Auditores do TSE querem rejeitar as contas de Dilma

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2013/12/financiamento-de-campanha.jpg

Andréia Sadi e Severino Motta
Folha

Técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se manifestaram pela rejeição das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, do PT e do Comitê da sigla. O material será enviado ao ministro Gilmar Mendes, relator do processo de prestação de contas, que poderá acatar ou não a indicação.

De acordo com os técnicos, 13% das saídas de recursos e 5% das entradas foram irregulares. A íntegra do relatório será enviada a Mendes e também ao procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot.

A partir dos dados dos técnicos, Mendes avaliará se os erros são de maior ou menor gravidade e redigirá um relatório e voto pela aprovação ou rejeição das contas. O material produzido pelo ministro será submetido ao plenário do TSE.

De acordo com advogados ouvidos pela Folha, uma eventual rejeição das contas não impede a diplomação da presidente Dilma Rousseff. Pode, no entanto, servir de base para a abertura de investigações.

Partidos e coligações, até 15 dias após a diplomação, podem enviar representações à Justiça Eleitoral. De acordo com a Lei das Eleições, se a partir da representação forem comprovadas a “captação ou gastos ilícitos de recursos, para fins eleitorais”, há possibilidade de se negar o diploma ou de cassá-lo, caso o mesmo já houver sido expedido.

SERVIÇOS DE INFORMÁTICA

Funcionários do tribunal também suspeitam de irregularidades na contratação empresa UMTI, de Florianópolis, que recebeu R$ 874.332,25 da campanha petista. A empresa emitiu notas de R$ 41.268 a R$ 160.328 pela locação de computadores e impressoras e prestação de suporte técnico para o comitê de campanha presidencial.

O CNPJ da empresa está ativo desde 2003, mas ela só obteve autorização da Prefeitura de Florianópolis -um dos locais onde declara estar instalada- para emitir notas fiscais no início de setembro deste ano, já em plena campanha eleitoral.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA prestação de contas dos partidos políticos é um jogo de ficção e contabilidade criativa, como está na moda. A Justiça Eleitoral está dominada e há anos não pune partido algum. Por mais graves que sejam as irregularidades, o máximo que o TSE faz é multar o partido, que então paga a multa usando recursos do Fundo Partidário, ou seja, dinheiro do povo. Foi o que aconteceu com o PV há alguns anos. O resto é só folclore. (C.N.)

3 thoughts on “Auditores do TSE querem rejeitar as contas de Dilma

  1. Exercício filosófico/ético/aritmético: Dilma gastou R$ 338 milhões para se eleger, com direito a um salário de R$ 26.700,00 por mês ou R$ 347.100,00 por ano. Dilma gastou o equivalente a 973 anos de salário para se eleger e alguém precisa explicar ao Brasil como fazer para essa conta fechar.

  2. E o Rui Falcão só vai de jatinho! Viva o proletariado! Comediantes ! kkkk
    ” O ex-jornalista Rui Falcão, 71, subiu muito na vida após assumir a presidência do PT, em 2011. Ex-militante da organização clandestina VAR-Palmares e ex-sindicalista, Falcão se rendeu aos encantos da burguesia e agora leva vida de marajá, com hábitos de milionário, que revela ao usar o jatinho Cessna Citation CJ3, prefixo PP-MPP, que alugou ontem para uma viagem solitária de São Paulo a Florianópolis.
    O jato fretado à TAM custou R$ 20 mil. A mesma empresa cobra vinte vezes menos por passagem em avião de carreira, no mesmo trecho.
    Nascido em bases operárias, o PT agora enricou, recebendo “doações” milionárias de empresas que prestam serviços aos governos petistas.
    Parte do dinheiro roubado da Petrobras foi entregue ao PT por meio de “doações” oficiais, segundo executivos presos na Operação Lava Jato.
    Empresas contratadas nos governos Lula e Dilma fazem “doações” estranhas. Só em 2013, ano não-eleitoral, foram R$ 79,7 milhões. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

  3. Em 2010 o Lewando quebrou o galho mesmo cometendo uma irregularidade.
    “Pareceres desaparecidos
    Cármen Lúcia vai decidir se investiga ou não a ação do ministro Ricardo Lewandowski no caso do sumiço de documentos que comprometiam o PT e Dilma Rousseff.

    A ministra Cármen Lúcia, há sete anos no Supremo Tribunal Federal (STF), é conhecida por não se envolver nas ruidosas contendas que com frequência fazem pesar o ambiente na mais alta corte do país. Mineira, ela corre de confusão. Na quinta-feira da semana passada, por exemplo, enquanto seus colegas Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski discutiam com dedo em riste ao final de mais uma sessão destinada a julgar os recursos dos mensaleiros, a ministra apressou-se em sair da sala contígua ao plenário onde o bate-boca se desenrolava. Agora, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia está diante de um dilema que porá à prova seu hábito de evitar divididas. Na semana passada, Veja revelou que o TSE sumiu com pareceres técnicos que sugeriam a reprovação das contas do PT no período do mensalão e da campanha da presidente Dilma Rousseff — e que o desaparecimento de tais documentos ocorreu por interferência direta de Lewandowski, então presidente do tribunal. A pressão exercida pelo ministro consta do relatório final de uma sindicância realizada pelo próprio TSE cujo resultado está nas mãos de Cármen Lúcia. Caberá a ela decidir o que fazer diante da revelação: adotar providências para passar o episódio a limpo ou deixar que o caso fique como um estranho mal-entendido.

    Lewandowski e as contas de campanha de Dilma e o PT

    Como presidente do TSE, Lewandowski não poderia ter interferido nas conclusões da área técnica, encarregada de analisar as contas apresentadas tanto pelos partidos políticos quanto pelos candidatos e comitês de campanha. Pelas normas do tribunal, os pareceres emitidos pelos auditores devem ser encaminhados diretamente para os ministros-relatores dos processos de prestação de contas, que decidem se acolhem ou não as conclusões. No caso das contas de Dilma e do PT, Lewandowski — que não era relator nem de um processo nem de outro — atravessou o caminho. A interferência indevida do ministro foi revelada por funcionários da auditoria durante uma sindicância destinada a apurar irregularidades no setor. Nas conclusões do trabalho, justamente por não terem autonomia para propor sanções a ministros, os encarregados da sindicância submetem o assunto à atual presidente do tribunal, para “adoção das medidas que entender pertinentes”. Procurada por Veja, Cármen Lúcia informou que ainda não decidiu o que fazer porque, no momento, está concentrada no julgamento dos recursos do processo do mensalão, no STF.

    Depoimentos revelam a intromissão de Lewandowski em favor do PT. O primeiro deles foi prestado pelo auditor Rodrigo Aranha Lacombe. Ele foi o autor dos dois pareceres que apontavam irregularidades nas contas da campanha de Dilma em 2010 e do PT em 2003, quando estavam a pleno vapor as operações espúrias do mensalão. Ambos os documentos — que poderiam resultar na suspensão da diplomação de Dilma e na interrupção dos repasses do fundo partidário ao PT — simplesmente desapareceram. Os depoimentos prestados durante a sindicância, somados a mensagens eletrônicas obtidas por Veja, escancaram a intervenção imprópria de Lewandowski.
    ( Fonte : Jogo do Poder ).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *