Ao invés de prevenir e evitar tragédias no futuro, Sergio Cabral e Eduardo Paes preferem investir no Museu do Amanhã, mais um lançamento inútil da Organização Globo.

Carlos Newton

Na internet, não se fala em outra coisa. Qual o interesse do governo do Estado do Rio e da Prefeitura carioca em um “Museu do Amanhã”? Se as respectivas autoridades não conseguem nem administrar o presente, o que esperar do futuro?

 Afinal, o que será um “Museu do Amanhã”? A prevalecer a excelente letra da canção “O Tempo Não Para” (de Cazuza e Arnaldo Brandão), seria “um museu de grandes novidades”. Algo do que ainda vai acontecer. Mas isso para nós é muito perigoso, porque aqui no Brasil, em termos políticos, o que vem pela frente pode ser uma surpresa muito desagradável. Como esse grande negócio entre a Organização Globo, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.

Como já está mais do que sabido (há vários dias, os comentários aqui no blog da Tribuna não param), em outubro do ano passado o governador Sérgio Cabral desviou R$ 24 milhões do Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente (Fecam) para atender a Fundação Roberto Marinho, que planeja construir o tal “Museu do Amanhã” na área portuária do Rio.

Vamos conferir o que anuncia o próprio o site da Comunicação Social do Governo de Sérgio Cabral: “O museu terá uma área de 12,5 mil metros quadrados. O custo total do projeto gira em torno de R$ 130 milhões, cabendo ao Estado cerca de 24 milhões do investimento e o restante à Prefeitura. Os recursos estaduais são oriundos do Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente (Fecam), da Secretaria do Ambiente”.

Esses recursos, pelo Orçamento do Estado, deveriam ser destinados para contenção de encostas e serviços de drenagem, no âmbito da Secretaria do Meio Ambiente. Essas obras, sim, seriam positivas para o amanhã da população do Estado do Rio. Mas o que esperar do amanhã, com esse tipo de governantes?

Para culminar, em Brasília circula nos bastidores do Planalto a informação de que a presidenta Dilma Rousseff, num longo telefonema, pegou pesado com Sergio Cabral, sexta-feira passada, porque desde 2008 o governo fluminense já fora alertado pelas autoridades federais de que as chuvas poderiam causar uma tragédia no Estado.

A presidente também teria criticado duramente Cabral por viajar para Paris no início do verão, que é sempre um período muito crítico, com sucessivas trombas d´água na região. Dilma Rousseff até ironizou o fato de que, em toda catástrofe no Estado do Rio, quem aparece sempre é o vice-governador Luiz Fernando Pezão, como ocorreu no verão passado, quando houve os graves deslizamentos em Angra dos Reis e na Ilha Grande, o governador estava em sua mansão de Mangaratiba, bem pertinho, mas só apareceu por lá dias depois.

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