Ao intervir na crise, o general Villas Bôas armou uma tempestade sobre Brasília

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Fotografia reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

O título deste artigo é inspirado num filme de Otto Preminger, “Tempestade Sobre Washington”.  No caso de Brasília, a tempestade foi desencadeada por uma entrevista a Tânia Monteiro, em O Estado de São Paulo, na qual o general Eduardo Villas Bôas rebateu firmemente a atuação de Olavo de Carvalho que vinha dirigindo ataques alucinados aos militares que fazem parte do governo Bolsonaro, entre eles os que trabalham no Palácio do Planalto.

O ALBATROZ – Na minha opinião, Olavo de Carvalho tornou-se uma espécie de albatroz da tempestade, ave de longo alcance de voo e que se aproxima dos navios quando pressente a chegada de uma tormenta. Isso de um lado. De outro o General Villas Bôas falou também em nome do Exército, uma vez que Olavo de Carvalho generalizou seus ataques como se fosse portador de uma metralhadora giratória.

Os reflexos definitivos do frontal repúdio manifestado pelo ex-comandante do Exército ainda estão por vir. Sobretudo porque, nas redes sociais, Olavo de Carvalho centralizara as ofensas que profere exatamente no General Villas Bôas, ao atacar outro general, o ministro Santos Cruz.  

PASSOU DOS LIMITES – Na entrevista a Tânia Monteiro, o General Eduardo  Villas Bôas afirmou  que Olavo de Carvalho passara do ponto, ou seja, então o limite de tolerância fora ultrapassado.

A imprensa em geral tem revelado os termos chulos e pesados que o filósofo tem usado nos ataques que partem de Virgínia, nos Estados Unidos, de onde acompanha de perto todas as mensagens colocadas nas redes sociais, e também o noticiário político dos jornais.

Na verdade, ele se julga acima dos fatos e, dramaticamente, para ele quase ninguém presta. Só ele e os olavistas (ou olavetes, como ele próprio denomina seus alunos). Este ponto de sua personalidade pode explicar as ondas negativas nas quais se transporta visando a atingir seus alvos, de forma absolutamente estéril.

A TEMPESTADE – Mas acentuei a existência de uma tempestade no centro do poder e me faz recordar os acontecimentos históricos de 11 de novembro de 1955, quando o Exército, comandado pelos generais Teixeira Lott e Odilio Denys, rejeitou a atitude do Presidente Carlos Luz que se recusava a punir o Coronel Jurandir Mamede pelo discurso que fez no sepultamento do General Canrobert da Costa, tento no pronunciamento defendido o golpe tramado contra a posse de Juscelino Kubitschek. O General Lott, Ministro do Exército, já havia falado no sepultamento. Mamede cometeu uma dupla subversão. Mas o episódio pertence ao passado.

Quando utilizo a palavra tempestade, estou dando razão total ao General Eduardo Villas Bôas. Isso não impede, e até justifica, a reação direta aos ataques desfechados pelo pensador, que pauta sua vida no exercício de injetar pessimismo doentio sobre todos aqueles que divergem dele, porque, para ele, não existe nada de positivo nos outros. Olavo de Carvalho é o cultor e o escultor de si mesmo.

7 thoughts on “Ao intervir na crise, o general Villas Bôas armou uma tempestade sobre Brasília

  1. Boa noite , leitores(as):

    Senhores Pedro do Coutto e Newton Carlos , o único e exclusivo ” RESPONSÁVEL ” direto por todas essas ofensas , agressões e falta de respeito , às Forças Armadas do Brasil, ao vice- presidente da república , aos ministro militares e auxiliares , é do Presidente da República Federativa do Brasil , Srº Jair Messias Bolsonaro , já que ele as incentiva, estimula e defende de todas ás formas , até mesmo por dissimulação , isso é público e notório.

    • Deve ser triste para as olavetes aplaudir o que o que nem as esquerdas foram capazes de fazer: aplaudir um auto proclamado guru da direita chamar militares de “bosta” e “merda”

  2. Militares, voltem aos quartéis antes que seja tarde, o exército ainda é bem visto pelo povo, mais nos últimos anos tem se prestado a serviçal, cometendo erros, o presidente atual desprestigiando, ainda mais depois do espisódio do músico, baleado 9 vezes pela irresponsabilidade de um tenente e seus comandados, um absurdo, agora o presidente quer armar a população, vejma os hospitais públicos, em frangalhos, a saúde pede socorro, o garfo de recursos para as faculdades, um prejuízo tamanho para a cultura deste país, este governo é um desastre anunciado.

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