Minha primeira prisão, 22 de julho de 1963, meu primeiro julgamento no Supremo Tribunal Federal, dia 31 desse mesmo julho. Todos conspiravam, de um lado e do outro. Isso, completando agora 47 anos. Inesquecíveis.

Esse 22 de julho, histórico, pela repercussão, violento pelo precedente, arbitrário pela forma, inaceitável pelo fato de todos dizerem que estávamos em pleno regime democrático. Aparentemente era isso mesmo, a nova ditadura (a segunda República) só existiria 9 meses depois, o tempo de gestação de uma vida.

No caso, do ponto de vista das instituições, a anti-vida, o holocausto, nas manchetes apenas um homem, mas por trás, todo um país, a comunidade inteira, os interesses colossais e monumentais que se movimentavam (antes do episódio e depois dele) eram de tal vulto, que justificavam qualquer violência.

Eu escrevia artigo e coluna diários, desde 1956, no bravo “Diário de Notícias”, a maior circulação do Rio, combatia mesmo, com nome e sobrenome, principalmente das grandes empresas que exploravam o Brasil de todas as maneiras. Não pararam de me perseguir, conseguiram finalmente em 1966, três anos depois, quando era candidato a deputado federal pelo MDB.

Tido e havido como o mais votado, comparavam com o que acontecera com Brizola em 1962. Ainda governador do Rio Grande do Sul, mas disputando pela Guanabara, governada por Lacerda.

Por volta da 1 da madrugada, um informante precioso parou o carro na porta da casa onde moro desde 1962, no alto do Jardim Botânico, me entregou um envelope, que tinha do lado de fora dois carimbos: “SIGILOSO” e “CONFIDENCIAL“.

Era uma circular assinada pelo ministro da Guerra do presidente João Goulart, se chamava Jair Dantas Ribeiro. Destinada apenas a 12 generais, o número deles, na época, era pequeno. Quem me entregava a circular SIGILOSA-CONFIDENCIAL era um deles, Cordeiro de Farias.

Como eu disse outro dia, em 1963 (até 1967) existiam matutinos e vespertinos. A Tribuna da Imprensa, como outros vespertinos, começava a circular ao meio dia, pude publicar a circular, na íntegra, no mesmo dia 22.

Estranhíssima, dúbia e contraditória essa circular. O general era ministro da Guerra de João Goulart, e denunciava um pretenso “MOVIMENTO COMUNISTA” para dominar o país. Estaria contra essa “COMUNISTIZAÇÃO“? Ou contra o presidente da República? Teria autorização do presidente? Ou agiria à revelia dele? Nunca se esclareceu.

Como acontecia diariamente, chegava ao jornal às 6 da manhã (saíra na véspera às 6 da tarde), metade do jornal estava feita. Resolvi publicar a circular na Primeira, logicamente sem o nome do general-informante, ele mesmo depois se identificaria aos meus advogados.

Junto com a circular, a explicação, que cito de memória, o jornal continua fechado, a perseguição à Tribuna da Imprensa não TEM nem TERÁ FIM. (Apesar do VOTO DO RELATOR DO SUPREMO, Celso de Mello, ministro e decano, que declarou que o processo transitara em julgado, e mais, TAXATIVO E TEXTUAL: “A UNIÃO TEM  QUE PAGAR A INDENIZAÇÃO À TRIBUNA DA IMPRENSA, I-M-E-D-I-A-T-A-M-E-N-T-E”.

Publiquei a circular com a explicação simples e objetiva: “Se o Brasil estivesse em guerra com outro país, examinaria se a publicação da circular, poderia trazer prejuízos. Como o Brasil não está em guerra nem mesmo contra os seus exploradores, tenho não só o DIREITO, mas a OBRIGAÇÃO de publicar esse documento que ameaça o país”.

Só isso, e mais o documento oficial e os carimbos, com bastante destaque. Na época a repercussão do jornal era instantânea. Logo, logo os telefones não paravam. Se formaram filas de jornaleiros querendo mais exemplares, foi a terceira maior tiragem da existência do jornal, superada apenas em 1966 e 1967.

No mesmo dia, ia fazer um programa de televisão em Belo Horizonte, (TV Alvorada, Associada, a mais importante do estado) não alterei meu roteiro. Ia viajar às 4 da tarde, viajei, apesar das indicações de que seria preso. Não era bravata ou excesso de coragem, não podia, antecipadamente, me render aos que iriam me prender.

Tive o prazer, no aviaõ, de ir conversando com a grande e belíssima cantora Ester de Abreu, esqueci de tudo. Quando saltei, o aeroporto estava cheio de jornalistas, que me acompanharam nesse fim de tarde e início de noite. Todos sabiam que eu ia ser preso, parecia um fato e não suposição.

Também me esperavam dois assessores especiais do governador Magalhães Pinto, com o recado dele: “Você não vai falar na televisão e será preso, está decidido. Se você quiser voltar para o Rio agora, de carro, não haverá o menor problema”.

Agradeci a informação, (como governador, dava notícia OFICIAL). Quanto ao fato de voltar para o Rio, sem resposta, tanto fazia ser preso no Rio ou em BH.

Por volta das 20,30, me encaminhei para a televisão, acompanhado por aquele grupo de jornalistas. Jamais esqueci ou deixei de agradecer.

Na entrada do prédio, me esperando, o diretor de jornalismo da televisão. Constrangidíssimo, comunicou: “Helio, recebemos ordem de que você não pode falar, temos que cumprir”. Me convidou “para subir”, não tinha sentido. Fui preso logo depois, na porta do hotel, e levado para a ID-4 (Infantaria Divisionária da 4ª Região), comandada pelo general Carlos Luiz Guedes, que em abril de 1964 teria grande destaque, junto com o também general Mourão Filho.

Fui bem tratado, um coronel me comunicou que eu estava à disposição do ministro da Guerra, e pela manhã, “bem cedo” (fez questão disso) iria para o Rio. Dormiria ali, podia telefonar para quem quisesse. Liguei para Rosinha, minha mulher, preocupadíssima, me deu recado dos meus amigos, advogados Prudente de Morais neto e Adauto Lúcio Cardoso. Falaram: “Assim que for oficializada a prisão, entraremos com habeas corpus no Supremo. É o caminho natural, e a única ação que não precisa de procuração”.

Antes de ser levado para onde dormiria, pude “sentir” o terrível “clima” de divisão da “nação militar”. Muitos não se falavam, não se entendiam, se suportavam por causa da hierarquia e disciplina, base da existência militar. Acordei às 6 da manhã, lógico, não dormi, nem havia o que ler.

Às 7 horas fui levado para o refeitório comum, aí, a explosão da discórdia, da indisciplina, da divergência geral. Visível a hostilidade entre eles, e mais ou menos oculta, a hostilidade aberta contra mim. Mais de 100 oficiais presentes, uns fizeram questão de sentar onde eu estava, outros perguntavam, alto para que eu escutasse: “O que esse SUJEITO (textual) está fazendo aqui?”

Antes das 8 horas entrei no avião que me levaria (na época, traria) para o Rio. Trajeto curto, no Santos Dumont um carro me esperava. Levado para a Polícia do Exército, foi a minha chegada e entrada na Barão de Mesquita. Ainda não era o terrível Codi-Doi, depois Doi-Codi, que frequentei com assustadora assiduidade. Naquele dia, apenas DE PASSAGEM.

O comandante do Batalhão da Polícia do Exército, era o coronel Domingos Pinto Ventura Jr. Grande figura, ficou meu amigo até morrer, aos 91 anos. Como participara da FEB, foi presidente da Associação dos Expedicionários, não deixavam que saísse.

Me levou para um cubículo de 3 por 4, não era o que me preocupava, e sim o que disse: “Jornalista, o senhor ESTÁ PRESO INCOMUNICÁVEL POR ORDEM DO MINISTRO DA GUERRA. NÃO PODE RECEBER FAMILIARES OU ADVOGADOS“. Mais tarde eles chegaram. Além de Adauto Cardoso e Prudente de Moraes neto, Sobral Pinto e Prado Kelly. O coronel, educado e articulado, comunicou: “Os senhores não podem falar com o jornalista. Estou cumprindo ordens do ministro da Guerra”.

Para completar a farsa, outra determinação do ministro: como eu tinha direito à PRISÃO ESPECIAL, e além do mais não cometera nenhum crime, colocaram na porta do cárcere, um papel escrito: “PRISÃO ESPECIAL”.

***

PS – Fiquei apenas mais dois dias na Barão de Mesquita, com todas as restrições, até a comida era levada para o meu catre. Mas o coronel ia sempre conversar comigo. Obrigatoriamente, dois soldados perto, um deles estava lendo o “Jornal dos Sports”, perguntei ao coronel se podia me emprestar.

PS2 – Constrangidíssimo respondeu: “Não posso, jornalista, estaria desobedecendo a ordem do ministro”. Mas me levava livros sobre Napoleão, lógico, ídolo militar, livros sobre ele, em todo e qualquer quartel.

PS3 – Época de adversidade, estávamos em plena crise de energia, (o famoso RACIONAMENTO) a partir das 6 da tarde, ficava tudo completamente escuro. Tinha que empurrar uma mesinha, para através de uma janela estreita, ver a luz dos faróis dos carros que passavam.

PS4 – Dia 24 ou 25, fui levado para Brasília, por ordem do presidente do Supremo, ministro Ribeiro da Costa. (Amanhã, termino. O episódio é rigorosamente histórico, não pela minha prisão, mas por tudo que ela envolvia).

AMANHÃ: O FIM DA HISTÓRIA
Pediram 15 anos de prisão por causa da publicação de uma
circular SIGILOSA E CONFIDENCIAL. Se eu tivesse
cometido homicídio, quanto pediriam?

Bobagens e besteiras legais

Carlos Chagas

Não é de hoje que se critica a existência de monumental número de leis vigentes no país, umas necessárias e outras, nem tanto. Só que agora está demais. Na mesma semana em que o presidente Lula autorizou a inclusão no Estatuto do Menor  da cláusula proibindo os pais de dar palmada  nos filhos, acaba de ser sancionado o Estatuto do Torcedor, com outras bobagens. Uma delas é de responsabilizar as torcidas organizadas por quaisquer atos de violência de seus integrantes. Outra, de punir com pena de cadeia os juízes que errarem, prejudicando o resultado das partidas.

Quer dizer, se em pleno Maracanã, cercado por bandeiras  do Flamengo,  um cidadão  enfiar o canivete na barriga de outro, será aberto um processo contra os dirigentes da torcida rubro-negra? E se um determinado árbitro não viu que a bola entrou, deixando de dar o gol, será condenado à prisão?

Ainda agora descobriu-se na legislação eleitoral a proibição de candidatos a presidente da República tornarem-se objeto de sátira  em  programas humorísticos de televisão.  Para não falar que chefes de executivo federal, estadual e municipal não podem exprimir suas preferências eleitorais, muito menos comparecer a comícios e recomendar o voto em seus candidatos.

Estes e mil outros exemplos entram no rol das  leis que não pegam, apesar de repetidas. Quantas vezes tomamos conhecimento de dispositivos acabando com a firma reconhecida para documentos públicos e privados? O próprio governo que determinou a dispensa é o primeiro a exigir o carimbo do cartório. Convenhamos, quanta besteira…

Conspiração do silêncio

Já se vão cinco dias da divulgação da existência de um relatório da Agencia Brasileira de Inteligência denunciando que governos e ONGs estrangeiras tramam a transformação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol em Estado Independente, com atividades políticas, administrativas e judiciárias próprias. Até agora, nem uma palavra do palácio do Planalto, para onde foi enviado o relatório,  muito menos dos ministérios da Defesa, das Relações Exteriores e da Justiça.

Registre-se, também, o comportamento  da mídia. Nenhuma repercussão, muito menos investigação. Paranóias à parte, dá para pensar numa conspiração do silêncio. Governo e meios de comunicação fingem ignorar o risco que sofre nossa soberania, porque depois de caracterizado um Estado Independente, o próximo passo será o reconhecimento de uma Nação Soberana chefiada por índios e tutelada por países ricos e suas multinacionais.

Estariam o presidente Lula,  seus ministros e os barões da imprensa com receio de represálias externas? Ou não dão maior valor ao território onde se localizam as reservas indígenas, pleno de minerais estratégicos, biodiversidade e outras riquezas?

Milagres do contrabando

Décadas atrás um despretensioso filme italiano fez sucesso inesperado apenas por conta de sua abertura. Na fronteira entre Itália e França um contrabandista encenado por Totó era preso por um guarda representado por Fernandel. O agente da lei quis ver o que o  meliante carregava nas costas,  não acreditando ser apenas água, como disse o outro.    Aberto o saco de couro, verificou tratar-se de vinho da melhor qualidade.  Totó caiu de joelhos, braços estendidos para o céu, exclamando: “Milagre! Milagre! São Genaro transformou a água em vinho!”

A piada se lembra por conta do pedido de  desculpa de  Índio da Costa  depois de   haver caluniado e difamado o PT, que acusou de estar ligado às Farcs, ao narcotráfico e ao Comando Vermelho.  Disse o singular candidato a vice-presidente da República  que o PT  mantinha  entendimentos com as Farcs, que por sua vez compunha-se com o narcotráfico, que de seu turno abastecia o Comando Vermelho. “Logo, o PT relacionava-se com o Comando Vermelho…” Milagre igual, só mesmo com São Genaro.

Dispensando a viagem

Perguntaram ao presidente Lula se depois de deixar o governo fará o mesmo que a maioria de seus antecessores, viajando para longa temporada no exterior. Foi o que fizeram, de  Juscelino Kubitschek a Fernando Henrique.

O primeiro-companheiro não titubeou, concordando que irá mesmo viajar, mas de Brasília para São Bernardo,  pretendendo permanecer lá por muito tempo. O interlocutor replicou, perguntando se a próxima viagem seria, quatro anos depois, para Brasília, ouvindo a tréplica: “Em Brasília só irei para visitar minha amiga Dilma, lá no palácio do Planalto…”

Jornais crescem e faturam 3 vezes mais que a Internet

Pedro do Coutto

A Folha de São Paulo publicou em sua edição de 28 de julho, Caderno de Economia, que no primeiro semestre deste ano a venda de jornais cresceu 2% em relação ao mesmo período de 2009 atingindo a média diária de 4 milhões e 225 mil exemplares. A população aumentou 1,2%. O faturamento alcançou R$ 1,3 bilhão, crescimento comparativo da ordem de 7,8%. A fonte da informação é o presidente-executivo do IVC, Instituto Verificador de Circulação, Pedro Martins Silva. No mesmo espaço de tempo, a internet faturou 414 milhões em publicidade, um terço do produto publicitário dos jornais. Como ninguém joga dinheiro fora, muito menos em empresas anunciantes, deduz-se que se enganaram aqueles eu achavam (ou acham) que a web poderia ocupar o lugar da imprensa. Nada disso.

Como digo sempre, se vale Freud, vale Marx. E me lembro do belo título do psicólogo e pensador alemão Erich Fromm: Meu Encontro com Freud e Marx, década de 1950. Humor à parte, o fato é que os meios de comunicação complementam-se entre si, adicionam-se, um não substitui o outro. Os jornais não acabaram com os livros. O rádio não acabou com os jornais. O cinema acrescentou-se ao rádio. A televisão não anulou nem o rádio, tampouco o cinema. A internet surgiu para se acrescentar a todos eles. Ótimo isso. Ganha a informação, ganha a opinião, ganha a cultura universal.

O faturamento publicitário, identificado pelo Projeto Inter Meios, reflete o grau de circulação e audiência. Por isso, dos cerca de R$ 11,8 bilhões comercializados em publicidade nos seis primeiros meses do ano, R$ 6,3 bilhões foram capturados pelos canais de TV, incluindo abertos e os por assinatura. Confrontando-se o resultado com períodos anteriores em que o volume publicitário esteve estacionado na escala de $ 10 bilhões a cada 12 meses, algo em torno de quase R$ 18 bilhões, em 2010 vai ultrapassar esta barreira, devendo fechar o exercício com cerca de R$ 22 a 23 bilhões. Já focalizamos o faturamento dos jornais, da televisão, da internet. Falta o das emissoras de rádio: R$ 420 milhões de reais de janeiro a junho. Um pouco mais que o da Internet ultrapassa o rádio, pois este aumentou 18,5% de um ano para outro, enquanto a internet avançou 34%.

Uma tendência. Mas que não se afirma por si. Pois é preciso saber se o movimento comercial da web está ou não no seu teto. Isso porque é difícil a rede de computadores conectada superar a barreira de 30% dos domicílios brasileiros , ou seja 9 milhões de residências, pela questão inultrapassável do poder aquisitivo. O país possui 58 milhões de domicílios, segundo o IBGE, portanto 58 milhões de famílias. Só 30% têm plano ou seguro de saúde, algo absolutamente indispensável. O computador vem logo depois do plano de saúde. Quanto custa uma internação hospitalar? Impossível os assalariados poderem arcar com a despesa. É essencial.

As agências de publicidade, os bancos, o comércio, os governos devem ler com atenção a matéria publicada pela Folha de São Paulo. Vão encontrar uma síntese da realidade que envolve a comunicação brasileira e observar bem o mercado de informação e opinião que se descortina. Eu falei em opinião. Neste aspecto, a imprensa escrita domina totalmente o panorama. Uma questão de espaço. Se alguém na tela da TV se reservar a comentários fará com que telespectadores e ouvintes mudem de canal ou de estação. Ou então que desliguem os aparelhos. Opinião detalhada é algo próprio de linguagem escrita. Não da falada.

O Santos pode ter jogado fora um título importante

OS “meninos da Vila” voltaram a dar show de categoria e habilidade no controle da bola, mas falharam completamente no quesito FINALIZAÇÃO.

No primeiro tempo, ou melhor, nos primeiros 30 minutos, o meio do campo, em vez do VERDE do gramado, era todo BRANCO, da camisa dos jogadores. Mas não saíram do 1 a 0. Depois do gol, esse meio campo ficou dividido com o adversário.

No segundo período, a mesma coisa, os “meninos” não sabiam onde ficava o gol adversário, prevalecia o 1 a 0 assustador. Logo depois do 1 a 0, Robinho perdeu um gol tão fácil que ele mesmo ficou mordendo os lábios. A seguir, André jogou fora outra bola que deveria ter entrado. Ele mesmo, envergonhado, se jogou no chão. Mas tarde, o próprio Ganso, duas vezes, S-O-Z-I-N-H-O, na frente do goleiro, não marcou.

Como justificar o pênalti de Neymar?

Só usando uma palavra: I-N-E-X-P-L-I-C-Á-V-E-L. o “menino” vinha jogando bem, embora marcadíssimo. Fez gol de barriga, (royalties para Renato Gaúcho, num clássico) mas era o que dava no momento. Depois, numa “caminhada” admirável” driblando os adversários, foi derrubado claramente e quase perto do goleiro, pênalti, ninguém reclamou.

Comemoram antecipadamente, Neymar foi bater, tentou fazer o que chamam de “cavadinha”, o goleiro ficou parado, a bola foi jogada exatamente onde ele estava. Mais uma chance perdida.

Minutos depois, Dorival Jr., desesperado com esse 1 a 0, que era quase derrota, resolveu mexer no time, tirou 3 dos convocados para a seleção do Mano: Ganso, Robinho e André. Não  tirou o Neymar, porque só podia substituir 3 e ele havia perdido o pênalti, seria desatroso.

***

PS – Marquinhos, que entrou, logo, logo, de falta, fez o segundo gol, melhorou para o Santos, mas não a ponto de garantir a vitória e o título, quarta-feira que vem.

PS2 – Esse resultado é o mais enganador possível. No fim do jogo de ontem, o Vitória tentou de todos os modos, fazer pelo menos 1 gol. No seu estádio, na Bahia, tentará logo fazer esse gol que não conseguiu.

PS3 – Digamos que consiga, o Santos pode perder a tranquilidade, o jogo e o título.

PS4 – Se acontecer, desastre irreparável.

As televisões diminuíram o fogo cerrado contra o goleiro Bruno. Não quer dizer que seja INOCENTE, mas que será julgado, e não preconceituosamente.

As investigações sobre o pretenso ou suposto assassinato da ex-amante do jogador do Flamengo, entraram numa “zona de desconhecimento”. Os delegados (e delegadas) não fazem o jogo que faziam, nem “vazam” depoimentos para serem publicados com EXCLUSIVIDADE.

O grande “nó górdio” de tudo: a total e completa ausência do corpo da mulher que teria sido assassinada. Como fui o único a lembrar e revelar o caso do advogado Leopoldo Heitor, duas vezes absolvido da acusação por não ter aparecido o corpo da vítima, Dana Tefé, vou mostrar o que acontece nos EUA.

Anteontem, na televisão, série sobre um assassinato. A polícia prendeu um suspeito, suas provas, entregues à Promotoria, são precárias. O CORPO e a ARMA, não existem. O procurador geral da Justiça (eleito de 2 em 2 anos) conversa com o promotor, seu subordinado (nomeado) sobre o caso.

Palavra do procurador: “Você não vai conseguir convencer os jurados, a não ser que o CORPO APAREÇA”. Resposta do promotor, que terá que fazer a acusação: “Eu sei que será DIFÌCIL, mas tenho condições de COLOCAR O RÉU no local do crime”. O superior ri, discordando.

O promotor fez a melhor acusação que pôde, os jurados não aceitaram, absolveram o réu. Por unanimidade, como acontece no mundo todo. Ficção, lógico, mas baseado sempre na legislação e nos precedentes. A carreira de Bruno, seu maior patrimônio, foi embora, mas pode ser que preserve alguma coisa.

Passarinho, o maior carreirista da República, mais de 30 anos voando sobre cargos e mais cargos. Todos com salários e mordomias exorbitantes. Senador, ministro, não deixou nada proveitoso.

Paulo Solon:
“Não conheço Marco Maciel, o magrela do tempo da ditadura. Mas sempre que você se refere a ele, logo me vem à memória ou à lembrança um outro aproveitador, pertencente à direita radical “golpista”, chamado Jarbas Passarinho. Esse Passarinho, mas ainda que o major Curió, só conseguia cargos no tempo da ditadura.Gostava de se exibir com discursos vazios.
Uma vez, como capitão de fragata, trabalhando no Comando da Marinha, fui designado para ir à sua posse como ministro do Trabalho. Quase dormi, na primeira oportunidade, fui embora. Um pretensioso chato de galochas, como se dizia na época”.

Comentário de Helio Fernandes:
Meus parabéns por lembrar e esclarecer um dos personagens mais nefastos, perniciosos e perigosos da ditadura. Não só pela falta de caráter, de escrúpulos, de convicções, mas pelo carreirismo espantoso. Você acertou no coração, ao dizer que só CONSEGUIU CARGOS NO TEMPO DA DITADURA. Comecemos por aí

Em 1964, aos 44 anos de idade, ainda era major, não passaria disso, tinha certeza. Nasceu no Acre, mas servia no Pará, A PEDIDO, prática comum no Exército. Ninguém se aproveitou tanto da ditadura quanto ele. Logo que os generais tomaram o Poder nacional, em 1º de abril de 1964, no mesmo dia Passarinho tomou o Poder estadual.

Começava uma das mais longas e vazias carreiras civis perpetradas (é essa a palavra exata) por um militar. Foi “governador” do Pará, expulsando o eleito. Expulsou também o prefeito de Belém, e colocou no lugar outro major, Alacid Nunes, de quem era padrinho de casamento.

Espertíssimo, Passarinho dominava o Pará, mas queria SER ELEITO E HOMOLOGADO PELO VOTO. Que voto? O da Assembléia Legislativa, acuada, amedrontada ou acompadrada. Isso aconteceu dois meses e meio depois do golpe.

Ficou “governador” até 1966, arbitrariamente passou o cargo ao “compadre” Alacid, se “elegeu” (?) senador no mesmo 1966, o Pará era apenas um trampolim, descobrira a vocação nacional. Lógico, quem poderia VENCER tão iluminado PERSONAGEM?

Chegou à capital como “senador”, mas como já falava pela “Revolução”, ninguém ligava para as aspas. E aí não parou mais, até que foi colhido pelo ostracismo, mas Nossa Senhora, como acumulou cargos.

Assumiu no Senado, saiu no mesmo dia, foi ministro do Trabalho de Costa e Silva, que substituía Castelo Branco como “presidente”. Passou para a reserva como coronel. De uma vez só, deixava o Senado, sem cumprir o mandato, abandonava a carreira militar e ainda ninguém sabia, ficaria pouco tempo como ministro do Trabalho. Costa e Silva sofreu um derrame, foi considerado incapacitado, teve que haver nova eleição.

Foi um fato inacreditável, nessa República também inacreditável. O candidato do grupo que estava no Poder era Orlando Geisel. Mas como os generais já estava divididos, perdão, DIVIDIDÍSSIMOS, lançaram outro nome, o do chefe do SNI, Garrastazu Medici. Diga-se a bem da verdade que não queria, resistiu, mas acabou aceitando.

Pela primeira vez, colocaram urnas em quartéis, navios, bases da Aeronáutica. Orlando Geisel perdendo em todos os lugares, quem ganhava? Não Medici, e sim o general Afonso Albuquerque Lima, de grande prestígio. Mas foi vetado pelo grupo de Orlando Geisel (já aí com apoio do grupo de Medici) alegando que “ele não era general de 4 estrelas, só tinha 3 estrelas, como Superiores podiam fazer continência a um general Inferior?”. Farsa completa.

Aí, desistiram da “eleição”, DIVIDIRAM o governo, Médici “presidente”, Orlando Geisel “ministro da Guerra”, com todos os poderes, Medici não interferiria na Segurança. Medici fez remanejamento no Ministério, Passarinho passou do Trabalho para a Educação, nenhuma importância ou inconveniência, era incapaz para as duas posições. Importante se manter no Poder, e usá-lo discricionariamente, ditatorialmente, arbitrariamente, coisa que fazia muito bem.

Aí não parou mais na CARREIRA, nas entrevistas, nas aparições na televisão, nos acordos. Em 1974, fingiu que deixava o cargo (ou os cargos, ficou 8 anos sem ir ao Senado), mas precisa “ser eleito” por outros 8 anos. Aí teve que ficar no Senado, Ernesto Geisel tinha horror a ele, assumiu a Presidência, nem cogitou dele para nada.

Mas Passarinho era invencível. Em 1983, ainda com Figueiredo no Poder, a ditadura já no chão, foi ministro da Previdência. Esse cargo era um “prêmio de consolação” por ter perdido a cadeira de senador em 1982. Quando surgia aparência de democracia, Passarinho era derrotado. Alacid Nunes rompeu com o padrinho de casamento. Foi eleito governador Jader Barbalho.

Passarinho ficou ministro da Previdência até 1986, quando haveria nova disputa para o Senado. No ano da eleição procurou o senador Sarney, companheiro da ditadura e chorou nos seus braços.

Textual: “Presidente, só me elejo senador se você me ajudar, sem o seu apoio nao posso nem me candidatar”. Sarney, tão esperto, tão carreirista e tão sem convicções quanto Passarinho, perguntou: “Faço o que você quiser, mas nunca fui ao Pará, nem sei o que posso fazer para te ajudar, mas faço o que você indicar”.

Passarinho então deu a “fórmula”. Também textual, e aí rigorosamente histórico, pois marcou uma época na vida pública brasileira: “Sarney, o Jader (Barbalho) não vai disputar nenhum cargo, comandará a eleição, para fazer seu sucessor. São duas vagas para senador, se o governador me apoiar, estou eleito, ficarei te devendo isso.

Sarney continuou sem entender. Passarinho explicou e explicitou o acordo que já havia feito, faltava o “CONCORDO” de Sarney: “Ele me apoia, me elejo, assim que deixar o governo do Pará, você nomeia o Jader ministro. Se eu nao me eleger, Jader não será ministro”. Lógico, Sarney CONCORDOU sem o menor constrangimento ou contrariedade.

Lógico, Jader, mais esperto e sem escrúpulos do que Sarney e Passarinho juntos, cumpriu o acordo, eis Passarinho de volta ao Senado, tomou posse em janeiro de 1987. E logo, com Collor, era ministro da Justiça. Quase não toma posse, a OAB protestou, pela primeira vez um coronel (e que nem conquistara a patente) era ministro da Justiça.

Mas Collor não ligou. Itamar Franco, interino, protestou, e quando Collor viajou, Itamar, interino, DEMITIU o ministro. Collor voltou, READMITIU o ministro, o que fez na mesma hora).

Sua carreira em cargos importantes acabou aí, ficou vegetando em lugares que tinham mordomias, mas nenhum Poder de fato. Sarney cumpriu o ACORDO, INACREDITAVELMENTE nomeou Jader Barbalho ministro da Previdência. Os que não conheciam os fatos, se assombraram. Numa crise política, Sarney teve que mudar ministros, Jader foi PROTEGIDO. De CORRUPTO na Previdência, como grande senhor de terras, foi transformado em ministro da Reforma Agrária.

***

PS – A ditadura durou especificamente, 21 anos, de 1964 a 1985, mas dura até hoje, não aparentemente. Só que Passarinho resistiu por mais de 30 anos, de 1964 até 1994, em cargos com mordomias, salários e corporativismo exuberantes.

PS2 – Como “ministro da Educação”, assinou decreto que provocou comoção nacional. O país todo se voltou contra ele, o que fazer? Agia ditatorialmente.

PS3 – No AI-5, o monstruoso instrumento que apavorou e horrorizou o país em 13 de dezembro de 1968, alguns ministros estavam hesitantes, não sabiam se deviam assinar.

PS4 – Passarinho então, pegou o documento, assinou e convenceu a todos, dizendo com veemência: “ÀS FAVAS OS ESCRÚPULOS“. Como se alguma vez tivesse tido escrúpulo, qualquer que fosse a oportunidade do ato, ou até mesmo ATO, como o “AI-5”.

PS5 – Como foi várias vezes “senador”, mesmo com eleição entre aspas e sem ocupar o cargo, montou na TV Senado, estrutura que domina amplamente. Nessa coFndição, já deu diversas entrevistas, no estilo que adora: FALANDO SOZINHO, respondendo perguntas PRÉ-FABRICADAS.

PS6 – Várias vezes deixou ENTREVER ou até AFIRMOU mesmo, que “apesar de sondado muitas veses, jamais quis ser presidente da República”. Ha!Ha!Ha!

PS7 – O Exército jamais ACEITARIA um coronel da reserva como presidente, com aspas ou sem elas. Mas insiste, CONTRARIANDO a hierarquia das Forças Armadas. Como você, Paulo Solon, inicialmente militar, conhece muito bem.

MÃO PERCAM AMANHÃ:
Minha primeira prisão, 22 de julho de 1963,
meu primeiro julgamento no Supremo Tribunal Federal, dia 31 desse
mesmo julho. Todos conspiravam, de um lado e do outro.
Isso, completando agora 47 anos. Inesquecíveis.

Bem-vindo, Mano

Vicente Limongi Neto: “Preferia o Wanderley Luxemburgo, mas Mano Menezes ficou de bom tamanho. Qualquer um é infinitamente melhor do que Dunga. Mano convocou alguns jogadores que já deveriam ter sido lembrados pelo turrão Dunga: Hernandez, Marcelo, Neymar, Ganso e Diego Tardeli. Mano tem aquele jeitão bom de irmão. Não vai querer jamais nadar contra a corrente.
Quem como ele foi vitorioso treinador do poderoso, exigente e popular Corinthians, tem tudo para também ser vitorioso na seleção. Não vai complicar, jamais vai inventar e muito menos contrariar a torcida e ex-jogadores, muitos deles hoje bons analistas de futebol.Pé na estrada. O caminho é árduo e longo. Mano sabe que não vai encantar nem satisfazer ninguém, apenas ganhando torneios e copas sem expressão. Com respeito a todos eles. A missão de Mano é conquistar o hexa para o Brasil em 2014.
Mano sabe, não é tolo, que renovar a seleção não significa que não poderá dispor de jogadores experientes. Mesclar a seleção, dando cancha aos mais novos que começaram a ser lembrados, é, a meu ver, fundamental. Bem-vindo, Mano”.

Comentário de Helio Fernandes:
Qualquer um tem sua opinião, principalmente em futebol. Luxemburgo teve a chance, não aproveitou, foi para a Europa, não ressuscitou.

Quanto a Mano, nada CONTRA. E também nada a FAVOR. Apenas chamou jogadores para o jogo do dia 10 de agosto, a Copa será em 2014, muito longe, não, Limongi? E ter que aguentar e se garantir com Ricardo Teixeira, Nossa Senhora, é preciso acreditar muito em Deus.

Imprensa, TV e Internet fazem EUA desabar no Afeganistão

Pedro do Coutto

A exemplo do que ocorreu com a guerra do Vietnã, em 75, os jornais, as emissoras de televisão e, agora, a internet, juntos, poderão contribuir para um recuo das forças americanas e da OTAN no Afeganistão, tantos e tão realistas são os documentos secretos que no final da semana o australiano Jules Assange tornou públicos ao mundo.

A dimensão da iniciativa e o risco jornalístico de enveredar por um caminho militar ligado à segurança de estados e de pessoas foram tão grandes que, antes de fazer explodir a comunicação eletrônica, o diretor da ONG Wikileaks antecipou o conteúdo do site ao New York Times, ao inglês The Guardian e à revista alemã Der Spiegel.

 A CNN, no inicio da década de 70, precipitou a retirada dos Estados Unidos do Sudeste Asiático a partir do momento em que colocou no ar militares americanos detonando a cabeça de prisioneiros ou então lançando-os, sem paraquedas, de aviões e helicópteros.

Lembro bem que a atriz Jane Fonda valeu-se da reportagem controlada pelo então seu marido, Ted Turner, para liderar uma imensa passeata em Washington, em torno da Casa Branca, pelo fim imediato da guerra que fora iniciada em 62 pelo presidente Kennedy, atravessou o mandato de Lyndon Johnson, o primeiro de Richard Nixon, também o segundo, e só acabou em 75 na administração Gerald Ford que assumiu depois do escândalo de Watergate.

      A sociedade norteamericana ficou perplexa com o que a imprensa e televisão destacavam. A frase a liberdade não é de graça, usada por Truman na guerra da Coréia, perdeu o sentido com o segundo fracasso na Ásia. Mas eis que, na sequência do tempo, vieram a absurda invasão do Iraque, desencadeada por George Walker Bush, e até o momento mantida pelo presidente Barack Obama, apesar de compromisso de terminá-la a curto prazo assumido na campanha eleitoral.

Provavelmente o complexo industrial militar – denunciado em livro pelo general Eisenhower, que presidiu os EUA do início de 53 ao começo de 61, pois foi eleito em 52 e reeleito em 56 – entrou em ação e somou o Afeganistão ao Iraque, adicionando Bagdad a Cabul. No Iraque, uma série de torturas praticadas, morte de milhares de iraquianos, luta de guerrilha e sobotagens, mais de 3 mil americanos mortos. No Afeganistão, a lista de mortos aumenta a cada dia e, de acordo dom o site de Julien Assage, fatos nebulosos vinculando setores das forças invasoras com o Taleban de Bin Laden.

Os diamantes são eternos, escreveu Ian Fleming, criador de James Bond. A cada dia mais se comprova a teoria na prática. A indústria de armas está por atrás, pela frente, pelos lados dos conflitos. Um mercado que proporciona lucros à base da vida e da integridade de centenas de milhares de pessoas. Ritual macabro esse que parte do princípio da defesa da liberdade e termina com o aprisionamento e a ocultação dele próprio.

As excelentes matérias de Gustavo Chacra, Andréa Murta e Fernando Ainchenberg, publicadas respectivamente nas edições de 27 de julho de O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e de O Globo, focalizaram nitidamente o panorama extremamente crítico que a divulgação dos quase 100 mil documentos secretos causou.

Por intervenção do New York Times, dezenas de nomes de pessoas não vieram à tona, pelo menos por enquanto, para não colocar em risco suas vidas. O impacto mundial está sendo de tal ordem – acentuam os jornalistas – que em seu conjunto essa página singular da história de hoje pode vir a terminar a guerra do Afeganistão amanhã.    

O inconstante Bellucci

Ano passado, ganhou esse insignificante Torneio (250 pontos no ranquing) de Gstaad, na Suíça. Ele muito justamente satisfeito, só que os jornais “badalaram” como se fosse um grande título.

Agora, lá mesmo, foi tentar outra vitória que não obteve em lugar algum. Na última derrota, ele mesmo confessou: “Fui muito inconstante”. Certíssimo.

Mas o que dirá quando perdeu para um tenista desconhecidíssimo, e na primeira rodada? Ganhou o primeiro set no tiebreak, disputadíssimo, para perder o segundo set por 6/0. Não poderia ganhar o terceiro?

Médicos reclamam com Lewandowski a nomeação do motorista para Perícia Médica

Minha nota de hoje sobre nomeações do ministro-presidente do TSE, repercutiu imediatamente. Foram falar com Lewandowski: “O senhor não pode nomear um motorista para cargo de perícia médica, absurdo”.

E o ministro, amavelmente (?): “Podem ficar tranquilos, é só para constar na sua ficha”. Espantoso. Como se o diretor de uma grande hospital nomeasse um  advogado como auxiliar do “Cirurgião-Chefe”. Esperam a ANULAÇÃO de tudo.

O inferno astral de Paulo Otavio

Decididamente o ex-vice-governador de Brasília, Paulo Otavio, está vivendo inferno astral. Seu filho Paulo, do primeiro casamento com a filha do ex-ministro da Marinha, Maximiliano da Fonseca, resolveu tomar banho de sol completamente despido, na varanda do “Ilhas do Lago”, apart-hotel em que mora.

Os vizinhos não gostaram da ideia e, sem saber de quem era filho, partiram para a agressão física. O rapaz ficou machucado e o caso foi parar numa delegacia de polícia. Paulinho, como é chamado, resolveu formalizar queixa contra os agressores. E agora está se recuperando fora de Brasília.

Pimentel, em alta, Minas e Ceará

Os dois têm o mesmo sobrenome, foram ministros de Lula, deixaram o cargo para disputarem o governo do estado. Não conseguiram, são candidatos ao Senado.

O Fernando Pimentel de Minas ameaça o ex-presidente Itamar, já que Aécio Neves está eleitíssimo. Itamar meio “sobre” o assustado.

O José Pimentel do Ceará, está crescendo e pode ser o segundo eleito, ganhando de Jereissati ou de Eunício. Mas pode ficar por aí, “disputando” a volta a ministro, acreditando em Dona Dilma.

Disputa no Rio Grande do Sul

Tarso Genro, ex-ministro, e o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, não contavam com a ascensão (e queda?) de Dona Crusius. De qualquer maneira, uma satisfação: Paulo Paim está reeeleito, m-e-r-e-c-i-d-í-s-s-i-m-o.

Dilma estaria desistindo?

Afirmação textual e pessoal: “Só pessoas competentes deveriam disputar a Presidência, políticos ou não”. Ué, seria autocrítica? Ou a certeza de que não saberá governar? Aguardemos. Serra ficou feliz, embora também não saiba o que fazer se ganhar. (Não ganha).

Seleção do Brasil e da Argentina

Pelo menos no primeiro tempo, tranquilidade com a contratação do Mano. Com a desistência de Maradona, que exigiu muito de Grondona, (há 25 anos presidindo a AFA, a CBF de lá) o problema passou para os “hermanos”.

Túnel Zuzu Angel às escuras

Esse túnel está todo dias às escuras, mil e 600 metros de intranquilidade. Os guardas me disseram que reclamam, a Prefeitura nem atende. É absurdo que fique ESCURO, um túnel aberto para homenagear uma mulher corajosa, que foi assassinada pela ditadura, perdeu um filho, torturadíssimo, porque queria tudo às CLARAS, que muitos chama de LIBERDADE.

Incoerências, contradições, incertezas na sucessão presidencial e estadual. As pesquisas se chocam e se conflitam, fingem um “resultado” longe da realidade.

Não vou contar a História, mas as coisas são mais do que claras. Foi a única República implantada sem sangue, sem eleição, com dois marechais TOMANDO O PODER PELA FORÇA. Ficaram 1 ano dominando tudo, e só depois desse ano foi convocada a Constituinte. E mesmo depois dessa Constituinte, o PRÓXIMO presidente foi ESCOLHIDO PELO VOTO INDIRETO.

Um dos marechais, Deodoro, fingindo de presidente. O outro, Floriano, fingindo de ministro da Guerra, mandando mesmo, era quem tinha a força. Isso durou até 1930, e era tão antigo, tão caduco, que ficou logo conhecido como “República Velha”. Na verdade, era VELHÍSSIMA, com apenas 41 anos.

Agora, 80 anos depois do que tantos exaltam como a “Revolução de 30”, caminhamos para nova escolha de cartas marcadas. Em 1889, disseram que o POVO NÃO SABIA VOTAR, o que Pelé repetiria muito mais tarde. Por que a afirmação? E olhe que quando Rui Barbosa disputou a primeira eleição em 1910, os eleitores não chegavam a 300 mil.

Pouco? Os pobres não votavam, idem, idem para os analfabetos, a elite dominava tudo. Hoje, os pobres, proporcionalmente tão pobres quanto antes, votam. Os analfabetos, relativamente tão analfabetos quanto antes, votam. E em outubro, com direito (e obrigação) de voto, são ou serão 136 milhões.

Aumento enorme do número? Sem dúvida. Progresso? Nenhum, na verdade estamos em pleno retrocesso, que ficou evidente a partir de FHC, mas digamos, não começou com ele. Só que FHC e seus entreguistas-doadores-privatistas, perderam o constrangimento, entregaram tudo.

De 1889 a 1945 a elite dominava o país, isso era aceito como normal, só eles votavam, por que iriam acabar com os privilégios, os favores, as riquezas nacionais, que “dividiam” com os ladrões que dominavam o que chamavam de truste. Depois passaram a multinacionais, e finalmente a globalizadores ou neoliberais.

(Não precisam duvidar ou procurar muito, basta ler Monteiro Lobato, EXPULSO do Brasil pelo ditador Getúlio Vargas. Seu crime? Foi o primeiro a proclamar, O BRASIL TEM PETRÓLEO. E também se revoltava quando acordava, ligava a luz, acendia o gás, abria a água para o banho, pagava royalties a estrangeiros. E não era só isso. Os adoradores de Vargas podem defendê-lo, mas não podem negar os fatos).

Essas lembranças nos trazem até 2010, quando se realizará nova farsa de eleição. Num país de praticamente 200 milhões de habitantes, apenas 3 (T-R-Ê-S) cidadãos conseguem a graça (?) de concorrerem à Presidência.

E não adianta reclamar, se a revolta for muito grande, implantam uma ditadura, como a de 1930 a 45, ou então a de 1964 a 85, igualmente revoltante, cruel, selvagem, sanguinária, repelente e duradoura. Só acabam quando existe a DIVISÃO entre os que estão no Poder, e os que se “revoltam” e se “aliam” ao que chamam de oposição e falam em REDEMOCRATIZAÇÃO. Por que REDEMOCRATIZAÇÃO, se jamais tivemos DEMOCRACIA?

As elites sempre dominaram tudo, enriqueceram da mesma forma, qualquer que fosse o cidadão que estivesse no Poder, civil ou militar. Tanto faz, civis ou militares sempre dominam os governos com a farsa e a fraude da eleição, ou com a ditadura aberta e escancarada. Não há DITADURA CIVIL ou DITADURA MILITAR. Eles se completam, os civis não governam sem os militares e vice-versa, qualquer que seja a forma de ascensão de quem está no Poder.

(FHC que dominou o poder por 8 anos, não estava preparado para 8 meses, 8 semanas, 8 dias. Reduziu o mandato em 1994 de 5 para 4 anos, achava que Lula ia se eleger, era melhor que ficasse menos tempo. Surpreendido, ganhou. DOOU todas as riquezas do país, comprou mais 4 anos, com muito dinheiro e nenhum respeito à Constituição).

Combati seu governo do primeiro ao último dia, não fiz a menor concessão, DENUNCIEI O CRIME HEDIONDO praticado pelo que se chamou vergonhosamente de COMISSÃO DE DESESTATIZAÇÃO.

Continua aí, se algum dia, por acaso, cumprir o tempo de longevidade, ganhará manchetes “consagradoras”, obituários “luxuosos”, que provavelmente já estão escritos, é a velocidade de hoje.

Os tempos mudaram? Nada, nenhuma modificação. Vargas foi chamado de “pai dos pobres e mãe dos ricos”, Lula incluído na mesma identificação.

Serra jamais será presidente, ficam as duas mulheres que não representam coisa alguma. Como não podem ser identificadas como PAI dos pobres, ficarão apenas com uma identificação, lógico, a de MÃE DOS RICOS.

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PS – Alguma coisa haverá de novo com Dilma, Serra ou Marina? Não provoquem gargalhadas quando está em jogo o futuro do país, que numa inversão de identificação, já foi chamado de país do futuro.

PS2 – Os três, rigorosamente despreparados. Não importa de onde venham e quais os “compromissos” que despejem em cima do povo desinteressado. E por que estaria interessado? Sabem que apenas ratificarão o que já foi decidido.

PS3 – As pesquisas, que fazem parte do “ESQUEMA” da simulação, da enganação, da mistificação, procuram estabelecer uma espécie de disputa entre os três. Me recuso a participar dessa TRAGÉDIA NACIONAL, QUE É A ELEIÇÃO SEM PARTIDOS, SEM CONVENÇÕES, todos os presidenciáveis e seus vices de cabresto, não representam nada. NENHUMA ESPERANÇA.

PS4 – No momento em que faço este exercício de esclarecimento para o cidadão, a publicação que vem do exterior e são obrigados a publicar: em 60 anos, (englobando todos os presidentes) foi a maior REMESSA DE LUCROS PARA O EXTERIOR.

PS5 – Miséria interna produzindo riqueza externa, que tem que ser remetida para fora, sem pagamento de imposto algum. Uma parte disso é o que foi chamado (não sei por quem) de CAPITAL MOTEL.

NÃO DEIXEM DE LER AMANHA:

Paulo Solon traz à cena o major Passarinho,
o grande e NEFASTO carreirista da ditadura.
É bom não esquecer o personagem-chave de tanta degradação.

Ministro Lewandowski, líder do mais novo diretório do PT-Brasília

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz questão de se mostrar fiel, (fidelíssimo, longe de mim um jogo de palavras) ao velho COMPANHEIRO, a quem tanto ajudava nos tempos gloriosos de São Bernardo. (Onde Lula irá morar depois da eleição. Se Dona Dilma se eleger e quiser se livrar do grande eleitor e patrono).

Com isso, o ministro abriu as portas (literalmente) do TSE para petistas. Mesmo os que não pensem (?) como ele e o grande companheiro do Planalto-Alvorada. Inacreditável o que o presidente do TSE vem fazendo. Examinem esses fatos e nomeações, consumadas ou adiadas, não por vontade do ministro.

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PS – Vem fazendo várias nomeações de petistas de carteirinha para cargos importantes, sempre comissionados e com altos salários. É intimíssimo da família Lula, lá só é chamado carinhosamente de Ricardo. Dona Marisa só o chama assim, é seguida.

PS2 – O motorista do ministro (agente de segurança) é agora CHEFE DO SETOR DE PERÍCIA MÉDICA.

PS3 – Nomeou um delegado da Polícia Federal para esse mesmo Serviço Médico. Não foi liberado pelo setor de origem (síndrome Muricy), está esperando.

PS4 – Diz, sempre, “bibliotecários não fazem nada, tudo inútil”, está removendo a maioria para outros setores.

PS5 – O ministro deveria saber que bibliotecários e médicos têm atribuições próprias e credenciais específicas?

PS6 – Como outros petistas estão esperando, é fácil perguntar: essa eleição será realizada de forma limpa, correta e justa?

Tutela sobre Dilma?

Carlos Chagas

Senão engrossar, ao menos ficar com um pé atrás o PT ficará, diante do PMDB. Com base em pesquisas abertas ou restritas, os companheiros sentem que pouco mudará a composição do futuro Congresso, em termos de representação partidária. Salvo inusitados, o PMDB continuará com as maiores bancadas na Câmara e no Senado, fator  capaz de ser  festejado pelo PT, não fosse o receio de  o partido e o novo governo virem a ser manipulados,  no caso da vitória de Dilma Rousseff. Manipulados pela figura central do PMDB, seu presidente e hoje candidato a vice-presidente da República, Michel Temer. Porque a relação da candidata com deputados e senadores é mínima, mas a de seu colega  de chapa é total.

O perigo, para muitos petistas,  está na possibilidade de Temer, instalado no palácio do Jaburu, centralizar as relações da nova administração com o Legislativo, tornando-se peça-chave para a aprovação ou rejeição de projetos de interesse do palácio do Planalto. Em outras palavras, exercendo uma espécie de tutela parlamentar sobre Dilma e, obviamente, cobrando o preço que seu partido costuma cobrar.

Michel Temer movimenta-se para desmentir  essa versão, entoando loas de lealdade e fidelidade à candidata do PT, mas não há sinais de que pretenda renunciar à presidência do PMDB.  Inexiste lei para  obrigá-lo  a tanto, registrando-se até que João Goulart, enquanto vice-presidente de Juscelino e de Jânio,  continuou  presidindo o PTB.

Os três mosqueteiros

Para ficar no complicado PMDB, tem gente imaginando um explosivo cenário para o partido,  no futuro Senado. Porque Pedro Simon tem mais quatro anos de mandato, assim como Jarbas Vasconcelos, provavelmente derrotado na tentativa de eleger-se governador de Pernambuco. Junte-se a eles Roberto Requião, com a eleição garantida no Paraná, conforme as pesquisas.

Os três vão dar trabalho à direção peemedebista, desalinhados que são há muito tempo.

Cuidado com ele

Parece fora de cogitação que as grandes redes de televisão venham  a reunir os dez candidatos à presidência da República, nos debates previstos para começar na próxima semana. Serão no máximo quatro a enfrentar-se: Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio.

O candidato do Psol não tem ilusões quanto à possibilidade de eleger-se, mas centraliza seu objetivo em ganhar os debates, hipótese muito possível, seja pela sua experiência político-parlamentar, seja pela contundência de sua mensagem.  Dos poucos comunistas que também é fervoroso católico-apostólico-romano, Plínio poderá aprofundar temas dos quais  seus adversários fogem como o diabo da cruz. E com a vantagem de uma oratória ímpar.

Indefinição em Brasília

Contestado por uns, admirado por outros, Joaquim Roriz lidera as pesquisas para governador do Distrito Federal. Já ocupou o cargo por quatro mandatos, situação singular que tanto o favorece quanto  prejudica. Afinal, para que deseja voltar pela quinta vez, indagam uns, enquanto outros respondem ser para completar a sua obra. Por haver renunciado ao Senado para não ter o mandato cassado em função de uma transação bancária pouco clara, Roriz está tendo seu  pedido  de registro como candidato  impugnado na Justiça Eleitoral. Caso não consiga ultrapassar o obstáculo, recomendará  Maria Abadia para substituí-lo.

O candidato do PT é o ex-deputado e ex-ministro Agnelo Queirós, cujos percentuais vem crescendo nas pesquisas. Por conta da indefinição  do quadro eleitoral, ainda não se respira na capital o clima emocional de outros anos.

Vitória da Ferrari, derrota moral do esporte

Pedro do Coutto

A nova decisão da Ferrari mandando Felipe Massa afrouxar o pé do acelerador para que seu companheiro de escuderia, Fernando Alonso, vencesse o grande prêmio da Alemanha foi uma nebulosa vitória nas pistas de alta velocidade, mas uma derrota moral do esporte nas raias da ética e do compromisso com a luta pela vitória. Princípio essencial e insubstituível do esporte. De todos os esportes.

A matéria de Lívio Orichio, enviado de O Estado de São Paulo para cobrir a prova, focalizou perfeitamente o episódio vergonhoso. E injustificável. Tanto assim que a Federação Internacional de Automobilismo aplicou a multa de 100 mil dólares a Ferrari. A Ferrari, inclusive, é reincidente. Em 2002, determinou a Rubens Barrichelo que deixasse Schumacher passá-lo. Foi uma tempestade. A Fórmula 1 custou a desmanchar a imagem negativa que o fato lhe causou. Agora acontece de novo com a mesma empresa.

Riquíssima, tradicional fabricante de automóveis até de superluxo, não tinha necessidade de aplicar mais um golpe baixo, não só no universo do automobilismo, mas sobretudo na consciência esportiva mundial. Beneficiado em 2002 por uma farsa acintosa, Schumacher disse a Orichio apoiar a decisão repetida agora. Não importa. O que importa é a violação da regra pétrea das competições: a luta pela vitória.

Por exemplo, no futebol, se uma equipe estiver precisando da vitória de outra para se classificar melhor num campeonato, seja ele qual for, poderá oferecer um “bicho” adicional a esta. É normal. Está pagando para que ela se empenhe pela vitória. Nada a dizer. Entretanto se oferecer recompensa pela derrota, estará infringindo irremediavelmente a estrutura ética e moral da competição. Como o Peru, na Copa do Mundo de 78, em Buenos Aires, fez contra nós, entregando vergonhosa e acintosamente o jogo para a Argentina. Eram as quartas de final. Tínhamos vencido a Polônia por 3 a 1. A Argentina enfrentava o Peru. Precisava vencer pela diferença de três gols. O Peru sujou o futebol permitindo sua própria derrota por 6 a 1.

A revolta se generalizou. Mas João Havelange, presidente da FIFA, então, nada pôde fazer. Como brasileiro, estava impedido de agir. Uma página negra incorporou-se à história do futebol.

À noite, para estarrecimento geral, a Rede Globo levou ao ar uma mesa redonda comandada por Armando Nogueira e integrada por Pelé, Rubens Mineli e o jornalista Rui Osterman, que focalizou a partida com uma naturalidade olímpica, quase aristocrática, como se nada de anormal houvesse acontecido. No dia seguinte, Bonifácio Sobrinho, que era diretor geral da Globo, mandou Cid Moreira ler no Jornal Nacional um comentário de repúdio à atitude peruana. Pelo menos houve uma reação de parte da própria emissora. Um episódio profundamente vergonhoso e imoral, quase passando em branco na imagem e na voz de quatro comentaristas. Sendo um deles, o que foi pior, o maior jogador de futebol do mundo de todos os tempos. Como, aliás, é até hoje.

Episódios como os da Copa de 78 e do Grande Prêmio do Automobilismo da Alemanha em nada acrescentam à beleza e à emoção do universo esportivo. Ao contrário. O deprimem e agridem todos aqueles que, com entusiasmo, torcem pelos seus times, por suas seleções, pelos seus ídolos. No caso da Fórmula Um, vê-se mais uma vez, ídolos de barro.

Pouco se fez diante de tantos problemas

  Roberto Monteiro Pinho

Na Justiça do Trabalho, a deformação administrativa corrompida com o distanciamento e insubordinação ao mando superior, acaba produzindo efeitos colaterais, freando grande massa de processos que dependem da boa aplicação do direito para tramitar sem incidentes de fluxo. O mais grave é que este senão ocorre por ausência de um código do trabalho, mais abrangente, e capaz de suprir as constantes aplicações d texto subsidiário do CPC e da Lei Fiscal, neste último de extrema urgência, já que pe justamente neste capítulo onde reside a maior vulnerabilidade da JT.

Na execução são tomadas inúmeras decisões processuais com aplicativos que alteram o DNA da lei, corrompendo os códigos vigentes no país. Este posicionamento da toga trabalhista na primeira instância, não está acontecendo por acaso, tem suas raízes no 17° Congresso da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), realizado na cidade de Natal em outubro de 2001, quando foram discutidas propostas da reforma do judiciário, (levadas pelo então ministro da Justiça, Bernardo Cabral).

Eram questões cruciais para os juízes, entre outras, da Súmula Vinculante, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mudança das regras para ingresso na magistratura, com exigência de comprovação de cinco anos de exercício da advocacia, e a Quarentena, obrigando juízes, desembargadores, promotores e procuradores de ficar três anos sem advogar depois de deixarem suas funções no judiciário. Quando se atacou a reforma do judiciário o foco era a magistratura, este foi um erro crucial, vez que naquele momento a reforma poderia ter avançado em questões administrativas. O esqueleto do judiciário brasileiro precisava de uma arquitetra jovial, com novas linhas de procedimentos, a principal delas a comunicação com as partes que litigam na justiça. 

Aprovado na reforma do judiciário o CNJ, foi criado com pequena alteração na sua composição, excluindo os representantes da sociedade e vem atuando com punições nos juízes que cometeram delitos administrativos, obrigando ao cumprimento da lei, extirpando do jurisdicionado brasileiro, o nepotismo na contratação de funcionários do judiciário. Mas a verticalização era previsível, em resposta a aprovação da súmula vinculante, (os juízes queriam a súmula impeditiva, porque não travaria as decisões de primeiro grau), com o segundo e primeiro graus do Judiciário e por outro a eleição direta para cargos de direção nos tribunais, também não foi incluída no texto da reforma. Diante da barreira legislativa enfrentada pela magistratura para aprovação, um dos seus temas preferidos, a trabalhista foi a que mais ressentiu, em resposta se reorganizou com tamanha rapidez, somando suas forças, e hoje isolada do seu Colendo Superior (TST), a ponto de não respeitar a grande maioria de suas decisões, inclusive as do CNJ, TST e Corregedorias dos TRTs, que são totalmente ignoradas entre os magistrados que atuam dessa forma, diria até com razão.

 O universo do trabalho no Brasil tem sérias questões, a falta de estrutura compatível com a demanda nacional de estabelecimentos, pode ser avaliado a partir da fiscalização do MTE que em dezembro de 2008 era composto por 3.113 fiscais, um ano depois, este número caiu para 2.949 profissionais. O fato é que a redução do quadro de auditores fiscais do trabalho compromete a fiscalização das empresas que contratam empregados sem registro em carteira. Entre janeiro e maio de 2009, o número de pessoas jurídicas flagradas nessa prática irregular diminuiu 29%, passando de 116.769 empresas nos primeiros cinco meses de 2009 para 90.240 em igual período deste ano. Por conseqüência, o total de trabalhadores com a situação legalizada, em decorrência da ação fiscal, decresceu de 230.930 para 189.646. Só no Rio de Janeiro, foram encontradas 12 mil pessoas em ocupação irregular em 6.500 empresas, esta anomalia deságua na justiça do trabalho aumentando a demanda de ações.

Roberto Marinho assinou documento reconhecendo os direitos dos acionistas da TV Paulista, mas não teve dúvidas em enganá-los

Tão logo seja julgado, no Superior Tribunal de Justiça, o processo que contesta a venda da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo) para Roberto Marinho, publicaremos documento assinado pelo fundador da Organização Globo, no qual  reconhece o direito e a regularidade societária dos acionistas fundadores do canal 5 de São Paulo. Mas enganou-os, como está no título.

Eram 673 investidores minoritários, que em 1977 tiveram suas ações IRREGULARMENTE desapropriadas em favor de Marinho por mísero Cr$ 1,00 (hum cruzeiro) cada ação, com respaldo do regime militar.

Esse documento assinado por Marinho poderá provocar uma verdadeira reviravolta empresarial-administrativa nesse controvertido e escuso “negócio”, e até fundamentar  o apelo que será dirigido a organismos internacionais por acionistas lesados, que, para tanto, estão contratando profissional especializado para recorrer à OEA, ONU e Tribunal Penal Internacional.

O governo federal acompanha o caso, mas  finge que não tem nada a ver com a babel instalada. Tem sim, pois nos arquivos do Ministério das Comunicações, em lugar bem escondido, repousam as provas de que a transferência do controle acionário da TV Globo de São Paulo para a família Marinho não tem validade, já que consumada por meio de documentos “EIVADOS DE NULIDADE ABSOLUTA”, como já foi repetidamente denunciado pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

Mas a investigação do caso é dificultada, o Ministério das Comunicações não permite que se tenha acesso a essa documentação irregular apresentada por Roberto Marinho. Durante todo seu período como ministro, Helio Costa (ex-funcionário da Globo e protegido da família Marinho), impediu que houvesse vistas ao processo administrativo fraudulento. Que República.

***

PS – É verdade que os crimes de estelionato e de falsidade ideológica cometidos à época já prescreveram há muitos anos, mas comprometem PARA SEMPRE a validade da transferência da concessão do canal e da homologação do controle acionário da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo) para a família Marinho, que está sendo questionada na Justiça.

PS2 – Em tempo: o relator do recurso especial no STJ, que versa sobre a AÇÃO DECLARATÓRIA de  inexistência de contrato de venda da TV Paulista a Roberto Marinho (e não AÇÃO  ANULATÓRIA, como irregular e ilegalmente julgado pela Justiça do Rio de Janeiro), é o ministro João Otávio de Noronha, da 4a. Turma.

PS3 – Noronha está no Superior Tribunal de Justiça, desde dezembro de 2002. Não é juiz de carreira. Foi nomeado pelo então presidente FHC, na vaga reservada aos advogados (quinto constitucional) possuidores de notório saber jurídico e de reputação ilibada.

Arruda, Roriz e a mulher de Paulo Otavio

Esse é o trio que comanda a eleição de Brasília. Roriz quer voltar ao governo da capital, sabe que a ajuda do governador cassado e preso, é indispensável. Mas não quer (nem pode) ser visto publicamente com ele. Também não vai à sua casa. Então “conversam” através de “correligionários” pouco conhecidos.

A pergunta mais insistente de Roriz: “Como faço para “conquistar” as áreas que você domina eleitoralmente?”

Malandro, espertíssimo (ninguém nega), ambicioso e longe de ter abandonado a política, Arruda responde “fugazmente”, (as últimas cinco letras formam palavra que ele adora) não diz nada conclusivo. Quer deixar Roriz ansioso, e receber garantias IRREFUTÁVEIS sobre o futuro (do Arruda) se ele (Roriz) for eleito.

Há também Paulo Otavio, o homem mais rico de Brasília (seria o Eike Batista de lá?), que parece ter a síndrome da VICE-GOVERNADORIA. Era candidato a governador em 2006, mandou fazer pesquisa, VIU que Arruda estava mais forte, aceitou a VICE. E o compromisso de ser governador agora.

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PS – Tudo desandou, são RIQUÍSSIMOS, mas se perdem por tostões. Agora, quer compensação. E pretende novamente a VICE, não para ele, mas para a mulher, NETA DE JK.

PS2 – Quando dizem que a mulher não faz política, Paulo Otavio responde: “Vice precisa de nome e mais nada, minha mulher é neta de um presidente da República”.

PS3 – Dará certo? Em Brasília tudo é possível.