Até agora, o juiz federal Sérgio Moro está vencendo a parada…

Moro e a força-tarefa estão criando um novo país

Carlos Newton

Apesar da imensa decepção com o PT, um partido que tinha apoio maciço de intelectuais, servidores e estudantes, e com o consequente desalento com a política em geral, é preciso proclamar que hoje o Brasil tem motivos para vislumbrar um futuro melhor.  Em meio à podridão que contamina os três poderes, podemos dizer que ainda temos juízes, como está ficando demonstrado no prosseguimento da operação Lava Jato.

As tentativas de tumultuar o inquérito e anular as provas já eram esperadas, fazem parte da estratégia dos grandes escritórios de advocacia. Em determinado momento, quando o ministro-relator Teori Zavascki mandou libertar um dos ex-diretores da Petrobras, Renato Duque , houve quem pensasse que o sonho estava acabado. Mas o juiz federal Sergio Moro teve paciência, esperou o momento certo e voltou a mandar prender Duque, que até hoje está na prisão.

Pelo que se sabe, as investigações e os processos vão muito bem e o ministro-relator Zavascki está impressionando com a alta qualidade do trabalho da força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Eles são jovens , a grande maioria tem menos de 40 anos, isso é maravilhoso, porque demonstra que ainda podemos confiar neles e acreditar que realmente vão reformar este país.

TUMULTUAR É PRECISO

Continuam a haver tentativas de tumultuar a Lava Jato e suas consequências. Na semana passada, advogados do ex-presidente Lula entraram com uma reclamação visando a punir o procurador da República Valmar Furtado, que pediu a abertura de investigações contra ele. Esta semana, os advogados de Eduardo Cunha entraram nessa onda, apresentando um pedido para anular investigações da força-tarefa sobre o presidente da Câmara, a pretexto de que estariam usurpando competência do Supremo. Mas estas iniciativas não vão adiantar nada. A fila  vai continuar andando.

Do alto de sua conhecida prepotência, o empreiteiro Marcelo Odebrecht armou uma ampla estratégia visando a tumultuar e obstaculizar as investigações sobre o grupo dele. Para tanto, contava com apoio da própria Ordem dos Advogados do Brasil. Também não vai adiantar nada.

O avô dele, Norberto Odebrechet, criador do maior projeto social e ambiental do país, no Sul da Bahia, morreu no ano passado. Se ainda estivesse vivo, com toda certeza recomendaria que o neto fizesse delação premiada.

Mas acontece que seus descendentes estão acostumados a ganhar tudo no tapetão, no conchavo e na mutreta. Ainda acham que podem vencer no Supremo, dando um jeitinho nas coisas. Pode até acontecer, mas apostar nesta hipótese é um risco enorme.

18 thoughts on “Até agora, o juiz federal Sérgio Moro está vencendo a parada…

  1. Sr. Carlos Newton,
    A TI, Folha e Estado de São Paulo são os únicos noticiários, onde se pode saber o que está acontecendo de podre neste País. Ontem, não consegui acessar a TI por várias horas, nem utilizando o seu nome. Parabéns, pelos seus comentários de rodapé.

    • Lionço, o Sérgio Moro não está investigando o Cunha, apenas recebeu uma denúncia sobre ele na delação. Quando quiser que essa denúncia seja investigada vai mandar o pedido para o STF, como é devido. É apenas uma manobra diversionista do Eduardo Cunha, que está jogando para a platéia e querendo tumultuar o processo.

  2. As forças ocultas do próprio poder estão querendo impedir que ele conclua este caso dificílimo, mas tem feito um trabalho excelente, não DESISTA e continue apurando tudo dentro da lei.

  3. Caro CN … Não é vergonhoso conhecer e se beneficiar de dispositivos legais … Até no Juízo Final valerá a LEI, Sem esquecer do perdoai porque não sabem o que fazem, como pediu Jesus ao morrer injustamente.

    É CLARO QUE O NÃO SABIA NÃO VALE MUITO PARA MENTIROSOS, né???

  4. O Aloprisio Mercadante deu mais um tiro no pe. O Geddel ja telefonou ao Temer para dizer , com todas as letras , que o PMBD saira do governo em setembro. Disse ainda que com 7% nem a militancia petista esta apoiando a Dilma. Aguardemos…

  5. A chapa do Brahma continua esquentando. O Departamento de Estado Americano soltou uma investigacao onde conclui que o apoio do Lula a Venezuela se deu atraves da Odebrecht. So na ponte do Rio Orinoco houve um superfaturamento de 40 %. Estou sem poder linkar a materia.

  6. Caro e prezado Carlos Newton: Meu total apoio a este grande e admirável Juiz Sérgio Moro e a todos os procuradores e policiais da polícia federal que estão fazendo um trabalho magistral para limpar o Brasil da turma de bandidos do colarinho branco. Não podemos deixar que os bandidos que usurparam milhões ou melhor bilhões dos cofres do Brasil e da Petrobras fiquem impunes. Todos as ruas do Brasil novamente no dia 16 de agosto de 2015. VAMOS GRITAR E NOS INDIGNAR para mostrar a esta turma de bandidos do colarinho branco que estamos fartos de tanta Corrupção. DEPENDE DE NÓS. Abraços fraternos e continue nos brindando com postagem que dignificam este grande Jornal Brasileiro. Tribuna da Imprensa hoje com o nome de Tribuna da Internet ( On Line ).

  7. Carlos Newton,

    de fato, como evidenciam as pesquisas, a instituição JUSTIÇA – de um modo geral – ainda precisa apresentar muito serviço para que volte a ser de confiança dos cidadãos brasileiros.

    Em passado recente, no julgamento do MENSALÃO, o STF decidiu que o grupo de criminosos não formavam uma quadrilha; eram delinquentes “autônomos” que tinham por ponto comum o gosto pelo dinheiro público.

    No entanto, no mesmo período (governo Lula da Silva) alguns dos “autônomos” já operavam no PETROLÃO e outros “programas” que estão surgindo, o que prova, a meu ver, que existe QUADRILHA, formada por políticos, administradores e empreiteiros.

    Sérgio Moro – sem dúvida – tem melhorado a posição do Poder Judiciário no Brasil, abalado que foi, mais uma vez, face ao encontro do presidente do Supremo Tribunal Federal com a presidente Dilma e o ministro da Justiça, quase secretamente, em Portugal.

    De fato, o art. 2º de nossa desrespeitada Constituição define que são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

    A impressão que a maior parte dos cidadãos têm é que existe excesso de “HARMONIA” e rara independência.

    O que os beneficiários dos “PIXULECOS” do PETROLÃO não esperavam é que o JUIZ SÉRGIO MORO (tudo maiúsculo) fosse membro desse restrito grupo que acha que a Justiça deve ser INDEPENDENTE, jamais podendo ser “harmônica” com a CORRUPÇÃO.

  8. R$ 67 milhões, uma gráfica de Atitude…
    ” Presidente da maior empreiteira do Pais, que se encontra preso na carceram da Policia Federal em Cuiriba, Marcelo Odebrecht ofereceu um jantar em sua residência, em 2012, a pedido do ex-presidente Lula, que para a Policia Federal pode marcar o envolvimento no esquema do “petrolão” da Editora Gráfica Atitude, controlada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e usada para captar propinas para o PT.

    Desse jantar, com a presença de empresários e banqueiros, participaram também dois sindicalistas, administradores da gráfica Atitude: Juvandia Morandia Leite, presidente do Sindicato dos Bancários, e Sérgio Aparecido Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que foi presidido por Lula nos anos 70 e que desde então é liderado por seus aliados ligados ao PT.

    Relatório de Inteligência Financeira da Operação Lava Jato, que dá embasamento ao pedido da PF para o indiciamento do empresário Marcelo Odebrecht, mostra que a Editora Gráfica Atitude movimentou R$ 67,7 milhões entre junho de 2010 e abril de 2015.

    O empresário Augusto Ribeiro de Mendonça, um dos delatores da Lava Jato, declarou que em 2010, o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto – preso desde abril – lhe pediu que “doasse” R$ 2,4 milhões para o PT por meio de depósito em conta da gráfica. Contrato assinado entre uma empresa dele, a Setec, com a Gráfica Atitude, estipulou o repasse de R$ 1,2 milhão, em pagamentos mensais de R$ 100 mil. O documento revela que R$ 17,95 milhões foram depositados em espécie na conta da Atitude, por meio de 137 operações, entre dezembro de 2007 e março de 2015, pelo Sindicato dos Bancários.

    A devassa nas contas da Editora Gráfica Atitude revela que entre agosto e 2008 e janeiro de 2010 a empresa Observatório Brasileiro de Mídia – da qual Juvandia consta como presidente – recebeu R$ 833 mil da gráfica, por meio de 40 operações bancárias. A informação consta do Relatório de Inteligência Financeira da Operação Lava Jato.

    Império mais que suspeito – Aparelhada pelo PT, a Petrobras conferiu seu prêmio de Jornalismo de 2013 à TVT, emissora do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligada à Gráfica Atitude e à CUT, todos controlados pelo partido.

    A Atitude integra a rede de comunicação dos sindicatos dos Bancários de São Paulo e dos Metalúrgicos do ABC.

    Os sindicatos são donos da “Revista do Brasil”, da gráfica Atitude, da Rádio Brasil Atual, da agência de notícias RBA e de mais dois jornais.

    Em 2013, a TVT, a “TV do Lula”, ganhou licença da Anatel e aval do governo para transferir suas antenas São Caetano para a Av. Paulista. Por ordem de Lula, o então ministro Paulo Bernardo (Comunicações), outro investigado na Lava, deu aval à transferência das antenas da TVT.

    A TVT, um presente de Lula, está em nome de Fundação Sociedade Comunicação dos sindicatos dos bancários e dos metalúrgicos do ABC.

    A ficha dos distintos – Odebrecht é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a ordem econômica. A PF também atribui ao ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, ligado ao Sindicato dos Bancários, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do esquema Petrobrás. Vaccari já se envolveu em outro caso de corrupção milionária na Bancoop, cooperativa habitacional da entidade.

  9. Cunha merece o Oscar de melhor ator. Finge que briga com Dillma e Janot. Mas não briga não. Participa de uma encenação, junto com Janot, Dillma e Melandovsky, cujo único objetivo é tirar o Moro da jogada, melando a Lava-jato.
    Dillma se reuniu com Melandovsky em Porto, Portugal e acertou os últimos detalhes da armação contra o juiz Moro. Cunha encenou que cortava relações com Dillma, reclamou do Janot e do Moro e mandou pedido ao STF para tirar o Moro da Lava Jato. Melandovsky já estava com tudo pronto e rápido/rapidinho, com uma velocidade espantosa, pediu explicações ao juiz de Curitiba. Qual será o próximo capítulo dessa trama diabólica?? Aguardemos…….PS.: Qual homem “honrado” da República não está/esteve na folha de pagamento das empreiteiras/bancos??? Algum político do PT, PSDB e PMDB não está/esteve na folha de pagamento da Odebrecht??

  10. No artigo “Até Agora o Juiz Federal Sérgio Moro Está Vencendo a Parada…” publicado ontem (22), nosso editor, Jornalista Carlos Newton, mostrou que a intenção da defesa de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, é tumultuar o processo presidido pelo Juiz Federal Sérgio Moro. E o primeiro passo foi entregar ao presidente do STF uma Reclamação contra o juiz. Segundo a defesa de Cunha, Sérgio Moro estaria invadindo a competência da Suprema Corte e dando a si próprio a atribuição para investigar, processar e julgar Eduardo Cunha, deputado federal. Na Reclamação, a defesa de Eduardo Cunha pede a avocação do processo para o STF e a anulação de todos os atos que nele já foram praticados pelo Juiz Moro, o que representaria a volta à estaca zero, com a libertação imediata dos que se encontram presos e a presunção de inocência de todos os demais réus. E tudo recomeçaria de novo, do STF.

    É mesmo mais outra “parada” para Sérgio Moro vencer. E vencerá. O homem é culto, conhece o Direito, tem braço forte, é destemido e compromissado com a Magistratura. Sabe — e como sabe — envergar sua toga. Por outro lado a defesa de Cunha está fazendo o seu papel. Ao saber que seu cliente foi citado como sendo um dos beneficiários do dinheiro desviado da Petrobras, não hesitou. E logo entregou ao STF uma Reclamação ( prevista no Regimento Interno do STF ) contra o juiz Moro, sustentando sua incompetência absoluta. Um deputado federal, quando sozinho ou agrupado com outro (ou outros) que não seja colega de parlamento, é acusado da prática de crime comum, a competência para o julgamento de todos é exclusiva do STF. É o chamado princípio da atração, segundo o qual a presença do maior (o parlamentar, que goza de foro privilegiado) atrai o(s) menor(es). Está na Constituição. Está no Código de Processo Penal. Está na Jurisprudência.

    Como não poderia deixar de ser, o presidente do STF acolheu a petição de Eduardo Cunha. Não poderia indeferi-la de plano. E sem conceder a liminar que solicitava a imediata avocação do processo para o STF, o ministro-presidente, demonstrando prudência, requisitou que o reclamado, Juiz Sérgio Moro, à vista do pedido, prestasse as informações. Ou seja, que dissesse o que verdadeiramente está acontecendo nos autos do processo presidido pelo Juiz Moro. E para tanto foi fixado prazo de 10 dias.

    É claro, Carlos Newton, que o Dr. Moro vencerá mais esta “parada”. E tudo ficará como está. Ninguém sabe se constou no termo de depoimento o nome de Eduardo Cunha mencionado pelo delator. Mas se constou, nem isso fará com que o processo seja encaminhado ao STF para que tudo recomece do zero. A chamada “incompetência em razão da pessoa” (no caso, o deputado Eduardo Cunha) com peso para que a competência do Juiz Sérgio Moro seja deslocada para o STF, só atinge o juiz se o Dr. Moro decidisse também investigar Eduardo Cunha. E até para isso, seria preciso, primeiro que o Ministério Público Federal oferecesse denúncia contra Cunha. E antes disso, que o Delegado da Polícia Federal o indiciasse. E nada disso aconteceu. O Juiz Moro, a Promotoria Pública Federal e os Delegados da PF que atuam nessa Operação Lava Jato não ingressaram na carreira de paraquedas, nem por indicação política. Não são eles paraquedistas. O notável saber jurídico e a ilibada conduta que têm foram aferidas por concurso público, de duras provas e de muitos títulos. São doutores (doutores mesmo) por universidades brasileiras e estrangeiras. Também não são novatos, mas com larga experiência. Não iriam cair numa esparrela como essa. Não tomariam decisão tão teratológica.

    Vai aqui mero exercício de raciocínio. Digamos que no termo de declaração do delator constou mesmo a acusação contra Eduardo Cunha. Será isso o suficiente para deslocar a competência da 13a. Vara Federal do Paraná para o STF? É óbvio que não. Não é tão fácil, tão veloz e tão imediato assim. Há precedente, nesse nesmo processo da Lava Jato, sem que a competência do Juiz Moro tenha sido deslocada para outro foro, outra instância. Lembremos, pois. Paulo Roberto Costa, quando prestou depoimento, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras disse ter arrecadado R$30 milhões para o “caixa 2” da campanha da reeleição de Cabral e Pezão ao governo no Rio em 2010. Costa também citou Regis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do governador Cabral. Por causa disso, aconteceu que a Procuradora Geral da República protocolou dois pedidos de abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro competente para investigar, processar e julgar governador de Estado, no caso, Luiz Fernando Pezão, atual governador do Estado do Rio de Janeiro. Os inquéritos foram instaurados. E Pezão e Cabral estão sendo investigados pelo STJ, em processo que tem como relator o ministro Luis Felipe Salomão. Pronto. Aí está um precedente análogo à situação de Eduardo Cunha. Sem deslocar a competência do Juiz Moro, o processo contra os réus da Lava Jato prosseguiu sob a presidência do Dr. Moro. E no tocante àquele ( governador Pezão ) que desfruta do chamado foro privilegiado no STJ e que foi citado por Paulo Roberto Costa, a Procuradoria Geral da República cuidou de pedir abertura de inquérito contra ele, o que fez atrair, na condição de indiciado no mesmo inquérito no STJ, o ex-governador Sérgio Cabral.

    A bem do bom Direito e reedificação da Ordem Nacional, o Juiz Sérgio Moro também vencerá esta outra “parada”, este outro bom combate. É não vai demorar muito, Carlos Newton. Antes do vencimento do prazo de 10 dias, o Dr. Moro prestará as informações e o STF, sozinho, por decisão monocrática de seu presidente, ou colegiada de seu plenário, haverá de indeferir a avocação do processo que foi requerida pela defesa de Eduardo Cunha, que já se defende antes mesmo de ter sido formalmente acusado!.

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