Apartamento de R$ 6,6 milhões, comprado por Palocci, mostra como se pode passar do tostão ao milhão.

Carlos Newton

A Folha de São Paulo divulga hoje mais um escândalo envolvendo figura de destaque do PT. A reportagem de Andreza Matais e José Ernesto Credendio mostra que, algumas semanas antes de assumir a Chefia da Casa Civil, cargo mais importante do governo Dilma Rousseff, o ministro Antonio Palocci  comprou um apartamento de luxo em São Paulo por R$ 6,6 milhões.

Um ano antes, Palocci adquirira um escritório na cidade por R$ 882 mil. Com o apartamento e o escritório, Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio nos quatro anos em que esteve na Câmara – período em que recebeu em salários como deputado R$ 974 mil, brutos.

Como essa quantia é insuficiente para pagar os dois imóveis que adquiriu, Palloci alega que as compras foram feitas com recursos da sua empresa, a Projeto Administração de Imóveis.

É impressionante como o patrimônio de políticos governistas aumenta. O ministro Luiz Sergio, da Relações Institucioniais, por exemplo, até hoje não conseguiu explicar o aumento de seu patrimônio pessoal. O único novo rico do PT que consegue explicar o meteórico e gigantesco aumento do patrimônio é José Dirceu, que tem ganhado dinheiro como nunca atuando como lobista e fazendo tráfico de influência. Delubio Soares também vai indo bem nesse particular. Era professor primário de Geografia e virou empresário.

Criado como partido de trabalhadores, o PT virou partido de empresários. Quem diria.

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