As lágrimas de Dilma não me convenceram…


A presidente Dilma Rousseff discursa na entrega do relatório final da CNV
Foto: Jorge William / Agência O Globo

Carlos Newton

A presidente Dilma Rousseff chorou na cerimônia de entrega do relatório da Comissão Nacional da Verdade. Havia motivos para se emocionar, claro. Mas é preciso que se faça uma reflexão a respeito.

Não há dúvida de que era necessário criar a Comissão, para investigar e denunciar as barbaridades cometidas pela ditadura militar, embora tenha trazido poucas novidades, já que quase tudo já havia sido revelado nos trabalhos de organizações como a “Tortura, Nunca Mais” e da própria imprensa, com destaque para o recente esforço investigativo do excelente jornalista Chico Otávio, em O Globo, que revelou importantes informações que a própria Comissão da Verdade ainda não conseguira encontrar.

INVESTIGAÇÃO PELA METADE

Mas é lamentável que o governo tenha feito uma investigação pela metade, que deixou de fora os excessos e as atrocidades cometidas pelos integrantes da luta armada, que jamais lutaram pela redemocratização do país, mas apenas para implantar outro tipo de ditadura, no estilo cubano, com paredón e tudo o mais, e não me venham com chorumelas, porque eu estava nessa, sou testemunha ocular da história, tinha 20 anos na época e estudava/militava na Faculdade Nacional de Direito aqui no Rio, que era um dos focos da luta contra a ditadura. E podem pegar o histórico existente em meu nome nos arquivos da ditadura, registrando minhas atividades subversivas, por assim dizer. Sei que existe, mas nunca me interessei em ver nem aceitei a Bolsa Ditadura que me foi oferecida por um dos filhos de Nélson Rodrigues, que era presidente do Sindicato dos Jornalistas.

VERSÃO ALTAMENTE FANTASIOSA

Agora, num passe de mágica, a Comissão Nacional da Verdade quer alterar os fatos históricos para fazer acreditar que lutávamos pela retomada da democracia. Isso é ridículo. Nenhum dos sobreviventes de 1964, que tenha um mínimo de dignidade, pode aceitar esta versão fantasiosa e patética.

O relatório da Comissão quer derrubar a Lei e pretende alterar a posição do Supremo Tribunal Federal que reconheceu, em 2010, a anistia dos “crimes conexos” praticados pelos agentes da repressão. A justificativa é de que a Lei da Anistia foi um ilícito internacional que perpetua a impunidade.

Em 2010, ao julgar uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil, o Supremo afirmou que uma lei que disciplina determinados interesses imediatos e concretos, como a Lei 6.683/79, que fundamenta a anistia, deve ser interpretada a partir da realidade que motivou sua aprovação pelo Congresso. Simples assim.

PRENDER ALGUNS POBRES DIABOS…

Bem, se desta vez a Lei da Anistia for revogada ou houver entendimento de que não abrangeu todo tipo de crime, poderemos enfim prender alguns pobres diabos (merecem a denominação), desequilibrados caquéticos e totalmente desmoralizados, como o coronel Brilhante Ustra e outros meia dúzia, que já estão mais mortos do que vivos.

Será, enfim, feita justiça! Mas ficará faltando fazer justiça aos inocentes que pagaram com a vida pelos excessos cometidos pelos guerrilheiros da luta armada. Inclusive, alguns militantes injustamente justiçados, sem direito de defesa.

Por isso, não me convenceram nem me emocionaram as lágrimas de Dilma Rousseff, conhecida na luta armada pelos codinomes Estela, Wanda, Luíza e Patrícia. É exclusivamente dela a responsabilidade de nossa verdade estar sendo contada pela metade. Deveria chorar de vergonha.

41 thoughts on “As lágrimas de Dilma não me convenceram…

  1. COMISSÃO NÃO DEVE SE OMITIR EM RELAÇÃO AO CASO LULA-TUMA

    Quem imagina Lula como referência positiva de resistência à ditadura, a ponto de admitir sua volta à Presidência da República em 2018, criando embaraços para o bom desempenho da presidente reeleita Dilma Rousseff, é bom refletir sobre o que escreveu Antonio Santos Aquino aqui na Tribuna da Internet.

    Aquino citou frases emblemáticas, referindo-se à liderança de Lula, ditas nos anos 80 por Leonel Brizola (“o PT é a UDN de macacão e tamancos”) e Darcy Ribeiro (“o PT é a esquerda que a direita gosta”) ambos retratando a postura lulista na condução do Partido dos Trabalhadores, porém o mais impressionante foi a revelação da amizade do ex-operário com alguém da CIA chamado Stanley Gacek. “Não se enganem, da CIA mesmo. Hoje esse sinistro personagem, é diretor adjunto da Organização Internacional do Trabalho. Veio a Luziânia no III Congresso da Nova Central Sindical e ficou por aqui conversando com o amigão Lula para ver os acontecimentos. Quem quiser e puder, desminta”, disse Aquino.

    As recentes revelações de Tuma Júnior, que em seu livro diz que Lula era informante de Tuma pai, reforçam ainda mais a necessidade desta Comissão da Verdade haver se debruçado sobre o assunto. Ainda não tive acesso ao relatório, mas é evidente que algo deva ter sigo registrado a respeito.

    CONTO DE OPERÁRIOS

    É difícil desmentir Stanley Gacek porque ele já foi chamado de “guru de Lula no sindicalismo dos EUA” aqui mesmo na Tribuna, por nosso comentarista internacional Argemiro Ferreira. Casado com a brasileira Liliane Fiúza, Gacek fala português fluentemente. Em 1980, quando Lula ficou preso por 31 dias, ele veio ao Brasil para demonstrar a “solidariedade” da poderosa AFL-CIO (Federação dos Trabalhadores das Indústrias dos EUA) ao sindicalista brasileiro.

    Em 1981, Gacek levou Lula a Varsóvia para trocar figurinhas com Lech Walesa, o metalúrgico de Gdansk que recebeu toda ajuda da CIA para minar o governo da Polônia e chegar à presidência. Por fim, foi Gacek quem promoveu, em 1992, o primeiro encontro do Banco Mundial e do FMI com 80 líderes sindicais latino-americanos, incluindo Lula.

    Muito conhecido no PT, onde é chamado de Stan, o sindicalista da AFL-CIO se mete também com negócios financeiros, representando interesses de fundos de pensão americanos que investem no Brasil. (CN)

    PREMONIÇÃO BRIZOLISTA

    É importante recordar que na entrada dos anos 80, com o esgotamento do ciclo autoritário que vinha desde a deposição do presidente João Goulart pelo golpe militar de 1964 (praticado com o apoio da CIA e a submissão do Congresso brasileiro), foi programada uma abertura política “lenta, gradual e segura”. As classes dirigentes cercaram-se de cuidados conspirando para evitar a ascensão de Leonel Brizola ao poder, que assombrava por carregar a bagagem histórica da Era Vargas, inclusive sendo cassado em 64 e submetido ao exílio de 15 anos.

    Nas eleições de 1982, Brizola conquista o governo estadual do Rio de Janeiro e Lula fica em 4º lugar para governador de São Paulo, mas apesar disso o petista foi turbinado pela mídia para cumprir seu papel, dividindo o trabalhismo no 1º turno para perder no segundo. Fez isto em 1989, 1994 e só não em 1998 porque Brizola cedeu num gesto de humildade sendo seu vice, numa frustrada tentativa de evitar algo que considerava pior, a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, porque queria estancar as privatizações que depois Lula acatou subscrevendo a famosa “Carta ao Povo Brasileiro”.

    Brizola costumava dizer que “o PT é como uma galinha que cacareja para a esquerda, mas põe os ovos para a direita”. E a conclusão vinha do debate presidencial de 1989, como é possível verificar no pequeno trecho do vídeohttp://www.youtube.com/embed/9ViENegKea4?

  2. Há poucos dias o ganso do Tuma declarou que ele era vigiado no cinema ! Devia ser o pessoal do Tuma vendo se ele estava matando serviço. Não estava não, tanto que depois ele foi recompensado….
    (…)…Lula nunca realizou greve de fome na prisão. Consumia lulas à dorê, encomendadas pelo delegado Romeu Tuma. Também ficou longe da carceragem. Passou uma ou duas noites por razões estratégicas. Para descansar, ele preferia o revezamento entre o sofá de couro da sala de reuniões do diretor do Dops e o colchão depositado próximo à mesa do carcereiro, longe do xilindró.

    As revelações acima, elencadas no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, de Romeu Tuma Junior e Cláudio Tognolli, têm causado polêmica entre militantes do Partido dos Trabalhadores e de outros setores da esquerda por apresentarem um Lula diferente da história comumente apresentada nas salas de aula e diretórios políticos.

  3. Newton, não vivi tão intensamente aquela época, como viveu, mas sei do meu professor comunista, que ele e os demais, lutavam para implantar o comunismo no Brasil. democracia não eram o ideal da esquerda e sim ditadura mesmo, só que seria da esquerda, pois no linguajar deles seria o melhor regime. Na verdade não estou entendendo nada!!! Estão se fazendo de democratas atualmente, sendo que até as pedras sabem que na verdade, eram, comunistas a la cubanos e ponto final. VERDADE, VERDADEIRA , ESTA COMISSÃO DA VERDADE É UMA GRANDE PALHAÇADA, tão se achando, não são heróis da democracia, e nem bons patriotas, apenas uma cambada de velhacos que perderam a guerra para os militares, e agora querem o revanche, não bastando a polpudas indenizações que já obtiveram, QUEREM POSAR DE VITIMAS E INJUSTIÇADOS, e quem sabe ganhar mais, seja lá o que for!!!

  4. COMPRO – COBERTUA TRIPLEX NA PARIA DAS ASTÚRIAS – GUARUJA / SP., que tenha elevador privativo e espaço gourmet. Pago no máximo R$ 47.000,00 – Tratar : Rua Pouso Alegre, 21 – Ipiranga/SP. Fone : 2065-70-22 – Horário Comercial ou na calada da noite.

  5. No último dia do governo Lula ele assinou o documento de BOAS VINDAS E PERMANÊNCIA DEFINITIVA NO BRASIL do assassino condenado à prisão perpétua na Itália, Cesare Battisti, antigo membro dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo de extrema esquerda.

    Frise-se que este PAC é o de Battisti e não do de Lula e Dilma (a “mãe do PAC” do PT, como apelidou Lula).

    Ocorreu que, em seu último mês de governo, deixou uma “herança bendita” para Dilma, criando o “Programa Nacional de Direitos Humanos”.

    Entre as diversas medidas propostas pelo programa, as que causaram dores de cabeça para o governo foram aquelas relacionadas à criação de uma “COMISSÃO DA VERDADE”, para investigar, de modo imparcial, a história recente do país.

    Porém, devido ao comportamento dissimulado por parte das autoridades, a “COMISSÃO DA VERDADE” sempre foi olhada com desconfiança por parte da sociedade brasileira. A impressão que passava é que seu objetivo oculto era revogar a LEI DA ANISTIA.

    De início, como consta em matéria publicada pela BBC, “Em nenhum de seus trechos, o Programa Nacional de Direitos Humanos cita textualmente a revogação da Lei de Anistia, instituída em 1979 e que determinou a “anistia a todos quantos (…) cometeram crimes políticos ou conexos com estes” entre 1961 e 1979.”

    Essa afirmativa encontrava pleno respaldo, pois, ao enumerar as atribuições da Comissão da Verdade, o PNDH inclusive afirmava que o trabalho do grupo deveria observar as disposições da Lei Nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 (LEI DA ANISTIA), o que poderia ser interpretado como um reconhecimento da legitimidade da legislação.

    Poderia, mas o tempo se encarregou de demolir o engodo, pois a Diretriz 25 do PNDH – que propôs a “revogação das leis remanescentes do período de 1964-1985 que sejam contrárias às garantias dos Direitos Humanos” -, foi encarada com desconfiança por diversos críticos, que enxergam no trecho uma clara intenção de revogar a Anistia.

    Levantado esse problema, a Secretaria Especial de Direitos Humanos – oficialmente – afirmou que o trecho não se referia à Lei de Anistia, mas a outras legislações do período, como a Lei de Imprensa e a Lei de Segurança Nacional.

    O Tempo se encarregou de provar que os críticos do passado que tinham razão, pois dentre as 29 recomendações que constam de seu Relatório Final a “COMISSÃO DA VERDADE” está propondo a responsabilização de torturadores e agentes públicos, impedida pela LEI DE ANISTIA, reforçada por decisão do Supremo Tribunal Federal.

    Tudo isso, após ter examinado, desde a sua instituição, APENAS UM LADO das partes oponentes, fato que resultou na alcunha de “COMISSÃO DA MEIA VERDADE”.

    A foto nos jornais em que Dilma aparece chorando, hoje, contrasta com a foto que aparece sorrindo ao lado de Fidel Castro, um “humanista” que carrega em seu currículo dezenas de milhares de pessoas executadas e cerca de 2.000.000 de habitantes exilados (quase 20% da população de Cuba), incluindo sua filha Alina Fernandez, que se recusa a usar o sobrenome “Castro”.

  6. Fidel está fazendo um dos seus famosos discursos na Praça da Revolução:
    – E a partir de agora temos de fazer mais sacrifícios!

    Ouve-se uma voz na multidão:
    – Trabalharemos o dobro!

    O Comandante continua:
    – E temos de entender que haverá menos alimentos!

    A mesma voz:
    – Trabalharemos o triplo!

    Fidel prossegue:
    – E as dificuldades vão aumentar!

    De novo:
    – Trabalharemos o quádruplo!

    Fidel vira-se para o chefe da segurança e pergunta:
    – Quem é esse idiota que vai trabalhar tanto?
    – O coveiro, meu comandante.

  7. A mãe do soldado recruta Mario Kozel Filho será que chorou também, quando a tal comissão não descobriu quem explodiu o carro bomba que matou o filho dela.
    Ele foi recolhido com uma pá para o IML.

  8. A verdade que não quer calar: os que pegaram em armas contra a ditadura, que diga-se de passagem todos fomos contra, não queriam democracia nenhuma e sim outra ditadura, a deles ou de Fidel, mentor do bando.
    E por falar em Fidel, ele , um advogado, que deveria defender quem sofresse acusações e Che, médico, que deveria salvar vidas, mataram mais que os militares, que são treinados para matar.
    E, o fato escabroso é que Dilma apoia ainda seu mentor Fidel que, com seu irmão, ainda tiranizam o pobre povo cubano até hoje.

  9. Concordo com CN, também vivi a citada época. Meu tio desaparecido político, queríamos ditadura do proletariado, campos de reeducação com trabalhos forçados etc. Nossa família não tem e não quer bolsa ditadura, sabíamos os riscos que corríamos. Lamento que os governos do PT não sejam sinceros nesta hora importante, não tenham a coragem de dizer que queríamos implantar uma Nova Cuba, Nova China, Nova URSS, Nova Albânia… nos aparelhos de rádios à noite ouvíamos as emissoras Rádio Havana, Rádio Moscou, Rádio Pequim… com transmissões em português… disse Jesus: “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará”(Hoje, vejo que a verdadeira revolução é uma “Revelação” divina com Cristo).

  10. Esta aí um general da ativa – Sérgio Etchegoyen – cujo pai foi acusado – sem provas, (e sem nunca ter sido ouvido, ele e sua família) – de ter sido, o seu pai torturador ou coisa que o dera – acusado pela tal cnv –
    Tudo não passa de uma farsa, e as lágrimas desta não valem a menor atenção.
    Conheço bem o Coronel Carlos Alberto Brilhanta Ustra, e o seu trabalho no Doi-Codi daqui de São Paulo Não o considero um pobre diabo, nem caquético; Não mesmo
    Você deveria ter vergonha de usar seu espaço na mídia para dizer isso.
    Poderíamos conversar em um tête-à-tête, para ver como você sustenta as suas palavras.
    Você não deve valer a roupa que veste.

    • Aurelio Tasso de Miranda, você não merecia resposta.

      Etchegoyen pai, acho que era major ou capitão, levou os tanques do Exército ao Palácio Guanabara, para confraternizar com Lacerda. Nunca soube que foi torturador. Reclame com a Comissão da Verdade; comigo, não.

      Quanto à sua defesa do Coronel Brilhante Ustra, se você é amigo de torturador, o problema é seu.

      Por fim, quanto à conversa tête-à-tête, na hora e no local que você marcar. Se é que tem coragem. Você bateu na porta errada, porque sou chegado a uma porrada. E há dois meses tive a honra de mandar à merda um general do Exército que me ofendeu. Os jornalistas José Esmeraldo e Juvenil de Souza estavam presentes ao ato e me pediram que poupasse o chefe militar.

      CN

  11. Se a Lei da Anistia for revogada abrirá parâmetro para que o “Direito dos Manos” venha pedir indenização à TODOS os descendentes dos presos comuns que foram misturados aos presos políticos na Ilha Grande. A desigualdade de tratamento no processo de soltura de presos políticos no ‘Caldeirão do Diabo’ (que também poderia ser batizado de “Helderzão”) está narrado no brilhante livro do jornalista Carlos Amorim, “A História Secreta do Crime Organizado” (1993).

    Afora, isto desencadeará literalmente numa guerra entre a velha guarda das FFAA e a VERME-lhada eleita – não (só) por milhões de analfabetos, ignorantes, imbecis ou mau caráteres, mas sobretudo – pela Smartmatic em acordo com os aspirantes da PÁRIA GRANDE (sem o T).

    As vezes penso que, em algum momento, faltaram sapatos de cimento. Será que por isso hoje sobram lágrimas de crocodilo… (apesar de o animal ser até simpático)? Ou será que o que faltou foi um ‘rosário’ de fato?

    Pero que sí, pero que no, faço como Sócrates.

  12. Olha, pessoal, acho que se está fazendo um julgamento da presidente Dilma e seu choro um tanto açodado.
    Meses atrás ou um ano, não sei bem, escrevi vários comentários sobre a tortura que a presidente e seu ex-marido haviam sofrido por conta do regime militar.
    Solidarizei-me com ambos, pois esse método cruel e desumano não encontra justiificativa e explicação para que seja usado por um ser humano na outra ponta.
    Independente da mentira grotesca que os “combatentes” do passado agora tentam reescrever a história, que lutavam pela democracia, a verdade é que a humilhação que esta mulher passou e seu sofrimento em ser torturada e ofendida nos porões por onde esteve presa ou nas delegacias ou unidades do Exército, ela merece compreensão e respeito!
    Se foi aventureira, se confundiu ideologia com liberalidade, se imaginou que era uma guerrilheira, não importa.
    Dilma foi presa, certamente em condições que a sua dignidade foi ultrajada, que a sua sensibilidade feminina foi desconsiderada.
    Neste particular, entendo e aceito as lágrimas da presidente, que ao lhe escorrerem pela face devem ter trazido consigo lembranças de um passado conturbado, difícil, uma legítima incógnita, e que jamais lhe passaria pela cabeça nos seus sonhos mais delirantes e devaneios inimagináveis, que seria no futuro presidente do Brasil!
    Eu choraria copiosamente.
    Agora, tomara que nessas lágrimas haja TAMBÉM arrependimento pela péssima administração que faz o seu governo;
    Que haja um certo remorso neste choro derramado em público, de sua negligência com a nossa maior estatal;
    Que as lágrimas quando caíram queimando o seu rosto, possam significar as mudanças em seu comportamento como presidente, e ter uma gestão mais séria, honesta, comprometida com o povo e País;
    Que a sua lamúria lhe traga um pouco de conscientização a respeito do quanto está sendo usada pelo partido e pelos maus petistas, que estão lhe prejudicando de forma irreversivel o seu caráter e a sua administração, e que se dê conta de separar o joio do trigo, antes que seja tarde demais!
    E que chore muito, considerando o péssimo estado que o Brasil se encontra, mais ou menos quando detida em salas escuras e sendo torturada, pois assim está a Nação brasileira, mantida em cárcere pelo PT e sendo covardemente agredida, cuspida, violentada, espancada, contorcendo-se em dores e suplicando por um pouco de água, por piedade, que parem de tanto bater e quebrar os ossos das mãos e dos pés, além dos choques elétricos diários!
    Acredito nas lágrimas da presidente porque vejo nelas o seu sofrimento, ao mesmo tempo que o seu choro representa o mesmo que ela vem fazendo conosco conforme lhe fizeram no passado!

  13. Colocar no mesmo pé de igualdade os detentores do poder ditatorial e os perseguidos políticos é de uma impropriedade e desonestidade jurídica sem tamanho, dizer que o opressor e o reprimido lutam em condições de igualdade e, por essa razão, devem merecer tratamento igual da justiça é outra aberração jurídica. O Estado nazista alemão sofreu vários atentados contra oficiais alemães por parte de grupos de resistência e na opinião deste colunista tanto um como outro deveriam receber o mesmo tratamento jurídico, já que a maioria destes grupos de resistência eram comunistas. Enquanto o Estado ditatorial tem todos os instrumentos de repressão ao seu dispor e não aceita o contraditório só resta ao reprimido a luta armada mesmo que em condições desiguais. Se os reprimidos daqui eram opressores em outros países, eles devem ser julgados nessas nações como repressores, mas se aqui no Brasil foram reprimidos têm que ser julgados como tais. A lei universal sempre favorece o lado mais fraco dos opositores independentemente de ideologia e aqui eram os de esquerda.

  14. Luis Castro,
    Não sei se te diriges a mim no teu comentário acima, mas diante do que escreveste, dá a impressão que eu poderia neste momento – se eu pudesse e tivesse arma – de sair matando petista porque o PT é antidemocrático e vem assaltando o Brasil!
    Preso, jogado nas celas imundas dos presídios brasileiros, eu pediria indenização, recorreria aos Direitos Humanos porque não estou em “pé de igualdade” com os opressores, e sairia da cadeia lépido e faceiro!
    Entendi mal ou tu queres dizer que os guerrilheiros devem ser compreendidos e perdoados pelos crimes praticados, mas, aqueles cometidos pelo Estado são imperdoáveis, é isto?
    Os “reprimidos” tinham fuzís, bombas, revólveres, pistolas, treinamentos, carros, serviço de inteligência, o elemento surpresa a seu favor, o anonimato, nomes falsos, alcunhas, como poder entender que não se pode julgá-los em pé de igualdade como mencionas porque eram mais fracos?!
    Eu aceitaria mais burros, mais idiotas, imbecís, e assim me manifesto porque não lutavam contra opressores, eles queriam era ser também opressores do povo brasileiro, na tentativa de implantarem um regime comunista patrocinado por Cuba.
    Esta verdade não pode ser desmentida, pois estão à disposição de quem quiser os documentos a este respeito, as entrevistas dos participantes naquele conflito nacional trágico, inclusive.
    Houve uma guerra, onde uma das partes foi derrotada porque não soube avaliar convenientemente os riscos que correria, as condições do inimigo, muito menos soube usar táticas e estratégias adequadas, então perdeu.
    E foi com esta interpretação que se fez a Lei da Anistia, de que os crimes cometidos pelos dois lados fossem esquecidos. Agora, se cortes internacionais dizem o contrário, que a tortura não prescreve, que eu concordo plenamente, então que se sentem no banco dos réus membros da esquerda e da direita, e assumam as suas reponsabilidades para com o Estado e sociedade brasileiros, e paguem por isso!
    Porém, assistir somente uma das partes envolvidas ser condenada, decididamente estamos diante de uma “impropriedade e desonestidade jurídica sem tamanho”!

  15. Não me consta que o empresário Rubens Paiva, o jornalista Herzog da TVE e o metalúrgico Fiel Filho da Metal Leve, todos com endereços conhecidos, estivessem armados e na clandestinidade para serem presos, torturados e assassinados em dependências do Estado Brasileiro, assim como dezenas de MILHARES que tiveram suas vidas aniquiladas com perseguições e demissões SÓ no ano de 1964 por servirem ao governo constitucional do presidente João Goulart. Ou o comentarista acredita que havia mais de 5 mil comunistas e UM GUERRILHEIRO QUE SEJA no Brasil em 1964?

  16. E observe que nem abordei torturas de prisioneiros políticos QUE NUNCA PEGARAM EM ARMAS, entre os anos de 1964 e 1967, e de resistentes armados entre 1968 e 1973, que até em guerra é considerado crime pela Convenção de Genebra desde 1929. Aponte-me os militares e policiais da ditadura que foram presos e torturados em cativeiro pelos resistentes à ditadura entre os anos de 1968 e 1973. Os que morreram foram em ações de combate. Nenhum em pau de arara, em cadeira de dragão, a pauladas, com os olhos, os dentes arrancados, após dias, semanas e até 6 MESES DE MARTÍRIO, como o guerrilheiro assumido Eduardo Collen Leite.

  17. Não entendi as tuas colocações.
    Tenho escrito regularmente sobre as injustiças e perseguições que o regime militar produziu, e os casos que citaste são exemplos daquilo que sempre foi repudiado por quem quer que seja.
    Na razão direta desses fatos abomináveis, a esquerda ou guerrilheiros ou subversivos ou tenham lá o nome que tiveram, também ocasionaram episódios desta mesma dimensão, evidente que em menor quantidade, mas não ficaram distante da crueldade dos torturadores hoje acusados pela pretensa Comissão da Verdade.
    Não se passa a limpo a história, pois ela é imutável, registro de fatos e situações reais, apesar de a verdade na sua intensidade absoluta ser descoberta posteriormente, às vezes.
    Neste aspecto, o relatório publicado tem o condão de alterar a realidade, de trazer a conhecimento público uma versão que não é a correta, que as vítimas lutavam pela democracia, quando se sabe que a razão não era esta.
    Não posso entrar no mérito quanto aos que foram prejudicados sobremaneira pela ditadura em termos de perderem seus empregos, cargos ou funções no serviço público, pois não li quem foram essas pessoas e os danos causados pelas perseguições neste relatório, que se preocupou em apontar os torturadores e dar mais ênfase aos corpos ainda desaparecidos, principalmente na região do Araguaia.
    Quanto à quantidade de guerrilheiros ou comunistas em 64, acredito que somente quem tenha participado diretamente dessas escaramuças poderia saber, mas estão mortos, caso de Lamarca, cuja família foi contemplada com generosa pensão mesmo tendo este indivíduo matado a coronhadas um de seus companheiros e ter empunhado armas contra os brasileiros, decididamente atitude contrária de quem gostaria de preservar a democracia ou a ordem constitucional.
    Agora, eu traria à baila, Iaco, casos de perda de emprego e danos patrimoniais e morais, que igualmente deixaram milhares na penúria, mas que não são lembrados, lamentavelmente, dos inúmeros planos econômicos que fomos vítimas desde o término do regime militar!
    Erros crassos cometidos por economistas de araque, incompetentes, que arruinaram a vida de milhões de pessoas, e que transitam ainda livres pelo País.
    Digo mais:
    Na mesma intensidade dessas pessoas que tu elogiadamente defendes, e que tens a minha solidariedade irrestrita, Collor, em plena democracia fez muito pior!
    CONFISCA o dinheiro de TODOS OS TRABALHADORES DO BRASIL, e não apenas inimigo do regime político e militar como foi feito na ditadura, para devolver as quantias aos seus donos três anos e meio depois.
    Ora, quantos milhares morreram nesse meio tempo atribulados pela perda, pela injustiça, pela afronta, pelos negócios perdidos, cirurgias que não foram feitas, viagens interrompidas, compras proteladas, pelas pequenas empresas que faliram?!
    Não vejo diferença na violência empregada pelos militares – quanto a prejuízos funcionais e pecuniários, dou por bem recomendado – entre o método terrorista de Collor, na sua fantasia delirante em querer acabar com a inflação, errando o alvo e acertando o inocente!
    E quantas poupanças foram prejudicadas em planos posteriores?
    E o número de desempregados?
    Evidente que és uma pessoa inteligente, que respeito, gosto dos teus textos, que não irás entender de forma errada que estou justificando os militares, longe desta possibilidade, no entanto, observo com certa apreensão que os presidentes civís que permitiram a violência desbragada que hoje vivemos, que nos prejudicaram sensivelmente com seus mirabolantes e inconsequentes planos econômicos são poupados de críticas.
    E NÃO ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS COMO DEVERIAM!
    Ora, se os militares erraram, cometeram injustiças, o mesmo aconteceu com Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma ou, por acaso, a corrupção e desonestidade de ambas as administrações petistas no governo central não prejudicam o povo e Brasil?
    O incremento criminoso porque permitido pelo PT com relação às drogas, que levam milhares de jovens e dependentes para o crime e morrem por conta de suas doenças, que diferença existe com relação ao passado sobre inocentes perseguidos e prejudicados?
    Quantos pais e avós que foram mortos pelos dependentes químicos?
    Quantas pessoas foram assassinadas para terem roubado o dinheiro que tinham para que o jovem, e muitos deles adolescentes, comprassem drogas?
    Repito:
    Não estou relativizando ou querendo transformar a diferença em hierarquia, em superiores e inferiores, ou bem e mal, mas analisar tais fatos na sua dimensão de importância no contexto nacional, e cujo epílogo foi o mesmo: cidadãos brasileiros prejudicados na ditadura, com exceção evidentemente dos torturados e mortos, e da mesma forma na democracia, surpreendentemente.
    Se os primeiros sofreram porque pensavam diferente dos militares, então uma razão mesmo que absurda e inaceitável, os demais penaram sem qualquer motivo, vítimas da incúria, incompetência, desonestidade e corrupção de governos eleitos democraticamente, mas não menos cruéis e insensíveis que no regime militar, enfatizando eu NO QUE DIZ RESPEITO A DANOS ECONÔMICOS, PERDA DE EMPREGO, AFASTAMENTO DE SUAS FUNÇÕES E CARGOS, E TÃO SOMENTE NESTE ASPECTO!

  18. A minha resposta acima foi para o teu primeiro comentário.
    Fizeste outro, que também respondo:
    E os civís que morreram em atentados?
    E a bomba no aeroporto de Guararapes, em Recife?
    E os sequestros?
    E os assaltos a bancos?
    E a guerrilha no Araguaia?
    E o soldado vitimado em frente ao seu quartel?
    E os justiçamentos da esquerda, que matavam seus companheiros quando acusados de “traição”?
    Eis alguns nomes:

    25/07/66 – Edson Régis de Carvalho – (Jornalista – PE)
    Morto em decorrência do atentado a bomba, no Aeroporto de Guararapes, em Recife, contra o então candidato à Presidência da República, general Costa e Silva.

    25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes – (Almirante – PE)
    Morto no mesmo atentado. Além das duas vítimas fatais ficaram feridas 13 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda e Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, guarda civil que teve a perna direita amputada.
    Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Jacob Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome Chico, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES.
    Ainda,Segundo Jacob Gorender, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – PCBR -, O mentor do atentado foi o ex-padre Alípio de Freitas, da Ação Popular – AP .
    A família de Raimundo Gonçalves de Figueiredo foi indenizada e, hoje, tem seu nome dado a uma rua em Belo horizonte.
    Padre Alípio Freitas, que está vivo, foi indenizado, como perseguido político, com uma pensão pensão mensal e mais o retroativo no valor de R$ 1 900 000,00 .

    01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – Major do Exército Alemão- RJ
    Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola.
    Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não identificado, todos da organização terrorista denominada COLINA- Comando de Libertação Nacional.

    11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi – RJ)
    Morto a tiros quando conduzia em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
    Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.

    24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira – (Soldado PM – SP)
    Neste dia, atuando em “frente ” foi assaltado o Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
    · Pelo Grupo de Expropriação e Operação:
    Devanir José de Carvalho – MRT- , James Allen Luz , Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini , Eduardo Leite, Ney Jansen Ferreira Júnior e José Couto Leal–VAR- Palmares;
    Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;·
    Essa ação terminou de forma trágica: Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual PMESP, Aparecido dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.

    01/07/71 – Jaime Pereira da Silva (Civil – RJ)
    Morto por terroristas , na varanda de sua residência, durante tiroteio entre terroristas e policiais.
    Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.

    24/07/73 – Francisco Valdir de Paula (soldado do Exército – Região do Araguaia- PA)
    Instalado em uma posse de terra no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área da Guerrilha do Araguaia, foi identificado pelos guerrilheiros e assassinado.Seu corpo nunca foi encontrado.

    Continuo:
    A Folha investigou, nos últimos seis meses, os casos de justiçamento na esquerda durante a ditadura. Quatro foram confirmados.
    Além de Francisco Jacques, foram condenados à morte e executados pela ALN Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso. No PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), o “justiçado” foi Salatiel Teixeira Rolim.

    12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ
    Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto.

    27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
    Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

    28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
    Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

    24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
    Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

    15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

    10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
    No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

    31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

    26/06/68- Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
    No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

    27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
    Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

    27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM – RJ
    No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

    07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
    Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

    20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery – Soldado PM – SP
    Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

    12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
    Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

    24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
    Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

    25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
    Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

    07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
    Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

    Qual é a diferença desses crimes cometidos pelos terroristas daqueles praticados pelo Estado, Iaco?
    Revogada a Lei de Anistia, os acusados pela Comissão da Verdade e esses criminosos que foram isentos porque “perseguidos”, deverão sentar-se no banco dos réus ou, então, que o tal acordo continue!

    (Levantamento feito através da Internet)

  19. A questão é SOMENTE DE TORTURADORES DE PRESOS POLÍTICOS. Militares e opositores armados que mataram e morreram em combate é outra coisa muito diferente. Tire PT, Collor, Sarney, Lula e gente que nada tem a ver com esse caso, assim como adjetivação partidária. TODOS OS QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA JÁ FORAM PUNIDOS. ATÉ MESMO QUEM NÃO PEGOU EM ARMAS, COMO O HELIO E MUITOS OUTROS. Esses que pegaram em armas que você citou e mataram SEM TORTURAR foram presos, torturados e até morreram nas torturas. Você ainda quer punir quem já foi preso e conseguiu sobreviver às torturas? Seja sucinto e tenha coragem de defender IMPUNIDADE PARA TORTURADORES DE PRESOS POLÍTICOS. É seu direito. Problema seu. Defendo ABERTAMENTE todos os resistentes à ditadura militar. Se algum deles torturou militar ou policial cativo e ainda vive sem ter sido PUNIDO, sou favorável que seja preso POR CRIME DE GUERRA E CONTRA A HUMANIDADE . Para mim, torturador de preso político TEM QUE SE PUNIDO, QUALQUER QUE SEJA A IDEOLOGIA.

  20. Então, qual é o problema se pensamos igual?
    Tu estás me rebatendo, mas concordamos com a punição aos torturadores porque um crime hediondo, imperdoável e inesquecível.
    A minha posição só é mais ampla, pois da mesma forma que a tortura não prescreve para os militares, o mesmo deveria acontecer para o outro lado, que tu alegas já ter sido punido e preso os identificados como responsáveis por esses atos infames.
    Eu discordaria apenas de que TODOS foram devidamente alcançados, existindo alguns desses criminosos que foram até regiamente compensados com milionárias indenizações inclusive, mesmo tendo matado várias pessoas!
    Só dispenso os teus desafios quanto à coragem, pois agora é fácil e cômodo criticar os militares, muito diferente quando comandavam o Brasil.
    Coragem eu tive quando, em 73, após quatro anos servindo o Exército, e na Polícia do Exército, Cabo, aos 22 anos casado e pai de um filho, dei baixa para buscar melhores condições para a minha família, enfrentando os desafios da vida civil e do mercado de trabalho, sem as costas quentes porque militar e, ainda por cima, o seu policial!
    Podemos discutir conceitos a respeito dessa pretensa impunidade aos torturadores de presos políticos que tu me acusas, que eu repilo veementemente, pois a discussão está estabelecida quanto à punição aos mesmos crimes praticados seja por A ou B.
    E, se não entendeste o que quero dizer, explico mais uma vez:
    Se os torturadores da esquerda foram presos e torturados pela direita (vamos usar esta terminologia), portanto, estão isentos de responder duplamente pelo mesmo crime, se a Lei de Anistia for revogada, em contrapartida obteram indenizações do Estado como compensação pelo sofrimento e pelo que perderam em termos patrimoniais, além dops assassinatos cometidos!
    Se os militares torturadores, claro, forem punidos agora com prisões, admito a cadeia, porém os assassinos da esquerda devem devolver o dinheiro injustamente recebido!
    Diferente dos que foram torturados porque presos políticos, que não pegaram em armas, lógico.
    O que não concordo, e pouco me importam os comentários sobre a minha posição, é que um lado tenha mais regalias que o outro, se ambos cometeram crimes contra a Humanidade e de Guerra como escreveste ao final do teu texto.
    Desta forma, pensamos igual, razão pela qual não entendo os teus reptos sobre coragem, que tive no passado e tenho agora, independente de quem estava e está no governo neste momento!
    Mais a mais, seria interessante que as famílias dos que morreram vítimas da esquerda e pelos que tombaram através da direita, comentassem sobre seus sofrimentos quanto à perda de seus parentes.
    Será que a dor seria diferente para ambos os lados?
    Quem teria sofrido mais?
    Por favor, Iaco, precisamos ser coerentes, só isso.

  21. Não. Não pensamos iguais. Ato infame para mim, crime contra a humanidade e crime de guerra para a Convenção de Genebra é TORTURA DE PRISIONEIRO, como pau de arara, cadeira do dragão, caldo, choque elétrico, deixá-lo sem dormir por dias a fio,pauladas, telefones, arrancar unhas, olhos, ENTENDEU? Morte em combate de combatentes de ambos os lados nas ruas e campos não é ato infame, muito menos crime contra a humanidade. É guerra. No nosso caso de militares que assaltaram um poder constitucionalmente eleito contra POSTERIORES resistentes armados e DESARMADOS, porque muitos que NÃO PEGARAM EM ARMAS TAMBÉM FORAM TORTURADOS PELOS MILITARES APENAS POR DISCURSO, como , por exemplo, o finado presidente do Centro Acadêmico Luiz Carpenter, da UEG, atual UERJ, Marco Aurélio Borba APENAS por criticar, no discurso de abertura do ano letivo de1967, a ditadura militar. E o próprio reitor Roberto Lyra ficou meses a fio a sua procura sem saber que ele estava num escuro subterrâneo da Praça XV, depois de ser agredido sob algemas muitas vezes por suas idéias APENAS.

  22. Não sei porque afirmas que não pensamos igual, se esta tua definição de crime hediondo concordo com ela.
    Se queres polemizar, entendo ser gratuíta esta intenção, pois não estamos discutindo sobre injustiças, mas fatos, e que aconteceram de ambos os lados.
    Repudio a covardia, já escrevi a respeito do que penso da tortura várias vezes.
    Desta forma, não aceito que na tua ótica eu esteja sendo condescendente com os torturadores militares e querendo ser intolerante com os que eram da esquerda.
    Se assim compreendes, a tua interpretação está muito errada.
    Apenas sou favorável à justiça como um todo, e não por partes.
    Se os torturadores da esquerda foram presos, torturados, portanto na tua concepção já pagaram pelos seus crimes – que eu até concordo -, não vejo procedente as suas indenizações pecuniárias, diferente dos que foram perseguidos e torturado pelas suas idéias tão somente, que não pegaram em armas, que mereceram a reparação moral pelo sofrimento e humilhação que passaram.
    Discordas dessa minha maneira de pensar?
    Vamos para outro aspecto:
    Se os militares que torturaram devem ser presos, mesmo que se revogue a Lei de Anistia, um expediente perigoso porque vai de encontro à legalidade do acordo, haja vista que tal crime (a tortura) não prescreve, que vão para a cadeia e recebam depois indenizações do Estado, pois é inaceitável que criminosos torturadores da esquerda mesmo pagando pelos seus crimes ainda sejam recompensados pelas mortes que produziram, uma espécie de prêmio lúgubre, tétrico, terrível!
    Os terroristas foram presos? Então que os torturadores militares sejam responsabilizados e às favas com a Lei de Anistia, porém, os primeiros ou devolvem o dinheiro ganho INJUSTAMENTE ou os militares recebam o mesmo!
    Concordas comigo ou segues discordando?

  23. Não polemizo. Você é a única pessoa no Brasil que fala que a resistência armada contra a ditadura militar PRENDEU E TORTUROU MILITARES OU SEUS ESBIRROS CIVIS. Diga-nos então quem foram os prisioneiros militares ou policiais torturados, seus torturadores, os locais que a guerrilha os escondia e os aparelhos com que eles foram torturados. Sabe quando você vai dizer isso? Nunca, porque sabe que SÓ A REPRESSÃO MILITAR TORTUROU PRESOS POLÍTICOS. Ademais, você utiliza a mesma linguagem dos torturadores de presos políticos da ditadura. Chama aqueles que resistiram, que não foram dóceis, que não se acovardaram, que renunciaram a privilégios, que ousaram enfrentar mil dificuldades, que não se apegaram a bens materiais e que enfrentaram clandestinidade e sofrimentos, prisões de TERRORISTAS. Nunca vou concordar com você, porque você sempre foi a favor da ditadura militar brasileira, nunca escondeu sua simpatia pelos repressores e tergiversa de forma primária SEMPRE para proteger torturadores e punir de novo os resistentes armados. Você nunca admitiu e engoliu o ressarcimento das vítimas da ditadura, da mesma forma e com as mesmas palavras da turma do Clube Militar do Rio, ponto de encontro de torturadores de presos políticos. Você está sempre de olho no DINHEIRO recebido de quem sofreu horrores dos repressores militares, mas nem sabe ou finge não saber quanto ganha MENSALMENTE um torturador IMPUNE como o Brilhante Ustra, por exemplo. Sabe a razão? Porque na sua concepção ideológica gente como o Brilhante Ustra merece. Essa é a triste e lamentável verdade. Felizmente você está em minoria há décadas no Brasil. Vamos, portanto, ficar por aqui. Uma boa sugestão porque não estamos no mesmo campo.

  24. Não há diálogo contigo.
    Tu te achas o dono da verdade e também no direito de ofender, rotular os que pensam diferente.
    A tua frase inicial que, “eu sou o único … “, já demonstra a tua má vontade, o teu radicalismo, pois esqueces propositadamente a quantidade de reportagens que divergem do resultado apresentado pela Comissão da Verdade.
    O que pensas de mim pouco importa, pois eu não sei quem tu és, então eu não me atreveria tecer um perfil a teu respeito como tens por hábito elaborar com desafetos teus.
    Jamais fui a favor da ditadura, outro erro crasso na tua conclusão obtusa e sem qualquer fundamento.
    Tenho reiteradamente escrito que, o pessoal que pegou em armas e lutou contra as FFAA não as combateram para retorno da democracia, mas para ser implantado um regime comunista.
    Se negas esta verdade, dá as costas à realidade, e queres uma versão que te agrade, que te seja conveniente, que não seria correto.
    Cometes uma série imperdoável de afirmações a meu respeito, evidenciando uma certa infantilidade advinda de uma pessoa com a tua idade e informações, quando alegas até mesmo de forma irresponsável que nunca admiti e engoli o ressarcimento das vítimas da ditadura.
    A pergunta que faço para mim mesmo é como podes saber o que penso?
    Como não és uma pessoa com o dom de pitonisa, debito esta frase à tua incoerência, pois nos comentários acima fui claro ao concordar plenamente com as indenizações que contemplam o perseguido político tão somente, que perdeu seu emprego, que foi prejudicado porque pensava diferente dos militares!
    DISCORDO daqueles que pertenciam à esquerda e que mataram pessoas que também lutavam contra eles, e que alguns eram INOCENTES, que foram presos, torturados, posteriormente, mas que receberam vultosas indenizações.
    Por quê?!
    Este pessoal não deveria receber um tostão, e este É O MEU PENSAMENTO A RESPEITO, o meu conceito de justiça, que não te autoriza ligá-lo à ditadura, mas aos resultados fatais que esta gente produziu!
    Na minha concepção, os torturadores militares e civís deveriam ser presos, prestou atenção, leste bem? Lê de novo.
    No entanto, existe uma LEI, repito, uma LEI, elaborada de comum acordo entre as partes envolvidas, que o passado seria esquecido.
    Se querem agora revogar esta LEI, de modo a condenar os torturadores mencionados no relatório da Comissão – atitude típica da esquerda que não admite normas e leis que a impedem de fazer as suas badernas e usar a população em seu favor para depois descartá-la criminosamente -, para compensar a prisão e a tortura da cadeia, os militares devem receber a mesma indenização que a turma da esquerda!
    Ora, isto é justiça!
    Se não forem indenizados porque presos quarenta anos depois, que os beneficiados por compensações pecuniárias e que comprovadamente mataram, sequestraram, TORTURARAM seus companheiros e inimigos – tu não admites este detalhe, mas eu mencionei nomes e datas acima, bastava tu leres a respeito -, que devolvam o dinheiro, pois recebido de forma aviltante, como se as vidas que ceifaram não valessem nada, mas aquelas que os apoiavam e foram mortas valiam muito!
    Este é o teu erro gritante, escandaloso.
    As mortes que a direita sofreu foram provenientes de uma guerra, então, azar, afinal das contas os terroristas estavam apenas se exercitando, brincando de Combate!
    Do outro lado, não.
    Os caras não entenderam o teatro e mandaram bala, prendendo e torturando os inimigos políticos que eram ASSASSINOS, SEQUESTRADORES E TERRORISTAS!
    Não sei aonde está a tua dificuldade de entender o que escrevo, salvo má vontade.
    Muito diferente das indenizações merecidas dos pacíficos, que se insurgiram contra o regime de exceção apenas pelas idéias, através de reportagens, livros, música … que foram perseguidos, torturados e presos, além de perderem seus empregos e assim por diante.
    Esta é a diferença que faço.
    Quanto às tuas acusações infundadas e torpes à minha pessoa, apenas repetes os mesmos métodos que tanto te esforças em demonstrar a tua indignação, contraditoriamente mentindo, concluindo falsamente sobre alguém, e querendo vê-lo padecer!
    De fato, devemos parar por aqui, caso contrário poderei ter uma bomba na minha casa ou alguém à espreita me dar um tiro quando eu entrar no carro, pois estás criminosa e irresponsavelmente escrevendo que fui a favor da ditadura militar quando não passa de uma calúnia, comportamento típico de pessoas que perdem seus princípios por questões vingativas e não conseguem aferir a gravidade do que vociferam, um modo de tortura psicológico, evidentemente.

  25. SR CARLOS NEWTON, EM QUE PESE A IMPORTÂNCIA DO SEU TESTEMUNHO SOBRE A HISTÓRICA, A SUA INCONFORMIDADE PELA MANEIRA FACCIOSA E PROPOSITADAMENTE INCOMPLETA COM QUE FOI RELATADA PELA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, A SUA REVOLTA PELA OMISSÃO DOS CRIMES COMETIDOS PELA ESQUERDA ARMADA E A SUA CORRETA INTERPRETAÇÃO DA HIPOCRISIA DO CHORO PRESIDENCIAL, PELO QUE LOUVO A SUA INICIATIVA, DEVO MANIFESTAR MEU REPÚDIO À FORMA DESELEGANTE E PRECONCEITUOSA COMO O SR SE REFERE UM DOS BALUARTES DA LUTA PELA VERDADE QUE O SR GOSTARIA DE VER CONTADA NA ÍNTEGRA AO POVO DESTA TERRA DE SANTA CRUZ.
    CHAMAR O CORONEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA DE DESEQUILIBRADO, CAQUÉTICO E DESMORALIZADO DESLUSTRA O CONTEÚDO E A IMPORTÂNCIA DO SEU TEXTO E DO OBJETIVO QUE ELE BUSCA.
    A LEITURA DA OBRA DESTE DIGNO SOLDADO, USADO COMO BODE EXPIATÓRIO PELOS QUE MANTÉM A VERDADE SUFOCADA, DEVERIA SER O FOCO DAS SUAS RECOMENDAÇÕES E DAS CRÍTICAS QUE FAZ AO TRABALHO MALFEITO ENALTECIDO ENTRE AS LÁGRIMAS DE CROCODILO DA GOVERNANTA REELEITA PELA INCONSEQUÊNCIA NACIONAL.
    O BRILHANTISMO E A FORÇA FÍSICA E MORAL DO CORONEL USTRA JAMAIS LHE PERMITIRÃO CHEGAR AO DESEQUILÍBRIO, À CAQUEXIA OU À DESMORALIZAÇÃO, NEM TAMPOUCO SEUS AMIGOS E ADMIRADORES, ENTRE OS QUAIS ME INCLUO, SE PERMITIRÃO ASSISTIR PASSIVAMENTE A TAMANHA INJUSTIÇA AOS EXEMPLOS DE GARRA E DE TENACIDADE QUE ELE NOS TEM DADO NA LUTA QUE TRAVA SOZINHO EM DEFESA DA SUA HONRA, DA VERDADE E DA JUSTIÇA.
    QUE FIQUE REGISTRADO O MEU PROTESTO POR ESTE DESLUSTRE NA NOBREZA DO OBJETO DO SEU ARTIGO.
    GEN BDA PAULO CHAGAS

    • Prezado General Paulo Chagas.

      Infelizmente, tornou-se pública e notória a atuação de Brilhante Ustra na tortura a presos políticos. A quantidade de testemunhos contra ele (conhecido como Dr. Tibiriçá) é impressionante. Segundo o brazilianista Thomas Skidmore descreve em seu livro “Brasil: de Castelo a Tancredo”, em 1986 a então deputada Bete Mendes reconheceu em Ustra, adido militar no Uruguai durante o governo José Sarney, o homem que a torturou em 1970. A deputada enviou uma carta ao então presidente Sarney, solicitando que ele fosse exonerado do cargo e pronunciou discurso sobre o assunto no Congresso Nacional. No entanto, o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército à época, manteve Ustra no posto e também avisou que não demitiria nenhum outro militar por acusações de tortura.

      A História, general, precisa ser construída por verdades. Ustra foi mandado para o Uruguai com a finalidade de deixá-lo “fora de foco” na redemocratização. E responda-me, por gentileza: por que Brilhante Ustra e Wilson Machado não chegaram ao generalato, ficaram estacionados como coronéis?

      Atenciosamente,

      Carlos Newton

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