Ao defender a indicação filho Eduardo, Bolsonaro volta a ofender os embaixadores

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Pelo segundo dia consecutivo, Bolsonaro ofendeu os diplomatas

Guilherme Mazui, Gustavo Garcia e Alexandre Martello
G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (dia 18), durante cerimônia que marcou os 200 dias do governo, que o trabalho de um embaixador é ser um “cartão de visitas”. Ele fez afirmação durante discurso no qual defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), um dos seus cinco filhos, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Bolsonaro disse que o filho tem proximidade com a família do presidente norte-americano, Donald Trump, e usou o presidente argentino, Mauricio Macri, como exemplo hipotético das facilidades que essa proximidade poderia proporcionar.

CARTÃO DE VISITAS – “O trabalho de quem é embaixador, um dos mais importantes, é ser cartão de visitas. E eu falei com a imprensa esse dia: imagina se o Macri tivesse um filho embaixador aqui. Uma ligação para mim. Eu atenderia agora ou pediria ao ajudante de ordem para marcar uma data futura? Atenderia agora”, declarou.

Bolsonaro disse que, quando viveu nos Estados Unidos, o filho fritou hambúrguer e entregou pizza como forma de se manter. “Meu filho Eduardo ia sair do Brasil. Estimulei. Qual pai quer que um filho saia? Presta um concurso, passou para a PF, já falava inglês e espanhol. Enquanto aguardava o recrutamento, ele fez intercâmbio, ficou seis meses nos Estados Unidos. Ele queria que eu pagasse a sua estadia para aperfeiçoar seu inglês. Eu falei não. Primeiro, que para mim pesa. Ele foi para fritar hambúrguer e entregar pizza”, afirmou.

Depois de se referir ao filho, Bolsonaro se dirigiu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que participava da cerimônia, e afirmou: “Essa possível indicação, Davi Alcolumbre, passa por vocês”.

REPROVADO, NÃO? – Bolsonaro disse não acreditar que Eduardo Bolsonaro venha a ser reprovado na sabatina de Comissão de Relações Exteriores, uma das etapas exigidas para se confirmar um embaixador.

“Agora, meus senhores, vamos supor num caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina vai ser feita com rigor, tenho certeza disso, e ele vai ser aprovado”, declarou.

Desde que Bolsonaro anunciou a decisão de indicar o filho para a embaixada, políticos, diplomatas e integrantes do meio jurídico têm criticado a medida. Nesta quarta (dia 17), por exemplo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não indicaria um filho para o cargo de embaixador, embora tenha dito que Bolsonaro tem esse “direito”.

NEPOTISMO – No meio jurídico, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o caso configura nepotismo porque, segundo ele, a Constituição afasta a possibilidade de o presidente nomear o filho.

Para o professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Carlos Gustavo Poggio, do ponto de vista institucional, a indicação representará a “desmoralização” do Ministério das Relações Exteriores. “Há diplomatas qualificados para ocupar o posto. Se o presidente não consegue selecionar alguém fora do círculo familiar, há um problema”, afirmou.

Na última terça (dia 16), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que conversou sobre o assunto com Bolsonaro, por telefone. Disse que o presidente o questionou se há “restrição” na Casa em relação à indicação de Eduardo. Segundo Alcolumbre, ele respondeu a Bolsonaro que não cabe aos parlamentares restringir indicações, mas, sim, votá-las.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro não bate bem da cabeça. Essa nomeação do filho é totalmente insana. Como demonstrou André Cardoso em artigo aqui na Tribuna da Internet, o inglês falado por Eduardo é todo errado e chega a ser ridículo. Mas Bolsonaro não apenas insiste no erro, como continua a ofender publicamente os diplomatas de carreira e força a maior barra para garantir a aprovação no Senado. Chega a ser patético. (C.N.)  

24 thoughts on “Ao defender a indicação filho Eduardo, Bolsonaro volta a ofender os embaixadores

  1. Concordo que Bozo pai tem problema mental. Não bate bem às vezes (ou, só as vezes funciona direito). Vai terminar rifado, já falei isso antes! As instituições brasileiras estão falidas! Esculhambaram geral, com tudo. Até membros das forças armadas estão metidos em confusão hoje em dia. Triste realidade!!!

  2. O grande desespero da Petralhada asquerosa é que Sao obrigados a torcer CONTRA o Brasil. Porquê, se por um acaso do destino, o país voltar a crescer e se desenvolver, NUNCA mais vamos ouvir falar em pt, psol, pcdob e quadrilhas associadas. NUNCA MAIS!!!!
    Pra frente Brasil!!!

    • Esse rapaz que está na Presidência; inclusive com meu voto – por falta de opção, a cada dia demonstra seus despreparo psra o cargo. Além de burro é aético. Una catástrofe que não deverá acabar bem.

  3. Não acredito que um desmiolado desses consiga sequer terminar o primeiro mandato. Essa submissão dele aos filhos é doentia. Embaixador é função de diplomata e muito bem preparado. Esse garoto não tem gabarito nenhum para função de tal importância. Coitado do Brasil.

  4. Onde estavam esses ínclitos diplomatas quando o Brasil e o Itamaraty, sob o império da avacalhação vermelha, abençoavam a escalada chavista na Venezuela e o escoadouro do BNDES para as ditaduras amigas?

    O projeto mudou com a eleição de Bolsonaro, e é uma desgraça para este país que o Presidente não consiga encontrar um único diplomata que lhe seja fiel para poder ocupar a embaixada em Washington porque estão impregnados pela agenda globalista e socialista!

    Agora entendo o porquê da insistência do Presidente em nomear o filho: é a única pessoa na qual pode depositar sua confiança.

    Ou vocês queriam um embaixador que passasse a maior parte do tempo passando informações para a Folha de São Verdevaldo ou sabe lá Deus pra quem mais?!

  5. O Lula, além da ignorância nata, ainda teve os miolos desgastados pela marvada.

    Agora, este cara, fica para uma pesquisa mais apurada.
    É de uma “ingnorância” transloucada.

    Vade retro……

  6. Insistir nessa nomeação, como vem fazendo o Bolsonaro pai, é uma bobagem tão grande que eu acreditava ser uma cortina de fumaça para a armação da confraria de receptadores (Óia, Fôia e Bandalha), comandada pelo viadovaldo. Mas hoje, na sua ‘live’, o Bolsonaro disse com todas as letras que ele deseja beneficiar o seu filho, confessando que se trata de uma questão _pessoal, além de ironizar os seus eleitores que discordam do nepotismo. Lembrei daquele lance constitucional da impessoalidade, problemas à vista … Bolsonaro está queimando o hamburger dele e o do seu filhote.

  7. Patético mesmo está sendo a conduta moral desse desgoverno.

    O Governo terá que pedalar pra cumprir o acordado até agora. >>>CAMUFLADO.

    Três aumentos seguidos da tarifa dos transportes; e um silêncio total…

    O Goebbels anunciando um novo IOF…. >>>CAMUFLADO.

    Quer dizer, junte-se um governo color, um segundo mandato Dilma, uma lábia igual á do Temer, um ímpeto maior que o do Lula em falar asneira, chega-se a isso tudo que tá aí, táokêy?!

    E o bispo, lavando dinheiro via porta aduaneira diplomática? Táokêy?

    Barra pesada…..

  8. Solução alternativa.
    Que apareça outro Adelio doido pra dar uma facada no pescoço do Eduardo que não sabe falar inglês.
    Que soltem Lula da cadeia.
    Que seja reconduzido ao cargo o ex-chanceler Celso Amorim, o “megalonanico”.
    Que se pegue a grana que ainda sobrou e vamos investi-la em países africanos.
    O megalonanico vai ter carta branca para romper relações diplomáticas com a matriz da ladroagem, os Estados Unidos.

  9. Como é que alguém honesto e com atitude conforme às normas (mormente constitucionais) afirma no mais alto cargo que não vê problema beneficiar o filho?
    Esse aí sempre foi um nepotista.
    Buscou e nomeou a atual mulher – quando esta trabalhava na Câmara (desde novinha) – para o próprio gabinete, com uma aumento (dobrado) da remuneração.

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