Ao recusar a extradição, Luiz Inácio agiu bem e tomou uma decisão humanitária, porque Cesare Battisti foi julgado à revelia na Itália, sem direito a mínima defesa.

Nogueira Lopes 

É claro que foi uma decisão polêmica, porque nunca se consegue agradar a todos. Mas não há dúvida de que o então presidente Luiz Inácio agiu acertadamente, ao se posicionar contra a extradição do italiano Cesare Battisti.

O principal motivo é humanitário, porque Battisti foi julgado à revelia na Itália (estava foragido) e não se defendeu. Outro motivo que contribuiu foi a excessiva pressão que o governo Berlusconi (ainda ele, sempre ele) tentou exerceu contra a Justiça e o Governo do Brasil, com ameaça de retaliação e tudo o mais.

Agora, cabe ao Supremo decidir se Battisti será soltou, com status de refugiado político ou não. Assim que acabar o recesso do Judiciário, o caso será decidido. E a sessão será transmitida ao vivo. Mais emocionante do que assistir novela.

BERLUSCONI TIRA PARTIDO

Além do mais, quase todos os terroristas já foram soltos na Itália e o primeiro-ministro Berlusconi, que está a um passo de ser derrubado, apenas tenta tirar partido da situação, para ganhar apoio político.

EXAGERO NAS FÉRIAS A GUARUJÁ

Nunca fui um ferrenho defensor de Lula, mas acredito que a imprensa tenha exagerado no caso das férias que o ex-presidente e sua família estão passando no hotel do Exército em Guarujá.

Eles precisam de privacidade, e lá se consegue isso, simplesmente porque a imprensa não entra. Se estivessem num hotel, em qualquer parte do Brasil e do mundo, não teriam a menor privacidade e estariam cercados de jornalistas. Há alguma dúvida?

JUIZ DEU PRAZO DE 30 MINUTOS

O juiz da 28ª Vara Cível, Magno Alves, perdeu a paciência e deu prazo de 30 minutos para o presidente e diretores da Unimed cumprirem uma liminar e transferirem uma idosa de 97 anos, internada na Obra Portuguesa, no Centro do Rio, para sua casa, com serviço “home care”. Com a ameaça de prisão dos responsáveis, no mesmo dia a empresa atendeu a ordem.

Segundo o juiz Magno Alves, a cooperativa Unimed vem desrespeitando, insistentemente, a Constituição com o intuito de aumentar o próprio lucro em detrimento da vida dos usuários. “Em princípio, retardam a autorização administrativa pela central de autorização e, posteriormente, o cumprimento das decisões judiciais, na esperança de que o cliente morra e a Unimed-Rio não arque com o custeio das despesas com o tratamento”, denunciou.

ALERJ SEM PLANO DE SAÚDE

Enquanto no Congresso Nacional há farta proliferação de “marajás”, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio ocorre exatamente o contrário e os funcionários contratados pelos deputados estão à margem dos modernos direitos sociais. Além dos salários serem baixos, a Alerj não oferece plano de saúde nem auxílio-alimentação.

DANIELLE WINITS INDENIZADA

A revista “Isto É”, publicada pelo Grupo de Comunicação Três S/A, foi condenada por publicar fotos da atriz Danielle Winits nua. As imagens, exibidas na edição de 23 de janeiro de 2002, mostram a atriz sem roupa em cenas da minissérie “O Quinto dos Infernos”, da TV Globo.

Danielle pediu indenização de R$ 300 mil por dano moral e material, usando como parâmetro os contratos celebrados por atrizes e modelos para posarem nuas em revistas masculinas.

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça do Rio decidiu que ela receberá indenização de R$ 30 mil, apenas por dano moral. Mas ainda cabe recurso. Detalhe: a atriz havia perdido na primeira e na segunda instância.

MAITÊ TINHA DUBLÊ DE CORPO

Há alguns muitos anos, a atriz Maitê Proença também ganhou indenização por ter uma foto nua publicada por órgão de imprensa, quando gravou a novela “Marquesa dos Santos”, na antiga TV Manchete.

Mas ganhou a causa indevidamente, porque na verdade a foto não era dela, mas de sua dublê de corpo, a também atriz Heloisa Périssé, que era totalmente desconhecida e só viria a fazer sucesso anos depois.

A PREMONIÇÃO DE JOHN LENNON

A revista Rolling Stone está publicando uma entrevista inédita com John Lennon, exatamente a última que ele concedeu antes de ser assassinado, há exatos 30 anos. Foram nove horas de conversa com o jornalista Jonathan Cott. Na entrevista, Lennon ataca fãs e críticos que o recriminaram por passar cinco anos afastado da música.

“O que eles querem são heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean. Não estou interessado em ser um maldito herói morto, então esqueçam, esqueçam”, desabafou Lennon, que três dias seria assassinado no meio da rua, por um fã que lhe pedira um autógrafo.

DRUMMOND E O ANO NOVO

Para terminar, uma bela reflexão do poeta Carlos Drummond de Andrade: “Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

 

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