Augusto Aras impõe novas regras a procuradores de forças-tarefa para evitar debandadas

 8 pontos para decifrar como pensa o novo PGR

Aras não conseguiu perceber que não está agradando…

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) publicou, nesta semana, uma portaria com uma série de regras a serem cumpridas pelos membros do Ministério Público Federal (MPF) em caso de solicitação de desligamento de uma força-tarefa. Entre as novas normas da transição, estão a obrigatoriedade de comunicação prévia com antecedência mínima de 30 dias e entrega de relatórios sobre o acervo dos grupos de trabalho e metas em curso.

O objetivo, segundo a assessoria de imprensa da PGR, é “manter eficiência na atuação coordenada das forças-tarefa” e “assegurar a continuidade dos trabalhos” desempenhados por seus integrantes mesmo após a saída de um ou mais membros.

NOVAS EXIGÊNCIAS – “A comunicação prévia deverá vir acompanhada de relatório acerca do acervo total da força-tarefa e das metas em curso, de modo a auxiliar o procurador-geral na decisão quanto à recomposição da equipe”, determina o dispositivo.

De acordo com as novas regras, caso não seja possível cumprir o prazo estabelecido, o membro do Ministério Público Federal precisará garantir que a transição dos trabalhos ocorra sem prejuízos decorrentes da descontinuidade de sua atuação.

O ato administrativo, assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, determina ainda que as regras têm aplicação por tempo limitado, “até que sobrevenha disciplina definitiva sobre a designação de membros do MPF para atuações coordenadas em casos de relevância nacional ou regional”. Isso porque, até o fim de janeiro, deve ser definido no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) um novo modelo que substitua as atuais forças-tarefa.

MUITAS ALTERAÇÕES – Neste mês, os grupos de trabalho da Operação Lava Jato no Paraná e em São Paulo e da Operação Greenfield, em Brasília, sofreram alterações em seus quadros.

Chefe da força-tarefa em Curitiba desde seu começo, em 2014, e símbolo da operação, Deltan Dallagnol pediu demissão e foi substituído pelo procurador Alessandro Fernandes de Oliveira. Já a força-tarefa de São Paulo anunciou renúncia coletiva alegando “incompatibilidades insolúveis” com a procuradora Viviane Martinez e acusando a chefe de conduzir um “processo de desmonte” da operação. Por fim, houve a baixa de Anselmo Lopes, à frente da Operação Greenfield desde 2016.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se dizia antigamente, Augusto Aras é um “enxerido” – só falta perguntar a cor da cueca do procurador que solicita mudança de função… Está vivendo seus quinze minutos de fama, mas de forma altamente negativa.  (C.N.)

5 thoughts on “Augusto Aras impõe novas regras a procuradores de forças-tarefa para evitar debandadas

  1. Já escrevi em outros textos. O Brasil está cheio de caciques. Todos querem mandar. Querem fazer as regras. Se acham poderosos sem submisso nem a letra fria da constituição. Nem cabaré funciona assim.

  2. Quinze minutos de fama, C.N.?
    Por enquanto já tem mais de quatro horas.
    Até a sua nomeação para o STF, Aras conta com um espaço muito amplo para promover – e promover-se – mil coisas mais. Haja criatividade.

    Enquanto isso, o fogo devasta o pantanal e Bolsonaro afirma que “o Brasil está de parabéns pela preservação do meio ambiente”.
    Vale deboche? Não basta o sofrimento?
    E o brasileiro, o que diz de tudo isso?

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