Até a eleição, Moro levará pancada sem parar da grande mídia, que precisa elevar a receita

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Charge do Bira (Arquivo Google)

Carlos Newton

Tenho muito respeito pelo ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Como todos nós, ele acerta e erra, não é perfeito, mas seu currículo tem um extraordinário número de êxitos e apenas alguns reveses. Não pode ser comparado à maioria dos candidatos, que colecionam mais erros do que erros, especialmente porque são políticos profissionais e ficam mais expostos, têm de fazer concessões e contorcionismos, como em 2021 foi sugerido pelo presidente Jair Bolsonaro ao então ministro Moro, que preferiu largar a pasta da Justiça e seguir em frente.

Vejam que a abertura deste artigo é inteiramente alicerçada em fatos concretos, insuscetíveis de serem contestados pelos seguidores de Lula da Silva ou Jair Bolsonaro, dois políticos carismáticos que não têm adeptos, mas apenas adoradores, que os cultuam como se fossem ídolos sacralizados,

CONQUISTAR VOTOS – Sérgio Moro demonstra muito coragem ao enfrentá-los nas urnas, porque terá de reverter situações praticamente estratificadas. Precisará conquistar votos, um após o outro, o que não é nada fácil na presente conjuntura.

Terá de enfrentar a hostilidade da grande imprensa, inteiramente lulista, que está necessitada da farta publicidade garantida nos governos do PT.

Daqui até a eleição, os jornalistas vão repetir a acusação de que Moro é agente da CIA e agiu politicamente ao longo da carreira, com objetivos eleitorais. Insistirão em dizer que o STF considerou Moro parcial nos processos em que atuou como juiz contra Lula, tendo sido anuladas as ações dos casos tríplex, sítio de Atibaia e Instituto Lula.

FAKE NEWS – A imprensa usará até fake news, como a condução coercitiva sem prévia intimação, mesmo sabendo que Lula dava repetidas entrevistas dizendo que não iria depor. Será lembrado também que houve abuso em interceptações telefônicas do ex-presidente, mas não será dito que foram autorizadas judicialmente, inclusive o grampo do advogado Roberto Teixeira,  que usava como se fosse de seu escritório um telefone do Instituto Lula.

Outras fake news importante serão as denúncia do The Intercept, que grampeou Moro por meses a fio, fez um escândalo colossal na  mídia, mas não comprovou nenhuma ilegalidade do então juiz federal, que sequer foi processado.

Ao contrário do que ardilosamente se alardeia, o fato de um juiz conversar com representante do Ministério Público faz parte da rotina e não significa irregularidade. Mas o grande público desconhece esses detalhes e pode ser influenciado pela imprensa, que torce desesperadamente por Lula.

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P.S.
O mais importante nesta eleição é o pacto entre candidatos alternativos, proposto por João Doria e já aceito por Henrique Mandetta e Alessandro Vieira. Mas isso é assunto para um outro artigo sobre a terceira via, que pode tirar o pais dessa irracional polarização. (C.N.) 

27 thoughts on “Até a eleição, Moro levará pancada sem parar da grande mídia, que precisa elevar a receita

  1. Moro só vai entrar para a política para obter o salvo conduto da imunidade parlamentar, foro previlegiado e garantias para livrar se de Lula.
    Como ter respeito por uma pessoa que se utilizou de todos os meios públicos e sua autoridade para perseguir especificamente um objetivo pessoal?
    É muita cegueira!

  2. O meu desassossego é lembrar que o dr. Moro largou a 13ª Vara para acompanhar esse Bolsó. Estivesse lá, o Brasil seria outro.
    Mesmo assim, minha única esperança: Moro 2022.

  3. Generalizar ou unanimizar não é o caminho certo, Buda dizia que o caminho certo era o do meio.
    Votei no Bolsonaro por livre exercício de consciência sei que ele não é o ultimo pão da sacola ou a rola que matou Cazuza. Também acredito que teve gente que votou no Lula e não era nenhum abduzido e que foram enganados em sua boa fé.
    Da mesma forma penso sobre o Moro, ele não é a alavanca de Arquimedes que vai mover o mundo, em outras palavras, não sou um iconoclasta e/ou destruidor de reputações.
    Devemos ficar alerta para os candidatos que serão ungidos por Globo, Folha e Estadão, estes eu sei qual é a narrativa e apostas.
    Ah… antes que esqueça, vou votar no Bolsonaro novamente, ou seja, sempre contra a esquerda.

  4. Carlos Newton, sempre bate na mesma tecla.
    Quem critica Moro é Bolsonarista, Lulista ou robô.

    Para ele e outros, Moro é o suprassumo da honestidade, o impoluto, o imaculado.

    Se alguém diz que Moro agiu politicamente na justiça, com o claro objetivo de alçar voos mais altos, de acordo com sua ambição, lá vem a mesma ladainha. Moro não pode receber críticas, pois ele é o salvador da pátria, o último baluarte contra o nosso maior mal que é a corrupção material.

    Já tenho idade suficiente e discernimento para saber que esses vendedores de ilusões, o um contra todos, são mais dos mesmos. Mas é preciso ser racional para ter espírito crítico, coisa que adoradores, aos quais chamo de ceguidores não possuem.

    Aí, esses personagens que votaram no Bolsonaro, acreditando que ele seria o combatente da corrupção, o Messias que salvaria o país, mesmo que seu passado, racionalmente, fosse contrário a esse pensamento, agora se devotam a Moro.

    Pergunto, qual a razão para pensar tal coisa? Um homem, sem ter mostrado capacidade, sem ter passado por alguma experiência, sem ter demonstrado nada, nem em palavras, o que dirá em ações, pode ser alçado ao posto maior da nação?

    E no seu discurso de filiação, lá veio Moro com seu discurso engana bobo, dizendo que nunca atuou politicamente. . Um discurso parecido com tantos que já ouvi, no qual continuam a cair os analfabetos políticos.

  5. Tudo o que falam de MORO não passam de ilações, são ataques desprovidos de qualquer prova real e são voláteis. São coisa de pessoas que vivem de imaginação, não acordaram para a realidade. São críticas de quem defende o indefensável e tenta justificar sua opção corroída, já que os crimes cometidos e os atos incompetentes realizados, os acordos espúrios, as falcatruas, realizadas pelo atual governo e pela esquerda que estava no poder, são FATOS e REAIS, e já pertencem a uma parte sombria da nossa história. Se quiserem ir por esse caminho, continuar nessa tosca história, paguem o preço, colham seus frutos podres e parem de choramingar.

    • É a velha mídia, se reposicionando no antigo jogo das tesouras.

      Perfeito, acertou em cheio.
      Não esqueça que no Jornal do Cardoso, ele “próprio” é uma das estrelas que escreve (ou escrevem para ele)., aos domingos.
      Jornaleco que está derretendo a cada dia. (sem dinheiro público fica díficil existir”).

  6. Em entrevista (de algum tempo)

    Moro diz que:

    “Não mente”

    e que

    … “Não será candidato a presidente”

    Mais uma “alma pura”.
    Mais um “não político”

    … a pleitear justamente a presidência!

    Há quem acredite.
    Vide eleitores de Collor, Aécio e BROXAnaro.

    Obs. Sem contar o ex-governador defenestrado do governo carioca. Aquele que falava pra mirar “na cabecinha” – e que era enfeitado por muita gente “cristã”, “bem informada” e “do bem”.

  7. Bora Moro !
    Primeiro turno !
    Todos os vagabundos (sem exceção), com tantas experiências políticas, que assentaram a bunda naquela fétida cadeira presidencial nunca deixaram saudades,apenas alívios.
    Experiência política para que, cara pálida?
    Eu diria que experiência é que nem um pente, que adquirimos quando já não temos cabelo…

  8. E nós, como os judeus do primeiro século, teremos que nos manifestar entre Cristo, “o parcial”, e Barrabás, o ladrão, isto que se o Judas, ficar pelo caminho.
    A história sempre se repete e os adoradores de
    ladrões, não acabarão nunca.
    AVE MORO, os que te elegerão, te saúdam.

  9. O que é uma mudança de ideia, quando a meta é favorecer o Brasil, em comparação com 14 bilhões (em recuperação) de fraudes (era PT) e 600 mil mortos e a destruição da economia, por negacionismos e mentiras?

  10. O tal “pacto” não passa de papo furado dos dois, gente que sabe que não se elege, mas finge que tem força política. Não tem. O Moro vai levar pau de todos os que são a favor de deixar as coisas como estão, de dar continuidade aos desgovernos anteriores, coisa que o mito vem fazendo à perfeição. Agora os lavajistas tem em quem votar, são milhões de votos, votos que podem decidir uma eleição, daí tanto choro e ranger de dentes. A mídia vai ranger tanto os dentes que talvez nem consigamos dormir direito.

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