Após críticas ao pai em redes sociais, filho transgênero se reaproxima de Wilson Witzel

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A foto antiga mostra que o relacionamento entre os dois sempre foi bom

Gabriela Goulart e Lucas Altino
O Globo

Pelas redes sociais, a relação entre o governador Wilson Witzel e seu filho Erick nunca pareceu das mais fáceis. Desde a época da pré-campanha, foram muitos os desabafos. Em outubro do ano passado, poucos dias antes da eleição, Erick rompeu o silêncio que manteve durante a disputa eleitoral para dizer que se sentiu usado pelo pai ao ver sua situação de transgênero citada por ele em entrevistas sem sua autorização. Também foi crítico ao resultado das urnas e não compareceu à posse de Witzel. Ainda se posicionou contra o pai no episódio em ele aparece junto ao deputado estadual Rodrigo Amorim quebrando a placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco.

Desde então, Erick tem dedicado muitas de suas postagens à defesa das causas LGBT+. Em seu perfil no Instagram, que reúne 9.335 seguidores, também registra seu tratamento com hormônios e destaca os benefícios da alimentação vegana, da qual é adepto e com a qual trabalha.

BANDEIRA BRANCA – No último domingo, porém, ele aproveitou a comemoração do Dia dos Pais – no Reino Unido, nos EUA e em mais 85 países (da Europa, da América Latina, da Ásia e da África), a data é celebrada no terceiro domingo de junho – para levantar uma bandeira branca. Quase um pedido de reaproximação com o pai.

“É Dia dos Pais hoje em outra parte do mundo e vendo tantas fotos e declarações de amor me fizeram pensar em como eu gostaria que nossa história fosse diferente. Essa foto, nesse porta retrato, sempre esteve comigo e eu olho pra ela, imaginando como as coisas eram tão simples tempos atrás. Só Deus sabe como foi esse último ano. Olhando hoje, com calma, poderíamos ter resolvido entre nós, mas não foi assim. Palavras ditas, vindo de um lugar de muita indignação, tanta coisa aconteceu que eu não saberia nem por onde começar”, diz um trecho do post, que é acompanhado de duas fotos.

FOTO ANTIGA – A imagem citada por Erick mostra uma foto antiga de família, com Witzel bem jovem e de cavanhaque, num porta-retrato com duas mãos fazendo um coração sobre a inscrição: “Te amo de perto, de longe e para sempre…”.

A postagem também faz referência a outra foto, de 2016, com Erick abraçado ao pai, “pouco antes de tudo começar a mudar”: “Por esses dias eu ouvi o seguinte: ‘mesmo que eu e meu pai não concordássemos em nada, eu daria tudo para tê-lo aqui, por perto.’ Foi um tapa na cara. E realmente eu discordo de quase tudo dele, mas que bem eu faço ignorando? Vetando qualquer diálogo? Por quanto tempo a gente se falaria pela mídia?”, ressalta a postagem.

A partir daí, o texto consolida a intenção de reaproximação: “Cabe aquele clichê antigo: não dá pra voltar atrás e mudar o passado, mas dá pra (re)começar agora e fazer um outro final. Brega, mas é verdade. Não mudaria nada que passou, porque foi preciso, pra amadurecer, pra entender. Mas estou cansado de brigar, de alimentar sentimentos ruins. Gostaria que ele pensasse diferente, agisse diferente, mas só o que eu posso fazer agora é mostrar outro lado, explicar, conversar, tentar. Nós, todos nós, precisamos de paz, precisamos de entendimento. Que os pais possam aceitar os filhos, que os filhos possam se sentir seguros”.

SEUS IDEAIS – Erick Witzel, no entanto, ressalta que uma possível retomada de diálogo não vai afastá-lo de suas causas:

“Não vou abandonar meus ideais, nem deixar de defender os direitos humanos e a comunidade LGBT+. Preciso abrir esse caminho de diálogo, não só por mim, mas por todos que vivem situações semelhantes. Depois das últimas eleições, não é algo que possa ser ignorado ou alimentado com ódio, está tudo escancarado e por mais que nos escandalizemos, precisamos lidar com o que estamos vivendo”.

DIZ WITZEL – Para Wilson Witzel, o recomeço citado será só para seu filho porque, para ele, a relação “nunca teve fim”. Apesar disso, o governador admitiu que os dois estavam distanciados e que houve uma reaproximação recente. Witzel chegou a dizer que agora seu filho “entendeu” sua decisão de virar governador.

– Relacionamento com os filhos é sempre um aprendizado. Talvez seja um recomeço para ele, mas para mim nunca teve fim. Meu filho sempre foi amado, respeitado. Cada um faz suas reflexões que acha conveniente na vida – explicou o governador, que mencionou que Erick esteve no aniversário do irmão recentemente, no Palácio Laranjeiras, com sua namorada.

Witzel disse que, quando decidiu ser governador, avisou que isso afetaria toda a família, mas que ninguém poderia ser “egoísta” a ponto de demovê-lo da ideia.

TUDO MUDOU – “Evidente que quando decidi ser governador, mudou na vida dele e eu disse que iria mudar. Mas disse que não poderíamos ser egoístas a ponto de me impedir de tomar a decisão que eu tomei. E que cada um me compreendesse. Então acho que agora ele está me entendendo. Que bom que ele me compreendeu e está cada vez mais próximo, como sempre deveria ter estado. Ele tem um coração muito bom. Temos que entender as diferenças, compreendê-las e dar amor aos nossos filhos”.

Logo depois da posse, quando soube que o filho tinha postado o começado do tratamento com hormônios pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pois não tinha plano nem condições para seguir adiante em sua transformação com médicos particulares, Witzel disse:

“Meu amor por ele é incondicional. Desejo boa sorte (no tratamento) e que seja feliz”.

9 thoughts on “Após críticas ao pai em redes sociais, filho transgênero se reaproxima de Wilson Witzel

  1. Newton você concorda com o lançamento do míssil na Cidade de Deus, desde que com a autorização da ONU?
    Tá correndo um boato de que o Conselho de Segurança da ONU vai se reunir hoje para tratar do assunto, mas parece que a Rússia e a China vão usar seu poder de veto.

  2. Witzel ainda precisa mostrar a que veio. Em sua campanha prometeu acabar com as vistorias veiculares, não só não fez como a coisa ficou ainda pior. A ALERJ simplesmente se antecipou, levou as vistorias para as ruas e está caçando os motoristas, tornando ainda mais caótico o trânsito no Rio. Tudo isso além de cobrar em outro boleto obrigatório a cobrança da vistoria que acabou somente nos postos e não para todos. Fora isso o documento de licenciamento, não está sendo entregue como deveria e muita gente simplesmente terá de agendar a entrega perto de vencer o do ano anterior. Witzel que se aproveitou da ideia para se eleger, está bem confortável e despreocupado. Pode pagar o preço nas próximas eleições. Quanto a sua relação com seu filho, isso é problema dele.

  3. O governador Wilson Witzel é uma pessoa pública, é o governador do Estado do Rio de Janeiro. Embora eu ainda não tenha formado uma opinião sobre seu governo – provavelmente porque ainda é muito cedo e ele recebeu um Estado falido e depauperado por Sérgio Cabral e Pezão, Estado aparentemente ingovernável – é perfeitamente natural que a imprensa discorra sobre a família dele, pois o que acontece com ele é de interesse público, assim como é legítimo que a imprensa se ocupe da família Bolsonaro, e no passado se ocupou da família de Lula, de FHC, e até num passado mais remoto se ocupou da vida ativa (em vários sentidos) do Presidente Juscelino Kubitischek. Só não se ocupou com a vida em família do Presidente Itamar Franco, mais discreto, e nada havia a ser falado sobre a família de um de nossos melhores presidentes, do PPS, que recuperou a Economia do Brasil para Lula depois destruir.

    Não tenho como concordar que a reportagem seja “fofoquinha”, nem se trata aqui de gostar ou não gostar do governador Wilson Witzel.

    Embora eu ainda não tenha um juízo formado sobre o governador, a reportagem mostra, no entanto, um gesto de grandeza e de tolerância do governador Wilson Witzel relativo a seu filho Erik, um gesto de tolerância que milhões de pais não têm com a orientação sexual de seus filhos que coincidem com a orientação seguida por Erik.

    PONTO para o governador Wilson Witzel.

    • Gesto político. Ele agora é político. Sua desavença provavelmente aconteceu enquanto era juiz, agora precisa de uma imagem “aprovável”. O que interessa agora é Wtzel sair do campo das “mirabolâncias” e mostrar mesmo a que veio. Abater traficantes armados de fuzil, míssil em favela é mais teatro do que realidade. Precisa dar peso ao que diz ou não será mais eleito para nada.

  4. Estou decepcionado com o nosso Governador.
    Mostrou muita determinação na eleição, agora nem tanto.
    O cara tá muito manso e não vejo mais aquela determinação.
    Tomara que eu esteja enganado.
    Quanto ao prefeito, esse é piada pronta, como diz o Sr. Carlos Newton.
    O prefeito com certeza não se reelege NUNCA MAIS! Podem anotar.
    Não tem mais o voto nem dos crentes.
    O RIO DE JANEIRO É UMA CIDADE SITIADA, pela violência, desordem urbana total, buracos no asfalto que são verdadeiras crateras. A juventude já fuma maconha nas portas de alguns bares badalados e nas ruas da Zona Sul. Menores bebem em garrafas e taças carregadas pelo meio da rua.
    Me digam, isto é ser cidade maravilhosa.
    O pior é que a polícia quando há, faz vista grossa. A mando de quem?
    A Cidade está imunda e decrépita!! Os caminhões de lixo vertem verdadeiras cachoeiras de chorume pela madrugada… o cheiro é insuportável.
    Mas o prefeito decidiu dar um “tapa” na cidade e está repintando as faixas nas ruas, ignorando os buracos e todo o resto de mazelas.
    Acho que estes dois senhores, desconhecem a força das redes sociais, hoje temos a informação na palma da nossa mão e eles não perdem por esperar. O primeiro a rodar, será o prefeito.
    Simples assim.
    Atenciosamente.

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