desculpas podem ser pedidas, mas fica sempre a imagem do pronunciamento inadequado e hostil para com o jornalismo e a própria opinião pública.

Os jornalistas não são responsáveis pela criação de fatos e situações difíceis. Culpar os jornalistas é cometer um grave erro. E o presidente da República não pode continuar se comportando sem levar em conta a ética que cerca o desempenho da função.

9 thoughts on “Ao atacar a imprensa da forma que faz, Bolsonaro acaba atacando a si mesmo

  1. 1) Mais cedo ou mais tarde vem a infalível Lei do Retorno ou Lei de Causa e Efeito…

    2) Esta nunca falha, é a Justiça Divina e vem no momento certo.

    3) Quem quiser saber mais, recomendo o livro “Ação e Reação”, Chico Xavier/André Luiz, Federação Espírita Brasileira.

    4) Os budistas e outras correntes asiáticas chamam de Karma ou Carma.

  2. Não sou jornalista sou apenas leitor.
    Metendo o dedo na pereba.
    No quartel do meu tempo havia um julgamento que corria a boca miúda, comandante, comandante de merda e merda de comandante.
    Levo sem medo de errar, tem jornalista, jornalista de merda e merda de jornalista.
    Se Bolsonaro baixar a guarda para os jornalistas amestrados, os de merda, ele vão fazer dele o escabelo pra todas as misérias o mundo.
    Aqui nesta paróquia alguém acha que Miriam Leitão, Camaroti e outros da globo são isentos ou fazem jornalismo não alinhado?

  3. Enquanto a impren$a não respeitar o PRESIDENTE, eleito democraticamente por vontade popular, não terá moral alguma para exigir tratamento respeitoso por parte do mesmo.

  4. Eu gostaria de perguntar ao editor desta matéria quae me mostre um órgão de imprensa que é digno de confiança. Basta ver o caso que acusaram o predisente no assassinato da vereadora. A foia de sum paulo tem rabo preso com o molusco. O sistema grobro todos conhecem muito bem a sua história. Chamar de lixo nossa imprensa é um eleogia para uma grande parte deste vendedores de mentiras.

  5. É impressionante, o jornalismo está no limbo, mais de 60% da população não acredita nos jornais e com razão. Mas a autocrítica dos jornalistas é mínima, continuam com a lorota de que jornalistas “repassam a verdade”. Mentira pura, jornalistas tem lado e fazem campanha sim. Por que eu deveria acreditar mais no que um jornalista escreve do que no que o padeiro me conta? Por que o jornalista tem uma carteirinha?

    Aliás nada foi pior para o jornalismo brasileiro do que a coisa do diploma. Antes a pessoa se tornava jornalista por que tinha credibilidade. A credibilidade vinha antes da definição da profissão. Agora são “formados” um monte de jornalistas que não sabem nada e exigem que os leitores acreditem neles.

  6. O Globo, de hoje, domingo, e o Correio Braziliense, publicam meu texto repudiando as grosserias e falta de educação de Bolsonaro com jornalistas.

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