Apesar de todas as denúncias de corrupção, Blatter será reeleito na Fifa. É candidato único. Por que seu parceiro Ricardo Teixeira não se candidatou?

Carlos Newton

Pressionado pelos jornalistas britânicos, que não aceitam o fato de a Inglaterra ter perdido o direito de sediar as Copas de 2018 ou 2022 para a Rússia e o Catar, em votações eivadas de denúncias de corrupção, o presidente da Fifa Joseph Blatter concorre sozinho à reeleição, após a desistência de seu único rival, o presidente da Confederação Asiática, Mohammad Bin Hamman, agora acusado pela própria Fifa de ter vendido seu voto.

“Acredito que a Fifa seja forte o suficiente para lidar com os problemas internamente e tenho certeza de que depois de amanhã (quarta-feira) o Congresso mostrará essa unidade, solidariedade e resolverá qualquer problema dentro do próprio Congresso”, disse ele, depois de ter conseguido a candidatura única.

Blatter, porém, não quis comentar especificamente os casos de Hamman e do vice-presidente da Fifa, Jack Warner, ambos suspensos de atividades ligadas ao futebol enquanto as acusações de corrupção são investigadas. Os jornalistas insistiram, aconteceu um bate-boca entre eles e Blatter, que encerrou a entrevista e se retirou às pressas.

Pouco antes, o vice-presidente Jack Warner aumentara a confusão, ao divulgar um e-mail que sugere que Bin Hamman, “comprou” o direito de sediar a Copa de 2022 para o Catar. Este e-mail foi enviado pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que admitiu a veracidade da mensagem, mas afirmou que “foram citados apenas trechos selecionados” do e-mail.

“(Hamman) pensou que se pode comprar a Fifa como eles compraram a Copa do Mundo”, escreveu Valcke no e-mail.

Em comunicado, Valcke negou que tenha sugerido que o Catar comprou o direito de sediar a Copa do Mundo. “Ao me referir ao Mundial 2022 naquele e-mail, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou sua força financeira para fazer lobby por apoio”, tentou justificar.

Em meio a tantas denúncias e acusações, é um absurdo a candidatura única de Joseph Blatter. Até porque, em matéria de corrupção, Ricardo Teixeira é muito mais experiente do que ele e, portanto, merecia uma chance de presidir  a maior importante entidade do mundo.

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