Após Bolsonaro questionar a credibilidade do sistema eleitoral, políticos defendem o voto eletrônico

Charge do Alpino (Arquivo do Google)

Deu no Estadão

Neste domingo, dia 29, o presidente da República Jair Bolsonaro mais uma vez defendeu a implementação do voto impresso no País. Em entrevista concedida logo após votar no Rio de Janeiro (RJ), ele afirmou que só ganhou em 2018 porque “tinha muito mais votos”, colocando dúvidas sobre o atual sistema de eleições no País.

A declaração, sem provas, gerou reação de políticos como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que defenderam a urna eletrônica.

RECIBO IMPRESSO – Para Bolsonaro, o sistema ideal de votação daria aos eleitores um recibo impresso com a sua votação, o que daria a certeza ao cidadão de que o voto foi computado. A medida, na visão do presidente da República, também facilitaria uma recontagem. Seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também se pronunciou sobre o tema em sua conta no Twitter.

Em setembro deste ano, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) se debruçou sobre o tema e impediu tal método, dizendo que a prática seria inconstitucional, não garantiria o sigilo do voto e nem traria maior segurança às votações.

Para o deputado Rodrigo Maia, o momento não é de discussões – ele se disse favorável a um sistema de amostragem do voto impresso, o que, em tese ajudaria a garantir a confiança das urnas eletrônicas, mas não seria válido para todos os eleitores do País.

INSEGURANÇA – “Não pode misturar o voto impresso com o ocorrido no primeiro turno (atraso na contagem), essa mistura acaba gerando uma insegurança num sistema que é muito seguro”, disse Maia. “Eu sempre fui defensor de uma amostragem do voto impresso, mas tratar desse assunto agora é colocar em xeque um sistema que vem dando certo, que é muito seguro, não deveria estar na pauta agora.”

Para o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes, só quem duvida da democracia critica o sistema de votação. “Não há nada que indique a urna eletrônica seja vulnerável. É um sistema seguro, que já foi comprovado, fiscalizado, checado e auditado”, disse o tucano, após votar no colégio St. Paul, na Zona Sul de São Paulo, neste domingo.

Seu colega de partido e candidato à reeleição na Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) também falou sobre o assunto em uma rápida entrevista coletiva. Para Covas, a pluralidade dos resultados já ocorridos em urnas eletrônicas comprova a confiabilidade do sistema. “O voto eletrônico elegeu FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro. Não dá para colocar em dúvida um sistema que elegeu pessoas e partidos tão diferentes. Confio na Justiça Eleitoral”, disse o prefeito da capital paulista.

4 thoughts on “Após Bolsonaro questionar a credibilidade do sistema eleitoral, políticos defendem o voto eletrônico

  1. A desgraça do Brasil não está na urna eletrônica, que, aliás, é um ótima jabuticaba brasileira. O problema está no sistema politico podre que enche a urna de merda.

  2. Se nossos dirigentes tivessem acuidade política e estratégica, não dispensariam a oportunidade de se inspirarem nas opiniões do Bolsonaro. Nosso país floresceria para uma primavera de sucessos e progresso – bastaria apenas fazer o contrário do que o Bozo recomenda! (o cara só dá fora!)

  3. Concordo com o voto impresso, ele é o recibo para se cobrar pelo voto dado. Este filho do Pinóquio é mesmo genial. Na próxima eleição vou votar neste cara, é mesmo um gênio, porque será que ninguém tinha pensado nesta maravilha, a prova material da escolha feita? Talvez o Brasil ainda não seja um país desenvolvido por termos tão poucos gênios como este 03.

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