Apertem os cintos, a faxineira sumiu, para não causar constrangimentos à base aliada. Como perguntava Drummond: e agora, José?

Carlos Newton

Acredite, se quiser. O Palácio do Planalto comunicou aos partidos aliados ao governo que a presidente Dilma Rousseff só mexerá novamente na sua equipe se eles pedirem, numa tentativa de conter a insatisfação crescente da base governista com as mudanças no ministério, segundio reportagem de Natuza Nery e Maria Clara Cabral, publicada na Folha desta quarta-feira.

Após perder quatro ministros em oito meses de governo, a base aliada conseguiu salvar outros dois ministros que entraram na linha de tiro nos últimos dias por conta de irregularidades: Pedro Novais, indicado por José Sarney para o Turismo, e Mário Negromonte, indicado pelo PP para a Ministério das Cidades.

Ontem, ao depor no Senado, Novais se defendeu das acusações na pasta, alvo de operação da PF, e disse que as irregularidades apontadas até agora são das gestões anteriores. Segundo ele, sua permanência no cargo tem o apoio de caciques do PMDB.

Negromonte, por outro lado, está órfão de padrinhos influentes, após perder o comando do PP na Câmara. O PP está rachado na Câmara há duas semanas, desde que o grupo ligado ao ex-ministro da pasta Márcio Fortes assumiu a liderança da bancada. O grupo destituiu da liderança o deputado paranaense Nelson Meurer e emplacou o nome do paraibano Aguinaldo Ribeiro, aliado do ex-ministro Márcio Fortes. Mas o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles, apoia Negromonte e conseguiu mantê-lo no cargo, que é cobiçado por Márcio Fortes.

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