Após ser demitido por usar voo da FAB, amigo dos filhos de Bolsonaro assume como assessor de Salles com salário de R$ 13 mil

Volta de Santini teve o aval do Planalto após os três processos

Jussara Soares
Estadão

Oito meses após ser demitido por utilizar uma aeronave da Força Área Brasileira (FAB), o ex-secretário-executivo da Casa Civil José Vicente Santini está de volta ao governo Bolsonaro. Ele assumirá o cargo de assessor especial do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com salário de R$ 13.623. A  nomeação foi publicada nesta quarta-feira, dia 16, no Diário Oficial da União.

A volta de Santini teve o aval do Palácio do Planalto após os três processos a que ele respondia terem sido encerrados por não apontarem irregularidade no uso do voo da FAB para ir à Europa e à Ásia acompanhar uma viagem do presidente Jair Bolsonaro.

USO DE JATO – Na época, Santini respondia como ministro da pasta, substituindo o então titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que estava em férias.  O ex-secretário, alegando falta de tempo hábil para cumprir os compromissos, utilizou o jato para ir a uma reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e depois se juntar à comitiva presidencial que estava na capital indiana.

Ele viajou acompanhado de duas assessoras, enquanto outros ministros, como Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), viajaram em voos comerciais. Após a repercussão negativa do caso, Bolsonaro  endureceu as regras para o uso de aviões da FAB. O presidente revogou o decreto anterior que permitia que servidores que substituírem ministros de solicitar as aeronaves.

A última decisão favorável a Santini foi expedida no dia 28 de agosto. O juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 4ª Vara Civil da Seção Judiciária do Distrito Federal, julgou improcedente o pedido da ação popular movida pelos deputados federais Enio Verri (PT-PR) e Paulo Pimenta (RS).

ILEGAL E IMORAL – O parecer do Ministério Público Federal apontou que “a viagem apontada como ilegal e imoral” pelos autores da ação ocorreu para atender “compromisso da Presidência da República” e  “desvinculada de interesse particular”. “Assim, não há o que se falar em ressarcimento aos cofres públicos ou violação aos princípios da moralidade ou legalidade”, escreveu a procuradora Ana Carolina Resende Maia Garcia.

Antes, em 10 de Julho, o Tribunal de Conta da União já havia determinado o arquivamento do caso baseado em um parecer técnico do órgão de que o processo não estava “de suficientes indícios concernentes à irregularidade ou ilegalidade”.  A alegação é que, na condição de ministro substituto, Santini poderia usar a aeronave da FAB, conforme o decreto 4.224/2002 vigente na época, que regulamentava o uso de voo comercial era uma opção para ministros e seus substitutos.

O caso Santini também foi arquivado pela Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP) em 30 de junho por “ausência de indícios de materialidade de conduta não compatível com a ética pública”. O relator foi  o então membro da CEP Milton Ribeiro, que no dia 10 de julho foi indicado como ministro da Educação.

O CASO –  Com a divulgação da viagem de Santini no voo da FAB, Bolsonaro anunciou, em 28 de janeiro, a demissão do secretário-executivo e classificou o caso como “inadmissível”.   “O que ele (Santini) fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica”, afirmou o presidente na ocasião.

No dia seguinte, no entanto, Santini, que estava em ascensão no Planalto e era presença constante em viagens e reuniões do primeiro escalão, foi readmitido como assessor da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil. Entretanto, com a repercussão negativa nas redes sociais, Bolsonaro recuou e Santini deixou o governo até retornar agora a convite do ministro Ricardo Salles.

Atualmente, de acordo com o decreto de 5 de março de 2020, apenas o vice-presidente da República, os presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal, os ministros de Estado, além dos comandantes das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, podem pedir para voar de FAB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Santini é filho de um general amigo de Bolsonaro, formado em advocacia e seu currículo inclui a condição amigo dos filhos zero um, zero dois e zero três, que inclusive fizeram de tudo para mantê-lo no governo há oito meses e só agora o trouxeram de volta. (Marcelo Copelli)

16 thoughts on “Após ser demitido por usar voo da FAB, amigo dos filhos de Bolsonaro assume como assessor de Salles com salário de R$ 13 mil

    • A curriola só aumenta, Luiz Inácio saquei muito e agora a festa contínua.
      O que deixa todos mais aliviados, é que nenhum desses dos governos recentes passados até o presente, é o fato q
      de que não tem um só do governo que possa andar pelas ruas do país.
      Vivem como ratos, e só aparecem em público cercados de capangas pagos com o dinheiro daqueles que lhes querem surrar.
      Nunca se viu nada parecido, ou seja, autoridades e servidores públicos que não podem andar pelas ruas, senão apanham da população.
      Um dia isto terá fim, e não está longe, pois quem pode dizer o contrário.

  1. Deu no imprensa:

    MP e Polícia fazem buscas em escritório de líder de Bolsonaro na Câmara. As portas do escritório estavam com pequenas rachaduras (rachadinhas, em português castiço).

  2. 1. Justiça condena bispo evangélico a 20 anos de prisão por estuprar adolescente

    2. “Ricardo Barros, líder do governo na Câmara e alvo de operação policial, deve ser afastado e sofrer os rigores da lei, segundo um outro deputado”
    Se deve sofrer os rigores da lei, pode contar que está livre!

  3. Que bela dupla !!!
    Dois incompetentes consagrados, que só conseguem colocações deste tipo quando são apadrinhados destes personagens corruptos e descarados da nossa ré pública…
    Vergonha geral !
    Desanimador…
    No lugar do Pantanal o fogo deveria estar ardendo nos poderes em Brasília.
    Em todos eles…
    Com outros personagens assando : hienas ratos de esgoto, ratazanas, parasitas de todas as espécies,dentre tantos outros tão horripilantes quanto…
    Credo !

  4. WOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOW !!!!!!!!!!!!!

    Bom dia, jumentinhos bolsonaristas histéricos!!!!!

    Zurrem bem alto:

    “Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnnn, acabô a mamata !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

    “Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnnn, acabô a mamata !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

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  5. Lembrei de afirmação do grande João Gilberto – vaia de bêbado não vale!
    Nos dias atuais, só tem direito a falar mal do governo atual aqueles que ajudaram a elegê-lo (tínhamos de jogar o PT e seus puxadinhos, na latrina da história). Petistas e votos brancos/nulos, perderam o direito de reclamar de qualquer governo.
    Bolsonaro disse que faria diferente dos anteriores , não há como negar, está fazendo. Alguns ministros de qualidade, mas que precisam ficar de boca fechada e um monte de lixo que serve de “pano” de chão de rodoviária.
    Ontem revi o video onde o gen. Heleno “pisoteava, debochava e escrachava” o centrão. O que dirá quando for questionado?
    Caráter, ética, moral ainda não estão a venda em supermercados!

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