Apertem os cintos, a ministra sumiu!

Reportagem de Andreza Matais e Julia Borba, da Folha de S. Paulo, mostra que, em meio a ameaças de partidos evangélicos de romperem com o governo Dilma Rousseff, a ministra Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres) desapareceu. Terça-feira ela faltou a duas reuniões no Congresso e na sua agenda constam apenas compromissos internos até sexta-feira.

Também na terça-feira, a ministra era esperada para uma audiência pública na Câmara onde participaria de evento organizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), mas não mandou sequer representante. Sua assessoria alegou que ela tinha compromissos internos.

No Senado, a ministra deveria ter participado de reunião da CPI que investiga a violência contra a mulher. Mandou a subsecretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, no seu lugar.

Sem comparecer a eventos públicos, a ministra evita ser questionada a respeito do aborto, da distribuição de camisinha feminina e da equiparação salarial entre homens e mulheres.

As opiniões favoráveis da ministra acerca dos dois primeiros temas alimentam polêmica com os parlamentares evangélicos, que ameaçam desembarcar da base aliada, como já fez a bancada do PR no Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG A ministra Eleonora Menicucci se transformou numa espécie de zumbi dentro do governo. Sempre foi a favor da liberação do aborto, mas agora que virou ministra, não pode mais defender a tese, porque a bancada evangélica não deixa. A situação é delicada, porque hoje os evangélicos são cerca de 20% dos brasileiros e hipoteticamente podem decidir qualquer eleição. Como dizia Ibrahim Sued, a ministra tem de ficar muda no governo ou sair calada. Pode optar à vontade, entre as duas alternativas.

 

 

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