Assassinatos e roubos viram epidemia no Rio e no país

Pedro do Coutto

Reportagem – excelente – de Sérgio Roxo, O Globo de 12, com base em dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revela que o número de assassinatos no país atingiu 53,6 mil em 2013, significando 6,1 mortes por hora ou um crime fatal a cada dez minutos. O número de roubos (registrados) alcançou 1 milhão e 190 mil casos. Quanto aos homicídios, houve um crescimento de 6 mil em relação a 2012. Quanto ao número de roubos, o avanço foi de 12%. Por que representam uma epidemia?

Porque, assinala Sérgio Roxo, a Organização Mundial de Saúde classifica como uma epidemia a taxa que supera a incidência de mortes superior a 10 por 100 mil habitantes. A brasileira é de 26,6 casos por 100 mil habitantes. Quase três vezes maior, um descalabro. No Rio de janeiro, o índice comparativo alcançou a escala de 30 casos, acima da média nacional, portanto. Em 2013 foi em 15% superior ao verificado no exercício anterior. Um absurdo. Referentemente ao número de roubos, no RJ cresceram 20% comparando-se à incidência em 2012. Foram 768 casos por 100 mil habitantes.

Os números nacionais e regionais são absolutamente alarmantes. Basta compará-los com a taxa de aumento da população, em torno de apenas 1,2% a cada doze meses. Assim, se a evolução negativa fosse igual ao índice demográfico, registrar-se-ia um empate. Mas não. O aprofundamento da crise foi – e está sendo – enorme.

SEM QUALIDADE DE VIDA

Estamos vivendo dentro de um quadro dramático, no qual declina progressivamente a própria qualidade de vida, diretamente vinculada à segurança pública. Faltam investimentos, falta planejamento preventivo na maior escala possível. Nesse planejamento, na questão dos roubos, existem pontos definidos. Na cidade do Rio, por exemplo, as esquinas da Avenida Rainha Elizabeth com Conselheiro Lafayete e de Joaquim Nabuco com Bulhões de Carvalho, são pontos preferidos pelos que assaltam. Citei estes dois, mas numa cidade com mais de 6 milhões de habitantes existem inúmeros outros. Para começar um planejamento, as Secretarias de Segurança devem produzir mapas das áreas críticas.

Em seguida, pesquisar quais os fatores que contribuem para sua existência e frequência continuada. É o mínimo que ocorre, de plano, para um labirinto extremamente complexo. Sobretudo porque existe uma diferença essencial entre o crime de assassinato e o crime de roubo. No primeiro, quase sempre existe um elo entre o autor e a vítima. No segundo, ao contrário, muitas vezes o ladrão nem sabe o nome de quem assaltou, roubou, se apoderou de algo que não lhe pertence.

ESTATÍSTICAS FALHAS

Além do mais, como também acentuou o repórter Sérgi Roxo, as estatísticas de roubo e furto, na verdade são muito mais amplas do que os casos registrados. Pois é muito comum que pessoas assaltadas não compareçam as delegacias para registrar os roubos de que foram vítimas. Essa omissão, que decorre de diversas situações e disposições pessoais, vem acrescentar mais sombras e profundidade ao labirinto e às cavernas da criminalidade.

Não existe país no mundo em que não haja conflitos humanos no dia a dia . Porém no Brasil, como vemos nos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, eles ultrapassam os limites. Em muito. E numa velocidade que diminui cada vez mais a liberdade da população, entre as margens do crime e a da preocupação de como evitá-lo. A insegurança aperta o cerco, a segurança diminui, a qualidade de vida e o consumo logicamente, são fortemente afetados.

27 thoughts on “Assassinatos e roubos viram epidemia no Rio e no país

  1. O Brasil é um PAÍS RIQUÍSSIMO.
    O Brasil tem 3 poderes APODRECIDOS.
    O Brasil vive uma GUERRA CIVIL.
    Enquanto a população não se levantar e ir para as
    ruas, OCUPAR os 3 PODRES PODERES, RETIRAR
    À FORÇA A CORJA QUE TOMOU CONTA DA NAÇÃO,
    NADA MUDA.

    • Essa corja que tomou conta da Nação, também consta o geraldo/serra/covas/fhcappo em São Paulo.???
      Dona Doroty, hoje acordamos com mais uma das “obras” que o seu des-governador oferece á HUMANIDADE.
      Em dois pontos da cidade, na zona sul e na cidade de Guarulhos, vários caixas eletrônicos “explodidos” por bandidos geraldinhos armadas até os dentes.
      Na zona sul, a quadrilha foi partida em duas, enquanto uma atacava e explodia os caixas a outra parte estava “atirando” com metralhadora em uma Base da Polícia Militar, acuando os policiais.
      Mas tudo bem né, Dona Doroty, a senhora que quer tanta mudanças para nosso Estado e País, continua votando na mesma quadrilha que rouba os cofres paulista há 28 anos (4 montoro).
      Tudo bem , deve ser legal explodir e matar policiais em plena luz do dia, quando os trabalhadores acordam para ir ao “calvário” do emprego.
      Será que lá em New York, na Matrix, tem essas explosões e matança de policiais todos os dias.????
      Se acontecesse isso, o que fariam o Prefeito, Governador e o Presidente do Pais.????
      Por que aqui nosso Des-Governador diz que está tudo em ordem, “estamos trabalhando”, “estamos avançando”, “nos sabesmos fazer”, nós temos ideais”.,
      E a pérola que o tucanalha sempre diz “NÒS SOMOS OS MAIS PREPARADOS”…….
      Bom nem vou perguntar onde anda o seu des-governador nestas horas, deve estár com sua linda esposinha das-Lú comendo um belo café da manhã com briosches e manteiga que veio importada do leite tirada de vacas holandesas……
      Não fique brava, Dona Doroty, essas explosões aconteceram hoje, ouvi tudo pelo rádio.
      Inclusive o jornalista disse assim,>:
      “Com tudo isso acontecendo (explosões e matança de policiais)., o eleitor votou no geraldo com 58% de votos,”….
      Tenho certeza absoluta que a senhora está nesse “58…..eh!eh!eh

  2. Caro Jornalista,

    Não é de hoje que estamos entregues à barbárie, conforme já foi publicado aqui enésimas vezes:

    “PERCIVAL DE SOUZA ANALISA A VIOLÊNCIA: O ESTADO É IMPOTENTE

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Roberta Araujo, 05 de março de 2007

    O Mapa da Violência de 2006 revelou que os jovens brasileiros são os que mais matam e os que mais morrem no País, reféns da criminalidade. Além disso, também são os que mais praticam crimes hediondos, que aterrorizam a sociedade. Em homicídios, o Brasil só perde para Colômbia e Venezuela, dois recordistas.
    O tema violência é hoje um dos mais debatidos em todo o País. Qual a saída? O sistema penitenciário atual é ou não capaz de regenerar jovens? Como o Estado deve se posicionar para tornar a sociedade comum mais atraente aos menores que são seduzidos pela vida no crime?
    São algumas perguntas que não têm respostas e intrigam estudiosos e intelectuais. Para o jornalista, escritor e criminólogo Percival de Souza, o Estado está “carcomido e tornou-se impotente diante do desafio”. Escreveu 16 livros sobre o tema, sendo que o mais recente, “Sindicato do crime”, revela fatos, ocultados à sociedade sobre as facções criminosas a partir do surgimento do PCC.
    Sobre a crise na segurança pública, não poupa críticas e diz que “nossos legisladores têm sido omissos”. E parafraseia Nietzche quando levado a analisar as palavras do presidente Lula, que disse que não se pode fazer legislação por conta da tragédia da hora.
    “O Estado é o mais frio dos monstros frios”.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Por que o senhor diz no seu mais recente livro, “Sindicato do crime”, que a instalação do crime organizado dentro da prisão é a primeira grande novidade penitenciária do século XXI?
    PERCIVAL DE SOUZA – Nosso imaginário gira em torno do gângster que comanda crime residindo em mansão, usando carros de último tipo, estilo de vida cheio de luxo, algo como um Al Capone ao Sul do Equador. COMANDAR O CRIME MAIS ESTRUTURADO DE DENTRO DE UMA CELA É INVENÇÃO BRASILEIRA. É paradoxal.
    O poder interno na prisão sempre foi considerado inútil. De repente, essa mesma prisão se transformou em escritório do crime, pois o Estado não consegue o mínimo: manter o isolamento do mundo exterior. Nossos presídios ingressaram no realismo fantástico.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Qual é a questão central do livro?
    A partir de uma organização criminosa paulista, o PCC, examino os estragos que faz e fez, e explico como tudo isso pode nascer, crescer, prosperar e dominar. As autoridades de São Paulo fizeram questão de esconder a realidade. Mais uma vez, o jornalista-escritor, como já havia acontecido diante de outros temas, é desafiado a desnudar essa face oculta. O livro é uma investigação profunda sobre facções criminosas.
    Uma exegese, que não deixa de lado fatores endógenos e exógenos, reconstrói fatos, revela personagens, exibe documentos sigilosos, denuncia situações e mostra aquilo que a sociedade brasileira tem o direito de saber.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – O agravamento da criminalidade no País se deve à piora do quadro social?
    Em parte, sim. No todo, não. Procuro ver a floresta, não apenas a árvore. Não existem Robins Hoods nessa história, onde muitos criminosos estão mais para misantropos do que para filantropos. Fernandinho Beira-Mar, o megatraficante, e Michel Frank, o algoz de Cláudia Lessin Rodrigues, por exemplo, nunca foram coitadinhos, mal-aventurados. ELIAS MALUCO NÃO TRUCIDOU TIM LOPES PORQUE ESTAVA FAMINTO. É um crápula, bandido na acepção do termo, covarde.
    O menino João Hélio não foi esfolado vivo durante sete quilômetros por matadores carentes. Para ser violento, é preciso, primeiro, aprender a odiar. Claro que são indispensáveis políticas públicas para enfrentar a sinistra realidade: o crime acompanha a sociedade como a sombra segue o corpo. O marco zero foi Caim.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – O Palácio do Planalto já decretou que não haverá mudança na idade penal. O senhor é a favor desta redução?
    O Planalto, muitas vezes alheio ao que acontece na planície, empurrou dolosamente a tragédia do menino João Hélio para esse enfoque romano-canônico, marca registrada do nosso Direito, tratando tudo como fato consumado, e que nos restaria apenas o conformismo, nada mais. SE NOSSA PREFERÊNCIA É PROTEGER LOBOS, escreveu Victor Hugo, CONDENAMOS OVELHAS À MORTE. Quem foi que disse que se resolvem problemas graves com simples edição de leis?
    Como já disse Eça de Queirós, NO BRASIL HÁ MAIS DOUTORES DO QUE BRASILEIROS. Só pensam em artigos e parágrafos, que não fazem previsão sobre buracos no peito abertos pela dor e pela saudade. O ponto central é não manter uma regra genérica para todos os casos. É óbvio que nem sempre três anos de internação são suficientes para retirar as características de periculosidade de alguém de faixa etária reduzida. Este é o ponto. Examinar caso por caso, por equipe interdisciplinar, e não por curiosos levianos, e resolver. A pena em abstrato é mais uma das ficções brasileiras.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Segundo o presidente Lula, não se pode atender ao pedido da diminuição da idade penal porque não se pode fazer legislação do pânico. Ou seja, a tragédia da hora não pode forçar os políticos ao debate sobre segurança pública como se fosse um fato isolado. O senhor concorda?
    Acho curioso falar-se em “calor da hora” como se o momento mais adequado para discussão de temas relevantes fosse, quem sabe, o “inverno da hora”. O problema é que muita coisa que está nas leis não está nas ruas e muitas coisas que acontecem nas ruas, todos os dias, não estão nas leis. Este é punctum saliens. NOSSOS LEGISLADORES TÊM SIDO OMISSOS E, EM MATÉRIA DE SEGURANÇA PUBLICA, VAGABUNDOS. Se não querem ouvir o clamor das ruas, a decantada “vox populi”, não adianta eliminar o calor, mesmo porque – como ensinou Nietzsche – o Estado é o mais frio dos monstros frios.
    Em pleno calor da hora, o contraditório Lula chamou de terroristas os ataques incendiários contra ônibus repletos de passageiros no Rio. Estava emocionado? Nervoso? Ou indignado? No meu livro, dei a um dos capítulos o título de “Cemitério de teorias”. Gira sobre esse blá-blá-blá, lero-lero, palavras bizantinas. De tudo isso, a população está exausta.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – De acordo com o Mapa da Violência de 2006, os jovens brasileiros são os que mais matam e os que mais morrem no País devido à criminalidade. Em homicídios, só perdemos para Colômbia e Venezuela, dois recordistas. Na sua opinião, de que forma o Estado poderia proteger melhor os jovens e oferecer a eles uma condição de vida mais digna, afastando-os da violência?
    São os que mais matam, mais morrem, mais ficam presos. A faixa etária do mundo criminal é baixa, dentro e fora das prisões. A juventude é fugidia e frágil, escreveu Marguerite Youcenar. O jovem tem que ter perspectiva, nutrir esperanças, não aniquilar a razão (através das drogas), não elevar auto-estima marginalmente (pelo poder das armas), não erigir traficante em modelo e tão pouco transformar o crime em “profissão”, como se matar, roubar, traficar, seqüestrar, estuprar e outras figuras penais fossem normais.
    Esse mundo criminoso acaba sendo tentador: dinheiro, poder, respeito, regras ortodoxas implacáveis. É contra isto, exatamente, que o Estado tem de agir. Que tal colocar essa agenda para o Ministério das Cidades? Que Ministério é este que parece um fantasma ausente exatamente das cidades?

    TRIBUNA DA IMPRENSA – O senhor tem esperança de que a crise na segurança pública do Brasil acabe um dia ou é utopia pensar nisso? A situação pode ficar mais caótica?
    A crise existe porque a questão da segurança pública, dever do Estado e direito de todos, na forma do Artigo 144 da Constituição, não pode ficar restrita exclusivamente à polícia. O caput constitucional é claríssimo. Investir em educação, empregos, moradia, saúde – tudo isso tem caráter preventivo no mais amplo dos sentidos. Segurança quer dizer polícia, sim, mas quer dizer, e junto, Judiciário, Ministério Público, sistema prisional, condições dignas de vida, fim da impunidade, a idéia de que cada um faz o que bem entende e fica por isso mesmo.
    Até a utopia, nesse cenário, muda conceitos. A propósito: AS GRANDES CONQUISTAS DA HUMANIDADE FORAM OBTIDAS EM RAZÃO DA NECESSIDADE OU DA UTOPIA? Cervantes poderia responder com seu Quixote e os modernos moinhos de vento.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Na sua opinião, o que leva os jovens a crimes hediondos como o praticado contra o menino João Hélio Fernandes?
    Esta é uma marca da brutalidade que desumaniza o que os romanos chamavam de “mundus” e os gregos de “kosmos” – a pureza, a beleza, a harmonia, a regência da constituição cósmica. Os animais, com inteligência biológica, não são corruptos. Os humanos, sim. A mãe de João Hélio ainda foi chamada de “vagabunda”. OS MATADORES TIVERAM SETE QUILÔMETROS, 14 QUARTEIRÕES E QUATRO BAIRROS PARA MOSTRAR UMA PARTÍCULA DE HUMANIDADE.
    Preferiram um zigue-zague com o carro, para ver se o corpo se soltava do cinto de segurança. Quando abandonaram o corpo esfacelado e sem cabeça, foram para casa, tomaram banho e saíram para um baile. Não existe nenhum valor, nenhum respeito. Cérebros doentios, ocos. Os inteligentes biológicos não fazem nada de longe parecido com isso. A prerrogativa é humana. Por que? Todos nós somos convidados a responder – e temos feito isso tão mal que no momento até intelectuais se engalfinham ferozmente sobre o assunto.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Como é a vida que esses jovens levam? Não se sensibilizam com mais nada?
    A vida para eles é roubar, dividir o produto dos assaltos, achar que isso faz parte do jogo. Essa é a regra. Ética? Moral? Solidariedade? Amor? Zero. MATAR NÃO PASSA DE ACIDENTE DE PERCURSO. A sociedade criou esses tipos na sua proveta das ruas, que produz incessantemente. A reação deles foi de indiferença. Para eles, a vida humana é o artigo mais barato do mercado. Lamentaram apenas terem sido identificados. Nada mais.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – A violência pode gerar crianças assassinas?
    Quando crianças e adolescentes são instrumentalizados, sim. Charles Dickens escreveu isso com seu Oliver Twist, uma ficção sobre a Londres do final do século 19 que parece com os nossos reais centros urbanos de hoje. Os adultos dizem: “pode fazer isso que não lhe acontece nada”. Ou quando matam: “segura a bronca, garoto, porque você é de menor e tá liberado”.
    O texto legal a respeito pode ser um, mas a interpretação é esta. HOJE TEMOS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEFORMADOS, que ao serem surpreendidos são tratados com o eufemismo de “medidas sócio-educativas”, que não passam de um gigantesco embuste na maioria absoluta das instituições totais.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – A violência pode diminuir se houver treinamento mais adequado para os policiais e aumento do efetivo nas ruas?
    O que deveria haver, e não há, é uma polícia que, além de ser repressivamente ostensiva, quando necessário, tivesse capacidade de elucidar os casos de autoria desconhecida, os crimes misteriosos. O percentual de êxito dessa polícia judiciária, hoje, é muito baixo. Homicídios, principalmente. ESCLARECER CASOS QUER DIZER ESTANCAR A IMPUNIDADE.
    Isso inibe práticas criminosas, é pedagógico até. A ação da presença também produz sensações de conforto em termos de segurança. Mas não podemos nos esquecer nunca: a polícia sempre trabalhou com efeitos. Causas, raízes, são com outros grupos sociais e o governo.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Ao seu ver, quais são os indicadores que contribuíram e ainda contribuem para o crescimento da violência?
    A marca registrada da violência está nos homicídios, nos crimes contra o patrimônio e nas conseqüências do tráfico e drogas. São esses os três fatores, interligados. Droga tem a ver com morte, droga tem a ver com roubos, drogas têm tudo a ver com contrabando de armas e munições. A prioridade deveria girar em torno desse tripé criminal. Mas infelizmente não tem girado.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – A miséria e a exclusão social também contribuem para a violência?
    Claro. O ser humano é ele e suas circunstâncias, ensinou Ortega y Gasset. Isso não significa que a pobreza seja fator exclusivo de criminalidade, mas a ausência de elementos básicos de subsistência contribui decisivamente para desvios. Como diria Tomás de Aquino, PARA A PRÁTICA DE VIRTUDE É NECESSÁRIO UM MÍNIMO DE BEM-ESTAR. Aristóteles também foi um pouco por essa linha.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – De que forma o Estado poderia “competir” para colocar os jovens na contramão do tráfico, da violência?
    A competição é feroz. O mal contra o bem. Não se trata, aqui, de ser simplista ou maniqueísta. Os atrativos saudáveis podem e devem seduzir, encantar – esportes, música, aprendizagem profissional, lazer. Mas creio que o Estado carcomido tornou-se impotente diante do desafio. A sociedade, que já se vestiu de branco e de vez em quando se manifesta em passeatas pela paz, pode convergir esse sentimento para algumas ações concretas. Crime organizado, sociedade desorganizada. Uma antítese. Tenho certeza de que tratar o semelhante humanamente sempre produz resultados surpreendentes.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Punições mais duras podem afastar os jovens da criminalidade?
    Sem demônio ou glamour. Crianças, jovens ou adultos, não podem fazer tudo, principalmente se dentro desse tudo estiver o inconseqüente, o que fere o direito alheio. TODA SOCIEDADE TEM REGRAS, SEMPRE TEVE REGRAS, CÓDIGOS, ESTATUTOS, NORMAS. Vide Hamurabi, Levítico, Deuteronômio, os 10 mandamentos para os nômades de Deus. É preciso ter noção clara de que transgredir normas criadas pela sociedade implica em receber sanções correspondentes. A palavra “repressão” pode ser legítima, se exercida dentro das balizas da lei. Sem regras, sem leis, vivemos a anomia, perigoso estimulante da violência.

    TRIBUNA DA IMPRENSA – Na sua análise, quais seriam as formas mais adequadas e justas de punição?
    Seria uma terapia para o comportamento anti-social. O que significam 30 anos de prisão? Nada. O que importa é o tratamento real para que alguém se transforme e tenha condições de voltar a viver socialmente. Se demorar cinco anos, que a pena seja de cinco. Se forem necessários 10, que sejam 10. É COMO O DOENTE NO HOSPITAL: NÃO TEM DATA PARA SAIR. SAI QUANDO OBTIVER ALTA, ISTO É, QUANDO ESTIVER BOM, NÃO PRECISAR MAIS DE HOSPITAL. Fica em casa até para convalescer. Claro, alguns não saem, até morrem internados. Que tal a analogia?

    TRIBUNA DA IMPRENSA – De que forma o senhor analisa o sistema penitenciário do País? Está longe de ser regenerador?
    O PCC, conto em meu livro, chama o presídio de “faculdade”. Não é preciso dizer mais. Além de ser um deboche acintoso com a educação, quando insinua uma “graduação” no crime, este quando transforma penitenciária em escritório, exibe o atestado de falência. A reincidência é alta, a prisão é uma mãe que gera muitos filhos. Explicito isso no “Sindicato do Crime”. Que fazer?
    Fico com Michel Foucault: A PRISÃO É DETESTÁVEL SOLUÇÃO, MAS NADA CRIAMOS, AINDA, PARA COLOCAR EM SEU LUGAR.”

    Abraços.

    (PS: Entre a entrevista concedida à repórter Roberta Araújo e o dia de hoje, foram mortas mais de 400.000 pessoas. Nesse mesmo tempo, os nossos GOVERNANTES, COVARDES E INSENSÍVEIS COM a MATANÇA DE INOCENTES, permaneceram protegidos atrás de carros blindados, SEGURANÇAS ARMADOS e condomínios fechados sem se importarem com os que estavam do lado de fora das muralhas do castelo.
    PS: Em 12 de fevereiro de 2008, o “democrata” TARSO GENRO, então ministro da justiça (o mesmo que pregava o desarmamento da população mas manteve DUAS ARMAS em casa), “passeando” em Genebra, disse que a meta do governo era reduzir o número de homicídios no Brasil, ao “nível chileno”, EM QUATRO ANOS. Na época, a média de homicídios no país era de 48 mil mortes por ano, o que dava uma média 29 por cada 100 mil habitantes, anualmente, enquanto a do vizinho era de 12 por cada 100 mil – índice 58% menor. Hoje estamos com 26 e o Chile com 3,1).

  3. Complementos, a Organizaçãa Criminoso PCC – foi criado no ninho franco-tucano-suiço
    Isso todos os jornalistas pró-fhc escondem da população.
    No ínicio do crime, os especiliastas avisaram o então des-governador de plantão da época, covas/geraldo., mas este com sua arrógancia e prepotência dizia que nada daquilo existia.
    E eles estão bem ai debaixo do focinho do geraldo todos os dias nesta carnificina diária comentendo todos os tipos de atrocidades
    Agora eu pergunto, EXISTE GOVERNADOR nesta Terra DEvastada.????

  4. Senhores…

    A violência foi institucionalizada pelas leis e pelas políticas de segurança pública federal, IDEOLOGICAMENTE CONTAMINADAS desde a Constituição de 1988 e, mas acentuadamente, nestes longos e escuros anos de PTSDB!
    Para mudar a situação atual, teríamos que tirar esta turma que está aí, “possibilidade impossível” por força do crime organizado!
    Enquanto isso, faça como as manadas de zebras e gnus africanos: SALVEM-SE QUEM PUDER E COMO PUDER!

    Assim como esses animais:
    -Evite andar ou transitar em locais escolhidos pelos PREDADORES como campo de caça!
    -Evite morar nos mesmos nichos onde moram os PREDADORES.
    -Evite sair da TOCA e transitar nos mesmos horários que os PREDADORES e quando o fizer, por extrema necessidade, pare antes na saída da TOCA, olhe para os lados e para trás e, a qualquer movimento suspeito, saia correndo de volta para o buraco. Mas saiba de antemão que ficar no buraco não é garantia de segurança: alguns animais, como o tatu e porco selvagem africano, são arrancados da toca pelo RABO, por isso é bom mantê-lo sempre entre as pernas. Dentro e fora de casa!
    -Lembre-se, ainda, que os PREDADORES escolhem, preferencialmente, as presas distraídas, então não se aproxime de qualquer outro animal que encontrar trilheiro diário: todos são suspeitos.
    Claro que os PREDADORES precisam se alimentar todo o santo dia e, por essa razão, mesmo que todos se cuidem ao máximo, alguém terá que morrer, diariamente, para manter o predador vivo.

    No mais, é só torcer para que as 137 pessoas que serão assassinadas amanhã sejam pais, filhos, irmãs, mães ou entes queridos de outras pessoas, e não um parente teu!!!
    É só torcer que entre as famílias que serão destruídas amanhã não esteja a tua e que a dor seja alheia. E para não fazer apontar o seu lado humano, evite assistir aos telejornais para não tomar ciência da dor das pessoas que foram trucidadas naquele dia.

    Parece triste viver assim, mas essa é a sina dos animais que vivem em manada em uma SELVA SEM JUSTIÇA, onde esta é feita pela LEI DO MAIS FORTE e onde apenas os donos da reserva podem ter segurança – paga com o dinheiro arrecadado dos animais!!!
    Um PAÍS SEM JUSTIÇA não é um país civilizado. E morando em um PAÍS SEM JUSTIÇA, o povo está condenado a viver como BESTAS SELVAGENS.

    Triste sina.

    Abraços.

  5. Senhores,

    Acredito que haja um mal-entendido:

    -O fato da pessoa ser contra o PT não significa que seja vinculada ao PSDB.
    -E o fato da pessoa criticar o PSDB não significa que seja petista!

    Os partidários tanto do PT, quanto do PSDB sempre procuram classificar as pessoas dentro dessa dicotomia, como se toda a vida política do país não pudesse existir sem eles: se você não for de um partido, obrigatoriamente será do outro e se esquecem que O PT e o PSDB FORAM ATORES DOS MAIORES LAMAÇAIS DA HISTÓRIA DO BRASIL (Pelo menos dos lamaçais que foram divulgados, pois não sou ingênuo ao ponto de acreditar que a corrupção e roubalheira no país só tenha meio século e idade!)

    Existe (ou deve existir, ou deveria existir) ética fora desses dois LEITÕES SIAMESES.

    Abraços.

  6. Ótimo artigo, Sr Pedro.

    Podemos especular, a partir da taxa de natalidade da população brasileira, até onde o índice de homicídios poderá chegar. Até porque sabemos que as condições gerais de combate à criminalidade, muito provavelmente, seguirão constantes.

    Se houver uma perfeita correlação entre a taxa de natalidade e o número de homicídios, mantidas as condições atuais, poderemos ter o crescimento da criminalidade até 2042, quando a população brasileira atingirá o seu ápice com 228,4 milhões; segundo o IBGE.

    O IBGE divulgou recentemente que a população brasileira não passará desse número. E o atingirá em 2042. Portanto, teremos mais 28 anos de crescimento populacional.

    Como a taxa de crescimento da população segue um padrão geométrico e a taxa de homicídios é de 26,6 por cem mil habitantes, teremos, aproximadamente o seguinte número de homicídios em 2042: 26,6 x (1,012)^28 = 37,14 homicídios por cem mil habitantes.

    O que equivale a 84.828 homicídios por ano.

    Eu espero que algo seja feito para impedir esses números que, na atualidade, já são surreais!

    • Pessoal, desculpem-me a brincadeira com os números. É claro que para fazermos um exercício lógico de aproximação do número de criminalidade e homicídio em um breve futuro, teríamos que descobrir, primeiro, a própria taxa de crescimento anual desses fenômenos.

      Depois descobrir a correlação entre eles e a taxa de crescimento populacional, para, a partir daí, descobrir com mais acuracidade o que vai acontecer com os números.

      Perdão.

      Grande abraço a todos!

  7. Caro Pedro do Couto, você tem toda razão, o crime no Rio virou epidemia.
    Se não houver reforma do Código Penal e do Código de Processo Penal em
    que pelo menos acabe com progressão da pena ( bom comportamento, é obrigação
    do detento), diminuir a idade penal e trabalho obrigatório para os detentos (nada
    melhor para recuperar um criminoso do que o trabalho).
    Tem-se que enxugar a polícia, eliminando os maus policiais ligados ao crime, que afetam a
    população e aos bons policiais. No Rio são roubados em média dezenas de carros, que vão
    em sua maioria para desmontes. Quantos desmontes de carros existem para atender a demanda?
    Geralmente, carro só é recuperado quando o proprietário é um figurão.
    Desde l970, perdi 5 carros: um roubado e 4 furtados, só recuperei um por sorte. O último veículo meu
    furtado, uma parati antiga foi em 2012, aqui na Praça Seca. É revoltante.
    Não se iluda, pelo andar da política, a tendência é piorar.

  8. Antes de escolher um destino para viajar, muitos se preocupam em conferir se o local é seguro. O Business Insider listou as 50 cidades mais violentas ao redor do mundo. Destas 50 cidades o Brasil tem 16 na lista.

    (Agora só falta Lula+Dilma+PT dizerem que pela quantidade de cidades nós estamos ganhando de goleada!)

    Leia mais em: http://zip.net/bdp97r

  9. A solução para o país segundo uns é a reforma política, para alguns é reforma política para todos é reforma política, (o que a p*##@ da reforma política vai resolver?).
    O desemprego para os politiqueiros e agregados é zero, os salários são de primeiro mundo então f*&@-$3 a população e o índice de desemprego feito nas coxas, onde não aparecem os olheiros, os “aviõenzinhos” que ganham bem mais do que os policiais, fora os assaltantes, os assassinos os etcs.
    Desculpem aí pessoal, mas tá difícil, qual é o principal assunto que não falta nas rodas, no happy hour?
    Mas tudo vai ser resolvido, o governo já desonerou 57 áreas de produção e emprego, agora vai desonerar as balas, chicletes e as garrafinhas de água mineral, afinal, temos milhões de faróis/semáforos e quilômetros de vias engarrafadas.

  10. Caro Guilherme,

    Se eu disser que o FHC vendeu as estatais por preço irrisório, corro o risco de ser chamado de petista.
    Se eu disser que o Lula e a Dilma sabiam de tudo, corro o risco de ser chamado psdbista e de viúva da ditadura que que o AI 5 de volta.

    Veja bem que a DISPUTA não é sobre honestidade, mas para saber QUEM ROUBOU MENOS…

  11. Caro Wagner,

    Segundo a Agência Brasil, a TAXA DE HOMICÍDIOS NO BRASIL cresceu de 11,7 para 26 para grupos de 100.000 habitantes, de 1980 para cá.
    Lembro que na década de 80 tinha muito mais liberdade de sair às ruas do que hoje.

    • Perfeito, caro Francisco.

      Mas, infelizmente, só com esses dois dados não dá para analisar o correlação entre a taxa de crescimento de homicídios e a taxa de crescimento da população e daí extrairmos alguma inferência.

      É preciso alimentar uma planilha com os dois dados (população X taxa de homicídios) dos últimos quinze ou vinte anos para puxarmos uma reta de regressão e sua respectiva equação para termos uma opinião abalizada sobre o futuro da criminalidade no país e seus prováveis números.

      Considerando, lógico, o nível de atividade estatal em relação à segurança pública ao longo deste período e sua imutabilidade.

      Grato pela informação.

      Grande abraço!

  12. Caro Wagner,

    Entendo a sua preocupação em não ser parcial. Mas na minha opinião, a criminalidade aumenta em razão direta com a IMPUNIDADE.

    Se tiver paciência, veja este texto publicado aqui, ainda em 2011. De lá para cá a situação só piorou no país. Se o senhor pegar um artigo de dez anos atrás sobre o país, verá que nada andou e que as discussões ainda são as mesmas. Nesta terra a coisa NÃO ANDA! A única exceção é quando diz respeito a AUMENTO DE IMPOSTO:

    “BRASIL TEM TAXA DE HOMICÍDIOS MAIOR QUE QUATRO PAÍSES ÁRABES JUNTOS

    Jornal do Brasil

    De acordo com a pesquisa da Global de Homicídios da Unod, o crime organizado e as gangues de rua estão diretamente relacionados ao número de mortes nas Américas. Ainda, assim, a maior parte dos assassinatos ocorre em países da África, 36% do número total de mortes estimadas por ano pelo Unodc (468 mil).
    O Estudo Global de Homicídios da Unodc de 2011 coloca o Brasil entre os três primeiros países da América do Sul com a maior taxa de assassinatos nos últimos anos, mas não é só isso. O LEVANTAMENTO MOSTRA, AINDA, QUE O BRASIL TEM ÍNDICE MAIOR DE HOMICÍDIOS QUE EGITO, IRAQUE, JORDÂNIA E LÍBIA JUNTOS.”

    -Será que lá tem mais ricos do que aqui? Será que lá todo o mundo tem curso superior? Será que toda a molecada tem dinheiro para beber uísque com vodka importada, comprar tênis caro e colocar sonzão no carro, por isso não precisa roubar? Ou será que lá não existe violência porque liberaram o consumo e o tráfico de droga e desempregaram os traficantes? Todos, agora regenerados, outros homens, foram trabalhar na construção civil!

    “A Líbia, recente palco de conflitos entre exército e civis, tem apenas 2,9 assassinatos para cada 100 mil habitantes.
    Nos demais países árabes esse índice é ainda menor:
    2 no Iraque;
    1,8 na Jordânia e
    1,2 no Egito.
    Ao todo, os países somaram 7,9 homicídios para cada 100 mil habitantes.
    A pesquisa, realizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), mostrou que o Brasil tem taxa de 22,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes.
    Os dados divulgados foram cedidos por instituições dos próprios países. No caso de Brasil e Egito os levantamentos são de 2009, Iraque e Líbia têm levantamentos de 2008 e na Jordânia os dados são de 2006.

    Cenário mundial
    O relatório revela ainda que, na contramão da maioria dos países da Ásia, Europa e América do Norte, que desde 1995 vêm registrando uma redução nas taxas de homicídio, a América Central e o Caribe têm verificado um aumento nesses índices e hoje se aproximam de um cenário de “crise”.”

    AGORA, VEJAMOS NA NOSSA VIZINHA VENEZUELA, PARTNER DA NOSSA IDEOLOGIA E DA NOSSA IMPUNIDADE ASSASSINAS:

    “Venezuela reduz desigualdade, mas sofre com escalada da violência
    Abraham Zamorano, Da BBC Mundo, em Caracas

    Em 1998, para cada cem homicídios, houve 118 detenções. Em 2011, esse número caiu para nove. Isso quer dizer que a impunidade é total – em 91% dos casos, sendo otimista. Não há processos nem condenações. Nem há motivos para não delinquir na Venezuela.

    A Venezuela está mais perigosa e, ao mesmo tempo, menos desigual. Um recente estudo do braço de moradia das Nações Unidas apontou que o país tem a menor desigualdade de renda na América Latina.
    Sendo assim, o caso venezuelano parece mostrar que a origem da violência não é necessariamente a pobreza; ou, ao menos, que o fenômeno é muito mais complexo.
    Não há estatísticas oficiais sobre violência nos últimos sete anos. A cifra mais recente é do ministro de Interior e Justiça, Tareck el Aissami, que falou em 48 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2010. Mas o número é menor do que o fornecido pela ONG Observatório Venezuelano da Violência, que calcula que haja 57 homicídios para cada 100 mil pessoas no mesmo ano.

    Chávez já admitiu que o problema é “grave” e reagiu com a criação do plano “Grande missão para toda a vida”, prometendo prevenção, investimentos em forças de segurança e reforma judicial.
    O presidente afirma que, nos seus 14 anos no poder, seu governo tem combatido a criminalidade por meio de programas de redução da pobreza. Mas reconheceu que “A VENEZUELA É UM EXEMPLO DE QUE NÃO BASTAM POLÍTICAS SOCIAIS PARA REDUZIR OS ÍNDICES DE VIOLÊNCIA CRIMINAL.” Mas afirma que o maior crescimento da criminalidade ocorreu na década de 90, “por culpa de políticas neoliberais”.

    Segundo a ONU, o índice de Gini (que mede a desigualdade) da Venezuela é de 0,41, o melhor da América Latina (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade). A taxa de pobreza urbana no país passou de 49% em 1999 para 29% em 2010.
    Dados do PNUD (Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento), de 2010, pelo índice de Gini, apontam o Brasil com o resultado de 0,56, sendo assim, o terceiro país mais desigual do mundo.
    A taxa é um pouco menor que a do México (32%), país que, mesmo em plena “guerra contra o narcotráfico”, registra uma taxa de homicídios muito menor, estimada em 18 a cada 100 mil habitantes.

    Para Roberto Briceño, responsável pelo Observatório Venezuelano da Violência, a situação é “trágica”.
    “(A Venezuela) É o único país que, em 12 anos, triplicou a taxa de homicídios, sem haver guerras ou eventos ‘espetaculares’. É trágico pela falta de resposta das autoridades e a falta de proteção aos cidadãos”, afirmou, alegando que, no mesmo período, cidades como São Paulo e metrópoles colombianas reduziram suas taxas de homicídio.
    Briceño afirma que, “ao CONSIDERAR que a violência e o crime têm sua origem na pobreza e no capitalismo”, o governo optou por “não se mostrar como repressivo” à criminalidade.

    “A NOÇÃO DE QUE DIMINUIR A POBREZA REDUZIRÁ A VIOLÊNCIA É FALSA, A EXPLICAÇÃO NÃO ESTÁ NA DESIGUALDADE”, opina. “A explicação está na institucionalidade, nas regras do jogo que regem a sociedade.”
    O “nível” de IMPUNIDADE também contribui para esse cenário, diz ele. “Em 1998, para cada cem homicídios, houve 118 detenções. Em 2011, esse número caiu para nove. Isso quer dizer que a impunidade é total – em 91% dos casos, sendo otimista. Não há processos nem condenações. Não há motivos para não delinquir na Venezuela.”

    Abraços e boa sorte a todos!

  13. Estamos caminhando para o faroeste caboclo…
    Aguardando um jeito de “melar” a burocracia criada para o cidadão não ter arma, e passar a depender de um revólver ou pistola para defender o lar e a vida.

    No plebiscito, o brasileiro o voto votou SIM para o armamento… mas para fazer valer o contrário dessa decisão popular, criaram tremendo enxoval de requisitos para a compra da arma para defesa pessoal, e penalizando severamente aos que a descumprissem.

    Autoridades pediram e até se prontificaram a pagar pelas armas devolvidas pelos cidadãos ao estado, garantindo zelar pela segurança pública, avocando a lei do desarmamento.
    Mas, estamos no Brasil. Brasil do PT que é o pior dos governos, interessados no brasileiro desarmado, caso tentem alguma reação mais extrema na condução do país…

    Daí, o estado não fez o se dever de casa.
    A bandidagem se armou e chegou ao requinte de invadir arsenais de unidades do exército e da polícia militar nos quatro cantos do Brasil, roubando armas de guerra e, pela fronteira seca e marítima, continua o contrabando de armas de grosso calibre, daquelas que derrubam helicópteros.

    O que está acontecendo em termos de violência tem explicações diversas, mas o fato é que o cidadão não têm mais o direito de ir e vir sem ser assaltado. Basta estar no lugar errado na hora errada. E, se como cidadão ultrajado, em passeatas for reclamar, toma bomba de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta na cara, além de muita bordada da PM.

    Ou seja, sobreviver, passou a ser uma questão de sorte ou azar; pura loteria… e um atento Anjo da Guarda…

    Para os que possam imaginar esse comentário como alarmista, sugiro novamente a leitura do artigo do senhor Pedro do Coutto, e o comentário de outros leitores sobre o assunto. Lembro ainda, que morrem mais civis no Brasil por ano, que soldados americanos durante toda a guerra do Vietnam .

    Resumo da ópera, nos dias atuais, independente de cor, sexo, condição social, estar em casa, shopping, de carro, de ônibus, ou a pé, somos alvos de uma violência que só cresce.
    Saímos de casa, mas não sabemos se vamos voltar… vivos.

  14. Sr Andrade,

    O artigo 6º , inciso VIII , da Lei nº 10.826 , de 22 de dezembro de 2003, ESTATUTO DO DESARMAMENTO, estabelece que é proibido o porte de arma em todo o território nacional, exceto para alguns funcionários públicos da “área” de segurança e para as empresas de segurança privada (QUE FARÃO A SEGURANÇA DE QUEM PUDER PAGAR) e as de transporte de valores constituídas (QUE TRANSPORTARÃO O DINHEIRO DE QUEM TEM DINHEIRO), nos termos dessa Lei.

    Na calada da noite, a segurança pública foi PRIVATIZADA e que tem dinheiro, tem segurança.
    Quem não tem, TÁ NO SAL…

  15. O que chama atenção é a reportagem vir de O Globo, justamente a empresa que escondeu tudo isso da população aqui do Rio de Janeiro durante toda gestão do Cabral, agora, passaram as eleições eles dão uma de incomodados. O governo do Sergio Cabral e a prefeitura do Eduardo Paes, gastaram mais de um bilhão de reais em propaganda paga a Rede Globo que apoiou descaradamente o Pezão.

  16. Quando leio alguns comentários de alienígenas, sinto que, para elles, o governo Fernando Henrique continua.
    Sim, se em 12 anos o comando vermelho não deu jeito no país, em quatro fará o que?
    Sem políticas sociais sérias, sem segurança pública, sem ensino com qualquer qualidade, só nos resta esperar o fim. O fim delles!
    Com certeza os petistas querem receber os nossos cumprimentos. Afinal, se o pib é tão pequenino, pelo menos a criminalidade está crescendo. E já estamos quase chegando no 1º lugar. Como diz o menino do video: “dá-lhe pau Dillma”.

  17. Nunca antes na história deste país houve tanta violência. Tanto no campo quanto nas cidades.

    Os números absolutos de assassinatos anuais, por exemplo, são simplesmente estarrecedores. E fazem parecer que estamos numa guerra civil.

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