Ataque à Rádio Jovem Pan na CPI da Covid é apenas um injustificado ato de vingança

Augusto Nunes,, adversário de Lula, é uma das atrações

J.R.Guzzo
Gazeta do Povo

Processa-se praticamente em segredo, e sob a indiferença quase completa dos órgãos de comunicação, a pior agressão à liberdade de imprensa feita no Brasil por uma entidade oficial desde o fim da censura no governo militar. O autor do ataque é o senador Renan Calheiros, político com nove processos penais nas costas e hoje o herói da mídia nacional, desde que armou a “CPI da Covid” com o duplo propósito de fazer guerra ao governo Bolsonaro e, juntando o agradável ao útil, ocultar os verdadeiros crimes de corrupção cometidos durante o combate à epidemia.

O senador, como se noticiou, fez um requerimento para quebrar o sigilo bancário da Rádio Jovem Pan, desde o ano de 2018, sob a alegação de que a emissora publica “fake news” e, supostamente, se beneficia financeiramente disso – daí, pelo que deu para entender, o pedido de quebra do sigilo.

NÃO HÁ CRIME – Na verdade, trata-se de um ataque direto, grosseiro e mal-intencionado a um veículo de imprensa que não fez absolutamente nada contra a lei; seu único crime é recusar-se a aceitar a situação de submissão que a CPI de Renan e de seus associados exige hoje da imprensa e dos jornalistas brasileiros.

De que forma a Jovem Pan poderia ter publicado notícias falsas sobre a covid em 2018, quando não havia covid nenhuma em 2018? Mais ainda: quais são exatamente, uma por uma, essas notícias? E que raios as contas bancárias da rádio teriam a ver com “fake news”? A verdade é que nada disso tem qualquer contato, mesmo remoto, com a realidade dos fatos.

É vingança pura e simples de um político descontente com o noticiário publicado pela rádio sobre a CPI – uma voz quase isolada no oceano de obediência a Renan que a mídia brasileira adotou como regra de conduta desde a subida do senador ao papel de líder da esquerda e da oposição brasileiras.

EDITORES REAIS – Renan e seu grupo são hoje os principais editores do noticiário político deste país. Imagine-se, por um minuto, o escândalo desesperado que estaria havendo no Brasil e no mundo se o presidente Bolsonaro pedisse, por exemplo, a quebra do sigilo bancário da Rede Globo, ou qualquer outro dos seus inimigos na mídia.

Desde que está no Palácio do Planalto, e até agora, o presidente não quis quebrar o sigilo bancário de ninguém, e muito menos de um órgão de imprensa. Mas Bolsonaro é acusado por uma entidade de monitoramento de liberdades, em denúncia publicada recentemente com o completo aval da mídia brasileira, de ter cometido “464” atos de agressão à imprensa e aos jornalistas desde que tomou posse.

Quais? Nenhum que se compare ao ataque do senador contra a Radio Jovem Pan, com certeza? Não há o menor risco de que essa pergunta seja respondida um dia.

 

5 thoughts on “Ataque à Rádio Jovem Pan na CPI da Covid é apenas um injustificado ato de vingança

  1. O Articulista Bolsonaristas imagina que sejamos otário..

    JP, recebe poupudas verbas,em contra partida só comentários favorável ao desgoverno.

    O contraditório,passa ao largo dessa emissora,tanto é,o historiador Marco Antônio Villa,foi
    demitido.

    Estranho Sr. Guzzo não é…!

  2. É público e notório que muitos orgãos de imprensa tem partido. E a grande maioria são regiamente financiados pela elite econômica o que NÃO é crime. Mas não deixa de ser um desserviço visto que a imprensa em princípio deveria apenas informar. O que a JP Pan faz é desinformar. Distorcer fatos. Inventar versões. Difamar opositores e uma série de pseudo informações.
    Acredita quem é desinformado.

    • Jovem Pano virou um lixo!

      augusto nunes e os outros, não servem nem pra ser lixeiros.

      Se venderam ao dinheiro!

      Eles vêem o governo funcionando normalmente.

      Como pode?

      Nunca vêem nada errado!

      Tô fora dessa emissora lixo faz tempo.

      Dá nojo escutar cinco minutos.

      JL

  3. A tragédia política, social, económica e sanitária, deflagrada pelo genocida e sua entourage criminosa, algum dia será apurada e devidamente penalizada e aí nunca poderemos esquecer de apontar aqueles grupos e indivíduos, maus brasileiros que praticaram toda sorte de canalhices em pró do psicopata e contra o povo brasileiro.

  4. Comprovadamente sou um apoiador absoluto da imprensa.
    Em quase onze anos de TI, podem pesquisar, que lerão ou outro texto criticando especificamente um editorial ou jornalista, jamais o órgão da mídia.

    No entanto, confesso que sempre detestei a posição da imprensa com relação à sua intocabilidade, inviolabilidade, à sua transcendental “importância e necessidade” à democracia!

    Errado.
    A mídia, assim age como o parlamento, que entende a eleição como carta branca à corrupção, roubo, exploração e manipulação do cidadão.

    Ora, se é pública a concessão de uma rádio, TV, jornal … desde que devidamente justificada a necessidade de se abrir a contabilidade daquele veículo, aonde está o problema, a ofensa, a agressão à tal democracia?

    Neste caso em tela, que a CPI quer verificar se a Jovem Pan recebe vultosas quantias para não só apoiar Bolsonaro, mas pelo fato de divulgar notícias inverídicas porque favoráveis ao presidente ou que confirmem as suas versões deturpadas não vejo óbice algum, pelo contrário.

    Na razão direta que, se espera, a mídia estar atrelada à verdade, à isenção, independente das opiniões políticas de seus jornalistas, permitir que seja investigada nesse particular é uma obrigação.
    Se sou dono de uma rádio, e me pagam para eu divulgar mentiras, notícias falsas, informações deturpadas, e me esconder atrás desta suposta inviolabilidade midiática, a imprensa quer adotar um regime especial para sua atuação no mesmo nível de uma ditadura, que proíbe ser investigada!

    Posso veicular o que eu quiser ou que me pagam para publicar, e ficar por isso mesmo?
    Então somente a mídia tem liberdade, enquanto órgãos oficiais de investigações estariam restritos às suas funções, menos com a imprensa?

    Lamento, mas discordo veementemente da defesa que a mídia faz dela mesma, como se fosse um poder até mesmo maior que as instituições, que podem ser devassadas quando a necessidade obrigar, menos os veículos de comunicação.

    Assim, mas não mesmo!

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