Assessores do Planalto dizem que relação entre Brasil e Argentina está numa fase de “freio de arrumação”

Bolsonaro não gostou da lista de convidados para a  cerimônia 

Valdo Cruz
G1

Diante da ausência confirmada do presidente Jair Bolsonaro na posse de Alberto Fernández como novo presidente argentino, assessores palacianos dizem que a relação entre Brasil e Argentina está numa fase de “freio de arrumação”.

A relação tumultuada do Brasil com o país vizinho ganhou, por sinal, mais um capítulo neste fim de semana, quando Bolsonaro decidiu não mais enviar o ministro da Cidadania, Osmar Terra, como seu representante à posse de Fernández.

LISTA DE CONVIDADOS – O próprio presidente deu a senha do motivo para não mais enviar um representante de Brasília e optar pelo embaixador brasileiro em Buenos Aires, Sérgio Danese. Ele falou nesta segunda-feira, dia 9, que está avaliando a lista de convidados para a cerimônia no país vizinho.

Nela, constam os nomes do ex-presidente da Bolívia Evo Morales e do ex-ditador de Cuba Raúl Castro. A presença dos dois na cerimônia, segundo assessores presidenciais, desagrada o presidente brasileiro. Por isso, Bolsonaro não quer um representante do Brasil com mais peso na posse do novo presidente argentino.

DIREÇÕES OPOSTAS – Segundo assessores presidenciais, o momento da relação entre os dois países pode apontar para direções contrárias. No Brasil, lembram, a orientação econômica atual é pela linha liberal. Já na Argentina irá assumir, a partir desta terça-feira, dia 10, uma dupla – Alberto Fernández e Cristina Kirchner, sua vice – protecionista e estatizante.

“Temos de aguardar para conferir qual será o rumo que a Argentina tomará a partir de agora. Pode tanto se recuperar como aprofundar sua crise”, analisou um assessor palaciano. E isso, segundo ele, vai definir como serão as relações a partir de agora.

ROMPIMENTO – Ele destaca, porém, que o Brasil não quer rompimento com a Argentina, exatamente pela importância do comércio entre os dois países. A Argentina é o terceiro parceiro comercial brasileiro.

Neste ano, diante da crise econômica argentina, as exportações brasileiras para o país vizinho caíram. E o Brasil tem interesse numa recuperação do comércio entre os dois países, principalmente por causa da indústria brasileira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
Falta diplomacia e sobra orgulho nos solavancos que este ônibus mal arrumado está dando para ajeitar os passageiros. A disputa pela direção do veículo compartilhado é intensa. (Marcelo Copelli)

9 thoughts on “Assessores do Planalto dizem que relação entre Brasil e Argentina está numa fase de “freio de arrumação”

    • -Caro Guilherme, por falar em acordo, a Europa e os Estados Unidos jogaram a Rússia nas mãos da China, conforme dizíamos aqui logo no início do boicote econômico aos russos:

      “Como é o mega-gasoduto resultado do ‘acordo do século’ entre a Rússia e a China.”

      https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50658563

      -Arrisco dizer que no futuro próximo teremos um novo “Pacto de Varsóvia”.

  1. O cara defende a liberdade de Lula e a falta de diplomacia é de Bolsonaro? Dependem mais de nós do que o contrário. Quem começou a guerra ideológica, nem tinha sido eleito ainda. A América Latina continua a eleger suas porcarias políticas. Que não mostrem mais estupidez para começarem uma guerra comercial e destruírem de vez com o Mercosul. Quase fizeram isso forçando a entrada de ditaduras comunistas como a Venezuela.

  2. É normal um presidente de um país se imiscuir na política interna de outro país? É isso que o presidente Bolsonaro faz com países da América do Sul, os que não adotarem a mesma política de direita radical dele passa a ser inimigo.
    Depois do erro cometido, Bolsonaro deu uma ré: não quer romper com a Argentina, exatamente pela importância do comércio entre os dois países. Bolsonaro entendeu a necessidade do comércio com a Argentina para o Brasil. Então o que ganha em destratar a política adotada pelo países vizinhos

  3. Chumbo trocado não doi.
    O eleito da Argentina pediu Lula Livre, imiscuiu, Bolsonaro imiscuiu também.
    Todo mundo imiscui, os gringos imiscuem, Cuba imiscui, o Oriente Médio está todo imiscuído.
    Agora é a América Latina provar da imiscuição.

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