FHC “plebiscitário”, Lula não quer outra coisa

Em nome da vaidade e do ego, o ex-presidente comete erros e equívocos inacreditáveis. Ninguém duvida que o atual presidente (“se eu não puder”) quer uma eleição com apenas dois candidatos: Dilma e Serra.

É o que ele mesmo identificou como sucessão “plebiscitária”. Por isso trabalha tanto para impedir Ciro Gomes de concorrer. (Lula acredita e não esconde: “Dona Marina vai até junho ou julho e volta para o Senado”).

Diante disso, FHC vem a público com estardalhaço COMPARANDO “seu” governo com o de Lula. Além de fazer o jogo do adversário, “engrandece” a qualificação do seu retrocesso de 80 anos em 8. Não quero superestimar a presidência Lula. Mas em matéria de comparação, FHC perde até para o Marechal Dutra, o pior presidente da história.

O futuro a Deus pertence, falta confirmar. Dilma, Serra, Marina, Requião, Ciro, Aécio, Meirelles, dependendo de Lula. Alguns podem se fundir, formar uma chapa?

Está chegando a primeira fase da sucessão, importantíssima, inadiável e imprescindível: a DESINCOMPATIBILIZAÇÃO. Com exceção de Lula, (absurdo constitucional, pode ser candidato sem sair do lugar) quem tiver pretensões a presidente ou a vice em outubro, terá que deixar o cargo até 3 de março.

Isso vale para Ministros e governadores, no Executivo. No Legislativo ninguém será impedido. No Judiciário a saída poderá ir até 3 de junho, mas nenhum magistrado está sequer cogitado, lembrado ou requisitado.

Os nomes até agora pesquisados ou encaminhados para os dois cargos executivos mais importantes, são poucos e sem obterem, mesmo de longe a consagração do povo. E na maioria das vezes, candidatos deles mesmos.

Os de sempre, tirando Lula, incógnita completa e virtual. Constitucionalmente, Lula não pode ser candidato. Mas como jamais leu a Constituição, pode tentar o terceiro mandato e dizer mais tarde, como diz sempre: “Eu não sabia de nada, não me disseram que a continuação era ilegal, senti que o povo queria que eu ficasse”.

Vejamos os que TÊM que sair, os que PODEM sair, e os que SAIRÃO obrigatoriamente, mesmo sem rumo definido.

1 – Dona Dilma tem que deixar o cargo. Haja o que houver, não pode ser Chefe da Casa Civil, depois de 3 de março. O PT não morre de amores por ela, o presidente Lula já “não tem a paixão que tinha antes pelo partido”. Mas se atrelou a ela, só pode abandoná-la se não precisar abandonar a presidência.

José Serra é o único que pode decidir por si mesmo o que fazer em 3 de março. Se permanecer no cargo, é porque resolveu ser governador por mais 4 anos. Se deixar o cargo, é candidatíssimo à presidência.

Dona Marina: não precisa se desincompatibilizar, é senadora. Mas enfrenta um dilema que só ela pode resolver. Disputa a presidência sem nenhuma chance e fica sem mandato? Ou se reelege certo e fica com o futuro à disposição? Mas até agosto-setembro, pode tentar a reeleição.

Ciro Gomes – Deputado, é o mais estabanado, mas também o mais cheio de possibilidades, agora e no futuro. Certidão de idade: nasceu em 15 de novembro (devia ser mais Republicano) de 1957, está ainda no início da casa dos 50, completará 53 no fim do ano. Em 2002 foi presidenciável com 45 anos, liderou as pesquisas, não foi nem para o segundo turno. Inventou uma fórmula que ninguém entende: “Quero ser candidato para levar Dona Dilma ao segundo turno”. Ha! Ha! Ha!

2- Henrique Meirelles é o único que pode deixar o Banco Central ou permanecer, sem que isso provoque revolta ou satisfação. Sem expectativas promissoras. Tem três opções fraquíssimas: senador ou governador de Goiás, (nenhuma chance para os dois cargos) ou vice de Dona Dilma, não será o escolhido nem por ordem do FMI. Deverá ser Executivo de um banco, não esqueçam: veio do banco de Boston, responde a TODOS OS POSSÍVEIS CRIMES FINANCEIROS.

3 – No capítulo da DESINCOMPATIBILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA, dois personagens de estados importantes, com as mesmas características: Requião e Aécio. Governadores reeeleitos, pertencendo aos dois maiores partidos do país, aparentemente indicados para vice.

Requião é presidenciável desde 1994, seu adversário é sempre o PMDB. Recusado pelo partido, vai se elegendo ou reelegendo senador e governador. Aceita ser vice, sacrificando a volta ao Senado, mais certa do que a vocação de corrupto de José Roberto Arruda. Também tem prazo, depois de junho-julho, para se decidir pelo Senado.

Aécio há mais de 1 ano, é tido e havido, pelo seu próprio PSDB, como candidato CERTÍSSIMO A VICE de José Serra. Não recusa nem diz que sim. Espera alguém que lhe dê a garantia milagrosa: “José Serra será presidente, não perde para ninguém”. Vai se contradizendo até o momento de definir: “Serei senador por 8 anos”.

* * *

PS – Nenhuma surpresa se em 2011, Requião e Aécio estiverem no Senado, disputando a liderança dos partidos. Pelo temperamento e pelo resultado, Requião na oposição. Pelo temperamento e pelo resultado da eleição, Aécio defendendo o governo.

PS2 – A diferença entre eles, está na certidão de identidade. Requião nasceu em 5 de março de 1941, menos de 1 mês estará completando 69 anos.

PS3 – Aécio nasceu em 10 de março de 1960. Exatamente dentro de 1 mês fará 50 anos. Sem contar a de agora, a partir de 2014, 2018, 2022 e 2026, (4 sucessões) e ainda estará mais moço do que Serra hoje.

Sem dizer a que vem

Carlos Chagas

Enquanto José Serra mantém-se em cone de sombra, quem bota o bico de fora, em nome dos tucanos,  é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em artigo assinado na imprensa e intervenções num seminário comemorativo do Cebrap, o sociólogo não poupou Dilma Rousseff, chamando-a de boneco do Lula, sem idéias próprias.  Inexperiente, a candidata topou a briga com o sacristão, em vez de esperar para enfrentar o padre. Insistiu em que as eleições de outubro serão travadas entre o passado e o presente, ou seja, numa permanente comparação entre os governos Fernando Henrique e Lula. Em vez de falar do futuro, ou seja, de seu programa de governo, preferiu enfatizar as realizações do atual presidente.

Ainda que a passos de tartaruga, a sucessão presidencial segue seu curso. Tem sido diferente em eleições passadas.  Juscelino Kubitschek, por exemplo, apresentou-se com o trinômio “energia, transporte e alimentação” quando nem havia deixado o governo de Minas. Desdobrou-se pelo país anunciando metas e planos específicos. Até prometer a construção de Brasília ele prometeu, quando o Planalto Central era um ermo. Jânio Quadros não perdia um palanque, dos quatro ou cinco que freqüentava diariamente, afirmando como combateria a corrupção, de que forma iria corrigir a Previdência Social e enfrentar o endividamento externo, sem esquecer a necessidade de o Brasil abandonar o alinhamento automático com os Estados Unidos.  Depois do interregno militar, Fernando Collor bateu o Lula detalhando a suposta  modernidade que imprimiria à sua administração.  O próprio Lula relacionava as medidas sociais necessárias ao país. Fernando Henrique fez do Plano Real seu  carro-chefe mas pormenorizou o que precisava vir em seguida, em seu entender, o neoliberalismo.

Lula, para  ganhar a eleição, falava em  três refeições diárias para os brasileiros, participação de todos na renda nacional, reforma agrária e até limitação dos lucros das empresas, até que divulgou a contraditória Carta aos Brasileiros, desdizendo parte do que prometia e tranqüilizando as elites financeiras. Apesar da reviravolta, sabia-se o que pretendia, no governo.

Agora, o tempo passa e Serra permanece mudo, ao tempo em que Dilma parece confirmar a pejorativa imagem feita por Fernando Henrique. Há quem mantenha as esperanças no pronunciamento da candidata na sessão de encerramento do Congresso do PT, daqui a poucos dias…

Assim não chega lá

Marina Silva não aproveita a oportunidade para surfar entre a indecisão de José Serra e a falta de conteúdo de Dilma Rousseff. Mantém-se  aferrada aos conceitos louváveis do ambientalismo sem contrabalançá-los com as necessidades do desenvolvimento nacional. Ao insurgir-se contra o asfaltamento da rodovia Manaus-Porto Velho,  dá a impressão de pretender a Amazônia condenada a permanecer um imenso jardim botânico, precisamente o que pretendem as ONGs fajutas e os governos interessados em sua internacionalização. Agora, levanta-se contra a usina do Belo Monte, uma segunda Itaipu capaz de resolver a questão da energia na região. É uma pena, porque qualidades ela possui, pelo seu passado e por suas intenções.

O problema continua

Não haverá  um brasileiro, mineiro ou não, capaz de ficar contra a candidatura do vice-presidente José Alencar ao governo de Minas. Caso confirme a hipótese, será eleito por aclamação.

O problema é que no palácio do Planalto falta imaginação.  A indicação de Alencar deveria solucionar todos os conflitos, dentro e fora do PT, mas tamanha é a trapalhada que a briga  ficou apenas transferida para a indicação do candidato a vice-governador. Será Patrus Ananias ou Fernando Pimentel, precisamente os dois que lutam pela candidatura do PT ao palácio da Liberdade.  Era tempo de o presidente Lula ter decidido quem seria o companheiro de chapa de Alencar e quem iria indicado para o Senado. Até no cara e coroa a querela poderia estar resolvida. Quem parece satisfeito é o ministro Hélio Costa, do PMDB.

Não entendeu nada

O presidente Hugo Chavez, da Venezuela, deveria fazer um “curso de Brasil” antes de intrometer-se em nossas questões políticas internas. Porque brindou a mídia com infeliz análise sobre a sucessão presidencial de outubro. Manifestando-se em favor de Dilma Rousseff, disse que os Estados Unidos fazem grande esforço para a direita vencer, ou seja, para derrotar a candidata do PT.  Deveria saber que José Serra, pelo seu passado, encontra-se mais à esquerda do Lula, quer dizer, de Dilma Rousseff. Foi quem combateu o neoliberalismo quando  ministro do Planejamento, por isso mesmo deslocado para a Saúde, onde derrotou os laboratórios internacionais de medicamentos e obrigou a produção dos genéricos, além de insurgir-se diante do pagamento de royalties para as vacinas contra a AIDs.

Às 14:25, na Bovespa, continuam comprando embora lentamente

Existe apreensão, visível. Desde a abertura e executadas as ordens de sexta-feira, foram comprando. Olhavam muito para o lado e telefonavam bastante.

Muitas ações não reagiam, como as Telefônicas, ninguém confia. Petrobras e Vale, muito sacrificadas quinta e sexta recuperaram uma parte. Cemig caiu toda a semana passada, não reage, qual a explicação? Ambev (vício) continua em baixa, ótimo. As imobiliárias, (Tenda, Gafisa, Cyrela) subiram mais de 4 por cento, caíram muito semana passada.

O Bradesco cai há dias, a Bradespar sobe insistentemente. Motivo: os acionistas são do “grupo dominante e controlador”. A partir de 11:23 o Índice foi subindo de 15 em 15 minutos, aritmética mas seguramente. Às 14:25 quando posto estas observações, o Índice está em alta de 1,60% em 63 mil 760 pontos.

O dólar na mesma passada da última semana, entre 1,87 e 1,88.

“LIBERDADE DE IMPRENSA”

Não há ninguém mais carreirista de si mesmo, do que o “macunaímico”, Nelson Jobim. Tendo confessado os crimes cometidos como Constituinte, foi para o Supremo, de onde saiu EXPULSO.

Aproveitou a tragédia do avião da Air France, não saiu das televisões, e também com a novela corrupta da compra dos Rafales. Ainda conseguiu matéria no jornalão de SP, com o título, “DECISÃO FOI VITÓRIA PESSOAL DE JOBIM”.

Naturalmente, apóiam sua pretensão, a palavra exata é essa, de ser vice. Ha! Ha! Ha!

Esportivas, observadas e comentadas

Duas derrotas seguidas
do time de Bernardinho

Era o único invicto depois de 9 jogos. Contra o Brusque, venceu os dois primeiros sets, surpreendentemente, perdeu os outros três. Ontem, contra o Osasco, no clássico eterno, ganhou o primeiro, perdeu o segundo e o terceiro, numa reação de 6 pontos atrás ganhou o quarto. Foi para o desempate, perdeu o jogo e a liderança.

Povão encantado,
Robinho encantador

Só entrou no segundo tempo, delírio do público. Dominou o jogo fez de tudo. E deu a vitória ao Santos com um gol bem no seu estilo: de letra, e contra Rogério Ceni.

Qual é o mais medíocre:
Campeonato paulista ou carioca?

No Rio, depois de mais de 1 mês, o que todos já sabiam: os “quatro” chegariam as semifinais. E chegaram. Cheios de reservas, podiam ter disputado sem entrarem em campo. O Fluminense não fez gol, o Vasco apenas 1, o Flamengo só venceu porque o árbitro anulou um gol mais do que legítimo do adversário. O único que vem se destacando: o Botafogo.

O inacreditável acontece

Muitos jogadores brasileiros de alto nível, saem do Brasil para jogar em Portugal, ganhando muito mais. Perguntinha inútil, ingênua e inócua: com Oe que Portugal pode PAGAR MAIS DO QUE O BRASIL?

Vôlei surpreendente e inédito

O Pinheiros, dos mais tradicionais e importantes clubes do Brasil (excluído apenas o futebol), no feminino, enfrentou o Caxias do Sul. Vencia por 2 sets a zero, perdeu por 3 a 2.

No quarto set, o que jamais havia acontecido no vôlei mundial: o jogo foi empatado, de 4 a 4, até 27 a 27, apenas uma exceção, quando o Pinheiros fez 19 a 17. No final, o Caxias marcou 28 a 27 e fechou em 29 a 27. Sensação.

Árbitros favoritos da Fifa

A entidade que controla o futebol mundial, escolheu quem dirigirá os jogos do mundial com apito na boca. Um deles é o que validou o gol de Henry (com a mão), que classificou a França. Lógico, não poderá ser escalado para jogos da França.

A pedido especial de Ricardo Teixeira, foi escolhido pelo Brasil, Carlos Eugenio Simon. Suspenso por 5 jogos, quando “não viu” um impedimento que qualquer principiante veria.

Euforia antecipada na Bovespa

Exatamente às 10 horas, (uma antes da abertura) expectativa positiva. Na sexta-feira, nos últimos 40 minutos, houve um grande número de ordens de compra. Isso fez com que o Índice se recuperasse bastante.

Como uma parte razoável não pôde ser executada, ficou para hoje. Se comprarem mesmo, vai a abrir para cima. Entre os corretores, na reunião das 9, (que no verão é às 10) havia muita satisfação. Falta pouco.

Suplentes sem votos, sem povo, sem urna, 7 anos de mandato, sem disputarem eleição. No Executivo, o presidencialismo de lá, igual ao daqui, Sarney ocupou todo o mandato

Quase 25 por cento do senado ocupado por quem não tem representação de ninguém, por senadores sem responsabilidade ou credibilidade, é caso único no mundo. Para acabar com essa imprudência e impropriedade, bastaria copiar a Constituição de lá, que aliás foi o modelo de quase tudo servindo de base para Rui Barbosa fazer o anteprojeto da Constituição de 1891.

Dispositivo básico para a representatividade nos EUA: “O cidadão só pode exercer O CARGO PARA O QUAL FOI ELEITO”. O grande exemplo de hoje, existiriam muitos outros: a senadora Hilary Clinton, tinha ainda 4 anos e 1 mês de mandato. Convidada para Secretário de Estado, teve que renunciar. Foi nomeada por Obama, pode ser demitida.

Aqui, o melhor exemplo é de João Pedro, amigo do presidente Lula. Este pediu ao Ministro Alfredo Nascimento, (que se candidatava ao senado) que colocasse o amigo como suplente. Eleito, e renomeado ministro, Nascimento deixou a vaga para João Pedro que está há 3 anos no cargo. É candidato a governador, se for eleito, João Pedro assume mais 4anos, deixa de ser interino, para ser efetivo até 2014.

Suplente e financiador de
Serra, recordista de fraude

Até agora, quem ficou mais tempo no exercício (interino) do cargo, foi o então pai do presidente da Fiesp, 7 anos sem ter disputado eleição. Serra ficou trocando de ministério, e ele sendo chamado de excelência.

Isso, no Legislativo, no
Executivo, Sarney invencível

Ninguém vai ultrapassar o “mandato” do financiador de Serra. Mas no Executivo, o recorde MUNDIAL, pertence a José Sarney: ocupou o mandato inteiro que seria de Tancredo. Ficou todos os 60 meses da presidência que seria do ex-governador de Minas.

Sarney tem alguns concorrentes nos EUA, que herdaram também mandatos presidenciais, mas não INTEIROS, como o dele. Recordemos alguns, vejamos se dá para lembrar de todos. (A Constituição de lá é igual a nossa, o vice que assume COMPLETA O RESTO DO MANDATO).

1 – Lincoln, eleito em 1860, assumiu já com o país em guerra. Reeleito, quando comemorava 1 mês do segundo mandato, foi jantar com a mulher, Mary Todd, depois do jantar, foram ao Teatro Ford. Assassinado, morreria 36 horas depois, já no cargo o vice Andrew Johnson.

(Curiosidade, Lincoln, republicano) escolheu como vive, Andrew Johnson, democrata e governador do Tenneesee.  Pelo hábito, costume e tradição, o “nominado” escolhe livremente seu companheiro. Mas de outro partido, era a primeira vez. Justificativa: iam fundar um novo partido, achavam 2, muito pouco. Johnson assumiu, votaram logo seu impeachment, ganhou por 1 voto. Governou até o fim, depois não obteve legenda para mais nada. Só ficou 1 mês a menos que Sarney)

2 – McKinley. Eleito em 1896, reeleito em 1900, assassinado em 1901. Assumiu Theodore Roosevelt, ficando menos 7 meses do que que Sarney.

3 – Kennedy. Surpreendentemente eleito em 1960, assassinado no fim de 63. Assumiu Lyndon Johnson, muito menos do que Sarney, mas foi reeleito por mais 4 anos.

4 – Franklin Roosevelt. Eleito em 1932, 36, 40, 44 morreu (não assassinado) em abril de 1945, assumindo o vice Truman, que não seria eleito vereador da sua localidade. Um dos piores presidentes de toda a história dos EUA, ficou menos 3 meses do que Sarney. Para todo o sempre terá seu nome ligado à tragédia e ao massacre de Hiroxima e Nagazaki. (Sua filha Margareth, casou com o editor, na época, do New York Times. Tão desastroso quanto o sogro).

5 – Nixon. Em 1972, renunciou para não sofrer o impeachment. Só tinha menos 2 anos de mandato, já reeleito, achou bom negócio, “sair de vontade própria”. O vice, Spiro Agnew, corruptíssimo, já havia feito acordo: renunciava, recebia um documento de imunidade total, assinado pelo Procurador Geral da República. Aceitou. Assim, pela primeira vez na história, assumiu o presidente da Câmara, Gerald Ford, que indicou para vice, Nelson Rockfeller, que já tentara a presidência, não se elegera.

* * *

PS – No Brasil as coisas são inteiramente diferentes. 9 vices assumiram e completaram o mandato que não era deles. 9 assumiram e completaram o próprio mandato. (Sem contar com Lula que ainda está no Poder).

PS2 – Logicamente não relacionei os que assumiram (direta ou indiretamente) mas não completaram o mandato. Portanto 9 a 9, de vices que ficaram com o Poder sem serem eleitos. E 9 que eleitos, resistiram e completaram o mandato.

Apenas uma pantomima

Carlos Chagas

Conforme o Aurélio, pantomima significa logro. Embuste. Também é a arte da expressão por meio de gestos. Mímica, onde se prescinde da palavra.

Com todo o respeito à memória do dr. Ulysses Guimarães, foi o espetáculo encenado pelo PMDB, no sábado que passou. Por aclamação, Michel Temer viu-se reeleito presidente do partido. A imagem que ficou foi do parlamentar paulista de mãos dadas e  levantadas com José Sarney,  Romero Jucá, Waldir Raupp e outros, comemorando sabe-se lá o quê. Porque dividido o PMDB estava e continuou, apesar do registro de seu presidente sobre apresentar-se  unido. Deixaram de comparecer Roberto Requião, Pedro Simon, Luiz Henrique, Orestes Quércia, Jarbas Vasconcelos, André  Pucinelli e outros defensores   da candidatura própria à presidência da República.  Como apesar de prevista sua visita aos convencionais, Dilma Rousseff não  apareceu, a conclusão é de que continua tudo na mesma. O presidente Lula não quer Michel Temer como companheiro de chapa da candidata do PT e o PMDB aguarda melhores dias para definir-se. Talvez só na outra convenção, em junho.

Encolheu-se até o solitário presidente de honra do partido, Paes de Andrade, que havia anunciado a disposição de contestar a reeleição de Michel Temer, com base num discutido compromisso de fazer do deputado Eunício Oliveira o novo presidente.

Em suma, uma pantomima mesmo, muito diferente das antigas e já esquecidas reuniões dos tempos em que o então  MDB insurgia-se contra o regime militar e formava na primeira linha da resistência democrática.   A democracia foi restabelecida e a legenda murchou. Há quem preveja a perda da condição de  maior partido   nacional, nas eleições de outubro. Não vai ser fácil manter o  maior número de governadores, senadores e deputados.

Trinta anos depois

O PT comemora esta semana  trinta anos de existência. Durante as preliminares para sua fundação, discutiu-se com intensidade se deveria declarar-se uma legenda marxista. Foi por pouco que o rótulo deixou de ser adotado, mas entre as primeiras propostas estavam a decretação da moratória sobre a dívida externa, a estatização das indústrias de base, a participação dos trabalhadores no lucro das empresas, a limitação do  ensino particular, a taxação das grandes fortunas e a imediata distribuição da terra através de radical reforma agrária. Bem como a obrigação  de jamais o partido aliar-se a outras agremiações burguesas. O objetivo seria de disputar sozinho a conquista do poder.

Pois é. O PT está no poder, muita gente caiu fora, outro tanto foi mandado passear  e a pureza dos tempos antigos saiu pelo ralo. Nada mais burguês do que um companheiro de hoje, a começar pelo primeiro deles. Nunca o  empresariado viveu dias tão felizes, jamais a política econômica foi  neoliberal como agora, ao tempo em que raras vezes se tem visto tão poucas greves e manifestações sindicais. Nem mesmo o MST constitui exceção, apesar de suas excentricidades.

A conclusão será  uma de duas: ou  as propostas ideológicas de 1980 estavam erradas ou o PT sucumbiu às tentações da  burguesia.

Rompendo a barreira

Dois meses atrás, quando o governador Roberto Requião  admitiu a hipótese de candidatar-se à presidência da República, pelo PMDB, a mídia erigiu   em torno dele uma verdadeira cortina de silêncio. E não apenas a mídia, mas também as elites, os demais partidos,  as associações de classe e até os institutos de pesquisa eleitoral. Nem relacionavam seu nome como uma opção para os consultados.

As coisas começaram a mudar, menos pela crise que atropela o PMDB, mais pela reação que a presença do governador vem despertando nos diversos estados que percorre. A razão é simples: enquanto Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Ciro Gomes apresentam-se como candidatos, mas  sem planos ou programas de governo, Requião aparece com um elenco de postulados concretos. Promete a redução drástica da carga fiscal, a participação dos empregados  no lucro das empresas, a descentralização administrativa, o apoio à pequenas e  médias atividades industriais, comerciais e agrícolas, investimentos públicos  maciços na infra-estrutura rodoviária e ferroviária, além dos portos, e mais uma série de objetivos diretamente voltados para  quantos o ouvem.  Pelo  menos um serviço ele vem prestando ao processo sucessório: tira-lo da estratosfera. A prova é de que a mídia já começa a acompanhá-lo, cedendo à natureza das coisas.

Parece que não o conhecem

De uns dias para cá tem aparecido certos  disparates  em torno da sucessão presidencial. Ora se divulga a formação  da chapa Aécio Neves-Ciro Gomes, ora se fala na permanência de José Serra no governo de São Paulo. A impressão é de que os boateiros perderam a noção da realidade. Para o bem ou para o mal, quer dizer, quaisquer que sejam seus planos para o país, neoliberais ou progressistas, José Serra não deixará de ser candidato ao palácio do Planalto. Gostaria de ter Aécio Neves como seu vice, mas não será a ausência do  governador de Minas, na chapa,  que o fará voltar atrás. Da mesma forma, como supor Ciro Gomes atrelado aos tucanos, ele  que tem sido ferrenho adversário do PSDB, desde os tempos de Fernando Henrique?

JT inóspita não é eficaz e trava o social

Roberto Monteiro Pinho

Um dos traços mais marcantes da origem do trabalhismo brasileiro e da formação da Justiça do Trabalho foi à consolidação das conquistas dos trabalhadores, hoje tuteladas por força de lei (CLT e CF), deturpada pelas interpretações de texto, por seus magistrados, que acabaram criando uma hipertrofia, uma autonomia forçada, que a máquina e seus aparelhos estatais parecem ter adquirido. Esta fortaleza que protege o direito laboral, já vinha extrapolando em suas decisões, antes mesmo da EC n° 45/2004 que ampliou a competência da especializada, em conseqüência disso, o trade trabalhista e a própria sociedade manifestam total inquietude, e por desconfiança (vide pesquisas que dão baixo conceito de avaliação do judiciário), não são espectadores desta situação inóspita. Essa característica atávica tem a ver com a forma, o meio, o caminho através do qual se constituiu a estrutura jurídica da especializada, que já passou por modificações radicais, sem, contudo atingir seu principal objetivo na prestação jurisdicional.

Pesquisa realizada em 2003 pelo National Bureau of Economic Research, sobre as questões do emprego, desemprego e informalidade à luz da flexibilidade ou rigidez das leis trabalhistas em 85 países, apontaram que os países ricos regulam o trabalho muito menos do que os países pobres. Os níveis mais altos de regulação estão relacionados com informalidade e altas taxas de desemprego, especialmente entre os mais jovens, neste grupo o Brasil é o mais regulamentado de todos, com as mais altas taxas de informalidade e desemprego, mesmo nos períodos de forte crescimento econômico. Enquanto na primeira etapa a JT não consolidou um modelo de julgamento, dentro das características de justiça conciliadora, os empregadores vem sofrendo uma das mais opressoras formas de execução, do judiciário brasileiro, com toda venia, já habituado à execução fiscal, que até então era considerada a de parâmetro bem avançado. Na verdade, existe um quadro opaco aos olhos da sociedade, porque a execução forçada, rígida e implacável, tocada de petição pelo juízo laboral, é fruto constrangido do comando corporativista da entidade classista dos magistrados trabalhistas, que patrulham a conduta de seus membros.

A sisudez que se encontra no formato executivo do judiciário trabalhista, transformou esta estatal laboral, em um alçapão para o empregador, que após cumprir as regras da dispensa de empregado, quase sempre é atraído por tentáculos jurídicos interpretativos, onde acaba se tornado refém da série de intempéries derivadas de texto de lei, pré-elaborado pelo juiz, algumas chegando às raias do inusitado. Isso ocorre a ponto de uma sentença conhecer, por livre interpretação, entre outros, salário extrafolha (por fora); jornada extrapolada por analogia; penhora de conta salário, poupança e de estranhos a lide, e a entrega de bens em Praças e Leilões, mesmo no caso de arrematação por valor vil, em decisões levianas que comungam com propostas de arrematantes profissionais, ao agregar valores de tributos devidos por gravame no bem, ao do lanço da arrematação, num expediente pernicioso, e de autêntico esbulho a propriedade.Como se não bastasse as inúmeras injunções, a EC 45/04 trouxe para a JT, o malogro da cobrança da contribuição previdenciária que já prescrita, por incidirem no caso a Súmula Vinculante n° 8 do STF e a prescrição intercorrente, porque declarou inconstitucionais dispositivos legais que fixavam em dez anos os prazos decadencial e prescricional das contribuições da seguridade social, cuja a prescrição intercorrente prevista na Lei 6.830/80.
Esta liberdade para fazer o que bem entender no processo trabalhista, alicerçado numa condição especial para decidir no formato de julgar e interpretar, data maxima venia, não se esmera ao espírito conciliador da justiça laboral. Como ensinam: “O problema central da interpretação é o problema central da Metodologia Jurídica.” (ENGISH, 1977, p. 142). Ou então: “Questões dessa natureza ocasionaram afirmações como a de Zweigert de que o defeito da nossa teoria jurídica interpretativa reside especialmente em não termos ao nosso dispor uma hierarquização segura dos múltiplos critérios de interpretação.” (ENGISH, 1977, p. 145). Em suma o que é certo para o juiz laboral, não o é para a sociedade, eis que esta pleiteia uma prestação célere, sem incidentes, nulidades, sem a ilusão, de que pequenos períodos de contrato e de salários medianos, na JT se transformem através de uma ação numa alta indenização.

Poder paralelo sob a sombra da CLT e a CF

Um pouco de história não faz mal a ninguém, é bom lembrar que a estrutura sindical disposta no Título V da CLT serviu para arbitrar a paz social, na ditadura e na democracia. Enquanto isso ainda não estava claro, ou melhor, enquanto a CLT ainda não havia saído do papel, a polícia, a Lei do Esforço de Guerra e os patrões já estavam, de pé, contra os direitos nela consagrados, ou à sua aplicação e respeito. Por outro lado, valendo-se de seus próprios recursos e experiência, ao entrarem em disputas e confrontos, os trabalhadores mostraram que podiam se apossar dos sindicatos e revertê-los em seu favor, esboçando uma luta por direitos abrangente e diversificada, indo além das concentrações fabris e urbanas do Rio e São Paulo. E foi por causa disso, que o presidente Dutra, (eleito com apoio de Vargas), deflagrou ampla e longa ofensiva antioperária a partir de 1947. Até então o embate de forças ao que demonstravam a era entre o poder do trabalho e o poder político. Neste contexto, projetado ao dias de hoje, a reforma trabalhista é o reflexo desta situação, eis que de um lado o governo não agiliza a reforma e por outro, a magistratura do trabalho, vai construindo seu espaço jurídico paralelo, e ao sabor de suas decisões continuará massacrando pequenos e micros empregadores.

O judiciário trabalhista é o único entre os tribunais existentes no país, onde seus próprios integrantes agem sinuosamente, de forma avessa aos ditames de leis e contrariam normas jurídicas, de forma acintosa com a convicção de que estão desempenhando um papel voluntarioso e colonizador de uma nova era no direito laboral, “cum recti conscia”, sem nada dever a opinião pública. A natureza do trabalho tem como patrimônio a mais valia porque produz a essência e a gene para a graduação do direito trabalhista, que ao contrário do que integrantes da JT argumentam, aos poucos vem perdendo qualidade, dando lugar ao acúmulo de entendimentos e desvios de concepção, que corrói lentamente o melhor de sua razão, ou seja: o tripé basilar da conciliação, justiça, igualdade e democracia jurídica, data máxima vênia, eventos visivelmente alijados da nova filosofia da magistratura trabalhista.

Como conseqüência está em risco o emprego, eis que enquanto houver demanda de produção, ou seja: sem retração econômica, são os trabalhadores os responsáveis pela estabilidade social, e por isso necessitam de todo amparo e garantia, e isso já está inserido no texto da CLT e da CF, não há, data vênia, a necessidade do juízo intervir, menos ainda inovar, para garantir a prestação jurisdicional. Melhor dizendo é que o modelo de judiciário trabalhista oferecido à sociedade, nas condições atuais não atende o empregado e o empregador, isso porque as sentenças prolatadas neste judiciário são na sua maioria extrapoladas, com valores que fogem da realidade econômica do pólo devedores, que são na sua maioria pequenos negócios, arremetidos a dívidas trabalhistas de cifras surpreendentes, até mesmo para os mais benevolentes da comunidade jurídica trabalhista. São valores que inibem os próprios juízes prolatores das sentenças, cuja projeção numérica, os constrangem, onde se prevê, deva existir uma enorme falha material no processo do trabalho.

Se por um lado trazemos criticas a este modelo de justiça opressora por conta das decisões, é bom lembrar que existe no seu cerne uma série de injunções, que são acompanhadas pelo trade trabalhista, com total reserva, são as questões administrativas e de prestação jurisdicional na sua estrutura de justiça, senão vejamos: um elenco de criticas a isso.  (…) III – A convocação arbitrária de juízes de primeiro grau para compor Turmas em tribunal, em número majoritário, leva à suspeição de que se pode estar diante de um tribunal de exceção, o que é expressamente vedado pela Constituição. IV – Da maneira como estão atuando as Turmas e sua composição numérica, há ofensa a princípios constitucionais basilares, como os do juiz natural, do devido processo legal, do princípio da reserva legal, do duplo grau de jurisdição, do quinto constitucional, do acesso universal ao Poder Judiciário, da proteção ao consumidor. Isso causa a nulidade dos julgados, conforme precedente do STJ. V – A criação de Órgãos julgadores por simples emenda regimental contraria o princípio da reserva legal absoluta, decorrente do princípio da legalidade (CF, art. 5º, II).Ao que tudo indica, este parágrafo critico do judiciário laboral, o remete para o patamar de justiça isolada da sociedade.

No ano de 2007, (01 de setembro a 23 de novembro) aconteceu curioso evento, sob a denominação de: A 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho foi promovida e realizada peloTribunal Superior do Trabalho (TST), pela Associação Nacional de Magistrados da Justiça doTrabalho (Anamatra), pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados doTrabalho (Enamat) e apoiada pelo Conselho Nacional de Escolas de Magistratura do Trabalho (Conemat). O Encontro aprovou 79 enunciados (extra-oficiais,), ou seja: paralelos, e teve a presença de operadores do direito (bacharéis de Direito, ministros do TST e convidados). Um desses aberratio júris, o de número 60, é o reflexo da abominável sina de a magistratura do trabalho quer impingir no cenário econômico do país. Senão vejamos: I – A interdição de estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, assim como o embargo de obra (artigo 161 da CLT), pode ser requeridos na Justiça do Trabalho (artigo 114, I e VII, da CRFB), em sede principal ou cautelar, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo sindicato profissional (artigo 8º, III, da CRFB) ou por qualquer legitimado específico para a tutela judicial coletiva em matéria labor-ambiental (artigos 1º, I, 5º, e 21 da Lei 7.347/85), independentemente da instância administrativa (…).

Nunca dantes

Edson Khair

Na impostura geral nunca dantes ocorrida neste pais, ressalte-se o aumento do custo de vida que flagela o povo brasileiro. Vejamos os fatos, segundo o jornal O Dia, o reajuste da tarifas de ônibus no Rio-Capital propiciou um lucro ao ano de 188 milhões e reais às empresas.

Explicando melhor, o prefeito Eduardo Paes brindou as empresas com aumento de  5,39 nas passagens e ônibus. Com tal liberalidade às custas do bolso das camadas mais pobres da população, o pref eito do Rio contribuiu com maior índice e aumento do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI).

Tão suspeita liberalidade do prefeito do Rio beneficiando as empresas de transportes, num breve histórico, recordamos o seguinte:

1. De dezembro de 2008 a janeiro de 2010 o preço do Diesel nas distribuidoras no RJ caiu 7,56%. Mas a prefeitura autorizou um aumento da tarifa única de ônibus (sem ar condicionado) em 6,81%, de R$ 2,20 para R$ 2,35, a valer sábado. 70% do custo operacional dos Ônibus é o consumo de Óleo Diesel.

2. Levantamento de Preços. ANP. Síntese dos Preços Praticados – Estado RJ. Preço da Distribuidora – Preço Médio -Diesel R$/l \ Período: 2008 – DezembroR$/l 1,892 \ Período : 2010 – Janeiro R$/l 1,749 \ QUEDA DE 7,56%.

3. Corrigindo os demais custos operacionais em 5% (IPCA foi pouco maior que 4%), o reajuste deveria ter sido: de R$ 2,20 para R$ 2,12, ou uma redução de 3,8%.

4. Lucro extraordinário dos ônibus: 2,35 / 2,11 = R$ 0,24 por passagem. Dados da Fetransport: 65,3 milhões de passageiros por mês ou 783,6 milhões de passageiros por ano ou x R$ 0,24 = R$ 188 milhões de reais de ganho adicional por ano para o sistema de transportes.

Assim, presenteou Eduardo Paes o povo do Rio!

Os quartéis, jamais foram “o grande mudo”. Como agora?

Foi o general Góes Monteiro, mais golpista do que Golbery, que disse numa entrevista: “O Exército é o grande mudo”. Mas falaram para valer, em 1930, 37, 45, 54, 61 e 64. Desde 1985, estavam num enorme silêncio, não conversavam nem entre eles.

Agora, com o embuste dos “terroristas de esquerda”, voltaram a se unir, reunir, conversar e “a falar sobre o futuro”. O pedido de demissão, era apenas o recado: “Pedimos demissão, mas não somos nós que vamos sair”. Tudo entendido, silêncio no Planalto-Alvorada, os oficiais-generais não param de falar.

Arruda no Itamarati, sessão pública, Lula não falou com ele

Foi um tormento para todos. Pela primeira vez depois do “espetáculo” Arruda da roubalheira, foi a uma solenidade oficial, com a presença garantida do presidente Lula. Ninguém falou com ele e ainda foi vaiado. Que República.

Opção patética

Já falaram, disseram, predisseram tanta coisa, para a sucessão presidencial que só falta a sugestão para a mesma chapa, Dilma e Serra, ou vice-versa.

Ganhariam de todos ou qualquer um? É possível. Ou então renunciariam depois da eleição, “obrigando” o TSE a empossar os derrotados. Como fez no Maranhão.

Requião-retornando

Em 1994, deixando o governo do Paraná e com uma cadeira no senado garantida, se lançou presidente. O seu partido, o PMDB, não queria presidência, foi para o senado.

Agora, depois de 16 anos, (8 no senado e 8 no governo) o dilema é o mesmo: pode ser senador sem fazer campanha, o PMDB recusa novamente a presidência, ele volta para o senado.

O PMDB, além da covardia, da falta de convicção, tem total falta de credibilidade.

Suplicy, um estorvo diante do espelho

Insiste em ser candidato a governador de São Paulo. Depois de 16 anos da derrota para o mesmo cargo, agora, uma diferença: não consegue legenda. O PT conhece Suplicy como ninguém, tem até uma solução: ofereceu a ele o cargo de embaixador no Haiti ou no Irã. Levaria cartão vermelho dos dois países.

Ciro Gomes, prefeito e governador no Ceará, liderou as pesquisas presidenciais em 2002. Desgarrou, não foi nem para o segundo turno, volta instável em 2010

Nenhum dos marqueteiros que serviram a FHC e a Lula (a este ainda servem), têm inveja e ciúme do ex-prefeito de Fortaleza, governador do Ceará, Ministro da Fazenda. Qual a razão?

Com o simples ato de mudar o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, entrou no jogo, passa a ser referência contra e a favor. E isso na sucessão presidencial, e na disputa pelo governo do maior estado da Federação.

Só que Ciro está no jogo, todos falam nele, mas sabem que é instável, sujeito a chuvas e trovoadas. Por isso se aproveitam dele. Não disputará nada em São Paulo, por uma razão muito simples e que ele conhece profundamente.

Serra pode ser governador novamente, ninguém ganha dele. Ou então será eleito Geraldo Alckmin. Não há lugar para Ciro, (talvez nem mesmo legenda) e também, não é isso que deseja. Pretende o Planalto-Alvorada, tenta convencer Lula, (o dono do jogo, das máquinas e de todas as legendas) que “eu candidato, levo Dona Dilma para o segundo turno”. Ha! Ha! Ha!

Se Lula aceitar essa balela, Ciro vai para o segundo turno no lugar de Dona Dilma, e aí não perde para ninguém. A grande tarefa de Ciro é mostrar a Lula e fazê-lo aceitar a “cumplicidade” com ele para favorecer Dona Dilma. Nada favorece Dona Dilma, principalmente a concorrência com quem é maior e mais forte do que ela.

De qualquer maneira, Ciro preocupa a situação e a oposição. Para a situação ele mesmo já definiu: “Quero ser candidato para levar Dona Dilma ao segundo turno”. Para Serra ainda não há conclusão, tudo permanece num terreno ainda não corretamente avaliável. E a pergunta que por enquanto não tem resposta, se divide ou até se subdivide.

1 – Ciro ajuda mesmo Dona Dilma a ir para o segundo turno? 2 – Isso é bom para ele, Serra? 3 – E se o próprio Ciro for para o segundo turno? 4 – Do ponto de vista eleitoral, qual o adversário mais fácil de ser derrotado?

* * *

PS – Como tudo é incógnita, paremos a análise por aqui. Mas uma coisa é certa: os erros de Ciro em 2002, recaem sobre ele, 8 anos depois.

PS2 – Muitos dizem: o Ciro é o grande adversário dele mesmo, e qual seria seu objetivo “ajudando” Dona Dilma? Ficar sem mandato para “ganhar” um cargo demissível?

PS3 – Bom mesmo, com a eleição de Ciro, seria ter Patrícia Pillar como Primeira Dama. Mas a ordem dos fatores não altera o produto, e a prioridade no Planalto-Alvorada não pode ser invertida.

Novo representante na Inglaterra

Será o embaixador Jaguaribe. Que além do currículo e da credencial, é filho de mestre Helio Jaguaribe. Isso é para o segundo semestre.

Embaixador-deputado

Celso Amorim, completará quase 8 anos como chanceler. Sairá até 3 de abril, será candidato a deputado federal. Se for eleito, (quem voltará nele?) pretende ser Ministro da Cultura. No Itamarati, dizem: “Terá que estudar muito. Ou mudar o nome do ministério para IN-Cultura”.

O assombro chamado Arruda

Nada a ver com a corrupção, e sim a falta de vergonha do governador. Vai aos mesmos lugares, fala com as mesmas pessoas, nenhum constrangimento.

Impressão geral: para ele, o espetáculo de apanhar dinheiro (junto com os apaniguados) não existiu de jeito algum. A mesma falta de dignidade de quando teve que renunciar no senado para não ser cassado.

“Quem manda nesse país é o meu pai, eu sento onde quiser, e mando minha turma bater em você, porque descubro onde você mora”. De Luiz Claudio, filho de Lula, bêbado e arrogante

Isso foi dito acintosa e arrogantemente por esse Luiz Claudio Lula da Silva, que comprou entradas para o Cirque Du Soleil, mas queria sentar em lugares que pertenciam a outras pessoas.

Tudo o que vem a seguir, rigorosamente verdadeiro, está publicado em diversos sites, entre eles o do Movimento Ordem e Vigília contra a Corrupção (clique para ler)

A seguir, o texto na íntegra, para meditação e reflexão geral do povo:

“Você sabe com quem está falando?”

Em uma viagem tomei conhecimento sobre um episódio deprimente, ocorrido durante uma apresentação do Cirque du Soleil. Foi relatado por um dos organizadores.

A cena foi protagonizada pelo filho do filho do Brasil, aquele que quer ser técnico de futebol. Exaltado e bêbado, Luiz Cláudio Lula da Silva teve que ser retirado pelos seguranças do Cirque du Soleil, porque ele acredita ser o dono de tudo, até mesmo de um espetáculo estrangeiro que tem as garantias legais para atuar em qualquer lugar do mundo, sob a proteção das leis de seu país originário, no caso, do Canadá.

Aos fatos: O filho de Lula, o mais novo, no Cirque du Soleil

“Quem manda nesse país é o meu pai, eu sento onde eu quiser e mando minha turma bater em você, porque descubro onde você mora”.

E repetia mil vezes: “Você sabe com quem está falando? Também, posso fazer você perder seu emprego.”

É assim que os “Silvas” pensam: o Brasil é deles. Esse cretino tomou o assento de três senhoras que haviam pagado seus ingressos, e não queria sair do lugar delas de jeito nenhum. Ele estava acompanhado de duas garotas.

O coordenador chamou o segurança e o fez sair. O cafajeste estava bêbado e se recusava a tomar o assento que ele havia comprado, queria aquele lugar porque ele era o filho do Lula.

Pois bem, ele pediu para chamar o presidente do Cirque du Soleil. O canadense veio atendê-lo. Ele dizia ao coordenador : “Duvido que você conte a ele, que mandou o segurança retirar o filho do presidente do Brasil, que manda em tudo”.

Isto ele dizia aos berros e intercalado com palavrões. O funcionário respondeu: “Eu falo sete idiomas e vou traduzir do jeito que você falar, mesmo falando mal de mim…” Bom, uma das amiguinhas dele falava inglês, e foi ouvindo o coordenador traduzir literalmente a conversa do imbecil.

Resumindo: O diretor canadense, disse: “Aqui mando eu, e meu funcionário obedeceu rigorosamente as leis que regem o Cirque du Soleil, portanto, você se dirija ao seu lugar ou retire-se”.

Ele se retirou, e tornou a voltar porque as moças estavam chorando e queriam ver o show.

Muitos da platéia diziam: Ele é igual ao pai, vejam como está bêbado. Palhaço!!!

Lógico que foi solicitado ao público que parasse com as manifestações. Mas o vagabundo-juniorzinho da Silva é baixo igual ao PAI. (não é o ex-funcionário de zoológico, Lulinha Jr., é o anão que quer ser técnico de futebol, sem talento para a coisa!)

Lembrei-me dos filhos de Saddam Hussein!

Observação importante:

Para os dirigentes do Cirque du Soleil, a montagem do espetáculo, seja em qualquer país, obedece as leis canadenses.

Para facilitar o entendimento: é como a nossa Embaixada em Honduras. Lá, manda o governo brasileiro, que deve obedecer as regras diplomáticas; por sinal, coisa que o Lula não fez, pois transformou aquele “território” na Casa da Mãe Joana.

O ocorrido, relatado acima, foi no Brasil e a história nos foi contada por um dos organizadores do Cirque. O filho do filho do Brasil teria pago R$ 700 pelo ingresso, e sua fileira era bem melhor que a fileira onde estavam as três senhoras, pois oferecia uma visão mais ampla para o espetáculo. Porém, ele invocou que queria o lugar delas.

O organizador nos explicou que nem com uma liminar ele poderia quebrar as regras du Cirque. E confessou-nos, que pela arrogância e violência do “neto” do Brasil, ele tremeu nas bases quando foi ameaçado, justamente porque sua família reside no Brasil.

* * *

PS – Há tempos publiquei a nota me foi enviada da Suíça por um brasileiro, catedrático, que mora lá. Me telefonou, nem quis mandar correio eletrônico. Publiquei como ele me disse de forma textual: “Helio, estou vendo um filho de Lula sair do maior Banco da Suíça. O que pode fazer nesse banco? Só você pode publicar”.

PS2 – Ninguém desmentiu, não sei se o filho é o mesmo. São tantos e tão ávidos.

Problemas para Temer

Carlos Chagas

Corre o risco de surpreender o que parece ser uma convenção  modorrenta e pasmaceira, hoje, quando o PMDB se reunir para reeleger Michel Temer seu presidente. Porque mesmo com a determinação dos caciques do partido de deixarem para junho qualquer decisão sobre a sucessão presidencial, poderá ser contestada a permanência de Michel na direção  maior do partido. Pelo menos, é o que pretende o presidente de honra, embaixador Paes de Andrade, disposto a  pedir a palavra, pela ordem, e ler documento onde fica caracterizada a candidatura do deputado Eunício Oliveira.

O documento foi entregue a Michel Temer, meses atrás, que mesmo não o tendo rubricado, parece que aceitou a sugestão. É o que  sustenta Paes de Andrade, pronto para cobrar o compromisso.

De lá para cá as coisas mudaram. O próprio Eunício não parece muito empenhado em obter a presidência do PMDB, tanto que aceitou integrar o diretório nacional como Primeiro Tesoureiro.O problema é que Paes continua carne de pescoço. Empenha-se na candidatura própria do partido e forma no primeiro time dos defensores de Roberto Requião.

O governador  do Paraná decidiu não comparecer à convenção, já que Temer proibiu o debate a respeito, sequer admitindo a discussão sobre sua própria indicação a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Prefere deixar a questão para junho, ganhando tempo enquanto enfrente as resistências o palácio do Planalto ao seu nome. Sendo reeleito presidente do PMDB, no entanto, demonstra sua força na legenda.

A intervenção de Paes de Andrade poderá acender o rastilho de pólvora, pois Temer será obrigado a declarar que a hipótese Eunício Oliveira não vale mais.  Nessa hora, o ex-representante do Brasil em Portugal pode virar fera. É bom aguardar.

Incontinências verbais

Ciro Gomes não se emenda, ou melhor, continua o mesmo político de sempre, aquele que não esconde o pensamento com palavras amenas. Desgostoso com o ex-ministro José Dirceu, que pretende anular sua candidatura à presidência da República, Ciro disse que se receber  do antigo chefe da Casa Civil algum apelo nesse sentido, “vai mandá-lo pastar”.

Ora, como quem pasta são os animais, está caracterizada a ofensa. Dirceu vem mantendo conduta exemplar,  desde que teve seu mandato cassado. Faz o papel de bombeiro em cada crise eclodida no PT e adjacências. Defende a indicação de Dilma Rousseff com unhas e dentes.  Até agora não retrucou a agressão de Ciro Gomes, mas, para quem o conhece, haverá que aguardar a tréplica. Possivelmente não  verbal, por isso mesmo mais contundente.

Trocando de geladeiras

Certas histórias são significativas. Teotônio Vilela Filho, hoje governador de Alagoas, era senador e presidente do PSDB. Seus encargos políticos deixavam-no exausto, chegava em casa alta madrugada. Mulher e filhos ficaram em Maceió e ele costumava preparar as próprias refeições, quando podia. Morava num dos edifícios destinados aos senadores, com os apartamentos todos iguais. Certa feita, zonzo de tanto cansaço, entrou em casa e foi para a cozinha. Estranhou quando abriu a geladeira. Estava repleta de guloseimas, fritas e doces. Olhou bem para as prateleiras, muito bem arrumadas e caiu em si. Não estava no 504 e sim no 604. Sai de mansinho para não acordar o verdadeiro inquilino  e jamais se referiu ao episódio.

Meses depois,Teotônio Vilela chegou outra vez extenuado e foi direto para a cozinha, desta vez em seu apartamento de verdade. Espantou-se ao ver o vizinho de cima abrindo a geladeira e praguejando porque estava vazia. Era o senador Roberto Requião, que também se enganara de andar. Diante da confusão, decidiram sair e buscar um restaurante ainda aberto na noite de Brasília…

Sai mas volta

Nos corredores do ministério de Minas e Energia, todo mundo especula a respeito do futuro do ministro Edison Lobão.  Será candidato a governador do Maranhão? Ia  pleitear novo mandato no Senado? Como reage às especulações sobre tornar-se companheiro de chapa de Dilma Rousseff?

Lobão permanece calado, mas um dia desses, percebendo a curiosidade dos auxiliares, aproveitou-se da análise de um projeto daqueles de longo prazo e, diante da perplexidade de um assessor a respeito de seu empenho e do tempo que demandaria a obra,  surpreendeu-o: “é, eu vou embora, mas eu volto para a  inauguração…”

A Bovespa caiu 7,22% em 2 dias

Isso não é o mais importante, foi como ontem e como sempre, pura jogatina. Que querem convencer a opinião pública, “de que isso faz parte do desenvolvimento, do progresso e da prosperidade”.

E os acionistas? Não ganham nunca. Os “controladores” não perdem jamais. Os “executivos”, aumentam suas bonificações, é parte do sistema. Qualquer dificuldade, “lançam pacotes de ações”, não se sabe de onde saem.

As ações que caíram ontem, caíram hoje, provavelmente cairão na segunda-feira. Até que alguém diga que é hora de COMPRAR.

O dólar que tem atuação e repercussão verdadeira no mercado, (embora também sujeita a uma parte de jogatina), fechou em alta pequena, em 1,88, caiu no final. Chegou a estar a 1,90.