Assim como no Iraque…

Carlos Chagas

A comunidade internacional dispõe de todos os motivos para desconfiar das intenções do Irã, que apesar de haver assinado acordo com o Brasil e a Turquia, continuará enriquecendo urânio a 20% ou mais em seu território. Desconfia-se, também, que o presidente Ahmadinejah permanece disposto a fazer a bomba atômica. É preciso cuidado e vigilância, apesar de nenhuma reação registrar-se diante da evidência de que Israel possui artefatos nucleares.

Agora tem um problema: não fosse o país dos aiatolás  um dos maiores produtores de petróleo do mundo, seria tão grande assim a má vontade das potências nucleares, com os Estados Unidos à frente? Afinal, de verdade ou de mentirinha, o governo de Teerã assinou um tratado comprometendo-se a enviar 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido para a Turquia e a receber, dentro de um ano, 120 quilos enriquecidos a 20%, de uso limitado a atividades energéticas e de medicina.

Estariam os gaviões atômicos empenhados apenas em impedir  o Irã de  ingressar no seu clubinho? Ou andam de olho no petróleo do país, hoje exportado para o mundo inteiro, mas pode ser que amanhã,  não,  por iniciativa de um dirigente radical qualquer?

É bom não esquecer o que aconteceu no Iraque.  Saddam Hussein teria sido deposto e condenado à morte por possuir armas de destruição em massa, que afinal não possuía, ou  por haver prometido  trocar o dólar pelo euro, nos negócios petrolíferos sob sua supervisão? Hoje, quem comanda as operações de extração e comercialização do petróleo iraquiano,  senão as grandes empresas americanas e inglesas?

Não  cogitam, por enquanto, da invasão armada do Irã, mas que ela se encontra  minuciosamente planejada, não há que duvidar. Assim como no caso da invasão do Iraque, argumentos e pretextos não faltam. Saddam invadiu os poços de petróleo do Kwait, foi posto para fora e ficou marcado para morrer. Ahmadinejah que se cuide.

Apesar de tudo

A Justiça Eleitoral decidirá se a lei da ficha limpa vale para as eleições de outubro ou se ficará para 2012.  Mesmo assim, e apesar de ter sido modificado na Câmara  o texto original, o Senado aprovou o projeto por unanimidade. Argumenta-se que quem tiver sido condenado judicialmente antes da sanção da lei, pelo presidente da República, estará livre para concorrer, este ano e nos próximos. Só ficariam proibidos os candidatos condenados a partir da publicação da lei no Diário Oficial.

Tanto faz, porque pelo menos um passo foi dado adiante. Outros virão…

Aécio ainda é dúvida

José Serra nega-se a comentar a hipótese de Aécio Neves voltar atrás e aceitar tornar-se seu companheiro de chapa.  Diz o ex-governador de São Paulo que  apenas em junho será escolhido o candidato à vice-presidência, garantindo que será um bom candidato.

Cresce, porém, entre os tucanos, a tendência de pressionar o ex-governador de Minas, em especial depois que Dilma Rousseff ultrapassou Serra nas pesquisas mais recentes. Aécio na chapa será penhor de maior apoio, a começar por Minas.  Como ele disse que estará à disposição de seu partido, onde for necessário, não vai querer ser acusado de uma eventual derrota por haver-se negado a participar. Mas é bom aguardar a próxima sexta-feira, quando voltar de férias.

Reunião em Nova York

Dilma Rousseff e Michel Temer estão em Nova York, para contactos com empresários, aproveitando para participarem da homenagem ontem prestada ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Antônio Palocci e Marta Suplicy acompanham  a candidata, encontrando-se também na cidade o ex-presidente José Sarney.

Numa hora em que José Serra anuncia a disposição de  criar o ministério da Segurança Pública, para dar mais tranqüilidade ao cidadão comum, em especial o paulistano, seria bom que seus adversários aproveitassem para ver como a população de Nova York vive tranqüila, garantida por uma polícia eficiente e numerosa. Se quiserem, poderão andar por suas ruas e avenidas a qualquer hora do dia ou da noite, sem preocupar-se com o crime e a violência. Fariam o mesmo em São Paulo?

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