Aumenta a briga no Supremo por causa do julgamento do Mensalão

Carlos Newton

Mais um round na briga pelo Mensalão no Supremo Tribunal Federal, que está se transformando numa espécie de Ultimate Fighting jurídico. O ministro Joaquim Barbosa, relator do caso do mensalão, anunciou que vai apresentar nesta semana uma questão de ordem ao plenário para que a corte já inicie a discussão de como vai transcorrer o julgamento, segundo informou a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha.

O clima vai esquentar, porque Barbosa acha desnecessário esperar a apresentação do voto do revisor do caso, Ricardo Lewandowski, para que os magistrados decidam alguns importantes detalhes do julgamento. Por exemplo, quantas horas serão reservadas à sustentação da denúncia e como será apresentado seu relatório – se de uma vez ou por partes, já que há 35 réus, porque três fizeram acordos e ganharam penas mitigadas.

Portanto, vai se confirmando a escalação dos dois times do Supremo, que se dividem a respeito da necessidade de se fazer logo o julgamento do Mensalão, Até agora, temos cinco ministros a favor de apressar o caso, que está mais do que atrasado, pois os crimes mais leves já começaram a prescrever: Ayres de Brito, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Carmem Lúcia.

Dois outros, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski (amicíssimo de Lula) não demonstram o menor interesse em julgar logo o caso. E ficam faltando se definir quatro ministros: Celso de Mello, Dias Tofolli, Luiz Fux e a nova Rosa Weber.

Se Toffoli, que é amigo íntimo de Dirceu e Lula, se decidir por adiar o julgamento, o escore ficar 5 a 3, faltando Celso de Mello, Luiz Fux e Rosa Weber. Mas acontece que o Mensalão só poderá ser julgado quando o revisor, Ricardo Lewandowski, apresentar seu parecer. Ou seja, tudo está nas mãos dele. O resto é paisagem, como dizia Erico Veríssimo.

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