Aposentar o “desembargador” Siqueira representaria um prêmio e não punição

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Desembargador Siqueira é um ser humano de segunda categoria

Pedro do Coutto

O desembargador Eduardo Siqueira, que estupidamente destratou o guarda Cícero Hilário Roza Neto, na minha opinião deve ser imediatamente aposentado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com vencimentos proporcionais (e não integrais) ao tempo de serviço, considerando suas contribuições ao serviço público. Ele chocou todo o país, como se tivesse dado uma bofetada em cada um de nós.

O guarda Cícero Hilário em uma entrevista a Diego Maia, Folha de São Paulo de hoje, diz com toda razão que a ofensa do magistrado não sai de sua mente.

RASGOU A MULTA – O desembargador Eduardo Siqueira rasgou a multa e jogou-a no chão, demonstrando situar-se acima da lei e do convívio social dentro dos limites civilizados.

A desembargadora Maria Lúcia Pizoti, do TJ-SP, afirmou, com toda a razão, que Eduardo Siqueira é uma figura desprezível. Concordo totalmente, pois quem não respeita o direito dos outros, no fundo tem desprezo por si mesmo e assim não tem condições de julgar pessoa alguma. Maria Lúcia lembra que já processou Eduardo Siqueira por injúria e difamação.

Digo eu, a aposentadoria de Siqueira é o ato mínimo que se pode esperar da Justiça, embora signifique um prêmio para ele.

GUEDES ENROLADO – Reportagem de Tiago Lusso, O Estado de São Paulo de ontem, destaca os pontos principais do projeto de reforma tributária elaborado pelo ministro Paulo Guedes.

O fato é que Guedes se especializou em cobrar dos salários aquilo que não consegue cobrar das empresas. No seu projeto de reforma, prevê desoneração para com o INSS e elevação do IR na fonte para os que vivem de seu trabalho. Para se ter uma ideia do absurdo, pretende elevar de 27,5% para 35% o desconto na fonte para os que recebem, acima de 4.600 reais.

SEM CONSENSO – Hoje a repórter Adriana Fernandes, O Estado de São Paulo de hoje, revela que o governo não conseguiu ainda consenso da Câmara e do Senado em torno do projeto do ministério da Economia.

A matéria exige uma descomplicação por parte do Congresso Nacional. Guedes acentuou que já se reuniu com empresários da indústria. Por que não se reúne também com os órgãos de classe dos trabalhadores e funcionários públicos?

16 thoughts on “Aposentar o “desembargador” Siqueira representaria um prêmio e não punição

  1. Eu começo com esse tal “desembargador” (espelho fiel do judiciário brasileiro) e termino com Paulo Guedes. …”Há coisas que se não ajustam nem combinam.”, já dizia o mestre Machado de Assis em um de seus principais romances. Parabéns pela matéria, Casmurro!

  2. Empresas não pagam impostos, só os repassam pra frente. Essa besteira de cobrar impostos de empresas é típica do bananismo latino. Anotem aí, quem paga os impostos que vcs colocam nas empresas é o assalariado que consome seus produtos.

  3. O Desembargador deveria agradecer ao guarda por estar fazendo o trabalho de cuidar da saúde das pessoas, já que ele nao se cuida e desrespeita a toda sociedade. Nao passa de um ser vil e egoísta…ainda nao percebeu que este tipo de ser “humano” nao tem mais vez na sociedade.
    Lamentável! Salve a imprensa que vai lhe ensinar a respeitar o próximo….já que ele nao respeita a um servidor público.
    Suely

    • Foi um presidente de uma comissão ligada a uma subseção da OAB… não tinha nada que haver com sua comissão. Usou a função para ato que se desviou da finalidade. Perdeu a função. Parece que a OAB tirou do cargo.

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