Assessor de Padilha erra e transforma o caso do hacker num escândalo nacional

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Marcela foi chantageada e o Planalto censurou

Deu na Folha

A Folha recorreu nesta segunda-feira (dia 13) da decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, que impede o jornal de publicar informações sobre uma tentativa de um hacker de chantagear a primeira-dama, Marcela Temer. A censura ocorreu a pedido do Palácio do Planalto.  Tais Gasparian, advogada da Folha, entrou com um agravo de instrumento destinado ao presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O recurso diz que a liminar do juiz Hilmar Raposo Filho “consubstancia inaceitável censura”. O jornal “se limitou a reproduzir fatos verídicos e de evidente interesse público, no regular exercício da atividade de imprensa”, segundo a advogada. “A decisão que proíbe sua divulgação importa em censura e contraria os princípios de liberdade de imprensa e informação, assegurados pela Constituição Federal”, diz trecho do recurso.

CRONOLOGIA – O texto sobre a primeira-dama foi publicado no site da Folha às 18h45 na sexta-feira (dia 10). A Folha foi intimada da decisão às 9h05 desta segunda-feira (dia 13). No site do jornal, o texto foi suprimido após a notificação.

O hacker Silvonei de Jesus Souza foi condenado em outubro a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão e cumpre pena em Tremembé (SP). Souza usa um áudio do celular de Marcela clonado por ele para chantagear a primeira-dama e menciona o nome do presidente Michel Temer. Todo o conteúdo de um celular e contas de e-mail da primeira-dama foram furtados pelo hacker.

A petição foi assinada pelo advogado Gustavo do Vale Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, em nome de Marcela.

PRIVACIDADE – O advogado da Casa Civil diz que a ação para impedir a publicação de informações sobre a primeira-dama “serve a evitar prejuízo irreparável à autora, caso tenha sua intimidade exposta indevidamente pelos veículos de comunicação, que mais uma vez estão a confundir informação com violação da privacidade de uma pessoa pública”.

A Folha destaca que a liminar perdeu seu objeto porque a reportagem já foi publicada pelo site na sexta e pela versão impressa de sábado (11).

E afirma que o caso abordado “não trata questão desimportante”. “Não divulga fofoca ou busca atender à curiosidade geral acerca da vida dos poderosos. Os fatos divulgados não dizem respeito à intimidade da agravante, ao contrário do que sustenta a petição inicial, mas se referem a suspeita lançada ao Presidente da República, diz.

SEM RISCO DE DANO – Segundo o recurso, são “equivocadas” as premissas da decisão do juiz de que deve ser “resguardada a intimidade” da primeira-dama e que há “risco de dano grave” na hipótese de divulgação das informações.

“Primeiramente, deve-se ter claro que o episódio do hackeamento e cópia dos arquivos do celular da autora já são de há muito conhecidos, e foram amplamente divulgados pela imprensa durante o ano de 2016. Muitas matérias jornalísticas foram publicadas sobre os fatos, inclusive sobre a prisão do autor do delito, no bojo de ação penal”, diz a defesa da Folha.

O recurso ressalta ainda que as informações foram obtidas pela reportagem a partir de ações penais em andamento. “Que são públicas e de livre acesso, tanto que vêm sendo acompanhadas há meses pelos repórteres”, afirma.

“Tratando-se de assunto público e relativo à Presidência da República, por qual razão não poderiam ter sido divulgadas as informações?”, questiona o jornal.

ATINGIR TEMER – “A informação trazida à tona, e que motivou a publicação, é de que o conteúdo hackeado, segundo consta dos autos da ação penal, poderia potencialmente atingir o presidente da República”, diz o recurso do jornal.

De acordo com o pedido da Folha, a primeira-dama não poderia alegar “direito à intimidade”. “No só porquanto ocupa posição pública de alta relevância que ocupa, como também porque, como já dito, todas as informações divulgadas foram extraídas de processos judiciais dotado de ampla publicidade”, diz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A gente nem queria entrar nessa polêmica, porque já tinha mostrado a sogra de Temer na balada, um assunto delicado, que teve de ser submetido à alta direção do blog para ser postado. O fato é que essa censura à Folha (e a O Globo) apenas mostra como Temer é mal assessorado. O jovem assessor Gustavo do Vale Rocha, ex-advogado de Cunha e do PMDB, não dá uma dentro, como se dizia antigamente. Primeiro, vacilou no caso da presidência da EBC e botou a culpa no então ministro da AGU, Fábio Medina Osório. Agora, transforma o processo do hacker chantagista num escândalo nacional. Se o assessor de Eliseu Padilha não tivesse movido a ação, o assunto morreria no dia seguinte, porque não tem a menor importância real. (C.N.)

16 thoughts on “Assessor de Padilha erra e transforma o caso do hacker num escândalo nacional

  1. Tudo isto, porque a moça e bela e de uma meiguice enorme que exala do seu olhar. Não se preoculpem almas invejosas. Um dia ela envelhecera e em seu coração restará apenas uma saudade. Enquanto isto, os que sofrem com o bem do próximo continuarão no envilecimento e não poderão usufruir os belos versos de Guerra Junqueiro:

    … desprender, desfolhar estas cançoes
    sem nexo
    Estas pobres canções, tão simples tão
    banais
    Mas onde existe ainda um pálido reflexo
    Do tempo que passou e que não volta
    mais

  2. O “Padilha” é um algoritmo amplamente utilizado em aplicações de segurança e também para controlar a integridade dos fichários.
    Através de codificação “Padilha”, um algoritmo de criptografia pertencente a cifra de César (em que um alfabeto passou um número de posições usado), a ideia é mudar de posição treze letras no alfabeto, e voltando a Z a A.

    Entendeu???
    Eu também não entendi nada…
    Enfim:
    TUDO PRA NÃO PARECER COM UM “PT”

    Mas como ja dizia aquí, e alí, o nobre colega, que ouviu do tio do neto do parente daquela outra pulga, que coçava aqui mas tá coçando acolá, lá pros lados de Barbacena; depois da virada, num papér, num canto de nota, saiu publicado isso, que chegou ao meu conhecimento não sei como, porque havería-de-ía-des ter-sido tortalmente cençurado, mas escapou e conforme publicou-se, a marchinha de lançamento da primeira dama – carnaval 2017:


    • ♪♫♪Tchururu! Tchu, Tchu, Tchu!
      Uau! Uau! Uau! Uau!…

      ♫Está pra voltar, vai chegar
      Mais primeira dama, no Brasil ♪
      Ela vem, e ninguém mais bela
      ♫♪ Uh Temer, libera pra nóis tonight…

      Sem botão, no tempo
      Joga pro povão ♫♪
      ♫ Dona Modela
      A sexta amiga
      Dos Cacicão ♫

      No pescoco escrito TEMER
      Aonde estou? ♫♪
      E quando eu leio
      Lá na coleira
      Ali está o TERROR..

      Carnaval, 17, a Marcela
      vêm no bloco, e atenção!
      Ela vem, Dona Modela
      vestindon só a coleira
      do temer no pescoção

      Carnaval ! Dezessete
      a Modela sai, brilhando pro povão!
      a coleira Temerosa vai ♫♪
      chamando a maior atenção
      Ela vêm, e o segurança
      ♫ empurra o povo,
      em outra direção…

      ♪ Sem botão, no tempo
      No topo, no chão
      Em cada escada ♫♪♫
      A caminhada
      De caminhão…

      Olha! é ela na telinha
      ♪♫ co’a coleira do chefão!
      Ela vem, e ninguém mais
      ♫ Bela vem em minha direção… ♫♪

      Autor: Desconhecido la do Monte “

  3. O Temer,
    a Marcela,
    um irmão.
    o Silvonei,
    o ministro careca.
    Um segredo de justiça.
    um hacker…

    ♫♪♫♪
    “O sol queimando a estrada
    as pedras Refletindo
    vinham comigo sete cachorros pensando

    As sombras de uma noite
    passaram na memória
    vinham comigo sete cachorros lembrando

    vinham comigo sete cachorros andando.”
    ♫♪♫♪

    letra: Nelson Angelo e Joyce

    • E aquela velha piada do programa humorístico do Jô Soares, que dizia: “Coloquei o assunto no tribunal da minha consciência e me declarei culpado”. Ou seja, a culpa de tudo é sempre minha, e eu vivo errando, como todo mundo, aliás.

      Forte abraço,

      CN

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