Assustado, governo agora teme o aumento do desemprego

http://assine.portalodia.com/media/editor/charge1434192690.jpgVicente Nunes
Correio Braziliense

Dentro do governo, o clima é de apreensão, uma vez que a inflação persistentemente elevada destrói qualquer possibilidade de a economia se recuperar ainda no fim deste ano, como vem pregando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O risco, com a carestia rodando próxima de 9%, é de o nível de atividade despencar.

A confiança dos consumidores já está no chão diante da disparada do desemprego, que caminha para 10%, segundo a Pnad Contínua. Muitas famílias cortaram em até 40% os gastos mensais nos supermercados e nas lojas para acomodar a alta das tarifas públicas no orçamento doméstico. Nesse contexto, não há como a indústria ampliar a produção. As empresas, por sinal, estão sofrendo com o encalhe de estoques. Fábricas estão sendo fechadas e as férias coletivas se multiplicam.

De nada adianta o governo insistir em discursos positivos, incentivar o consumo, pois quem vive da renda do trabalho sabe que as coisas estão ruins e vão piorar muito. O que mais irrita os consumidores é que eles sabem exatamente de quem é a culpa: da presidente Dilma Rousseff, que, no primeiro mandato, optou por experimentalismos na economia que levaram ao desastre. Arrumar a casa custará muito caro e levará tempo. A fatura, como sempre, será paga pelo lado mais fraco, a população.

5 thoughts on “Assustado, governo agora teme o aumento do desemprego

  1. Ótimo artigo.

    Em contraponto ao que disse o Min. Joaquim Levy, temos o relatório trimestral de inflação do Banco Central que não nos deixa mentir: a inflação só irá convergir para o centro da meta a partir do final de 2016.

    Portanto, até lá a pressão inflacionária não permitirá uma política monetária expansionista, isto é, a taxa selic continuará alta inibindo qualquer tipo de investimento, pois, estará direcionando o capital para o rendimento dos títulos, principalmente os títulos de renda fixa.

    Ninguém é burro de investir e colocar em risco o retorno de seu capital em uma economia falida, com retração de consumo pela deterioração do poder de compra das famílias. É mais inteligente, garantir renda em papéis e títulos financeiros que estão garantindo alta liquidez.

    Lembro, ainda, que após dois anos de recessão – no mínimo -, o esgotamento dos ganhos reais de rendimento do trabalhador e o arrefecimento da inflação, aí começará o movimento de queda da taxa selic, abrindo possibilidade de expansão monetária e a retomada da política de renda, para depois, então, o país readquirir a capacidade de expandir a demanda agregada pelo crescimento do consumo.

    Mas, isso é para depois do mandato da Dilma. Não antes. Até lá, para quem votou em Dilma, vai ser só curtir o arrependimento.

  2. Estamos aguardando o CAGED informar qual foi o número de fechamento de postos de trabalho formal em maio, pois a tendência é aumentar cada vez mais, enquanto a economia brasileira percorre o caminho do aprofundamento da recessão.

    Só em abril foram fechados 97.828 postos. No ano 137.004 postos; e, em doze meses 263.493 postos de trabalho.

    Evolução do emprego no Brasil por setor de atividade econômica (últimos doze meses – maio/2014 a abril/2015):

    ———————————————————————————————————————
    SETORES……………………………………..ADMISSÕES……DESLIGAMENTOS…….SALDOS
    ———————————————————————————————————————
    Extrativa mineral…………………………..50.829………………60.715…………………-9.886
    Indústria de Transformação……….3.443.106………….3.751.192……………..-308.086
    Serv. Ind. De Utilidade pública………96.448………………95.251…………………..1.197
    Construção Civil………………………2.501.373………….2.776.063………………-274.690
    Comércio…………………………………5.160.553………….5.068.522…………………92.031
    Serviços…………………………………..8.252.379………….7.992.858………………..259.521
    Administração Pública…………………..91.762………………93.543…………………..-1.781
    Agricultura………………………………1.115.504………….1.137.303…………………-21.799
    ————————————————————————————————————————
    Brasil…………………………………….20.711.954………..20.975.447………………….-263.493

    Fonte: CAGED/MTE.

    Vamos aguardar qual será o novo quadro de desemprego para o mês de maio/2015.

  3. Agora o ambiente esta ficando bom, aumento do desemprego e recorde no aumento da cesta básica, bem acima da inflação oficial do governo.

    Tudo indica que os ânimos dos eleitores da Dilma+Lula+PT irão esquentar já que as Cestas Básicas do Nordeste é que estão sofrendo os maiores aumentos.

  4. Um grupo enorme de pessoas bem informadas votou na Dilma. Agora é hora de dizer, aguentem. Vocês pediram, estão tendo mais do mesmo. Depois de quatro anos de desgoverno, mais quatro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *