Após ter sido chamado de “Bolsonero” pela “The Economist”, o presidente quer fazer jus ao apelido

Charge do Waniel Jorge (Pinterest)

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Quando Joe Biden venceu a eleição americana, Jair Bolsonaro levou mais de um mês para felicitá-lo. Sua diplomacia acreditava na lorota de Donald Trump, que dizia ter sido roubado.

Quatro dias depois da eleição de Pedro Castillo, o capitão disse que “perdemos agora o Peru”, pois a seu juízo “só um milagre” reverterá a derrota de Keiko Fujimori.

Demorou para reconhecer um resultado e apressou-se para admitir o outro.

FATO ÚNICO – Nomeando Marcelo Crivella para a representação do Brasil na África do Sul, Bolsonaro entra para os anais da diplomacia como o primeiro chefe de Estado a nomear um embaixador que está proibido de deixar o país pela Justiça.

E depois de ter sido chamado de “Bolsonero” pela revista Economist, o capitão ganhou uma, na Inglaterra. O British Museum abriu a exposição “Nero, o homem atrás do Mito”.

O imperador romano é dado por doido. Nero teria cantado durante o incêndio de Roma, em julho de 64. Coisa de milicianos da História, pois ele não estava na cidade.

Depois que Nero se matou, Roma foi governada por três generais num só ano. Nasceu assim a expressão “anarquia militar”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEm 2019, dois anos antes da “The Economist” criar o personagem Bolsonero, o chargista Waniel Jorge já tinha retratado o presidente nessa situação, com um traço brilhante. (C.N.)

5 thoughts on “Após ter sido chamado de “Bolsonero” pela “The Economist”, o presidente quer fazer jus ao apelido

  1. A escória marxsita odeia o cristianismo. Nesse aspecto, Nero é uma espécie de precursor dessa bandalha. Nenhuma surpresa o comuna Gaspari babar a lira do incendiário.

Deixe um comentário para Eliel Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *