Após moderar o tom, Bolsonaro e Olavo de Carvalho perde força nas redes sociais e interações caem 38%

Olavo de Carvalho critica Bolsonaro e diz que não precisa fechar ...

Olavo de Carvalho só brigou com Bolsonaro por causa de dinheiro

Gustavo Schmitt e Sérgio Roxo
O Globo

O tom moderado adotado pelo presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas abalou a sua rede de apoio no Twitter, em especial os perfis de seguidores do ideólogo Olavo de Carvalho. Uma análise das publicações de nove dos principais influenciadores realizada pela consultoria Arquimedes mostrou uma queda de 38% no número de republicações e curtidas recebidas — as interações — entre a primeira e quarta semana de junho.

Na primeira semana do mês passado, as publicações feitas por essas contas analisadas tiveram 11,4 milhões de interações. Houve uma queda para 8,3 milhões na segunda semana. depois de o presidente ter quebrado a rotina de participar da manifestações de seus apoiadores aos domingos na frente do Palácio do Planalto e comandar uma reunião de seu conselho de ministros de forma sóbria.

ÚLTIMA AMEAÇA – Na terceira semana, o número subiu um pouco, para 9,1 milhões A alta foi puxada pelas interações ocorridas no dia 17, quando Bolsonaro fez a última de suas declarações em tom de ameaça.

Em conversa no cercadinho de simpatizantes no Palácio da Alvorada, ao comentar a quebra de sigilo bancário de 11 parlamentares de sua base no inquérito que apura a realização de atos antidemocráticos, disse que não seria o “primeiro a chutar o pau da barraca” e “eles estão abusando, tá?”. Também afirmou que está “chegando a hora de tudo ser posto no seu lugar”.

SILÊNCIO PÓS-QUEIROZ – No dia seguinte, ocorreu a prisão de Fabrício Queiroz. A partir daí, Bolsonaro moderou suas palavras e atitudes. Na última semana do mês, já com a nova postura consolidada, as interações dos posturas dos nove influenciadores caíram para 7 milhões.

— À medida que o Bolsonaro não polemiza, o grupo perde o fio condutor da narrativa nas redes e encontra dificuldade em se manter coeso — afirma Pedro Bruzzi, diretor da Arquimedes.

Foram analisadas as publicações feitas pelos youtubers Bernardo Küster, Allan dos Santos, Paula Marisa e Leandro Ruschel, pelo procurador Ailton Benedito, pelos perfis @taoquei1 e @isentoes1 e pelos deputados Carla Zambelli (PSL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

BOLSONARO TAMBÉM CAI – A Arquimedes também constatou que as menções gerais ao nome de Bolsonaro caíram 27% no mês de junho em relação a maio, de 28,7 milhões para 20,4 milhões.

Sem as suas falas para pautar o debate, Bolsonaro viu os influenciadores de sua rede se empenharem em cobranças ao governo, muitos descontentes com o tom mais institucional adotado. O youtuber católico Bernardo Küster foi um dos mais críticos. Cobrou o presidente em vídeo no mês passado e deixou clara sua contrariedade com a queda de Abraham Weintraub, que tinha afinidade com os olavistas, do Ministério da Educação.

— Bolsonaro, não adianta gritar “acabou porra” e não fazer nada. Você sangra e mostra fraqueza para os inimigos. Um dos seus ministros mais alinhados, que foi carregado nos braços do povo quando foi depor na PF, este ministro deixa o governo porque não foi feito nada.

DISSE OLAVO = No começo de junho, o próprio Olavo de Carvalho havia xingado o presidente Jair  Bolsonaro em vídeo. Na postagem, ele ainda ameaçou:

— Continue inativo, continue covarde, eu derrubo essa merda desse seu governo.

Para o analista Pedro Bruzi, porém, as postagens podem ter cobranças, mas estão longe de indicarem um caminho de ruptura.

— Não há nenhum sinal de rompimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA explosão de Olavo de Carvalho foi por falta de dinheiro, mas esse problema parece que Abraham Weintraub vai resolver na América. Vamos aguardar. (C.N.)

6 thoughts on “Após moderar o tom, Bolsonaro e Olavo de Carvalho perde força nas redes sociais e interações caem 38%

  1. Calma, ele deve estar preparando algum barraco novo. Seu repertório é inesgotável. Pode ser com algum ministro. Pode ser com a esposa de algum primeiro ministro. Pode ser com um dos muitos governadores comunistas. O leque é muito amplo. Deu na veneta, lá vai bomba. Assim teremos circo até 2022.

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