Arthur Lira apoia projeto que explode as alianças estaduais de Jair Bolsonaro

Lira costura medida que pode provocar baque no caixa dos estados

Pedro do Coutto

O deputado Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, articulou com o Palácio do Planalto a aprovação de um projeto apresentado pelo deputado Danilo Forte que reduz a incidência do ICMS sobre os preços da gasolina e do óleo diesel.

O projeto unifica o ICMS em 17%, mas há estados que cobram alíquota superior. Perderiam uma receita, calculam, de cerca de R$ 100 bilhões por ano. O projeto foi articulado no Planalto, provavelmente, penso, pela área econômica do governo.

EFEITO POLÍTICO – O objetivo é reduzir os preços nas bombas da gasolina, do diesel e do gás encanado, mas o efeito político é desastroso. O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, tem uma opinião contrária a de Lira, e acha que o projeto prejudica a economia dos estados e a política do governo.

Arthur Lira vai colocar o projeto na Ordem do Dia de terça-feira, e a reação dos estados deve ser grande. O projeto, que cria resistências estaduais esperadas, bloqueia articulações nas unidades da federação em relação à candidatura de Bolsonaro. No momento em que o presidente busca apoio estadual, o projeto não poderia ser mais negativo.

Da mesma forma que o projeto de Danilo Forte prejudica o governo, as articulações da terceira via em torno da senadora Simone Tebet bloqueia as alianças regionais, pois unir o MDB, o PSDB e a Cidadania irá dificultar as alianças dos governos estaduais. 

MINISTRO DO ABSURDO – Paulo Guedes, como acentuou Miriam Leitão na quinta-feira, na GloboNews, fez uma declaração defendendo a inflação brasileira de 12% ao ano, dizendo que falta manteiga na Holanda e que a gasolina no interior está mais cara. Um absurdo. O que tem isso a ver com a economia do Brasil?

Miriam Leitão classificou como estapafúrdia a declaração. Guedes é um ministro do absurdo. Ele não debate os temas reais, mas cria uma realidade paralela.

LULA PERDE PONTOS – Matéria de Jordana Neves, do Estado de S. Paulo, edição de quinta-feira, diz que o ex-presidente Lula da Silva, nas últimas duas semanas, perdeu 4% dos votos no Rio de Janeiro, enquanto Bolsonaro subiu outros 4%. Conforme apontam os índices, Lula recuou 8 pontos na escala de intenções de votos.

O Secretário Nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, disse que o partido resolveu contratar uma pesquisa qualitativa para medir o impacto negativo que Marcelo Freixo, como candidato a governador, está causando à candidatura do petista.

“Estamos muito preocupados com o Rio de Janeiro”, disse Tatto. Freixo vem restringindo o campo de manobra do PT e não vem motivando o eleitorado como se esperava. O PT, provavelmente, vai substitui-lo.

AUDIÊNCIA – Uma pesquisa da empresa Kantar IBope Media – reportagem de Carolina Nalin, O Globo – revela que a preferência pela TV aberta, incluindo canais de assinatura, dominam o consumo de vídeo do brasileiro em relação às plataformas digitais. São 79% contra 21% e o jornalismo ocupa um espaço preferencial de 25%.

Os programas de auditório estão com 9%. As novelas estão na escala de 18%. Portanto, se verifica que a influência da televisão na opinião pública é muito maior do que as redes sociais da internet. Podem ser muito acessadas, mas não proporcionam o mesmo reflexo do que as emissoras de televisão.

REAJUSTE ADIADO –  Idiana Tomazelli e Mariana Holanda, Folha de S.Paulo, afirmam que o presidente Jair Bolsonaro adiou o anúncio sobre o reajuste dos servidores federais, incluindo os militares, em face de problemas evidenciados pelo ministro Paulo Guedes para o orçamento deste ano.

Bolsonaro sustenta que o orçamento federal é pequeno e que o reajuste geral de 5% acarretará uma despesa nacional de R$ 17 bilhões. Ele se engana. O orçamento não é pequeno. O que pode haver é um comprometimento de pesquisa maior do que o esperado, mas os servidores estão há anos sem reajustes, enquanto os preços disparam para todos. Melhor dizendo, para quase todos, pois para Guedes é algo totalmente natural.

7 thoughts on “Arthur Lira apoia projeto que explode as alianças estaduais de Jair Bolsonaro

  1. O nosso país vai virar Venezuela – em breve! E não precisamos fazer mais nada, basta a atual inércia para nos levará lá!
    Ratos infestam o legislativo, a corrupção grassa no Executivo como marias-sem-vergonha na sombra: rapidamente, e do mesmo modo se prolifera.
    O STF, com a sua segunda-turma, faz coisas que até o Mandrake desconhece (Lula está solto, Marco Aurélio com a vida desgraçada). Isso pode? Sim, nessa nossa Terra do Nu é regra os poderosos gozarem vida de nobre e os fracos carregarem a cruz.
    Resulta disso um povo desanimado, sem orgulho de sua cidadania, doente, fraco, servo.

  2. A maior geradora de inflação tem sido a Petrobrás com o lucro absurdo dos combustíveis.
    Se a Petrobrás tivesse um lucro de R$ 20 bilhões, os preços do combustíveis seriam R$ 80 bilhões, no geral mais baratos. A Petrobrás tira dinheiro do povo para dar aos acionistas.
    Como não bastasse, o governo com o aumento do ICMS vai tirar dinheiro dos Estados, isto é, dinheiro do povo, dinheiro que os Estados têm para pagamentos de salários e atendimento à rede pública, como educação, saúde etc.
    Essa medida faz aumentar mais a pobreza e miséria no país
    Um nação começa nos municípios e estados.
    Um país que tem um presidente e um ministro da Fazenda totalmente despreparados, não precisa ter inimigos externos.
    O eleitor tem de aproveitar essas eleições e eleger um candidato que seja realmente preparado, experiente, conheça na raiz os problemas nacionais e que tenha bons antecedentes. Esse candidato existe. Infelizmente a mídia faz o jogo da polarização.

  3. Todo eleitor sabido conhece o bom candidato: chama-se CIRO GOMES. Agora, um pais governado por um débil mental e assessorado economicamente por um meliante jumento, tem tudo para não dar certo.

  4. Bom dia ! Sou contra reajuste para os servidores públicos agora. A pandemia arruinou ainda mais as finanças públicas e nossa dívida atingiu patamares alarmantes. Milhares perderam emprego e renda , outras milhares de empresas foram à falência enquanto os servidores sequer tiveram algum desconto em seus contracheques durante toda a pandemia. Como não puderam viajar , muitos pouparam nesse período. A grande maioria dos servidores passou 2 anos em casa e por isso sou contra o reajuste agora. Quando voltarmos a crescer , talvez. Agora o foco deve ser a retomada do crescimento, ajuda aos mais necessitados e aos empresários em dificuldades. Acho s reivindicação justa para recomposição das perdas mas não agora.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.