Taxar poupança prejudica candidatura Dilma

Pedro do Coutto

O anteprojeto do Ministério da Fazenda propondo fazer o Imposto de Renda incidir, a partir de 2020, sobre as contas de poupança com saldo superior a 50 mil reais oferece duas leituras, a primeira diretamente prejudicial ao presidente Lula. De fato, sob o ângulo político não se compreende a inoportunidade da iniciativa que afeta a candidatura da ministra Dilma Roussef à sucessão do próximo ano.

Sob o prisma econômico tampouco tem lógica. Uma vez implantada, o que será fácil, vai contribuir para desviar recursos das cadernetas para os fundos de investimento formados pelos títulos públicos que lastreiam a dívida interna do país.

Dívida imobiliária (papeis em poder do mercado) hoje na escala de 1 trilhão e 200 bilhões de reais, conforme revelou recentemente o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altemir Lopes. Não faz sentido tal operação porque o governo não tem desembolso algum com a rentabilidade das contas de poupança. O saldo está em 270 bilhões e as oscilações mensais são cobertas pelos bancos. Isso de um lado. Mas de outro, o executivo paga diretamente juros anuais de 8,75% (taxa Se3lic) pelos títulos que sustentam e giram o endividamento.

Logo a transferência que a medida vai provocar aumenta os gastos oficiais. A única explicação só pode estar no impulso do governo em querer captar mais recursos no mercado financeiro. Dizer que a cobrança do IR afetará 15 dos titulares de cadernetas não é válido. São em números redondos, 90milhões de contas. Entretanto, deste total 900 mil (1%) respondem por 40% do total dos depósitos. Mas esta é outra questão.

Como todo fato econômico repousa sempre sobre um contexto político, e a grande batalha que Lula terá pela frente em 2010 é a eleição para escolha de quem o sucederá no Planalto, evidentemente anunciar um novo imposto não é de fato medida nada popular. Pelo contrário. Reflete negativamente na campanha da chefe da casa Civil. Será que o Ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meireles não percebem isso?

Francamente, as oposições, com o governador José Serra à frente das pesquisas do Datafolha, Ibope e Sensus, não poderiam contar com melhor argumento na estrada das urnas. Devem até estar torcendo para que o governo não recue e vá em frente. Nem precisam fazer força.Basta deixar o episódio tributário transitar livremente através do túnel do tempo que separa uma casa da outra.

Inclusive o gesto de taxar a poupança popular remete ao bloqueio estabelecido pelo governo Fernando Collor, em 1990, que enormes prejuízos causou à sociedade. Criou uma angústia coletiva que durou dezoito meses consecutivos. O bloqueio foi devolvido, a partir desse ponto, em doze prestações mensais. A questão termina aí? Nada disso.

Deve-se confrontar a inflação registrada pelo IBGE nos dezoito meses fatídicos e a correção aplicada para liberação dos ativos. A taxa inflacionária bateu 1 mil e 300%. O deflator aplicado foi de apenas 670%. Praticamente a metade. O que significou o fenômeno?Na época que os investidores nas cadernetas e nos fundos perderam praticamente 50% do que possuíam.

Muitos até hoje não se deram conta do enorme prejuízo. Mas sentiram a angústia no bloqueio, uma verdadeira claustrofobia financeira. Querer dispor de sua propriedade legítima e não poder não é brincadeira. Transportar a sensação de ontem para os dias de hoje, francamente, é o caminho mais curto para distanciar Dilma Roussef de Brasília amanhã.

Bovespa, Nasdaq, Dow, SP 500, em alta, mas desemprego do mundo também

Todos esses Índices da Filial e da Matriz, subiram entre 1,50 e 1,90. Desde o início até o fechamento, não tiveram o menor desfalecimento.

O volume continua o mesmo, hoje em volta de 3 bilhões e 600 milhões na Bovespa. O fechamento foi em 60.400 pontos, alta de 1,90% antes dos leilões. O dólar teve sua menor cotação, 1,79 em queda de 0,30%.

Mas nada se modificou na economia (leia-se: macroeconomia) nem na criação de empregos. Nos EUA fala-se muito em pressão inflacionária, Obama critica os bancos, todos são “OTIMISTAS”, mas não existem dados positivos e indiscutíveis.

Na verdade, o presidente do FED estava certo quando afirmou no mês passado: “Chegamos no fundo do poço”. Tendo atingido essa realidade da “economia com profundidade de pré-sal”, não havia como piorar. Mas melhorou para manter o CONSUMO, o único dado que eleva a vida de BILHÕES de pessoas?

Informação verdadeira para torcedores do Sport e Flunimed

Não liguem para comentaristas, apresentadores e aritméticos que se julgam matemáticos: seus times estão REBAIXADOS, não há salvação. Digo isso sobre o Sport desde a 15ª rodada e desde a 18ª para o Flunimed.

A situação do Botafogo é desesperada mas não desesperadora. Está entre os 5, dos quais 3 permanecerão na Série A. Mas é melancólico ficar o ano inteiro jogando para não cair.

Autênticas, textuais e entre aspas

De um general moço, que era menino na ditadura de 64: “Meus parabéns pelo artigo sobre a venda de terras na Amazônia. É impossível calcular quanto já foi vendido. É muito e na mão de testas-de-ferro”. Obrigado, todo brasileiro devia protestar contra essas vendas.

De um senador que me pediu sigilo, mas foi taxativo: “Você tem razão, Helio. A Petrobras não é mais do povo depois da Lei 9478. Sua sugestão não pode ser contestada, temos que criar uma empresa 100 por cento brasileira para explorar a riqueza do pré-sal”.

Não posso deixar de publicar a frase que serve ao interesse nacional, pois aceitei o pedido de sigilo, para ganhar a informação. Mas por que um senador pede sigilo para matéria que deveria ser objeto de projeto seu? Seria por causa do partido?

“Há alguma coisa no ar e não são os aviões da carreira”. Do Barão de Itararé, vereador em 1947, hoje existem centenas de “coisas no ar”, e não estão nem perto dos aeroportos.

Do Estadão em manchete: “Obama adverte bancos de que a era de excessos não voltará”. Essa pode até ser mesmo a vontade do presidente dos EUA, mas os bancos são invencíveis.

Mais 7 mil vereadores: para quê, para nada

Há meses o projeto criando essas escandalosas vagas, tramita pelo Congresso. Deviam diminuir o número de vereadores em vez de aumentarem.

Raros acertos da ditadura

No regime arbitrário e autoritário, limitaram os vereadores. Não podiam ser mais de 21 e menos de 7. SP, BH e Rio, que tiveram redução de 60 por cento nesse número, não tiveram o menor problema. É um crime esse aumento. (Exclusiva)

Acordo ortográfico e eleitoral

Dona Roseana Sarney não se elegeu governadora, ganhou o Poder, doação do Tribunal. Agora, vai disputar a reeeleição sem ter sido eleita. A reforma dever ser da língua ou da ética? (Exclusiva)

Reeeleita sem ser eleita

A filha querida do ex-presidente já se prepara para novo mandato no Maranhão. Se não ganhar, basta tirar segundo, receberá o mandato longe do povo. Com o prestígio do pai milagroso. (Eleitoralmente).

Galvão na estrada

Fez uma proposta à TV Globo: iria morar em Mônaco, transmitiria jogos da seleção, e a Fórmula 1. A Globo não achou interessante. Pois ele transmite as duas atrações, mantém o programa das segundas-feiras, (que muitos pensam quem é dele) e ainda tem novo horário, de entrevistas. E a Globo nem sabe onde ele mora. (Exclusiva)

Battisti e a extradição

O julgamento do Supremo foi precário, sem transparência, longo e inútil. De qualquer maneira a questão é mesmo polêmica.  Mas o que se deveria tentar saber é o seguinte. 1- Battisti ficou 12 anos na França, ali pertinho, a Itália não se manifestou não pediu a extradição.

Por que a Itália acordou agora?

2- Depois foi para o México, o mesmo silêncio cúmplice e acumpliciado do governo italiano. Quando veio para o Brasil, decidiram pedir a extradição. Não sou contra nem a favor da extradição, apenas defendo a Constituição brasileira. E mais: acho que o Brasil não pode se submeter a esse desprezo que o governo da Itália demonstra em relação ao Brasil. Não podemos aceitar exigências. (Exclusiva)

Acordo ortográfico

A manchete diz: “O diretor da Fifa, Jerome Valcke, põe o Morumbi em XEQUE”. Mas como ele está envolvido (financeiramente) com a construção de um novo estádio em SP, (Para substituir o Morumbi), a chamada deveria ser assim: “Jerome Valcke põe o Morumbi em CHEQUE”.

Sarney tripudiando sobre ele mesmo

O presidente do Senado, assombra até mesmo seus adversários ou correligionários. O fato de ir à tribuna deixa a todos perplexos e surpreendidos. Ainda mais para usar chavões, rotina e o linguajar das bobagens consagradas.

“Eu fui eleito”

Diz que “representante do povo sou eu, que fui eleito”. Esquece que foi presidente por eleição sem povo e sem voto. E assim mesmo era o segundo, assumiu pela morte do primeiro.

Ditadura e democracia

Esquecido de que serviu à ditadura durante longos anos, tendo a “sabedoria” de pular a cerca na hora certa, afirmou ontem: “O pior Parlamento é melhor do que nenhum Parlamento”. Desculpem o senador, ele anda cansado e sem memória. Queria dizer: “A mais dura ditadura é melhor do que qualquer democracia”.

A loucura e a traição de vender terras da Amazônia para estrangeiros

Amanhã se completam 63 anos da Constituição de 1946, a primeira da República. (Que apesar de ser a primeira e verdadeira, não chegou a completar 18 anos, foi assassinada antes da maioridade).

A de 1891 não chegou a ser testada, apesar de ter sido projetada por Rui Barbosa, que como senador, foi seu relator na constituinte.

Tinha pontos razoáveis para a época, tudo aproveitado da Constituição dos EUA. Mas o sistema político que dominou a chamada “república velha”, não deixou que ela fosse testada.

Durou precariamente durante 41 anos, até 1930, quando desaguou na “revolução” de 1930, uma das maiores farsas de nossa História. Daí à ditadura total e absoluta, lá se foram outros 15 anos.

A Constituinte de 1946 só pôde funcionar depois da derrubada da ditadura, mas com o ditador e todos os seus Ministros, interventores e assessores, “eleitos” por um povo enganado e sem saber de nada.

A Constituinte de 1946 foi feita pela Comissão dos 37, presidida por Nereu Ramos, PSD, e tendo como vice, Prado Kelly, da UDN, os dois maiores partidos de então. (Tão fortes, que 10 anos depois, Prado Kelly e Nereu foram Ministros da Justiça, um substituindo o outro).

Enquanto fabricavam a Constituição naquele belo e acanhado Palácio Tiradentes, às vezes da tribuna, mas sempre nos bastidores, se discutiam três assuntos. 1- Minérios. 2- Amazônia. 3- Petróleo. Podem ficar surpreendidos, a prioridade era exatamente essa.

O petróleo não tinha a menor importância, o que vigorava era a palavra do engenheiro dos EUA, Mister Link, que cunhou a frase famosa: “Não há petróleo no Brasil”. E isso ficou anos como verdade absoluta, apesar do grande Monteiro Lobato insistir no contrário. Por isso foi perseguido, preso e teve que se exilar por causa de Vargas, senador dessa Constituinte, mas que jamais apareceu.

O minério estava em primeiro lugar por causa da presença de Artur Bernardes. Aos 77 anos, deputado para que o filho, também Artur Bernardes, fosse senador. Presidente de 1922 a 1926, fez tremenda campanha contra a poderosa Hanna Mining, trust, depois multinacional, e hoje certamente seria “empresa globalizada”.

Por causa disso em 10 de novembro de 1937, quando Vargas escancarou a ditadura que já exercia, Artur Bernardes foi asilado, só voltou em 29 de outubro de 1945, disputando uma vaga na Constituinte. Este repórter, jovenzíssimo, ficou amicíssimo do ex-presidente, que vinha à bancada da imprensa e me contava histórias maravilhosas.

(Morreria aos 77 anos, logo depois de promulgada a Constituição. Devia ser destino. Como o de Lincoln, que levando dois tiros na nuca, deveria ter morrido na hora. Mas só morreu 36 horas depois. Por recomendação médica estava estendido no chão da Casa Branca, repetindo baixinho, “Sam Wood, onde está Sam Wood?”. Era o presidente da Corte Suprema, que devia dar posse ao vice. Quando ele chegou e Andrew Johnson tomou posse, Lincoln virou para o lado e morreu).

Apesar de todas as lutas pelos minérios, pela admiração a Monteiro Lobato, (que não conheci pessoalmente), e a tudo que fosse preservação da riqueza nacional, a preocupação principal da nossa geração era a Amazônia. E nessa preocupação, antevíamos o Brasil invadido por tropas estrangeiras, (principalmente dos EUA) tomando a Amazônia com a força de suas armas.

Com fronteiras quilométricas, não podíamos defender a nossa maior riqueza territorial.

Isso dominou e pavimentou os caminhos e a trajetória de convicções do repórter, que escreveu intensamente sobre o assunto. Até os anos 80 e 90, quando a preocupação com a invasão se deslocou. Foi quando o Brasil passou a vender partes da Amazônia, recebendo dinheiro e passando recibo das TERRAS QUE VENDERA. Compreendi então, (e produzi na Tribuna inúmeros libelos contra isso) que não haveria mais invasão por TROPAS MULTINACIONAIS.

Tentei de todas as maneiras, sem o menor sucesso, convencer a todos, que só TRAIDORES, IMPRUDENTES E INSENSATOS venderiam partes do país. E compreendi que dentro de alguns anos, iríamos (ou iremos) responder diante de tribunais internacionais por não querer entregar as partes da Amazônia que vendemos.

* * *

PS- Ontem, vendo que querem aprovar projeto diminuindo o limite de terras para estrangeiros de 25 para 10 por cento, contestei: isso só vale para alguns territórios.

PS2- Os 25 por cento que PODEM SER VENDIDOS, incluem a Amazônia. Não queria acreditar, fui me informar, É RIGOROSAMENTE VERDADEIRO.

Juros de 7 por cento ao mês? Só no Brasil

Pedro do Coutto

Reportagem de Geralda Doca, Vivien Oswald e Patrícia Duarte, O Globo de 15 de setembro, com base em pesquisa da Associação Nacional do Executivo de Finanças, revelou que os juros medos cobrados no financiamento ao consumidor desceram nomes de agosto para 7,08 pontos, o que corresponde a uma taxa anual de 127,2%%. Desceram? Sim.

Mas porque, eis a explicação, em agosto de 2008 eram de 7,21%. Ou 130,5 a/a. Impressionante. Sobretudo levando-se em conta que a inflação calculada pelo IBGE para o espaço agosto deste ano – agosto do ano passado é de 4,3. Quer dizer simplesmente que o mercado cobre pelos financiamentos, ao mês, quase o dobro da taxa inflacionária oficial de um ano. Praticamente vinte vezes mais. Ou dois mil por cento efetivos. Absolutamente incrível.

Num panorama assim é difícil acreditar que a inadimplência registrada em face de atraso de pagamento a partir de noventa dias esteja apenas no patamar de 8%. Impressionante a capacidade de resistência da sociedade brasileira à pressão financeira em torno da magia do consumo. Magia é bem o termo.Já que a mágica é o oposto da lógica.

A elasticidade do mercado é fantástica, uma vez que a estrutura de financiamento não se rompeu apesar de os salários dos trabalhadores serem reajustados em valores anuais iguais aos da inflação. Como explicar a multiplicação da capacidade de contrair dívidas? Ainda por cima, levando-se em conta o alto nível de desemprego.

E o peso dos impostos federais, estaduais e municipais que absorvem, como o próprio governo  divulgou, 36% do PIB.Todos nós, assim, trabalhamos três meses por ano para pagar os tributos que desabam sobre nós.O Banco Central nada diz sobre o universo dos juros.Mas eles não existem sem consequência. Pois na vida não existe ação sem reação, efeito e reflexo sem causa.

Paralelamente, temos de considerar que o volume de crédito no mercado, como o chefe do Departamento Econômico do BACEN, Altamir Lopes, revelou, já atingiu  (há cerca de dois meses) a escala de 1 trilhão e 100 bilhões de reais.Enquanto isso, a massa salarial situa-se em torno de, no máximo, 800 bilhões.

Não é difícil chegar a este cálculo.A Caixa Econômica Federal divulgou no Diário Oficial de 27 de abril de 2009 que, em 2008, a arrecadação total do FGTS atingiu 48,7 bilhões.Como o Fundo de Garantia resulta da incidência de 8% sobre as folhas de salário, encargo que cabe aos empregadores, para se identificar o total dos vencimentos pagos aos regidos pela CLT basta multiplicar 48,7 bilhões de reais por 12,5.

Mas existem os funcionários públicos.São 6,7 milhões entre federais, estaduais e municipais. Somando-se os vencimentos dos trabalhadores particulares com os dos servidores públicos vamos concluir que o total não ultrapassa 800 bilhões. Cinquenta por cento abaixo do nível de endividamento. A sociedade brasileira respira. Está acima da linha d’água. Mas até quando? Mantido o atual ritmo, o endividamento atingirá níveis tão insuportáveis quanto indisfarçáveis.

A explicação para o fenômeno não é fácil. Mas parte do princípio de que os seres humanos situam-se além do princípio freudiano do prazer, título, aliás, de um dos livros da coleção do gênio de Viena. É o único caminho capaz de conduzir a um esforço de compreensão lógica de uma situação essencialmente mágica. Porém psicologia à parte, o que acha o Banco Central do panorama do crédito? Eis aí uma pergunta interessante.

Isso porque tudo tem um limite e o limite para a flutuação de uma nova bolha parece estar muito próximo no horizonte. Caso contrário, nenhuma teoria econômica clássica poderá se sustentar na prática. Um enigma.

A decisão de Aécio

Vicente Limongi
Hélio, Toda essa grande confusão sucessória porque, creio, Aécio não foi para o PMDB. Nos idos de outubro ou novembro, de 2007, repito, 2007, escrevi no Estado de São Paulo, Jornal de Brasilia e Tribuna da Imprensa que lula esperava, de braços abertos, que Aécio fosse para o PMDB, onde, salientava, seria imbatível na sucessão do próprio Lula. Sobretudo porque no PSDB, frisava e alertava, Serra nao daria espaço para Aécio nadar com desenvoltura. Finalizava com blague, abre o olho, Ciro, até então amadíssimo, mais do que hoje, no Palácio do Planalto. Parece que escrevi ontem.

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Hélio, Creio que Alfredo Nascimento se excedeu nas agressões ao Ronaldo Tiradentes e Marcos Santos. Mas Alfredo tem uma vida pública de bons serviços ao Amazonas, nos diversos cargos que ocupou. Acredito que terá grandeza admitindo que errou. De cabeça quente não se resolve nada.

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Não sabem nada, Hélio, mas são campeões em arrogância. Falam e escrevem mal. A propósito, boas vindas ao fabuloso Gerson Nunes, o canhotinha de ouro, retornando à Tv-Band carioca. Deveria ser em rede nacional. Gerson jogou muito, como poucos e como comentarista sabe mais do que uma penca deles. Nos próximos dias Gerson também volta à rádio Globo. agora junta com a CBN, na área de esportes. Muito bom Gerson observando, criticando, sugerindo, elogiando. Voz respeitadíssima.

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Hélio, Repito que já escrevi há meses sobre o tema: Caso o terrorista italiano fique no Brasil, seguramente estará fogoso e fagueiro na Marques de Sapucaí, convidado de alguma cerveja, poderá ser visto na tribuna de honra do maracanã, engravidará uma brasileira e será notícia nas colunas sociais, dará autógrafo no calçadão de Copacabana ou do Leblon, frequentará os barzinhos da moda de Ipanema e, quem sabe, dará palestras pelo país, sobre o tema “Como é bom viver no Brasil tropical, onde se recebe vigaristas e bandidos do mundo todo de braços abertos”.

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Hélio, E assim caminha a humanidade. Gesto grandioso de Sarney. Onde estiver, Roberto Marinho agradece. E os que ficaram? Continuarão impolutos donos da verdade, da moral, da ética, gênios do jornalismo, donos absolutos da verdade, juizes e carrascos dos que não rezarem pela cartilha deles? Tenho ânsia de vômito, diria Drummond.

Comentário de Helio Fernandes
De uma certa maneira Aécio era (não é mais?) peça chave do jogo. Pensou muito, achou que se tem problemas no PSDB, é só com Serra. Já no PMDB, quantos teria que enfrentar? Concluiu bem, pois 2010 tem muitos candidatos, mas com vôos próprios só mesmo Lula.

Não gostei da atitude do Ministro-senador-quase governador, mas quando era cabo do Exército já era desatinado. O que não acontece com Gerson, insuperável dentro e fora de campo. Ótimo fazer comentários na TV-Band e na Rádio Globo.

No caso Battisti nem discuto a permanência ou a saída dele do Brasil, e sim o respeito à Constituição. E mais importante: por que o desprezo ao Brasil? A Itália não pediu a extradição dele à França ou ao México, por que? Ele era melhor antes e pior agora?

É, verdade, Limongi, assim caminha a humanidade. Uns vão de charrete, outros de Fórmula 1 ou até de avião supersônico. Mas é preciso partir, enfrentar a estrada e chegar. Com Drumond chega mais rápido, evita as pedras no caminho.

365 dias depois da crise, faltam 15 mil pontos para volta das Bolsas

Há 1 ano, quando os aventureiros das imobiliárias ganharam demais e junto com as Bolsas, explodiram o “mercado”, a Bovespa estava em 74 mil pontos. Retrocedeu (como o governo FHC), chegou a 32 mil. Hoje fechou pouco acima de 59 mil, mas a surpresa não foi isso.

A declaração surpreendente veio do presidente Obama: “O mercado financeiro precisa de fiscalização”. Assombroso. Então o “mercado” jogava livremente como em 1929? Não aprenderam nada? E naquela época não existia o financiamento OBRIGATÓRIO para a casa própria, criado por Roosevelt em 1934, 1 ano depois da posse.

Sem os leilões a Bovespa subiu mais 0,60% mas o volume vai capengando até os 4 Bilhões, hoje, 3 bilhões e 890 milhões.

O dólar caiu 0,36% em 1,80.

Autênticas, textuais e entre aspas

Do prefeito Eduardo Paes: “Em 2013, as favelas terão diminuído 5 por cento”. 2013 ele estará deixando a Prefeitura. E diminuindo as favelas 5 por cento a cada 4 anos, dentro de 80 as favelas terão desaparecido. A não ser que surjam em outros lugares.

Manchete do Estadão: “Mesmo proibido, nepotismo resiste nos tribunais do País”. Por que não resistiria?

De Jim Rogers, investidor que despreza “mercados”, transformado em conselheiro: “Operadores de Wall Street terão que aprender a dirigir, para conseguirem emprego como taxistas ou operadores de tratores”. Deveria ter dito isso em 2007, vá lá, 2008.

Da Revista Carta Capital: “Os poderes sociais da agroenergia, com seus biocombustíveis, e associado aos EUA, o Brasil contribuirá para construir um mundo melhor?”.

Do deputado João Almeida, PSDB Bahia, entrevistado pelo jornalista Tarciso Holanda: “Hoje, os partidos são dominados por quem não tem votos nem representatividade”. São as chamadas “cúpulas”. Quem vai demoli-las?

No mesmo programa, Chico Alencar deu a receita e a solução: “isso só pode ser transformado pela consciência do eleitor”. Concordo inteiramente, mas os nomes que “oferecem” ao leitor, geralmente impublicáveis e inelegíveis, mas com muito dinheiro.

Empresários precisam investir

Quem faz essa afirmação, em tom de apelo inflamado, foi o presidente do Banco Central. Ué, tão otimistas (?) não estão investindo? Curioso.

Investimento político-eleitoral

Quem está interessado nisso, é o Presidente da Firjan, Gouveia Vieira. Empolgado com o prestígio dos suplentes no Senado, quer ser um deles. Tem até dia 30 para se filiar a um partido. Está escolhendo. De acordo com o que decidir, o titular da chapa terá campanha eleitoral, altamente favorecida e privilegiada. (Exclusiva)