Associações de juízes, procuradores e delegados defendem a prisão do reitor

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Bilhete do reitor explica o motivo de seu suicídio

Carlos Newton

As mais importantes entidades representativas de juízes, procuradores e policiais federais emitiram nota oficial conjunta  sobre o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, em que repudiam o uso da tragédia “para fins políticos” e as “afirmações de eventuais exageros” na Operação Ouvidos Moucos.  Assinada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC), a nota lamenta a morte do reitor catarinense, mas defende os critérios utilizados para determinar a prisão.

Segundo os dirigentes das associações, “uma tragédia pessoal não deveria ser utilizada para manipular a opinião pública, razão pela qual as autoridades públicas em questão, em respeito ao investigado e a sua família, recusam-se a participar de um debate nessas condições”.

NOTA OFICIAL“A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina (AJUFESC) ao tempo em que lamentam a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier e se solidarizam com sua família nesse momento de dor, vêm a público repudiar afirmações de eventuais exageros na Operação Ouvidos Moucos.

Ao contrário do que vem sendo afirmado por quem quer se aproveitar de uma tragédia para fins políticos, no Brasil os critérios usados para uma prisão processual, ou sua revogação, são controlados, restritos e rígidos.

Uma tragédia pessoal não deveria ser utilizada para manipular a opinião pública, razão pela qual as autoridades públicas em questão, em respeito ao investigado e a sua família, recusam-se a participar de um debate nessas condições.

Os integrantes das respectivas carreiras, não apenas na referida operação, como também no exercício de suas demais atribuições funcionais, norteiam-se pelos princípios da impessoalidade e da transparência, atuando de forma técnica e com base na lei.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, as associações estão confirmando que havia motivos para prender o reitor por obstrução à justiça. Apesar de não estar diretamente envolvido nas irregularidades, Cancellier tentou proteger os colegas corruptos, segundo alegam as quatro entidades. (C.N.)

9 thoughts on “Associações de juízes, procuradores e delegados defendem a prisão do reitor

  1. A defesa de Lula enviou os recibos questionados pela Lava Jato para uma perícia particular antes de enviá-los ao juiz Sergio Moro.

    A defesa acionou dois especialistas — um do Brasil e outro do exterior — e só juntaram os documentos ao processo após receberem um sinal verde.

    https://goo.gl/HhDAuh

  2. Diante dessas facções armadas e/ou que têm poder de mobilizar um arsenal, um cidadão indefeso e desarmado, não vale uma Mérida (província da Venezuela).
    O crime doloso ou culposo contra esse reitor, só gerou repercussão porque foi perpetrado contra um docente graduado.
    Casos corriqueiros e análogos ocorrem contidianamente com Zés e Marias das favelas e zonas rurais desta filial do inferno, alcunhada de Brasil. Bandidos travestidos de policiais, ou aliás, BANDICIAIS, invadem barracos, sem ordem judicial, propositadamente, levendo à morte idosos com problemas cardíacos. Juízes e Promotores, unidos numa simaquia maligna, despejam inocentes nos cárcereseus, e dali para a morte. Detentos que cumprem suas penas e permanecem confinados anos a fio; por sadismo ou por canalhice dos magistrados irresponsáveis pela execução penal.
    Para nós que somos covardes, o premier Kim Jong-un, fez-nos recobrar uma lição milinar: “Um homem desarmado deixa o outro confiado”. Se aquele coreano macho não possuísse um paiol nuclear, o covardíssimo Estados Unidos teria reduzido aquela nação a cinzas.
    E aí, nós vamos continuar sentindo orgulho de sermos masoquistas? Ora, se o opressor nos subjuga e nos rouba graças a imposição do terror bélico que monopoliza, então a que temos de tecorrer para nos fazer respeitar, jogar pétalas?

  3. A “autoridade” ao tomar conhecimento de irregularidades, e não tomar as “devidas providências” para a moralidade do cargo, passa a ser conivente, o caso lamentável em tela.
    A pior atitude, ele tomou, o suicídio, que está lhe acarretando grande sofrimento a seu Espírito, pois, ninguém tem o Direito de tirar a vida material que Deus nos deu, para o Progresso de nossas Almas eternas. Que Deus se apiede de sua Alma e todos os suicidas, que não tiveram a coragem de enfrentar os seus erros, de suas obras.
    Livre arbítrio e Consciência – Tribunal Divino, nos julgará por nossas “Obras”.

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