Assalariados são as vítimas eternas do Imposto de Renda no Brasil

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

Os assalariados, incluindo os funcionários públicos e os trabalhadores abrangidos pela CLT, são as grandes e eternas vítimas da legislação que rege o Imposto de Renda no Brasil. Estudo de Rodrigo Orair, técnico do IPEA, revela desigualdade de tratamento entre o capital e o trabalho em nosso país. O estudo foi objeto de excelente reportagem de Cássia Almeida, edição de O Globo desta quinta-feira. Os números comprovam a realidade que predomina no tempo e contribui para uma desigualdade que bloqueia qualquer tentativa de redistribuição de renda.

A alíquota que incide sobre os rendimentos de aplicações financeiras são de apenas 7% para resultados acima de 1 milhão e 300 mil reais por ano.Enquanto a que atinge a faixa de 24,4 mil até 325 mil anuais é de 12%. Portanto quanto maior for o resultado menor percentualmente é o tributo. Ao contrário, numa escala inversa o índice se eleva em função de resultado menor.

LUCROS E DIVIDENDOS – Não é só isso. Tem que se levar em conta a correção inflacionária do período estabelecido para aplicação. Mas esses dados são relativos à capitalização financeira, atingindo lucros e dividendos. Os lucros e dividendos, na proporção de 2/3, encontram-se isentos pela lei do Imposto de Renda.

No Caderno Econômico, O Globo publica sempre com clareza a tabela do Imposto de Renda na fonte sobre os salários. Tabela maior do que a usada para cobrar o imposto do que se chama usualmente de pejotização. A pejotização é a forma que vem sendo adotada pelos grandes grupos econômicos. Trata-se de transformar o empregado numa minipessoa jurídica, o que reduz muito tanto o IR quanto a contribuição para o INSS. Além do mais, exclui os depósitos obrigatórios do empregador para com o FGTS.

ALÍQUOTAS – Para se ter uma ideia da brutal incidência do Imposto de Renda na fonte sobre o rendimento do trabalho, verifica-se que os salários entre 2.000 e 2.800 reais são taxados na base de 7,5%. A alíquota para os vencimentos de 2.800 a 3.700 reais é de 15%. Para a faixa de 3.700 a 4.500 é de 22,5%. Finalmente a partir de 4.500 reais a alíquota eleva-se a 27,5%, sem limite. Portanto 20 milhões de assalariados são taxados mensalmente na fonte em 27,5%. Esta é a realidade social brasileira.

A isenção vai até 1.900 reais mensais. Tal isenção não deixa de ser expressiva. É verdade. Mas para isso tem que se reconhecer como são baixos os salários no Brasil, uma vez que metade da mão de obra ativa está contida na isenção.

Vale notar que o desconto na fonte tem que ser sucedido, em grande parte dos casos, pela declaração anual de renda. Um sufoco. Assim o Imposto de renda é um fator de preocupação permanente dos que vivem de seu trabalho.

7 thoughts on “Assalariados são as vítimas eternas do Imposto de Renda no Brasil

  1. O brasileiro está pagando mais impostos e nem reclama, haja visto que as alíquotas estão desatualizadas !

    Depois da decisão do STF só nos resta entoar a uma só voz:

    Intervenção militar já !!!

    • Lucas, e adianta reclamar?Conheço pessoas que descontam mais de R$ 1.000,oo e nem podem viajar para ver a familia e já vi, pedir empréstimos para completar orçamento. Nem reclamar ao bispo adianta.

  2. Zé Povinho é a fossa onde se despeja toda a carga de impostos! As demais castas sociais são autodefensivas: simplesmente repassam o seu ônus tributário através de reajustes nos seus bens e serviços!
    Como não bastasse esse fardo fiscal, os mesmos pobretões que vivem a reclamar, convertem-se em dizimistas e ofertantes; aí se vão mais 30% do salário.

  3. Para 4.500 reais, é a aliquota máxima, principalmente, pela não correção da tabela o que obvaimente configura um confisco do governo, já que está cobrando além do que deve. Em qual classe social está inserido um cidadão que ganha nesta faixa? Como são eles que fazem as leis, a não correção é natural e só acontece por forte pressão da sociedade. Antes da panela explodir, suas “sumidades” resolvem dar um “cala boca” e diminuem a mordida, cobrando o justo. Nas declarações anuais, há que se ter um certo cuidado com a primeira versão do programa da receita. Principalmente, pessoa física e que não paga a contador. Não raro, se escuta gente alegando que está dando restituição a menor. Nas correções, o contribuinte cai na malha por uma informação presente só no rascunho da declaração, não aparecendo para o declarante.

  4. Terra sem lei.
    Terra sem Justiça.
    Os brasileiros foram vendidos em lotes, para os ladrões desta fazenda, como bestas de carga!

    “Quatro anos depois dos primeiros leilões de rodovias federais feitos pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, somente 17,3% de um total de 3.162 quilômetros de estradas foram duplicados, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
    Os 17,3% equivalem a 548 quilômetros. Quando o programa de concessões foi anunciado pelo governo, a promessa era que os 3.162 quilômetros estariam duplicados 5 anos após os leilões.”

    -Recentemente paguei pedágio em um LIXO DE RODOVIA privatizada no Goiás, esburacada e com mão dupla…

    https://g1.globo.com/economia/noticia/quatro-anos-depois-de-leiloadas-6-rodovias-federais-tem-so-17-dos-trechos-duplicados.ghtml

  5. Os crimes praticados contra o povo são tantos que não sabemos por onde começar.

    Quando acuso este governo – com os anteriores fiz o mesmo – de estelionatário, e de ladrões o parlamento, logo, lidamos com criminosos, o IR é aquele que melhor espelha o quanto somos roubados e explorados por esta vara de porcos imundos!

    Afora a saúde deteriorada, a educação deplorável e a segurança inexistente, as nossas estradas são caso de polícia!

    Portanto, a pergunta é para onde vai o dinheiro arrecadado dos impostos?

    Claro, todos nós sabemos:
    PARA O BOLSO DOS LADRÕES E DAS QUADRILHAS TRAVESTIDAS EM PARTIDOS POLÍTICOS!!!

    E tem quem teima que essa merda é democracia!

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