As ideologias, no Século XXI, não têm mais razão de existir

Martim Berto Fuchs

Nosso sistema político – base de tudo que acontece – não tem perigo de melhorar, sendo ele manipulado pelos partidos políticos que se formam com este fim.

Desde 1889, os grupos interessados em dominar o país em benefício próprio aliam-se em torno de partidos quaisquer, desde que atendam seus interesses imediatos.

A história provou que a democracia é o melhor sistema, ou menos pior, que já existiu. Precisamos aperfeiçoá-lo e isto passa pela escolha direta, pelos eleitores, dos candidatos à qualquer cargo eletivo. Democracia para funcionar não precisa de partidos políticos, que eu reputo como organizações criminosas e que, além de tudo, em função de ideologias antagônicas, irreconciliáveis, separam a sociedade em grupos rivais.

Ideologias, no século XXI, não têm mais respaldo.

DISNEYLÂNDIA DOS POLÍTICOS

As estatais são a Disneylândia dos políticos. Desde que me lembro é assim. E assim continuará enquanto elas forem feudos dos políticos. Não importa o partido. Quem estiver com a chave do cofre na mão, faz o que bem entende. Roubam. É para isto que a maioria entra na política. Para roubar! Os otários de sempre, nós, os bobos da Corte, estamos aí para pagar a conta.

Isto só mudará as quando empresas estatais forem transformadas em empresas sociais, e os políticos estiverem proibidos inclusive de passar na calçada em frente à empresa.

ADMINISTRAÇÃO PROFISSIONAL

A administração das empresas sociais tem de ser altamente profissional. Metade do lucro para os capitalistas, acionistas e investidores, e a outra metade do lucro – fermento do desenvolvimento – para os trabalhadores da empresa, aí incluso também os administradores.
Até isso acontecer, continuaremos pagando a conta da roubalheira perpetrada pelos políticos e seus financiadores.

E o pessoal permanecerá discutindo para ver qual dos partidos rouba mais. Logicamente que é sempre o partido do outro que rouba mais.

17 thoughts on “As ideologias, no Século XXI, não têm mais razão de existir

  1. Tem toda a razão o articulista. O problema é que o grupo político que tomou posse da máquina administrativa federal desconhece tais argumentações e segue a ideologia estampada no Foro de São Paulo.

    É duro, mas, é a verdade.

  2. Martim Berto Fuchs, meu caro,
    Artigo contundente, sem meio termo quanto ao político atual.
    Acredito que mensagens como esta vão conscientizando as pessoas sobre os defeitos administrativos que os governantes apresentam, independente do partido que pertencem, pois são sempre os mesmos erros cometidos contra o povo e País.
    E todos sabemos que reformas devem ser feitas, mas são adiadas ou deixadas de lado para que a desonestidade e corrupção sejam mantidas como meios indispensáveis ao enriquecimento de parlamentares e governantes, em um eterno círculo vicioso cada vez mais explorado e usado debochadamente.
    Inegavelmente que nossos representantes no Legislativo e o próprio Executivo deveriam ter seus poderes limitados.
    Uma vez que a pessoa fosse eleita à função pelo qual se candidatou não poderia exercer qualquer outra tarefa, mesmo convocado pelo Executivo, assim como este poder não poderia nomear diretores de estatais que não fossem funcionários de carreira, e, lógico, que não pertencessem a qualquer partido político.
    Obrigado, Fuchs, pelo artigo postado.
    Um abraço.

    • Caro Chicão.
      A luta por um capitalismo mais social continua. Ele só será alcançado, pelo menos no Brasil, quando seguirmos os passos iniciais da Revolução Francesa – antes do Napoleão traí-la – que queria o fim das Monarquias.
      Nós – 1889 – apenas transferimos as benesses da família imperial para os comensais, que continuam vivendo às nossa custas.

  3. O Brasil, ou estado brasileiro, sempre gostou de imitar os EUA. Teve época que aqui se chamava Estados Unidos do Brasil. O presidencialismo também está aí meia boca.
    Só bobajadas.
    Se o estado brasileiro imitasse o Tio Sam em tudo, como entre outras coisas de lá a dureza em tratar os bandidos, isto aqui seria bem menos pior. Mas um desses ocupantes do estado, saiu-se com essa: “nem tudo que que é bom para os EUA, é bom para os nosso bando político.”
    The End

    • Sabe Mauro, há muitos anos atrás eu pensava que o sistema capitalista americano e seu sistema político – partidos e candidatos independentes – fosse o modelo a ser imitado.
      Hoje tenho comigo, mesmo não acompanhando a política norte-americana como acompanho a brasileira, que os dois principais partidos deles são tão corruptos quanto os nossos.
      E o capitalismo deles é especulativo e predatório. Querem a democracia em todos países, apenas para ter mais facilidades de dominar seus mercados.
      Não rezo mais pela cartilhas deles. O capitalismo precisa evoluir; como tudo.

      • Tem razão Martin, mas em se tratando de política interna, ao contrário da externa, em que entre países só há interesses, o estado americano é o que se tem de menos pior no planeta: liberdade econômica, educação de alta qualidade, segurança, leis severas contra qualquer tipo de crime,etc.

        • Tem razão Mauro. Internamente eles se diferem bastante dos nossos “hábitos”. Lá, meteu a mão na grana do I.R., é cana na certa.
          O Poder Judiciário deles não é tão corrupto quanto o nosso. Por isso eles ainda tem dinheiro para investir e nós não. O que os nossos não dilapidam, roubam.

  4. Muito bom o texto do senhor Martim Berto Fuchs.

    Sem maiores delongas, comparativo e crítico nos pontos essenciais, reproduzindo de modo atual, coerente e quase didático, sua opinião sobre o cenário ideológico verdadeiro que se mostra ao cidadão-contribuinte-eleitor, opinião que, acredito, é sempre muito benvinda para os leitores do blog.;

  5. Se não tem ideologias, tem-se o quê? Seguramente o autor desconhece a gênese e as conotações do vocábulo ideologia… O texto “destila” uma opinião pre-conceituosa desprovida de contextualização histórica e insubstancial, me faz crer que o autor é um leitor apressado de editorais dos “jornalões” brasileiros. Aliás os opinadores de direita, aqui postados, são por demais ignorantes nas teses clássicas do pensamento liberal e conservador. De certo nunca ouviram (leram menos ainda) falar seja de Raymond Aron, Hans Kelsen, karl Popper. Só para citar “clássicos”…. O uspiano Roque Spencer Maciel de Barros, nem imaginam quem foi. Autores contemporâneos norte-americanos, ingleses ou franceses, menos ainda. As boboseiras de direitistas que leio aqui reflete a falta de pensadores conservadores brasileiros que lhes “deem a linha argumentativa”. E mais o que “seria o nosso sistema político”? Com efeito, fico com a impressão que o autor desconhece o elementar quanto a argumentação e persuasão. Está deprimente “frequentar” o blog com tantos “post” insignificantes.

  6. O ilustre Empresário e Pensador, Sr. MARTIM BERTO FUCHS, criador de CAPITALISMO SOCIAL ( Capitalismo bem Regulado), que une a eficiência produtiva do Capitalismo com Justiça Social da distribuição da Riqueza gerada, vai a raiz do nosso Problema, mostrando que nosso Sistema Político, desorganizado, caríssimo e ineficiente, porque baseado em 32 Partidos Políticos atuais e +- 42 no forno, deixam o CIDADÃO completamente a reboque no processo, sem poder para atuar na escolha dos Candidatos, e sem poder de recall, de controle sobre Representantes, depois de eleitos.
    Mas no começo, na exemplar República das 13 Colônias Americanas até +- 1815, não era assim. O Sistema era DISTRITAL PURO ( Municipal, Estadual e Federal ) e TODOS os Candidatos eram INDEPENDENTES. Não havia Partidos Políticos. Mas depois de +- 1 século desse bom Sistema, depois da Guerra da Independência, +- (1774 -1784) com o surgimento da UNIÃO, logo surgiram duas Correntes: Uma que pretendia manter o País tipicamente Agrário e Comercial, bem descentralizado e em Livre-Comércio, liderados por THOMAS JEFFERSON que depois veio a dar no Partido Republicano-Democrata; e outra Corrente que pretendia Industrializar o País à la Inglaterra, o que pressupunha centralizar mais a Administração na União, criação de um Banco Central, e Protecionismo à Indústria nascente a princípio encarecendo os manufaturados, que depois veio a dar no Partido Federalista liderados pelo grande ALEXANDER HAMILTON. E dali para a frente o Sistema também lá foi se deteriorando, perdendo o Cidadão Americano, muito do seu antigo Poder. Também acho que deveríamos voltar para o puro e inicial Sistema, de somente Candidatos INDEPENDENTES.

  7. “E o pessoal permanecerá discutindo para ver qual dos partidos rouba mais. Logicamente que é sempre o partido do outro que rouba mais.”

    Agora lanço a pergunta/ Qual rouba mais o pt ou psdb.????

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *