Atenção para a trajetória do ministro Tarcísio Freitas, que deve ser o novo vice de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro dando carona ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em Rondônia.

Tarcísio anda colado em Bolsonaro, sem máscara e capacete

Vicente Limongi Netto

Analiso. Não torço nem distorço. Nessa linha, atenção para os passos do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas. É o responsável pelo caixa da campanha presidencial de 2022. O ministro da Infraestrutura é aquele que se pode chamar do homem da mala preta. Continuando o rosário de erros, fracassos e trapalhadas de Bolsonaro, Tarcísio é o candidato do mito de barro e do insaciável Centrão para disputar o governo de São Paulo ou integrar a chapa de Bolsonaro como vice, no lugar do general Hamilton Mourão, tudo depende de negociações.

Engenheiro formado no IME, largou a carreira militar e fez sucesso na iniciativa privada. É uma terceira via que pode render bons votos. Todo final de semana, acompanha Bolsonaro nas motociatas.

DEFESA FRAQUÍSSIMA – Os microfones da CPI da Covid informam mudanças na escalação do maltrapilho e raquítico time de governistas. E com a saída do senador Ciro Nogueira, entronizado na Casa Civil, o patético defensor intransigente da cloroquina, Luiz Carlos Heinze, passa a ser titular da comissão, enquanto o arrogante e falastrão Flávio Bolsonaro é promovido a suplente. 

No frigir dos ovos, Bolsonaro permanecerá dispondo apenas de balas de festim para defender-se do arsenal de fogo cruzado dos oposicionistas. As duas alterações não têm expressão nem força política. Não significam nada. O governo continuará sangrando e caminhando para o abismo.

IRRECUPERÁVEL – Na verdade, o parvo e melancólico Bolsonaro parece ser imbrochável, incomível e também irrecuperável. É impressionante a capacidade que o ainda chefe da nação demonstra, assumindo atitudes e iniciativas grotescas, levianas e irresponsáveis.

A estranha facada da qual foi vítima, na campanha eleitoral, moldou a alma e o espírito de Bolsonaro para pior. Trocou o sentimento da solidariedade pelo rancor ameaçador, insultuoso e debochado. 

A sinceridade que vassalos atribuem ao presidente costuma respingar contra o bom senso. A recente pregação antidemocrática de Bolsonaro contra a lisura das urnas eletrônicas acabou ridicularizada pelo próprio presidente. As paredes e os telhados do governo estão caindo, enquanto ele programa mais uma motociata. 

5 thoughts on “Atenção para a trajetória do ministro Tarcísio Freitas, que deve ser o novo vice de Bolsonaro

  1. Olha Limongi, trocar esse ministro Tarcísio, que já trabalhou para a presidente Dilma e agora trabalha para Bolsonaro e faz esse papel ridículo de carona nas costas do presidente em toda motociata que se apresente é sem sombra de dúvidas, um retrocesso em relação ao vice, general Hamilton Mourão, um militar honesto, culto e leal, mesmo levando bordoada de Bolsonaro toda hora. Por quê? O vice não se curva, e emite opinião contrária ao governo, quando entende descabidas, sempre com elegância e na linha da razoabilidade. Não pode ser demitido pelas suas opiniões, pois foi eleito. O presidente diz, que não tinha outro vice disponível e foi ele mesmo. Não concordo. Ninguém acreditava na possibilidade de vitória de Bolsonaro. Janaína Paschoal, a advogada que conseguiu derrubar a presidente Dilma, com sua cruzada contra as pedaladas fiscais, convidada para vice do capitão reformado declinou.
    Mourão trouxe para a candidatura, o apoio do oficialato superior, foi preponderante a sua contribuição para a vitoria nas urnas do candidato do PSL.
    Tarcísio de Freitas não agrega votos. Creio, que está sendo preparado para concorrer ao governo do Estado de São Paulo e destruir politicamente o desafeto do presidente, o ex- amigo João Dória. Até às pedras das ruas, sabem que Dória venceu com o mote de campanha: BolsoDoria.
    Vida que segue.

  2. Não acho que seja o melhor, sinceramente. É o mais do mesmo.
    Qual o diferencial, que o define? Bater o com tanta força nos leilões de venda de Estatais, até quebrar o símbolo da entrega do patrimônio público, outros já fizeram, porém, sem aquela raiva toda.
    Mas, chegará sua hora de voltar para o limbo, de onde saiu. Nada dura para sempre. Vai ter um dia, que a luz renascerá radiante, espantando essas trevas que chegaram de mancinho, pensando na eternidade.
    Tínhamos que passar por isso. Faz parte da experiência da vida das nações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *