Dentro de 8 dias acaba o recesso geral, começa o recesso de Sarney

Está perto. Mais um fim de semana, e Sarney estará longe da presidência do Senado, pode estar EXPULSO (esta é a palavra) do próprio plenário.

Os partidos ficarão estraçalhados (mais ainda?) tanto da oposição quanto da situação, mas Sarney estará no cadafalso. Pedaços de sua dinastia serão salgados e espalhados entre Maranhão, Amapá, Brasília e Rio. Com o protesto da população desses estados. (Exclusiva)

Lula está convencido, com sua popularidade (nas pesquisas), que elege até mesmo o Papa. E ainda inovando, não escolhendo um cardeal

Pode ser dito que, desde a República, esta é a mais atípica e inédita sucessão presidencial. A partir de 1889 e até 1894, ficaram se revezando os dois marechais das Alagoas, que vieram brigados da estranha Guerra do Paraguai. Reconciliados na madrugada de 15 de novembro, superaram os “abolicionistas” e os “Propagandistas da República”, que foram afastados apenas com um golpe.

Em 1894, prudente de Moraes consolidou a República, livrou-se dos marechais, mas não conseguiu impor uma República de verdade, comandada por eleições. Surgiu a famosa “ratificação dos Poderes”. Os presidentes eram os únicos livres de “ratificação”, mas indicados e sucedidos pelos que estavam no Poder.

Prudente indicou Campos Sales, que indicou Rodrigues Alves, que indicou Afonso Pena, e tudo continuaria assim (como um poema de Drummond), se Afonso Pena não morresse no cargo, inaugurando a era dos vices que assumiram.

Com a morte de Afonso Pena mudou a rotina sucessória, mas sem mudar nada na sucessão. Rui Barbosa, que já queria ser presidente desde 1906, formalizou sua candidatura. E como Nilo Peçanha (o vice que assumiu) era inimigo mortal de Rui, tivemos que “engolir” outro general.

Era Hermes da Fonseca (sobrinho do Marechal Deodoro), Ministro da Guerra de Afonso Pena e de Nilo. Completamente desconhecido, lançado e apoiado pelo vice que assumira, tinha a força do Poder armado e mobilizado. E ganhou de Rui por diferença pequena, apesar da formidável “Campanha Civilista”, sem  jornal, rádio ou televisão, e que resiste na imagem, na mente e no coração até hoje.

Que República, já podia ser dito. E hoje, repetido com lamento, tristeza, mágoa, ressentimento, constrangimento e um sentimento total de perda.

Continuou assim. Logo depois, eleito em 1918, Rodrigues Alves (então com 70 anos) não pode assumir, Delfim Moreira também não, vieram os 11 meses de “regência” Mello Branco, até “escolherem” Epitácio que nem estava no Brasil.

Epitácio indicou Artur Bernardes (que quase não toma posse, mas grande figura, ficou os 4 anos), apoiou Washington Luiz, que tomou posse, mas não terminou o mandato. Foi superado, em 1930, pelo que se chamou de revolução, com muito mais aspas que convicções.

Vou cortar até 1930 (não encerro recordações, apenas deixo trechos para depois) até agora, 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva, 5 vezes candidato, três derrotado e duas vitorioso, quer esquecer as primeiras, ou então lembrá-las para ganhar novamente. E como finge que gosta muito de futebol, dizer: “O presidente quer igualar o placar, três vitórias e três derrotas”.

Só que o presidente, não enganando a si mesmo, engana o país, pretendendo se manter indefinidamente não pelo TERCEIRO MANDATO, pura e simplesmente comanda a IMORALIDADE MAIOR COM A PRORROGAÇÃO GERAL. Todos (governadores, senadores, deputados federais e estaduais) ficariam até 2012. Eles mesmos se PRORROGARIAM, como não têm representatividade popular, usariam a “representatividade” ultrajante.

O presidente não correria o risco ou o suspense de ser derrotado na emenda constitucional que precisaria (e não obteria) dois terços, na Câmara e no Senado.

Para fortalecer essa idéia de “todos ficarem até 2012”, Lula não lançou candidato para a própria sucessão, fica fazendo malabarismo sobre um tema vago. E para reforçar a ausência de candidato, repete seguidamente: “Não disputarei o TERCEIRO MANDATO”. Está sendo sincero, não disputa mesmo.

Mas não diz jamais, não garante sem interpretação: “NÃO ADMITO FICAR NO PODER, POR PRORROGAÇÃO, PLEBISCITO OU QUALQUER OUTRA FORMA DE PERMANÊNCIA”.

Lula só acredita em pesquisas. E como elas dizem (ou sussurram?) que tem 80 por cento de popularidade, defende e garante Sarney, “adivinha” que essa é uma forma de continuar no Planalto-Alvorada, depois das obras.

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PS- Com a PRORROGAÇÃO geral, Lula GANHA, no mínimo, no mínimo, 54 senadores e de 200 a 250 deputados que seriam beneficiados.

PS2- Lula é tão arrogante, prepotente e imprudente com essa pesquisa sem credibilidade, que não é convidado para o Vaticano: se fosse lá iria querer substituir o Papa por um candidato que não fosse cardeal

Impressão do voto eletrônico expõe o eleitor

Pedro do Coutto

Em declarações contidas na matéria do repórter Alexandre Rodrigues, O Estado de São Paulo de 27/07, o ministro Carlos Aires de Brito, presidente do Tribunal Superior Eleitoral considera um retrocesso o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que estabelece a impressão do voto eletrônico como meio capaz de assegurar, em caso de dúvida, a compatibilidade entre o sufrágio digitado na urna e sua computação no mapa final. A matéria está muito boa e a esperança do ministro Aires de Brito é que o Senado corrija a proposição. Para ele, a conferência pode ser feita através de amostragem. Mas –claro- sem quebra do sigilo do voto. Aí é que está o problema. Se houver uma espécie de recibo do voto, os eleitores ficarão novamente extremamente expostos às pressões dos cabos eleitorais, dos chefes políticos locais, do poder econômico, em última análise. A compra de votos vai aumentar.

Como era antigamente, até 1955, quando foi instituída a cédula única. Os votantes levavam para  as cabines envelopes nos quais colocavam as cédulas com o nome de seus candidatos. Não é preciso dizer mais nada. Além disso, a apuração era manual. Na história do Rio de Janeiro, por exemplo, houve fraudes tanto na apuração quanto na votação que deram margem a dois Prêmios Esso de reportagem, de Silvia Donato e José Fontes Gonçalves, o primeiro em 58, o segundo em 60, por coincidência as duas matérias publicadas no JB. Em matéria de mesa de apuração, vários políticos empenhavam-se a fundo junto à Justiça Eleitoral para indicar funcionários encarregados dos lançamentos dos mapas. Se isso acontecia no Rio, que dirá nas áreas do interior do país?

O ministro Carlos Aires de Brito está coberto de razão, como eu disse há pouco. Além do mais, o recibo impresso do voto não garante coisa alguma. Conferência entre a manifestação e a computação? Não é por aí. Pois para isso seria indispensável que os Tribunais Regionais ou o Tribunal Superior Eleitoral obtivessem os recibos fornecidos, é claro, pelos eleitores da mesma seção ou zona, e comparassem manualmente os candidatos que escolheram e o destino dos votos no universo da informatização. Absurdo. Não existe a menor hipótese de um sistema desses funcionar. Sobretudo porque é preciso não esquecer que o país caminha para 130 milhões de leitores. Isso de um lado. Os números apontam a impossibilidade material.

De outro, só se poderia realizar uma pesquisa comparativa desse tipo se houver algum indício que levante a suspeita de fraude. Se não houver, para que tal trabalho? Não faz sentido. Constituiria autêntica perda de tempo. Diante desse  mar de impossibilidade qual poderá ser o objetivo do projeto que a Câmara aprovou sem levar em consideração os argumentos do presidente do TSE? Não se pode atinar ao certo. Há muitos caminhos a percorrer no pensamento. Mas uma coisa é certa: se vier ele a ser transformado em lei será uma volta ao passado. Os compradores de voto vão crescer no mercado da carência social e exigir dos votantes a cópia da escolha que fizeram.  Seria como repetir, mais de meio século depois, o esquema que se tornou célebre: candidatos ricos cortavam as notas de dinheiro ao meio e entregavam a metade aos chefes de cabresto. E diziam: _ eu já perdi, porque nota não vale pela metade. Mas vocês ainda não ganharam. Só entrego a outra metade depois da apuração.

O voto eletrônico foi um avanço extraordinário. Não vamos andar para trás.

Engolidores de sapos

Carlos Chagas

Lealdade costuma ser produto em falta nas prateleiras da política, mas,  de vez em quando,  registram-se exceções. Quais as duas maiores estacas de sustentação da candidatura Dilma Rousseff, fora, é claro, o pilar chamado Lula?

Não haverá quem deixe de referir José Dirceu e Antônio Palocci.  Este,  já escolhido para chefiar a campanha formal, quando ela começar, mas já atuando na informalidade,  encarregado de convencer a nata do empresariado de que,  se eleita, a candidata manterá as linhas-base da atual política econômica neoliberal. Aquele, costurando a intrincada e às vezes furada rede de sustentação do  PT, viajando pelos estados como bombeiro a apagar incêndios verificados com a  indignação de companheiros frustrados em pretensões eleitorais.

O singular nesse caso é que Dirceu e Palocci devem olhar com certa ironia a presença de Dilma na pole-position governista quando, tempos atrás, a corrida parecia indicar um deles para o  pódio. Tanto o ex-ministro da Fazenda quanto o antigo  chefe da Casa Civil despontavam  como herdeiros do trono. Decidiriam mais tarde quem  receberia a indicação  de candidato e até se entendiam para adiar a disputa. Mas era um ou outro,  sem dúvida alguma.

Como a realidade parece sempre mais surpreendente do que a ficção, foram ambos atingidos  por corpos estranhos às suas carreiras. Um envolvido,  justa ou injustamente,  nas tramas do mensalão.  Outro, desestabilizado por um humilde caseiro que teve devassada sua conta bancária.

Pois não é que o presidente Lula, depois de submetê-los a tortuosa e cruel quarentena, apela para os dois na hora de tentar a eleição de  Dilma Rousseff? Antes atropelados,  Palocci e Dirceu ressurgem  como esperança   de salvação para  a escuderia. A vida, realmente, dá voltas que ninguém imagina.  E a lealdade, de quando em quando, dá o ar de sua graça.

Mercadante ou elefante?

É conhecida a parábola do elefante branco. Como ele não existe, o cidadão encontra-se  placidamente instalado em sua poltrona, lendo jornal.  Quando olha pela janela, vê um elefante branco pisando nos canteiros do jardim, mas nem se incomoda. Elefante branco não  existe. O bicho avança, derruba cercas e paredes e bota a tromba na sala, quebrando móveis e derrubando o infeliz incrédulo. Aí, não há mais tempo para salvar a casa.

É assim que o presidente Lula deve estar vendo o senador Aloísio Mercadante. A nota expedida pelo líder do PT, em nome da bancada, não deveria existir. Afinal, os companheiros senadores comprometeram-se a poupar e até a salvar José Sarney, em nome da sucessão presidencial do ano que vem.  O problema é que Mercadante provou o contrário, falando em nome dos liderados: pela nota, eles querem a licença do presidente do Senado, para começar. Mas se elefantes brancos não existem, como aceitar a exigência?

Um ou dois fazem diferença…

O ministro da Coordenação Política, José Múcio, procurou minimizar a nota do líder Aloísio Mercadante acentuando não se tratar de manifestação da bancada, mas da adesão apenas de  dois ou três senadores da bancada do PT. Pode não ser bem assim, mas a ressaltar está  o fato de que esses dois ou três senadores, ou bem mais, passaram os últimos dias  em Brasília, atuando, criando fatos e  demonstrando sua discordância diante da ordem para respaldar José Sarney.   Já os governistas, preferem gozar o recesso parlamentar por inteiro.  Escafederam-se, se é que existem em maioria. Dos lideres oficiais  de outros partidos, então, não  se tem notícia. No exterior ou em seus estados, fingem-se de desentendidos diante da crise que grassa no Senado. Mais uma vez, comprova-se a história de que dois ou três valem por dúzias, quando dispostos a atuar.

Carro-chefe  descarrilhado

Faz muito que o carro-chefe da campanha de Dilma Rousseff é o PAC. No Programa de Aceleração do Crescimento o governo jogou tudo, e o presidente Lula, a sorte da  candidatura da chefe da Casa Civil.  Bandas e fanfarras anunciaram o milagre da multiplicação das obras. O primeiro-companheiro e a candidata viajaram pelo país inteiro, anunciando a redenção da economia e a criação de milhões de empregos através do PAC. O diabo é que o PAC empacou. Apesar do formidável aparato publicitário, vai ficando difícil identificar o desenvolvimento das novas iniciativas materiais do governo dos trabalhadores. Tanto assim que esta semana o presidente Lula cancelou visita a dois municípios mineiros onde, pela programação, haviam sido anunciadas inaugurações ou, no mínimo, a constatação de consideráveis avanços.

O carro-chefe, senão anda descarrilhando, ao menos perdeu potência e vai parando. Adiantará muito pouco o chefe do governo estrilar, passar pitos e lamentar a morosidade do PAC, mas a causa talvez se localize em suas próprias atividades. Com tantas viagens ao exterior, o Lula descuidou-se do interior. Será sempre bom lembrar a  obsessão  de Juscelino Kubitschek na construção de Brasília, considerada missão  impossível. Pelo menos duas vezes por semana, encerrado o expediente no palácio do Catete, ele tomava o rumo do aeroporto, entrava no avião presidencial que levava três  horas para chegar ao Planalto Central, vestia o pijama, dormia e,  alta madrugada,  estava inspecionando obras variadas. Retornava à aeronave, dormia mais um pouco e  chegava para o café da manhã na antiga capital. A presença do feitor é essencial para o bom andamento do feito…

Jogadores espertos, mercado retardado

Queda de 1,23% às 13 horas, razoável recuperação no fechamento, perdas de apenas 0,37%. Mas o volume continua cada vez menor. Hoje passou ligeiramente de 4 bilhões.

Os manipuladores que adoram quando são chamados de investidores, assim, não podem lucrar muito. Mas continuam enganando a todos: “Já estamos em plena recuperação, o segundo semestre será ótimo”.

O dólar fechou em 1,88 exatos, alta de 0,37%. Mas não há nenhuma garantia para onde vai. Prestem atenção: esse paiol de dólar explode facilmente, é muito dinheiro, ao contrário da bolsa.

Multas justíssimas para OI e CLARO

Essas empresas telefônicas são as que têm maior lucro operacional. Ganham muito, perdão, MUITÍSSIMO, investem pouco, e proporcionalmente empregam menos ainda. E são as que batem recordes diários de reclamações na DEFESA DO CONSUMIDOR, o Procom, um dos raros que funciona no Brasil.

Foram multadas em 300 milhões cada uma, e o Ministro da Justiça (merecendo aplausos) garantiu: “Esse é apenas o início”. (A Ambev, epresa de vício, também foi multada em 300 milhões, por outro órgão).

Essa empresas de telefone cobram 49 reais de cada cliente. Estes pagam apenas para terem “a honra” de serem explorados por elas. Depois o consumidor paga tudo o que utiliza. É como se o cidadão pagasse para entrar no supermercado e depois pagasse por tudo que comprou. (Exclusiva)

Perderam o medo do telefone

Com esse recesso, muita gente saiu de Brasília. Mas as conversas sobre Sarney continuam sem que ninguém se importe com possíveis gravações.

Personagens que falam com o repórter, ressalvando sempre, “Você sabe, Helio, não existe sigilo para coisa alguma”, quando se trata de Sarney, dizem tudo que sabem ou o que querem.

Essa é uma (das muitas) razões que me levam à conclusão: o presidente do Senado não é “persona grata” (desculpem) em Brasília, Maranhão, Amapá ou Rio, se resolver, como já falou, presidir a Academia. (Exclusiva)

Sergio Guerra preocupado com Lula

Apesar de presidente do PSDB, não esconde: “Defendendo Sarney, o presidente Lula compromete seu governo e sua candidata”. Ha! Ha! Ha!

O senador, que só tem 1 ano e 5 meses de mandato, está interessadíssimo em 2010, mas não por causa do candidato de Lula, que nem existe. (Exclusiva)

EUA: a primeira latina na Corte Suprema

A excitação (apenas jornalística, mas provocando repercussão) sobre o fato não se justifica. Quando a primeira mulher foi colocada junto com os 8 homens, que tumulto. Depois, veio o negro, quem imaginava?

Quase foi massacrado, seu exame levou meses, a questão foi tão explosiva que se transformou em filme.

Agora essa representante de etnia diferente, mas de população enorme. E quando chegar a vez de um gay? O problema é que eles são apenas 9 e vitalícios. Portanto, as vagas raras, a resistência vai diminuindo. (Exclusiva)

Movimento parreirista-carreirista tumultua sucessão presidência, Flamengo

A eleição está em cima, ninguém liga para a Nação Rubro-negra, para o clube e até para o time. Tudo abandonado. Existe presidente licenciado, presidente interino, presidente que se diz eleito.

Há a visibilidade de um movimento emocional, deflagrado pela insistência de um grupo em contratar por preços altíssimos o autoproclamado vencedor da Copa de 94. E outros querem mais respeito com um ídolo como Andrade.

Diante de tudo isso, sócios e conselheiros se arregimentam e se movimentam em volta de uma palavra que conquista a todos: RE-N-O-V-A-Ç-Ã-O. E no momento, não será surpreendente o aparecimento de uma chapa mista, avassaladora e salvadora.

Faltam 8 dias para o fim do recesso, perdão, para Sarney subir o cadafalso

O descanso de 20 dias para os parlamentares, que durante o ano todo gozaram das imunidades e impunidades para as irregularidades, termina dia 6.

É uma quinta-feira, quantos comparecerão?

Alguns estarão presentes por causa da execução-Sarney. Outros dirão, como dizem quando faltam: “Dia 7 já e sexta-feira, vem sábado e domingo, chego na segunda, nada estará resolvido”. Indo para o cadafalso, Sarney dirá a mesma coisa?

Amestrados: “Entram mais dólares na Bolsa”. Realidade: volume continua o menor do ano

Amestrados: “Entram mais dólares na Bolsa”. Realidade: volume continua o menor do ano

São os maiores badaladores do “otimismo” do mercado. Cada um deles vale quanto pesa, e todos ficam tão gordos quanto o próprio presidente do cassino. Hoje, abriu totalmente vendedor, menos 0,80%, veio a rotina: “Os investidores resolveram embolsar os lucros” (sic). Deturpam a realidade e violentam até a linguagem.

Ficaram animados com a abertura, mais 0,76% em 54 mil  130 pontos. Foi diminuindo a compra, aumentando a venda. Às 13 horas, já caíra para 53.880 em queda de 1,23% exatamente 2 por cento de diferença. O volume ia chegando a 1 bilhão e 500 milhões, muito pouco.

E enquanto os amestrados insistiam que “entrava muito dólar na Bolsa”, ele subia mais de 1 por cento. Se entrasse dólar como mandam eles dizerem, a cotação deveria cair.

Chavez, o ininterrupto, Zelaya, o interrompido

Estão juntos, ligados, entrelaçados, o da Venezuela e o de Honduras. Um quer ficar para sempre, deu prazo, “só saio em 2050”. Por isso apóia o que não quer sair. Mas Zelaya, espertíssimo e sem caráter, pediu ao parceiro para se manter discreto.

Enquanto o de Honduras tenta “seduzir e fascinar” Lula e Obama, o da Venezuela voltou a ameaçar. Deixou de lado a posição de “ininterrupto”, mudou a estratégia e decidiu “governar” por decreto. Se der certo, abandonará a forma indireta, implementará o mandato sem limites, por decreto e para favorecer a ele mesmo.

Inédito, textual e entre aspas

Sarney quase expulso do próprio prédio do Senado, (incluindo os pródigos e prodigiosos anexos) mascarando a realidade: “Cheguei, vi e venci”.

E modesto, quase sinônimo de ignorante, pergunta,”Alguém já disse isso?”. Nessas circunstâncias, é a primeira vez.

Líderes da oposição, fascinando líderes da situação, quer dizer, da base: “Trocamos a CPI da Petrobras pela CPI do Sarney”. O governo recusou, achou que era “muita generosidade”. A oposição respondeu: “Não é generosidade, é estratégia. Mudamos apenas o nome da CPI e chegamos mais rápido ao objetivo pretendido ou perseguido”.

O senador Suplicy, surpreendendo o Senado inteiro por ficar contra, ele que sempre foi a favor: “O senador Mercadante tem a maioria do PT com ele”.

Do Ministro (?) José Mucio, justificando e tentando garantir o lugar vitalício de Ministro do TCU: “Se Suplicy está com Mercadante, este nunca esteve tão isolado, sozinho e solitário”. Quem fez a frase para o pernambucano?

Mozart Valadares, Presidente da Associação dos Magistrados do Brasil: “Se algum magistrado contribuir de qualquer forma ou de má fé, para o retardo (sic) do processo, tem que ser punido”. Ah, Doutor Mozart, o senhor chegou ao Brasil quando? Na verdade, acredito que o senhor tem boa intenção, mas nunca veio ao Brasil.

Comandando a luta contra Sarney, Mercadante, a vingança da porta

Foi vice de Lula em 1994, perderam, ficou sem mandato até 1998, por conta da ignominosa coincidência de mandatos. Em 2002, foi eleito com a maior votação (proporcional) para o cargo. Lula presidente na mesma eleição, “tinham certeza”: seria ministro, provavelmente da Fazenda, não foi nada, nem chamado.

Esquecido, abandonado, desprezado

Foi ficando apenas no Senado, houve a queda de toas as potencias do governo, potencias que se consolidaram com ele. (E com Paulo Paim, excelente figura, igualmente jogado para longe como indesejável).

“Esquecimento” até na eleição de São Paulo

Os tempos passam, amizades são desfeitas, inimizades refeitas, (vide Mangabeira Unger, Geddel Vieira Lima e muitos outros) o que se esperava: grande nome como economista e com repercussão popular (daí a escolha para vice e depois senador) o próprio PT (ainda não era PT-PT) se lembrasse de Mercadante para governador ou prefeito. O esquecimento não deixava ninguém lembrar.

A oposição sem fronteiras

Agora, Mercadante abre o jogo para todos os lados, rompe com a oposição com quem sempre foi amigável, passa a um outro nível de comportamento, mas não pode ser criticado, injustiçado, hostilizado.

Combatendo o governo

O Ministro José Mucio, que está deixando um desgastante cargo transitório para ocupar outro, confortável e permanente, recompensa os que o ajudaram, tenta diminuir Mercadante: “Ele é apenas um senador, deve ter um outro com ele”. Tirando a falta de educação, o Ministro mostra uma preocupante falta de visão.

O “coordenador” que não coordena

Puxa, como não ver que Sarney é uma réplica ou imitação do Muro de Berlim? Parecia inexpugnável, achavam que ninguém iria derrubá-lo, mas os que adoram licitações, já estão atentos para liquidá-la e ganhar com a reconstrução de Sarney.

Só que esse trabalho, a Mendes Junior faz recebendo “apenas” 150 por cento do preço.

A longa viagem sem volta

De qualquer maneira, terminou a longa e demorada agonia de Sarney. Falta decidir apenas se haverá enterro ou cremação. É possível que exijam velório, uma forma da oposição se redimir e a situação se reconstruir.

Os últimos instantes

Há ainda um último sacramento não administrado, cada vez mais difícil pela exigência de ser de corpo presente. O próprio Sarney complicou as coisas, e instituiu o corpo presente, já que ele definiu: “Nem licença, renúncia ou demissão”. Então optou pela presença.

Elogios estão pela hora da morte

A resolução será penosa, mas pelo menos, em borá muitos personagens usem a palavra morte, é só para o cargo, não para o político. Embora qualquer político considere que o ostracismo é pior que a morte.

Há quem diga que o senador de São Paulo não atende mais ninguém, vai trabalhar desde já pela reeleição, e pelo fortalecimento do próprio partido. Informado do fato, Lula exclamou e reclamou: “isso é contra mim”. O senador de SP, parodiando o ex-chefe, confidenciou: “Eu não sabia”.

*  *  *

PS- Existe o problema de quem colocar no que parecia o jazigo perpétuo de Sarney, mas estão todos observando o senador do Acre.

Este não desvia o olhar, e responde sem palavras: “Já perdi uma vez, mas o Acre não perde duas vezes”.

PS2- Mas tudo resolvido, decidida a cremação, que pode esconder sentimentos mas não mostrar lágrimas, surge a maior e última incógnita da aventura dos que se elegeram em 2010: o senador das Alagoas. Ele tem força, ninguém o força a nada. No derradeiro caminho da Lampadoza, quase diante do cadafalso do amigo, pode querer discursar. Até neste momento?

Fora do recesso não sepultam mais Sarney

Revelei há dias, com exclusividade: senadores queriam cassar Sarney (por enquanto só a presidência, sobrando o resto do mandato) imediatamente. Não houve jeito.

Alguns queriam, mas apesar de agora reticente, o Planalto quer mostrar que não é adepto de Nelson Rodrigues, e que “NÃO É SOLIDÁRIO APENAS NO CÂNCER”. Pior se dissessem, “Não é solidário nem no câncer”.

Mais grave do que o Maracanã VAIANDO um minuto de silêncio, pedido na noite de 21 de julho de 1967. Preocupado com candidatos que apóia de longe (e distante) pois a sucessão não tem ainda regras nem nomes, muitos apelam para 2010. Outros acham melhor que seja prorrogado para 2012. Não seria melhor ouvir a opinião pública?

Na Bovespa, 4 horas inúteis, mas com lucros para os jogadores

Quando encerrei a nota das 13 horas, expliquei: “Faltam 4 horas, ninguém sabe o que acontecerá”. Não aconteceu nada. Estava em alta de 0,40%, perdeu até esse mísero resultado. Ficou em zero a zero. O movimento mal chegou a 4 bilhões, pouquíssimos investidores, muitos jogadores.

O dólar caiu mais do que tentavam “adivinhar”. Veio para 1,87 bem baixo, recuando mais 1,23%. De tanto recuar, acaba “imprensado” entre as estátuas de Stalin e Sarney, opostos, mas longe de representarem os longos tempos de glória.

Honduras, definitiva e sem golpe

É preciso acabar com a confusão, o tumulto e a contradição no país. Houve um golpe político-militar-civil, mas é fora de dúvida que esse desprezível Zelaya não queria sair do governo. Examinem seu passado.

Mas os que se aproveitaram da ambição ditatorial, desvairada e desordenada de Zelaya, não podem ocupar o poder. Nem “ex-presidentes”, nem “presidentes” PARA EVITAR GOLPES. A América do Sul e Central têm longa história de tomada do Poder EM NOME DO POVO. Com esse rótulo só com eleições livres. EUA e Brasil não pode APOIAR outro regime que não seja saído das urnas. Chega de FICÇÃO e CORRUPÇÃO.

A NAÇÃO RUBRONEGRA exige renovação

No Flamengo tudo é possível: os que renunciaram, queriam continuar. Ha! Ha! Ha! Os que pretendem permanecer como responsáveis (leia-se irresponsáveis) estão há 150 anos naufragando o clube. Não admitem mudança, mesmo sabendo que o clube resiste como está.

Reviravolta a favor do Flamengo

Existe um movimento sadio, saudável e de grande satisfação, exigindo gente nova, com idéia fora da rotina, homens e mulheres que não precisem do clube, os que estão lá, são os que exploram o Flamengo, “desde Pedro Alvares Cabral”. Aguardem, “uma vez Flamengo, Flamengo até morrer”. Hoje isso domina o clube.