Apenas um atleta foi à posse do novo ministro do Esporte

George Hilton tomou posse , mas não tem apoio

Deu no iG Minas Gerais

O novo ministro do Esporte, George Hilton (PRB), assumiu a cadeira, admitindo não “entender profundamente” sobre a área que comandará. Ele substituiu Aldo Rebelo, recém nomeado ministro da Ciência e Tecnologia.

“Entendo aqueles que estão preocupados. Vou tranquilizá-los: posso não entender profundamente de esporte, mas entendo de gente. Sei ouvir as pessoas e dialogar, lidar com divergências”, justificou.

Ligado à Igreja Universal, Hilton disse que sua fé também não será “obstáculo” para a implementação de políticas públicas da pasta.

Ele prometeu procurar a Casa Civil para debater as dívidas dos clubes de futebol e disse que as portas estão abertas para os integrantes do Bom Senso F.C., grupo formado por jogadores e ex-jogadores que militam em benefício da classe.

George Hilton tomou posse na manhã desta sexta-feira (2) na sede do ministério. Cota do PRB no governo de Dilma Rousseff, Hilton assume em meio às críticas à sua nomeação.

A entidade Atletas do Brasil, presidida pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser, publicou um manifesto, na semana passada, afirmando que a categoria sentia-se envergonhada com a escolha do novo chefe da pasta.

CERIMÔNIA FRACASSADA

Apenas um atleta compareceu à cerimônia de posse. Emanuel, campeão olímpico de vôlei de praia, foi acompanhado de sua mulher, a também ex-jogadora de vôlei Leila. Ela se candidatou a deputada distrital pelo PRB, mesmo partido do novo ministro do Esporte, mas não se elegeu.

Assim que encerrou o discurso, Hilton recebeu alguns comprimentos e deixou a sala rapidamente, sem falar com a imprensa. Coube ao seu antecessor, Aldo Rebelo, responder os questionamentos sobre a insatisfação de parte da classe esportivas com George Hilton.

“Isso faz parte da democracia, mas ele disse que está disposto a dialogar. E o diálogo é a melhor maneira de resolver as diferenças”.

 

6 thoughts on “Apenas um atleta foi à posse do novo ministro do Esporte

  1. A única fé do pessoal da Universal é DINHEIRO. Que vergonha, montar um ministério tão despreparado. Afinal, não é de agora que no Congresso Nacional é dando que se recebe……

  2. Não entendo:
    Se não sabe “profundamente” sobre a área que lhe designaram como responsável (ministro), aceitou-a para quê?!
    A escolha desse incompetente – assim ele mesmo se definiu – comprova os criérios estabelecidos pelo Planalto, que a questão não é ser capaz de resolver ou contribuir positivamente às soluções dos problemas, mas lotear os ministérios para acalmar os ânimos dos partidos em busca de cargos, e com estes a possibilidade de nomear apaniguados nos escalões menores.
    O Brasil, na verdade, para quem vence as eleições de prefeito, governador e presidente, é um prêmio.
    Na condição de vencedores, se acham no direito de repartir o Estado para seus aliados politicos, aumentando a cada mandado a quantidade de gente que ingressou no funcionalismo público sem concurso e somando as despesas do custo do País em níveis exagerados, quantias que farão falta à educação, saúde e segurança.
    Esse ministro sai em alguns meses ou, quem sabe, semanas.
    Poderia, talvez. diante da sua ignorância sobre Esportes, abrir uma seção em seu ministério para cuidar dos jogos de bolinha de gude, pião, pandorga/papagaio, carrinhos de lomba, taco, pois inegavelmente vai misturar brincadeiras de crianças com o profissionalismo nos mais variados segmentos existentes, desde Atletismo, Volei, Futebol, Natação, Basquete, Automobilismo …
    Enfim, eis um governo preocupado consigo mesmo, enquanto que o povo e Brasil que deem um jeito em seguir vivendo, mas assistindo esse espetáculo de irresponsabilidade e leviandade com as questões nacionais!

  3. Prezado amigo e colega Bendl
    Assino embaixo do texto. Na verdade, Dillma trocou seis por meia dúzia. Nenhum dos dois ministros, o que entrou e o que saiu, não são coisa nenhuma. Aliás, são “dois zeros”, não apenas no esporte.
    Entendo que Dillma, tenta manter, pelo menos no mesmo nível, seus escolhidos para os ministérios.
    Ou seja: trocou nulidades por nulidades, embora alguns novos sejam mais perigosos do que os anteriores.
    No descobrimento os prêmios eram as capitanias. De uns tempos para cá, os ministérios e secretarias tornaram-se moedas de troca e presentes.
    Amigo, jamais devemos esquecer que a “farra” é patrocinada por uma parcela considerável do povo brasileiro. Povo irresponsável jamais escolhe representantes sérios.
    Um forte abraço e votos de muita saúde.

  4. Lotear? Dividir com os partidos para governar? Onde se encaixa o senhor George Hilton?
    Os senhores Francisco Bendl e Antônio Fallavenna mandaram recados explícitos e realistas sobre o posicionamento do ministro do Esporte…
    .
    Olhando mais para a frente, com o Rio de Janeiro sediando em 2016 os Jogos Olímpicos, é deveras perturbador tentar entender sua indicação para tamanho desafio. Ainda mais sendo público e notório que a praia dele, é o seu rebanho na Igreja Universal…

    O que poderá estar, de fato, nesta absurda indicação da presidente?

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