As “reformas”, no Brasil, sempre mudam para nada mudar

Delfim é um especialista em mudar para que nada mude

Martim Berto Fuchs

Delfim Netto é um dos grandes economistas que a Corte dispõe para manter-se à tona, ou seja, ele sempre consegue aglutinar forças em torno dos objetivos da Corte, que é manter o status quo brasileiro exatamente como está, desde a Monarquia Republicana.

Cada vez que um desgovernante apronta, ou, tropeça feio, lá surge o professor Delfim, do alto da sua sapiência, e indica os mesmos caminhos de sempre para manter os mesmos de sempre com a chave do cofre nas mãos.

Para manter a Monarquia Republicana, ele não está nem aí com a quebra de empresas e com o desemprego. Cada vez que esses canalhas aprontam, ele é um dos primeiros à indicar a velha solução: chama a boiada (nós) para nos tirar do brejo. E lá vamos nós (boiada) puxar a corda e tirar a Corte do buraco em que ela mesmo se meteu e a nós juntos.

Até quando vamos puxar a carroça cheia dos canalhas da Corte e sustentar esses ladrões?

DESDE 1808

Os políticos roubam desde 1808 e agora basta acabar com reeleição que está tudo resolvido? Por isso que sempre digo: as “reformas”, no Brasil, sempre mudam para nada mudar. O sindicalismo pelego conseguiu a proeza de piorar o que já estava ruim.

Será que americanos, alemães, ingleses e franceses também precisam ter contas “escondidas” em bancos suíços e paraísos fiscais?

16 thoughts on “As “reformas”, no Brasil, sempre mudam para nada mudar

  1. ABERTURAL LENTA, GRADUAL E SEGURA VAI ATÉ QUANDO?

    A defesa da Legalidade Constitucional começa por exigir respeito à Constituição pelas cúpula dirigentes. E não há desrespeito maior do que certos grupos e personagens se digladiando com o foco nas eleições, fora de época, a pretexto de que assim procedem para defender melhor o país. Observem as movimentações de certas figuras, há lobos travestidos de cordeiros de ambos os lados – governistas ou opositores – que merecem a desmistificação de suas bravatas, ocas e sem qualquer outro sentido senão visando o eleitoralismo.

    CONJUNTURA NACIONAL – A coisa está mais ou menos assim: Aécio Neves e Eduardo Cunha jogando pela direita, a presidente Dilma Rousseff​ e seu vice Michel Temer​ ao centro, Lula e Sarney com pretensões à ‘esquerda’ (alterem os personagens que a essência continua a mesma). Então, dá pra seguir pessoas? Óbvio que não, é preferível exaltar a Legalidade e fortalecer as instituições (comunitárias, políticas, sociais…) como valores democráticos, cada qual em torno da sua área cobrando coerência dos respectivos dirigentes.

    O PDT de Leonel Brizola definiu em sua Convenção realizada em 22 de março que deverá apresentar candidato presidencial nas eleições de 2018, porém antecipar nomes expressaria antecipação do calendário (crime eleitoral) e precipitação política sobre todo o processo… (contrassenso) http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1615507278665537&set=t.100006188403089&type=3&theater

  2. A coisa é tão antiga, que disso já falava o Padre Antonio Vieira em 1655 em seu Sermão do Bom Ladrão, que vale a pena ser lido e está disponível na internet. Vou citar só um pequeno trecho:

    Sermão do Bom Ladrão, de Pe. Antônio Vieira

    O Sermão do Bom Ladrão, foi escrito em 1655, pelo Padre Antônio Vieira. Ele proferiu este sermão na Igreja da Misericórdia de Lisboa (Conceição Velha), perante D. João IV e sua corte. Lá também estavam os maiores dignitários do reino, juízes, ministros e conselheiros.

    Observa-se que em num lance profético que mostra o seu profundo entendimento sobre os problemas do Brasil – ele ataca e critica aqueles que se valiam da máquina pública para enriquecer ilicitamente. Denuncia escândalos no governo, riquezas ilícitas, venalidades de gestões fraudulentas e, indignado, a desproporcionalidade das punições, com a exceção óbvia dos mandatários do século 17.

    Vieira usou o púlpito como arauto das aspirações públicas, à guisa de uma imprensa ou de uma tribuna política. Embora estivesse na Igreja da Misericórdia, disse ser a Capela Real e não aquela Igreja o local que mais se ajustava a seu discurso, porque iria falar de assuntos pertinentes à sua Majestade e não à piedade.

  3. http://pmdb.org.br/artigos/recomeco/ tem … Recomeço … Delfim Netto (*) … 11 de junho de 2015
    É cada vez mais evidente que o Congresso tem muita dificuldade de produzir um sistema eleitoral razoável. Nele deveriam caber as seis ou sete tribos de pensamento político diferentes existentes no mundo e que pudessem ser votadas num processo eleitoral competitivo no qual o poder econômico não tivesse importância decisiva. Poder econômico, aqui, não é apenas o poder de pessoa física ao milhar, ou da grande empresa e do sistema financeiro que servem ao governo ou às empresas estatais, ou se beneficia do crédito privilegiado dos bancos públicos, mas, também, o das igrejas que se aproveitam de isenções tributárias para operações eleitorais, e o dos sindicatos fornidos por benefícios fiscais com o mesmo fim.
    A história mostra que não há um sistema eleitoral perfeito, mas é óbvio que o nosso é imperfeito demais. Infelizmente, a despeito de todo o esforço de mobilização da Câmara, o resultado até agora foi pífio e os aperfeiçoamentos, se chegaram a acontecer, serão infinitesimais. A eliminação da possibilidade de reeleição, por exemplo, não se deveu às suas inconveniências, mas à impossibilidade de controle social que preside o processo eleitoral e cresce quando se passa do nível federal para o estadual. Atinge a plenitude no nível municipal, onde a reeleição tende a dizimar a oposição. O resultado da votação mostrou o interesse do deputado de livrar-se, no nível municipal, do poder da “máquina eleitoral” montada pelo “grupo” do prefeito reeleito e que não é sujeita a qualquer controle eficaz.
    O recente protagonismo do Congresso é um fato muito positivo para a consolidação do processo democrático e para a construção da sociedade civilizada inscritos na Constituição de 1988. É preciso dizer que ele não é consequência da redução atual do papel do poder Executivo, que em si mesmo é um fenômeno preocupante. Ele é consequência do fato que para reeleger-se, o governo federal promoveu um insensato desequilíbrio que comprometeu o desenvolvimento com um gigantesco déficit nominal, o uso da contabilidade “criativa”, o aumento da relação dívida/PIB, o aumento da inflação e uma valorização cambial que gerou destruição do setor industrial. Isso levou à necessidade de um “ajuste fiscal” que inibiu até agora a sua ação, que o expôs à evidente predação do Legislativo e do Judiciário que insistem em sugerir aumento de despesas sem responsabilizarem-se pelo aumento simultâneo da receita.
    O excelente Plano de Safra de 2015/16 talvez seja o primeiro sinal positivo que o poder Executivo pode recuperar o seu protagonismo mantendo a ênfase no restabelecimento do equilíbrio fiscal.

  4. Caro Fuchs … Delfim escreve sob visão própria … interessante seus poréns:
    1 – proibir financiamento privado de campanha … e como fica o peso das Igrejas e Sindicatos??? como impedir que influam em eleições???
    2 – dá a entender que a reforma só seria boa se facilitasse a termos só 7 partidos!!!
    3 – em concordância com os nossos Bortolotto, Pires, você Fuchs etc … atribui à reeleição federal os males de hoje!!!

    • Lionço, nem entro no mérito de debater o sistema eleitoral brasileiro. Para mim, há muitos anos, não serve.
      Veja. Nosso sistema, que chamamos erradamente de democracia representativa, é na verdade uma democracia partidária. Nós, eleitores, não estamos representados. Ou você pensa que os políticos e seus partidos estão preocupados com o povo ? Eles só pensam na próxima eleição e em se perpetuar no Poder.
      Nós, eleitores, servimos tão somente para referendar a farsa dessas eleições.
      Partidos políticos impondo candidatos, é um poder de cima para baixo.
      Minha proposta é inverter: eleitores escolhendo candidatos, sem imposição, sem poder econômico. Aí teremos o poder de baixo para cima. Aí será uma democracia direta passando para representativa.

      Mais detalhes: http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2012/08/504-capsoc-novo-sistema-eleitoral.html

  5. Lionço. Já havia lido este artigo do Delfim. Não muda em absoluto minha opinião à respeito dele, que aliás não é de hoje, já tem pelo menos mais de 30 anos.
    Não discuto o conhecimento do Delfim. Não há como. Pelo menos não eu.
    Discordo, veementemente, de este senhor colocar seus préstimos à serviço de quem estiver no Poder e com isso manter inalterada a situação do país, ou seja, ele pouco se importa com quantas empresas privadas quebrem, com quantos trabalhadores percam seus empregos, desde que a patota que compõe a Corte permaneça com seus eternos privilégios. E ele junto, “por suposto”.
    Homens como ele não querem que o país deixe de ser dependente, desde que ele e seus pares possam continuar à se refestelar na grana que o Estado extorque da sociedade.
    Nem vou comentar sobre o Relatório Saraiva.

  6. Infelizmente o PDT é atualmente um partido de aluguel como varios existentes no Brasil,enquanto o Lupi estiver no comando a conta bancaria só engorda,infelizmente é isso.

    • Satiro, tenho procurado ler a história dos partidos políticos desde que eles se formaram, principalmente depois de 1815.
      Posso te garantir que não encontro elogios da parte de ninguém, em todo mundo.
      Até Norberto Bobbio os achou necessários, mas os criticou.
      Pois bem, eu não os acho necessários, pelo contrário. Ajudam à manter uma oligarquia eternamente no poder e não é porque Lulla e seus analfabetizados vieram do sindicalismo pelego, que deixam de fazer parte desta oligarquia.

  7. Eu sempre disse que o Delfim era preparado e inteligente. Mas sempre disse também que esses atributos de nada serviam ao país e ao povo brasileiro, pois, eram usados, não na busca do bem comun, mas do bem incomun.

  8. Divido a mesma opinião com o Sr. Fuchs, pelo que o Sr. Delfim coloca o seu título de PhD à disposição do grupo político da situação para justificar-lhes as ações, mesmo que sejam estapafúrdias e contrárias ao desenvolvimento econômico do país.

    Eu sempre o leio com parcimônia.

    A propósito: o economista errou feio em divulgar que a inflação represada nos preços dos itens de despesa com precificação arbitrada pelo governo era de apenas 1,5%. Tais preços, já aumentaram o dobro do que preconizou em menos de seis meses após sua declaração.

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