Até quando Cármen Lúcia conseguirá segurar a prisão após segunda instância?

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Cármen Lúcia é pressionada a marcar julgamento

Carlos Newton

No Supremo Tribunal Federal, já está tudo pronto para o grande golpe da reversão da jurisprudência que permite a prisão de condenado em segunda instância. A maioria de seis votos já está mais do que formada e nesta semana o decano do STF, ministro Celso de Mello, fez questão de dar entrevista pressionando a presidente do Supremo a colocar em julgamento os cinco processos que voltam a abordar a questão – duas ações de inconstitucionalidade e três habeas corpus, entre eles um “preventivo”, apresentado por Lula para não ser preso.

A pressão aumenta cada vez mais, motivando uma inquietante pergunta que se faz e não quer calar: até quando a presidente Cármen Lúcia conseguirá manter fora de pauta essas questões que visam a enfraquecer a Lava Jato e beneficiar a chamada “bancada da corrupção”?

MAIORIA FORMADA – Não há segredo, não há dúvida nem há mistério. Até os pilotis da sede do Supremo sabem que já existe maioria firme para garantir liberdade aos criminosos de alta linhagem, que pretendem ganhar blindagem até serem julgados no Superior Tribunal de Justiça, onde os processos têm tramitação tão demorada que a prescrição dos crimes se torna praticamente garantida.

Preocupado com a possibilidade desse retrocesso judicial, o ministro Luís Roberto Barroso encomendou uma pesquisa ao Superior Tribunal de Justiça. O resultado comprovou que apenas 0,62% dos recursos motivou absolvição dos réus. É menos de 1%. Por que esperar anos e anos pelo julgamento no STJ,para enfim prender os criminosos, se já se sabe que 99,38% das condenações serão confirmadas? 

O objetivo da Operação Abafa é que a blindagem da prisão até trânsito em julgado no STJ seja praticamente generalizada, pois só não protegerá criminosos que ofereçam “perigo à sociedade”. Mas na vida real não é assim que funciona, como aconteceu na recente libertação de Gegê do Mangue, um dos principais líderes do sanguinário Primeiro Comando da Capital (PCC) e que acabou sendo executado em Fortaleza por desviar recursos da facção criminosa.

OUVIDOS MOUCOS – Na verdade, quanto se trata de proteger os marginais da elite, nenhum argumento interessa à maioria dos ministros do STF. Os magistrados fingem desconhecer a realidade, fazem ouvidos mais moucos do que o marqueteiro de Temer, estão pouco ligando para os interesses da nação e dos cidadãos que lhes pagam os vultosos salários.

São bastante conhecidos os ministros que estão dispostos a fazer esse papel injustificável, deplorável, abominável e triste e sinistro. Comportam-se como se fossem voluntários da pátria às avessas, pois estão entusiasticamente dispostos a fazer o país retroceder em matéria de combate ao crime.

Gilmar Mendes, Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes estão a postos, esperando a hora de dar o bote e ajudar a destruir a Lava Jato.

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P.S. 1 –
  A chamada “Operação Abafa” foi criada ainda em 2016. Subservientes, submissos e serviçais, os magistrados agora estão usando abertamente 
as brechas da lei para proteger os criminosos de elite. Desmoralizam, mancham e emporcalham a toga do Supremo, ao invés de honrá-la como um manto sagrado. (C.N.)

19 thoughts on “Até quando Cármen Lúcia conseguirá segurar a prisão após segunda instância?

  1. Não esqueça de Fernando Segóvia na PF e Raquel Dodge na PGR !

    Como o próprio investigador do caso decreto dos portos alertou, faz 2 meses que foi feito o pedido de quebra de sigilos e até agora nada da PGR se mexer.

    Mas quem se interessa ?

  2. Carta Aberta à Justiça Brasileira

    Contradição. A Justiça, – de olhos vendados ou não, – deixou de ser justa?

    Com todo o respeito e sinceros agradecimentos aos representantes de bem da nossa Justiça, deixo aqui, para profunda reflexão de cada um deles, as seguintes perguntas:

    A Associação dos Juízes Federais vai mesmo pressionar o Supremo Tribunal Federal a manter, em votação, o privilégio do auxílio moradia aos juízes, o que representa “ganhar acima do teto constitucional de 33,7 mil reais”?

    Foi mesmo convocada, para 15 de março, uma paralisação da Justiça, de 24 horas, embora este país esteja precisando desesperadamente de “movimentação”, isto é, de “ações enérgicas, em forma de decisões urgentíssimas”, para dar fim à intolerável situação de caos que vem nos sufocando?

    Uma Justiça, que decide paralisar os seus trabalhos, para reivindicar auxílio moradia, – mesmo para juízes que possuem casa própria, e mesmo que o privilégio, em questão, deponha contra a nossa Constituição -, não desmerece o seu próprio PODER para combater e solucionar os seguidos ATOS CORRUPTOS, que vêm devastando, vergonhosamente, o Brasil e desacatando a própria Justiça, em si, como um todo?

    O que diria sobre isso a deusa Themis, da Mitologia Grega, que simboliza a Justiça, a lei e a ordem, e que, por suas virtudes, sempre foi respeitada por todos os deuses?

    Uma vez que, numa visão mais moderna, Themis aparece “sem os olhos vendados”, significando a Justiça Social, – para qual o meio, em que se insere o indivíduo, é tido como agravante ou atenuante de suas responsabilidades -, o que será da “responsabilidade da Justiça”, perante a sociedade brasileira, se for mantida essa enfática defesa do tão supérfluo e incompreendido “auxílio moradia”?

    E quanto aos tradicionais símbolos, – a balança e a espada, – exibidos orgulhosamente por Themis? Eles não perdem a sua força, a sua razão de ser, neste caso, já que os pratos iguais da balança indicam que não há diferenças entre os homens, – sejam eles juízes ou não, – quando se trata de julgar erros e acertos?
    A lei, portanto, não deve – ou não deveria – ser IGUAL PARA TODOS, absolutamente TODOS, sem qualquer exceção?

    Essa IGUALDADE não exige que a nossa Justiça – com ou sem venda nos olhos – aja, invariavelmente, de modo JUSTO – JUSTÍSSIMO! -, sem ignorar ou “passar por cima” dos termos da Constituição ou da tolerância do povo, para obter quaisquer privilégios para si mesma?

    A missão da Justiça, enfim, – além de nos proteger daqueles que se acham “acima do bem e do mal”, – não é servir de exemplo impecável, ininterruptamente, a cada cidadão?

    Isto não significa “jamais correr o risco de perder a credibilidade, por cair em grave e decepcionante contradição”?
    L. Oliver
    Redatora e escritora, com diversos prêmios literários, e autora de projetos de conscientização para o aumento da qualidade das sociedades brasileira e global. Participa do grupo Empresários Associados Brasil, que identifica empresas e profissionais em busca da excelência em produtos e serviços no país e no Exterior. Criou e administra o grupo “Você tem poder para mudar o Brasil e o mundo”, de incentivo à população no combate à corrupção. https://www.facebook.com/groups/1639067269500775/?ref=aymt_homepage_panel
    Acima de tudo, é cidadã brasileira, comprometida com as mudanças que devem e precisam acontecer, urgentemente, neste país.

  3. Assino Artigo, e comentários que mostram um STF, com maioria de sinistros, transformando-o em stf.
    Esses sinistros, já tem garantido o “Ranger de dentes” no Tribunal da Consciência, por suas “obras malignas”, no pós túmulo, as Leis Divinas do Universo: “A Cada um segundo suas Obras” e Pagarás até o último ceitil , informada por Jesus Cristo a 2018 anos.

  4. Belo comentario de Belem.

    Quanto à pergunta do nosso editor….
    Digo que a resposta é até meio simples:
    Ela segurará a infame votação na medida direta da DIGNIDADE dela!
    Coisa que particularmente eu acho que ela possua em métrica pequena…vide a cara de panaca dela, submissa ao indefectível Gilmar Mendes o senhor do “stf”.
    Vamo que vamo

  5. O STF é o maior problema do Brasil enquanto subverniente ao executivo. Se pensam que podem administrar uma crise medonha, sentando em cima de processos, deixando outros prescreverem, e fazendo confusão e circo em decisões, vão afundar juntos com seus protegidos, e moralmente, se é que ligam para isso.

  6. Chegar a ministro do judiciário tem que ser por mérito !!
    1- Tem que ter passado por concurso
    2- Sem qualquer mancha no curriculum
    3- Ter 20 anos ou mais exercendo a carreira de magistrado
    4- Obrigatório titulo de mestrado ou doutorado
    5- Títulos critério de desempate
    6- Tempo de exercício de magistratura critério de desempate

  7. – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer]… É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional, sugere Machado.

    – Com o Supremo, com tudo, afirma Jucá.

    – Com tudo, aí parava tudo, anuncia Machado.

    – É delimitava onde está, pronto, afirma o senador peemedebista.

    • JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’.

      • MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais.

  8. Eu sempre escrevi que o STF era um apêndice do executivo e, mais adiante, que se tornara o assessor jurídico do legislativo.

    Quando os poderes se unem dessa forma, apesar de vociferarem que são independentes, o resultado é o prejuízo incalculável à própria justiça, haja vista que as sentenças terão o compromisso de ser prolatadas de acordo com as vontades do planalto e do congresso.

    Não interessa a isenção, a imparcialidade, aliás, sequer são praticadas no Supremo, que leva em conta outras conotações para julgar.

  9. Os ministros do STF tinham mais compostura quando a capital do Brasil era no Rio de Janeiro.

    Brasília foi construída para ser exatamente o que é: a meca mundial da corrupção.

    Comparem os nomes dos ministros quando o STF era no Rio de Janeiro com os apelidos dos atuais.

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