Apó bloquear perfis bolsonaristas por determinação de Moraes, Twitter anuncia que irá recorrer

Charge do Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)

Mariana Carneiro, Guilherme Seto e Nathalia Garcia
Folha

O Twitter bloqueou internacionalmente as contas de perfis bolsonaristas nesta quinta-feira, dia 30,em resposta a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. No entanto, classificou a ordem como desproporcional e anunciou que recorrerá da decisão de bloqueio.

“O Twitter bloqueou as contas para atender a uma ordem judicial proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora não caiba ao Twitter defender a legalidade do conteúdo postado ou a conduta das pessoas impactadas pela referida ordem, a empresa considera a determinação desproporcional sob a ótica do regime de liberdade de expressão vigente no Brasil e, por isso, irá recorrer da decisão de bloqueio”, escreveu a empresa em nota de sua assessoria de imprensa enviada ao Painel.

SUSPENSÃO – Na sexta-feira, dia 24, a empresa suspendeu os perfis no Brasil. No entanto, pouco depois os bolsonaristas e seus seguidores mudaram as configurações de localização para outros países e continuaram a publicar mensagens sem bloqueios, como revelado pelo Painel.

Na ocasião, o Twitter declarou apenas que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”, sem comentar a decisão de Moraes ou mencionar a possibilidade de recurso na Justiça.

INVESTIGADOS – Figuras como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), o blogueiro Allan dos Santos e os empresários Luciano Hang (da Havan) e Edgard Corona (das academias Smart Fit), alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, tiveram suas contas suspensas.

O inquérito das fake news investiga ameaças e disseminação de notícias falsas contra integrantes do STF nas redes sociais e representa um dos principais pontos de tensão entre o Palácio do Planalto e a corte.

9 thoughts on “Apó bloquear perfis bolsonaristas por determinação de Moraes, Twitter anuncia que irá recorrer

  1. Não vejo sentido em defender a liberdade de pessoas que passam o dia e a noite trabalhando para cercear a liberdade alheia. É paradoxal, aliás, que liberais pensem dessa forma. É uma estupidez sem tamanho.
    Defender “a liberdade” é uma defesa do abstrato. É como dizer que gosta de pessoas, que ama aventuras ou odeia a criminalidade. Ninguém gosta das pessoas, gosta-se ou não de uma pessoa, não de um conceito amplo e generalizado. Então quando alguém diz defender a liberdade espera-se que esta pessoa defenda que alguém possa ser livre.
    Sendo assim fica o meu desagrado. Não faz sentido apoiar o direito ao cerceamento da liberdade como se isso fosse liberdade. É no dia a dia, quando o sujeito pode ou não ser livre, que a tal liberdade conceitual se torna material, ela vira objeto, é palpável. O que alguém faz com a sua liberdade só pode ser válido se não estiver de fato atingindo a liberdade alheia. Por isso não pretendo gastar um milésimo de segundo em minha vida para vir aqui criticar prisões supostamente arbitrárias, buscas e apreensões, sendo que as alegadas vítimas desses atos são justamente pessoas que adorariam ver o mesmo sendo feito com qualquer outro que não eles próprios.
    Se há ou não perseguição pouco me importa, é uma briga entre canalhas de um lado e de outro que não me convém intervir.

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