Despedida do desembargador Raul Lins e Silva tem discurso duro e incisivo sobre a magistratura

Pela sua coragem, respeitabilidade e honradez, vale a pena conhecer o discurso de despedida do desembargador Raul Celso Lins e Silva, pronunciado na Sala de Sessões da 17ª Câmara Cível. É um jurista que realmente vai fazer falta na Justiça brasileira.

Tive o propósito de trazer algumas palavras de agradecimento pela presença de todos vocês aqui nesta sessão dedicada à minha despedida deste Tribunal de Justiça onde ingressei pelo quinto constitucional da advocacia em outubro de 1995, ainda Tribunal de Alçada Cível, extinto pouco depois.

Contudo, em recente julgamento sob a minha relatoria e envolvendo publicações na imprensa escrita, de notícias envolvendo violência e truculência praticadas por maus policiais, fiquei profundamente sensibilizado e emocionado com as palavras de solidariedade proferidas pelo generoso amigo Edson Vasconcelos sobre o meu voto, a minha conduta e o desempenho de meus familiares no exercício da advocacia.

Cheguei a esta casa depois de mais de 37 anos recebendo, enquanto possíveis, lições diárias de ética, de liberdade , de democracia, de cidadania, de direitos humanos, de preocupação social com os mais fracos, emanadas de meu pai Raul  e de meu tio Evandro com os quais, em escritório de advocacia, assim que ingressei na faculdade de Direito, fui trabalhar, estagiar e aprender, enfim, exercer a profissão.

Sem favor algum, o maior e mais prestigiado escritório de advocacia criminal do Brasil, por onde, quando iniciei, passavam, como clientes, notórias figuras da política, das finanças e da administração pública, eis que indiciadas pelos famosos inquéritos instaurados no governo de Jânio Quadros.

Assumindo a Presidência da República, João Goulart, a pretexto de cercar-se de idôneas e conhecidas personalidades, convocou o advogado Evandro Lins e Silva para assessorar-lhe.  De início, na Procuradoria Geral da República, depois, todos conhecem sua trajetória, culminada como ministro do Supremo Tribunal Federal.

Desfalcado de Evandro, meu pai Raul, assumiu toda a responsabilidade pela enorme, famosa, inesgotável e renomada clientela. Modesta e discípulamente, o acompanhava.

Quando veio o golpe militar de 1964, trazendo a violência, o desrespeito aos direitos humanos e às leis vigentes, as prisões sem justificativa, as torturas, as cassações de direitos políticos, as perseguições cruéis às mais notáveis figuras da intelectualidade, do jornalismo, das artes, da política, Evandro, já ministro do Supremo Tribunal Federal, a tudo assistia e, juntamente com alguns outros poucos ministros da corte, concedia ordens de habeas corpus, ante flagrantes ilegalidades de prisões, motivo pelo qual, juntamente com outros dois magistrados daquela corte, foi alvejado por arbitrária, violenta e burra legislação golpista.

Sempre acompanhando meu pai, diariamente,  inevitáveis o ingresso de habeas-corpus perante o Superior Tribunal Militar, a presença nas auditorias militares e nos locais onde se instalavam os IPMs presididos por militares somente a enxergar pessoas perigosas, subversivas como as definiam e as prendiam e as torturavam.

O plenário do STM, o palco da ocasião, a sustentar a legalidade da concessão de habeas corpus, muitos deles, mesmo deferidos, descumpridos pelos militares carcereiros. A indescritível violência praticada a quem exercia a advocacia com ética e dedicação no enfrentamento àqueles que detinham o poder, tornou-se permanente e ilimitada, até que ceifada a vida de Raul aos 54 anos de idade, vitimado por fraqueza coronariana, certamente, ante tanta emoção vivenciada.

Conservo na memória, não indo muito longe desta casa e da Suprema Corte, a brutalidade das cassações dos magistrados Osny Duarte Pereira, Haroldo Portocarrero de Miranda, Hermes Lima e Victor Nunes Leal.

A independência dos juízes, tornou-se, em certas circunstâncias, ato de estoicismo e de bravura. A judicatura em regime de liberdade vigiada, jamais seria fiel à sua nobre missão.

Daquela época, trago as mais tristes recordações, recompensadas, no entanto, com o conhecimento e a amizade de notáveis figuras, entre as quais, aqui presentes, não posso deixar de registrar e enaltecer, o brilhante, inigualável advogado Clemente Hungria, na pessoa de quem saúdo os amigos advogados aqui presentes. Filho do ministro Nelson Hungria, consagrado mestre do Direito Penal.

Também daqueles tempos, registro a presença do famoso, corajoso, destemido e perseguido jornalista Hélio Fernandes, cliente dos mais assíduos e perseguidos, a exigir uma assistência permanente, sem tréguas.

Destaco, inacreditável que possa parecer, está calado por juiz deste tribunal que concede liminar em medida cautelar que lhe impôs pesada multa, caso viesse a se referir ao famoso e assassinado beneficiário de mega sorteio de números.

Antes e pouco depois da fase ditatorial, não existiam as indenizações por danos morais, tão pouco, o corporativismo frequentemente presente nesta casa, mas denúncias amparadas na Lei de Imprensa e no Código Penal por injúria, calúnia e difamação.

A figura da exceptio veritatis, exceção da verdade, no entanto, tornava muito fácil ao jornalista provar aquilo que publicara sobre a suposta vítima de ofensa e livrar-se da condenação. Era uma advocacia excitante e gratificante, não só pelas personalidades envolvidas, como também pelas hipóteses em discussão.

As decepções com aqueles acontecimentos e ante a morte de meu pai, ensejaram o meu afastamento temporário da advocacia e a dedicação a uma atividade no serviço público federal, até que, sem a presença de Raul e Evandro, recorrí a outro tio, Haroldo, com quem fui trabalhar, aliás, por pouco tempo, até iniciar carreira solo.

Até que em 1995,  ingressei na magistratura. Aqui conhecí  a notável figura de Darcy Lizardo de Lima, magistrado dos mais honrados, desembargador, cuja toga me fez vestir. Em sua pessoa homenageio os magistrados presentes.

Registro, mais uma vez, a gratidão que tenho ao tio Evandro, aqui representado por seu neto Ranieri, com quem dividia o escritório após cassação.

Muito me ajudou na empreitada e ao governador Marcello Alencar que me nomeou, honrando, dignamente, compromisso assumido com antecedência.

Estou me despedindo atingido por norma constitucional, na minha avaliação, injusta ,  sem  considerar  as  condições  de  quem  está  sendo  atingido  por  ela.

Foi tudo muito rápido. Sem arrependimento. Experiência enriquecedora e instigante. Não  importa onde você parou… Em que momento da vida você cansou… O que importa é  sempre possível recomeçar… Recomeçar é dar uma nova chama a si mesmo… É renovar as esperanças na vida e, o mais importante… Acreditar em você de novo.

Palavras de Carlos Drumond de Andrade.

Faço  aqui e agora uma prestação do que fiz e dizer que faria mais, caso aqui continuasse.  Asseguro-lhes, com certeza, não ter sido um mero fazedor de acórdãos. Em todos eles, é certo, tive a preocupação de proteger o fraco contra o forte, encontrar a melhor justiça, tornar sagrada a missão de julgar.
Mas a realidade demonstra, lamentavelmente,  são raríssimas as hipóteses distribuídas a esta 17ª. Câmara cível, a exigir maiores estudos, pesquisa de doutrina e buscas em obras conhecidas.  Um festival de banalidades, contudo muito importantes para as partes, a exigir a preocupação do magistrado.

Muitas das vezes o que se vê, são decisões engessadas, plantadas e chapadas, em obediência às decisões emanadas das cortes superiores, tendentes a tornar inócua e dependente a operacionalidade da justiça estadual de segundo grau.

A função do magistrado, não se amolda  a regras, senão aquelas que lhe dão autonomia sem choques com a vida de seu povo e com o rumo prudente da evolução do direito. Obedecer à lei é o que lhe cumpre, como homem e não como autômato.

Na administração do presidente Marcus Faver integrei o Conselho da Magistratura , segundo muitos, o mais independente e operoso conselho dos quantos constituído neste tribunal, ainda com a soma de competência que hoje não mais possui.

Representações contra magistrados foram inúmeras.  Em todas elas, afastado o corporativismo, tão enraizado na mentalidade  de alguns integrantes do judiciário.  A partir daí, surgem as inimizades. Não porque eu errei. Eles, sim, é que erraram, daí as representações. E hoje, nesta instância, deixaram de se relacionar com quem aplicava a justiça, não o corporativismo.

Destaco  ingressos  no Conselho Nacional de Justiça. No primeiro , para que instasse o então presidente desta corte a cumprir dispositivo constitucional.  Inadmissível, sua resistência em curvar-se à constituição e promover a eleição   da  metade  dos integrantes do órgão especial.

Custou-lhe o deferimento de liminar por mim requerida, determinando o cumprimento imediato da carta constitucional, exatamente no dia em que prevista a escolha de advogados a integrar o quinto constitucional.

De outra feita, como testemunha de fraude comprovada em concurso na magistratura para proteger a hereditariedade, patrocinada pelo mesmo presidente que moveu céus e terras para que fosse adotado o arquivamento da iniciativa de sua anulação, inobstante prova pericial robusta e inequívoca de beneficiamento de certos candidatos investidos de dnas  presentes nesta casa.

Explico : o testemunho deveu-se ao fato de um dos examinadores do concurso, o professor Creton, ter me procurado depois de fazê-lo com alguns desembargadores que alegaram nada poder fazer, tendo em vista a homologação do concurso e a posse dos magistrados.

Tomei a iniciativa de procurar a administração da corte na pessoa de seu renovado presidente, por força da histórica e memorável eleição do desembargador José Carlos Murta Ribeiro, não mais aquele imediatamente anterior.

As provas prestadas pelos concorrentes no certame, corpo de delito, eis que assinaladas com liquid paper, a permitir a identificação de seus autores, onde estariam?  Em lugar seguro? No cofre da presidência  de  Murta Ribeiro?  Não.
Localizadas na Emerj (por que lá?, pergunto) e quase esgotado o prazo a permitir a sua incineração prevista no regulamento do concurso.

Em parceria  com  a  OAB,  fomos ao  CNJ. E a apuração do Conselho Nacional de Justiça, resultou em quê?  Todos sabem.

O ideal do magistrado contemporâneo é defender a verdade que conhece e lutar pela justiça que ama. Poucos de vocês saberiam destes fatos não fosse este depoimento  fora de uma simples despedida e agradecimentos, contudo, dentro de uma satisfação do que fiz, além de redigir acórdãos.

Não se trata de um desabafo, mas sim o sentimento de que o magistrado deve sempre suscitar aquilo que entender irregular até mesmo em seu ambiente de trabalho.

Importante salientar : o que vale é a pessoa, cargo é atributo. A justiça sobrevive aos injustos. Critico a magistratura pelos defeitos dos homens, por amor a ela e na acendrada fé de vê-la incorporada à nossa civilização.

É preciso ter coragem para ser justo. E o magistrado deve escolher: abandonar-se à contemplação admirativa e nostálgica do passado, ou entrar no plano do mundo moderno e seu turbilhão.

Enfrentar a realidade, segundo sua consciência, com toda a autoridade que lhe conferirá  a função rejuvenescida e marcada por um dinamismo redobrado. O que a profissão deverá conservar e mesmo exaltar é o cuidado de independência perante os poderosos deste mundo.

Na minha vida, tive exemplos de homens notáveis, meu pai entre eles, juízes extraordinários, três deles parentes e integrantes do Supremo Tribunal Federal.  Minha mãe, mulher fantástica. Permanente a dedicação, a preocupação e o carinho dedicados aos filhos e ao marido, meu pai.

Um exemplo dignificante. Agradeço o que fez por mim. Mulher extraordinária! Não soube de meu desejo de ingressar na magistratura. Desejo sair, às vezes desejo ficar, contudo, inviável ante a norma legal.

Lamento afastar-me dos amigos que fiz nesta casa, sobretudo os companheiros desta 17ª. Câmara Cível e aqueles que por aqui estiveram até a aposentadoria e aqueles que passaram em caráter eventual, notáveis magistrados, com os quais muito aprendi e deles levarei a lembrança da dignidade, da seriedade, do julgar com independência, racionalidade e bom senso.

O fato de ter vindo do quinto constitucional destinado aos advogados e as visitas semanais à minha sala de trabalho de advogados em desabafo às mazelas e doenças de todas as espécies, da mais requintada patogenia, ocorridas por aqui, me levam a afirmar, com toda a segurança, ser a 17ª. Câmara Cível desta corte, incontestavelmente, a melhor delas em todos os sentidos.

A  emoção  da  despedida,  a  perda  do  convívio  diário,  ficam  compensados  com  a  alegria  de  poder  levar  uma  vida  tranquila  e  sem  pressão  processual. O certo é, como já disse em outras despedidas de companheiros da câmara :  estou livre  deste  fardo  assustador  e desumano de  processos.

Vivo  um  dia  especial :  triste  ante  o  afastamento  compulsório da magistratura, sobretudo dos queridíssimos colegas e amigos ;  alegre  pelo  fato  de  ficar  mais  próximo  da  família, poder  viajar  para  a  encantadora  fazenda  quando  desejar ,  sem  qualquer  compromisso  com  hora,  processos,  liminares,  sessão,  etc.

Conseguirei? Quem sabe um dia, não estarei naquela tribuna, na outra face da relação processual. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. Palavras de La Fontaine.

Agradeço a presença de amigos de infância, da faculdade, do tempo do serviço público e da advocacia, amizades que me honram, envaidecido de poder conservá-las.

Destaco a dedicação dos incansáveis funcionários da secretaria da cãmara, serventuários de alta qualidade e seriedade que conduzem o processamento dos recursos e contribuem decisivamente para a manutenção do colegiado no ranking das mais céleres e eficientes desta casa.

Agradecimentos aos assessores e motorista, a retaguarda de sustentação.
Sem eles, impossível o rápido e ponderado enfrentamento da pesada carga de processos distribuída a cada magistrado.  O exame equilibrado de cada processo, dá o respaldo à palavra final do desembargador.

Ao  competente, digno, célere, diligente e culto quadro de procuradores de justiça dedicado a este colegiado, rendo a minha homenagem pelo irretocável desempenho.

Por fim, o mais importante. Os meus agradecimentos e as minhas escusas  à minha bela e encantadora família. Agradecimentos pelo apoio, incentivo, paciência, sacrifício, renúncia, tudo em benefício daquele que se dedicou, com exacerbado empenho, à magistratura, diariamente até altas horas da madrugada, empenhado no exame cuidadoso dos processos.

Desculpas à Márcia por não ter proporcionado a ela parte do merecido. De agora em diante, prepare-se para viajar e dedicar mais tempo aos seus cachorros e bezerros que eu não descuidarei dos meus projetos de plantio.
Continue com o departamento de bovinos que eu continuarei com o departamento de plantio.

Muito obrigado a todos.

Contaminando a essência do trabalhismo

Roberto Monteiro

O desajuste no seio da Justiça do Trabalho é crônico e nada se fez até o momento no sentido de aplacar a ira executiva dos juízes trabalhistas, ao contrário, existe um enorme interesse, que não perceberam os julgadores, de os que reúnem assessoria jurídica de qualidade utilizam este desarranjo, para  travar o processo, neste segmento está justamente as grandes empresas, as corporações que mais demandam em massa na JT, que através de assessoria jurídica mais qualificada acabam empurrando o passivo trabalhista para os balanços de provisões e reservas orçamentárias, atravessando a cada ano fiscal, uma enorme etapa financeira.

Muito se discute aqui, quanto o tratamento diferenciado ao micro e pequeno empregador, aplicando a estes regras menos violentas quanto a manutenção do negócio. Outro senão que nos inquieta e ainda persiste como a, “erva daninha que renasce após a capina”,  é o capitulo que trata da execução provisória. Neste aspecto em que pese a existência do item III da Súmula n° 417/TST, que dispõe que nos casos de execução provisória, fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro, quando nomeados outros bens.

O fato é que a justiça laboral não pode ser o “CADAFALSO”, das questões trabalhistas, até porque se de um lado é tenaz com o executado, por outro, gera pela nulidade no decisório, o antídoto para a parte recorrer. Um desses exemplos está na recente decisão em Mandado de Segurança (MS), com pedido de liminar, impetrado pelo HSBC, no TST, contra ato judicial, em que o juiz de primeiro grau decretou a penhora on-line de dinheiro para quitar débito trabalhista, foi concedida a segurança, pelo relator na SDI-2, ministro Renato de Lacerda Paiva, determinando a liberação do dinheiro penhorado, enquanto provisória a execução promovida nos autos de Reclamação Trabalhista perante a 13ª Vara do Trabalho de Belém (PA).

A ação foi rejeitada pelo TRT8 (PR), sob alegação de que no artigo 5º, II, da Lei do Mandado de Segurança (nº 1.533/51) que não admite o mandado contra despacho ou decisão judicial passível de recurso ou correição. Em argumentação o ministro ratificou a posição da SDI-2, que vem decidindo no mesmo sentido, para, em seguida, concluir pela “aplicação do princípio da menor gravosidade ao executado, por não se ter, ainda, o valor líquido e certo do crédito, uma vez que a decisão judicial exequenda ainda não transitou em julgado”. (ROMS-3400-63.2009.5.08.0000).

A questão é  residual, porque o Judiciário trabalhista é o único entre os existentes no País, com seus próprios integrantes agindo com exagerada e incontrolada liberdade, avessa aos ditames de leis e normas jurídicas, tudo com a convicção de que estão desempenhando um papel voluntarioso e colonizador de uma nova era no direito laboral, “cum recti conscia”, o que acaba tornando este instrumento social disforme, distante dos princípios trabalhistas, e por isso esta sendo olhado com reservas pela comunidade jurídica e a sociedade civil.

Enquanto a natureza do trabalho tem como patrimônio a mais valia, porque produz a essência e a gene para a graduação do direito trabalhista, por razões de um grupo de juízes fora desta sintonia, vem perdendo qualidade, com acúmulo de entendimentos e desvios de concepção, que fragmenta o tripé basilar, – conciliação, justiça, igualdade e democracia jurídica, isso data máxima vênia, neutraliza eventos sócio produtivos, visivelmente afastados com a nova filosofia adotada pela magistratura trabalhista.

Esta desfiguração reflete com sinais de morosidade, insatisfação, e desperta a desconfiança da sociedade, até porque ao perder seu real objetivo, que é a consolidação de suas leis e a conciliação nas relações de trabalho, a JT acabou se isolando do maior grupo de trabalhadores do País, que são os informais (existem 65 milhões no País), onde nesta especializada nada se faz, primeiro por ausência de provisão no plano jurídico, por outro na falta de prática e criatividade da toga para sua proteção, até porque a EC n° 45/2004 tida como antídoto salvador da extinção da especializada, trouxe a malfadada execução do INSS para a seara trabalhista, ocupando enorme espaço, antes reservado à laborativa, por isso mesmo deveria emprestar seus préstimos a este segmento.

Recentemente a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados rejeitou o PL  n° 2636/07, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que inclui, entre as atribuições da Justiça do Trabalho, processar e julgar os crimes oriundos das relações de trabalho. É sempre assim, os juízes querem mais poder, a manutenção de praticas que comprovadamente não levam a solução dos processos, e não se empenham na busca de antídotos para os males que afligem os trabalhadores, menos ainda para o informal. A indicação de coadjuvantes causadores da demora, inclui no conjunto de ocorrências, férias de 60 dias, recesso de mais 30, cursos infindáveis, licenças não questionadas, expedientes de três dias na semana, horários de três horas na jornada e a desculpa, da lavratura de sentenças fora do tribunal, quando muitos (isso é incontestável), contam com o auxilio de servidores na elaboração de despachos e sentenças.

Cabralzinho: “Ganho no primeiro turno, certo”

É o que tem dito, na maior tranquilidade. Considera que a desistência de Garotinho não favorece Gabeira. Em relação a este candidato, só se refere de forma eleitoralmente desprezível: “Não tem voto, a não ser para deputado”.

A luta pelo Senado

Cabral diz, “com meu apoio, Picciani está eleito”. Este, que está certo da vitória, fica furioso e, em particular, afirma: “Estou eleito, mas não preciso dos votos dele”.

Picciani nem diz o nome de cabralzinho. Há tempos tiveram briga tão violenta que Picciani teve “derrame facial”, ficou deformado longo tempo.

“Rubricar não é assinar”

O ex-governador de São Paulo não gostou da afirmação de Dona Dilma. Queria responder duramente, foi impedido por conselheiros mais atentos.

O que disseram, repetiram e insistiram com ele: “A declaração é contra ela, se você interferir, vai diminuir a repercussão contrária. O melhor é o silêncio”. Mesmo contrariado, Serra aceitou. Calado, Serra é um portento, não consegue perceber.

Ibope e Sensus

Ainda esta semana devem surgir mais duas pesquisas. Os números estão sendo ajustados, mas não nos computadores. Por enquanto, até chegarem à “conclusão”, Serra “vence” numa, Dilma na outra. É a “pesquisa colombiana”.

O PMDB do Sul,
desiludido, dividido

O PT dominou o Estado e a prefeitura de Porto Alegre durante muitos anos. Perdeu os dois cargos, importantíssimos, por causa das brigas internas.

Os tucanos conseguiram “eleger” Dona Yeda Crusius, nem ela acreditava que ganhasse. Agora, é PMDB contra PMDB, Tarso Genro é o beneficiado. Pelo menos nas pesquisas.

Briga pelas imagens da Copa coloca de um lado do ringue a família Marinho (Globo) e do outro a família Frias (Folha-UOL)

Estremecem as relações entre a Organização Globo e a Folha de S. Paulo, que são sócias no jornal Valor Econômico. A briga começou no início da Copa do Mundo, entre a Rede Globo e o Portal UOL (Universo Online, do qual a Folha é controladora).

No último dia 7, quando a Copa já se aproximava do final, a emissora da família Marinho entrou na Justiça do Rio com pedido de liminar, alegando que o Portal UOL “se aproveita de forma ilícita” das imagens da Copa do Mundo, exclusivas da Globo.

A Globo afirma ser ilegal a veiculação dos “Gols 3D”, um produto de animação que mostra os gols da Copa por vários ângulos, através de tecnologia criada para o UOL no início deste ano. Segundo a Globo, a divulgação dos gols pelo UOL não possui finalidade jornalística, “mas sim, destina-se unicamente ao entretenimento”, acusando o portal de usar imagens da emissora para criar as animações.

A Globo queria que o UOL retirasse do portal todos os vídeos dos gols, 48 horas após a primeira veiculação, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. Além disso, pede também o pagamento das custas judiciais e honorários advocatícios, assim como “indenização por perdas e danos pelo uso indevido de imagens” no valor de US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,6 milhões).

No dia seguinte ao pedido de liminar, o UOL apresentou sua defesa, que já vinha sendo preparada desde que a Globo lhe mandou a primeira notificação, em junho. Contestando as acusações, o UOL diz que está apenas exercendo o direito público de informar, de acordo com a legislação vigente.

Uma das leis permite a todos os meios de comunicação a utilização jornalística de vídeos, desde que tal exibição se restrinja a 3 minutos do tempo total de cada evento. E o UOL assinala que, sempre que reproduz imagens de qualquer emissora em suas vídeo-reportagens, dá o crédito ao autor das imagens, como aconteceu na cobertura da Copa.

Antes de pedir a liminar, a Globo enviou ao UOL uma proposta de acordo que obrigaria o portal a tirar da internet qualquer vídeo da Copa, após transcorridas 48 horas. E pretendia reduzir o limite de uso de imagens para um máximo de 90 segundos, mesmo se houvesse prorrogação e pênaltis. A emissora também exigia que o UOL não fizesse publicidade desse material. (De acordo com o próprio UOL, outros portais aceitaram essa proposta da Globo, como o Terra e a ESPN Brasil, que inclusive transmitiu a Copa). Mas o UOL resistiu e decidiu enfrentar a nave-mãe.

***

PS – A Globo alega que o fato de o UOL divulgar os vídeos após 48 horas da realização dos jogos resultaria em perda do caráter jornalístico. Mas o portal se defende sustentando que não existe nenhum respaldo jurídico na afirmação de que uma cobertura perca seu caráter jornalístico em 48 horas, ou que o interesse público de uma informação tenha data para expirar.

PS2 – O que é uma verdade, caso contrário não existiriam revistas semanais, por exemplo, e os programas de TV com a retrospectiva do ano. Interesse jornalístico é algo que pode atravessar gerações, séculos, eras.

PS3 – A Briga é boa, e tudo indica que o UOL vai perder em primeira instância. Aqui no Rio, ninguém ganha da Globo na Justiça. Mas em Brasília, tudo pode mudar.

PS4 – Essa pusilanimidade da Justiça do Estado do Rio incomodava o ex-ministro da Justiça, ex-ministro do Supremo e ex-deputado federal Oscar Dias Correia. Ele morava aqui, mas tinha pavor de advogar no Fórum do Rio. Seu escritório estava instalado em Copacabana, num edifício vizinho ao prédio onde morava. Como eram no mesmo andar, ele conseguiu abrir um acesso de um imóvel para o outro, e transitava entre a residência e o escritório com a maior facilidade. Bastava descer dois degraus, porque havia um desnível entre os andares de um prédio e outro.

PS4 – Se a briga entre a Globo e a Folha radicalizar, o jornalão da família Frias tem uma carta na manga: um dossiê completo sobre o processo que discute a propriedade da TV Globo de São Paulo (antiga TV Paulista), com falsificação de documentos por Roberto Marinho e tudo o mais.

PS5 – Na época, a Folha chegou a publicar uma bombástica matéria de meia página, mas depois, atendendo a insistentes pedidos, “se fechou em copas”, para não prejudicar o sócio no empreendimento do Valor Econômico, jornal criado pelas famílias Marinho e Frias para explodir a Gazeta Mercantil, da família Levy.

PS6 – Em sociedade tudo se sabe, com dizia Ibrahim Sued.

Obscuros e desconhecidos

Carlos Chagas

Nove são os candidatos à presidência da República. Outros nove vão acompanhá-los como penduricalhos, indicados para a vice-presidência, mas excluídos da votação individual desde a Constituição de  1967. Porque  na República Velha, exceção da eleição de Floriano Peixoto, isolada de Deodoro da Fonseca,  ambas pela Assembléia Constituinte de 1893,  os vices eram indicados junto com os candidatos a  presidente, inexistentes  as votações em separado.

Getúlio Vargas, desde 1930 presidente provisório, depois presidente constitucional  e por fim ditador, teve a cautela de não dispor de vice-presidentes.

Foi com a Constituição de 1946 que se estabeleceu a votação individualizada  para presidente e vice, em duas cédulas distintas, ainda que o substituto do marechal Eurico Dutra, Nereu Ramos,  tivesse sido votado  pelo Congresso.

Getúlio elegeu-se pelo voto popular em 1950, seu companheiro de chapa foi Café Filho, eleito separadamente.Depois Juscelino Kubitschek, que  em 1955 aceitou João Goulart para vice,  também com votações distintas, elegendo-se ambos.Em 1960 Jânio Quadros teve como companheiro Milton Campos, do seu grupo  político,  mas por  baixo do pano  mandou votar em João Goulart, que venceu como adversário.

Com  o  golpe  militar de 1964 o marechal Castello Branco foi eleito  pelo Congresso, junto com  José Maria Alckmin para vice. Pelo mesmo processo o marechal Costa e Silva teve como substituto, que  aliás não  pôde substituí-lo, o deputado Pedro Aleixo. Com o general Garrastazu Médici baniram-se os civis da vice-presidência,  pela indicação conjunta,  também indireta,  do almirante Augusto Rademaker.  O general Ernesto  Geisel, novo presidente, voltou a ser votado pelo Congresso tendo  o general Adalberto Pereira dos Santos de vice.

O último dos generais-presidentes,  João  Figueiredo, voltou à prática de contar com um vice civil, Aureliano Chaves.

Instalada a Nova República, Tancredo Neves, mesmo escolhido por um Colégio Eleitoral, viu mantida a regra do vice sem voto, apenas indicado: no caso, José Sarney.

Restabelecidas as eleições diretas em 1989,  nem por isso voltou-se a votar isoladamente para vice-presidente. Fernando Collor elegeu-se com Itamar Franco a tiracolo. Depois,  duas vezes Fernando Henrique Cardoso,  acompanhado de Marco Maciel, e agora, também em dois mandatos, Luiz Inácio Lula da Silva e José Alencar.

Porque entupimos a paciência do leitor com tantas situações inusitadas  e  tantos nomes ilustres?  Para  concluir, com todo o respeito, que no Brasil  o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho  pior do que a véspera.

Menos por continuarmos a votar apenas nos candidatos a presidente da República, sem escolher os vices, mais por  demonstrar a História que  até  agora os  indicados  para a vice-presidência  eram  políticos ou militares de expressão, conhecidos nacionalmente, felizes ou infelizes em suas trajetórias  na vida pública.

Pois em outubro, exceção do companheiro  de chapa  de Dilma Roussseff, o presidente da Câmara, Michel Temer, de experiência política reconhecida, estão  indicados à vice-presidência ilustríssimos e obscuros  desconhecidos que a Providência Divina fará o favor de jamais permitir cheguem à chefia do governo,  por algum inusitado da vida ou descuido do eleitorado.

Vale citá-los com o desafio correspondente à memória do eleitor comum e à paciência de todos nós:

Índio da Costa, vice de José Serra; Guilherme Leal, vice de Marina Silva; Hamilton Assis, vice de Plínio de Arruda Sampaio; Claudio Durans, vice de José Maria Almeida; Edmilson da Costa, vice de Ivan Pinheiro; Edison Dorta, vice de Rui Pimenta;J osé Paulo Silva Neto, vice de José  Maria Eymaiel; e Luis Eduardo Duarte, vice de Victor Fidelix.

Não dá para resistir  à tentação de observar que tão obscuros e desconhecidos quanto os vices são  também pelo menos cinco dos candidatos a presidente da República. Como vivemos numa democracia, melhor assim do que não ter eleições…

A Taça do Mundo rumo a Madrid

Pedro do Coutto

Foi brilhante, sob todos os aspectos, a vitória da Espanha sobre a Holanda, ontem no belo estádio repleto de Johanesburgo, fazendo a Taça do Mundo runar para Madrid.

De onde, daqui a quatro anos, viaja para o Brasil, quando será disputada sua vigésima edição. A da África do Sul foi a décima nona de uma série que começou em 1930. Pela primeira vez a Espanha conquista o título mundial. Pela terceira vez a Holanda perde uma final.

Dramática, como todas as finais, emocionante, extremamente nervosa, dividida por momentos em que o destino parecia pender ora para um lado, ora para outro. No balanço do tempo de 120 minutos, entretanto, os espanhóis chegaram mais perto do gol holandês do que os holandeses da cidadela espanhola. O desfecho foi justo, marcado inclusive por ótimas atuações dos goleiros que evitaram sucessivamente o ponto decisivo dadas as características do confronto.

O treinador Vicente Del Bosque manteve a armação e o estilo que consagrou a equipe na vitória contra a Alemanha: extremas abertos quando o time estava de posse da bola, extremas recuados quando das ações defensivas. O desempenho tático foi mais uma vez firme e brilhante com poucas variações. Bloqueio móvel e tríplice em cima de Robben quando ele atacava pela direita, situação em que, como canhoto, o obrigava a virar o corpo.

A cobertura defensiva foi bem feita, o mesmo se verificando quanto a Holanda. Na prorrogação o melhor estado atlético espanhol se fez sentir de forma acentuada. No apito final, os jogadores carregaram Del Bosque. O comportamento do técnico foi exemplar. Sereno, afável, civilizado.

Na África do Sul, virou-se mais uma página da eterna história do futebol, o esporte mágico, emocionante, das multidões em todo o universo. Pelos cálculos da Fifa, ontem, cerca de 4 bilhões de seres humanos assistiram a final. A vitória não foi só da Espanha. Foi do futebol arte, do futebol técnico, do futebol tático, da equipe de melhor estado atlético. A Jabulani voou da África para a Europa. O chute de Iniesta foi o desfecho heróico de uma jornada que começou com uma derrota para a Suiça e terminou com a consagração do um a zero.

Poderia ter sido uma diferença maior do que aquela decidida num lance de ataque. Mas a história da bola, de suas retas e curvas se escreve assim: de um ritmo que se faz constante para o improviso e o imprevisto de um momento. Surpresa? Não. Esse é o destino das partidas que arrebatam e assinalam as grandes decisões. São inúmeras as que assistimos e com elas as emoções se renovam. No amargor de derrotas. Nas lágrimas das vitórias. Futebol é isso mesmo. O entusiasmo rejuvenesce nas arquibancadas, na medida em que as gerações se renovam nos gramados brasileiros e do planeta.

Não estivemos bem este ano. A Espanha foi melhor. É a campeã do mundo. Temos que aprender com nossos insucessos e partir para novos sucessos. O Brasil é pentacampeão. O sonho alado do hexa tem que esperar mais quatro anos, pelo menos. Hoje, a Taça viaja para Madrid. Chegará a nosso país em 2014. Esperemos até lá que ela fique aqui. Amém, como costumava dizer Nelson Rodrigues que, melhor do que ninguém, expressou a alma do torcedor brasileiro.

Conselho Nacional de Justiça precisa coibir atos lesivos ao direito trabalhista

Roberto Monteiro

Pelo que se viu até  o momento, partindo do principio de que o novo Código de Processo Civil (CPC), em curso no Congresso, não possuirá ingredientes para melhor subsidiar a manietada CLT, data permissa, visivelmente superada no processo de execução, por absoluta ausência de dispositivos avançados que a modernidade vem exigindo. O fato é que o direito do trabalho, sem as reforma, pelo que se avalia continuará permitindo que seus principais atores, (juízes e advogados) continuem transgredindo a regra processual e violando direitos positivos, optando por temas do direito avesso a doutrina sócio laboritivista do trabalhismo, a ponto da sociedade apontar este jurisdicionado, data venia, composto por seus integrantes e dos demandantes que fomentam este império de ações (são 2,6 milhões a cada ano), como os principais vilões da malfadada morosidade,conforme refletido nas milhões de ações travadas neste jurisdicionado.

E não são poucas as questões que agridem o processo trabalhista, entre elas, a violação do artigo 620 do CPC, manda que a execução seja realizada da forma menos gravosa para o devedor, preceito de lei maldosamente execrado e banido da cartilha jurídica dos magistrados do trabalho.

Ainda no processo de execução, há muito vem sendo aplicada no seio da JT, outra regra estranha a CLT, que tem o provisão legal, quanto a adoção subsidiária (esposando o CPC), para o pagamento do titulo executivo, sob pena de aplicação da multa de 10%. Este intruso importado para a JT acabou, fulminado pelo Tribunal Superior Trabalho (TST), o que confirma a tese, aqui exposta, cuja trajetória deixa um legado de injustiça e nulidades.

Convém esclarecer que no julgamento do agravo em questão, o relator dos embargos, ministro Brito Pereira, sustentou que o artigo 769 da CLT só permite a aplicação subsidiária da norma processual civil no processo do trabalho quando houver omissão da legislação sobre o tema e compatibilidade das normas. Assim, na medida em que a CLT tem dispositivos específicos para tratar de liquidação, e execução de sentença (artigos 876 a 892), a aplicação do artigo 475-J, nessas situações, afronta o comando do artigo celetista.

A questão é que a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de 10% sobre a quantia da condenação, e o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução, sob pena de penhora.

No debate sobre o (E-RR-38300-47.2005.5.01.0052), nas considerações à tese vencedora do relator, o ministro João Oreste Dalazen, vice-presidente do TST, argumentou que “a aplicação do artigo 475-J do CPC contribui para retardar a satisfação do crédito trabalhista, uma vez que abre espaço às partes para apresentação de outros recursos, por exemplo, em torno da própria aplicabilidade da norma”. Esta manifestação, “habet pro veritate” é justamente a mesma que temos apontado em nossas matérias, alertando sobre está carnificina protagonizada no processo de execução, onde acontecem as maiores violações de direito.

A bem da verdade, já que a reforma trabalhista está adormecida no Congresso, é preciso que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é um órgão voltado entre outros, a melhores praticas de celeridade, mediante ações de planejamento, à coordenação, ao controle administrativo e ao aperfeiçoamento no serviço público da prestação da Justiça, busque de alguma forma, junto as corregedorias, a segurança necessária recomendável para que os juízes do trabalho, em consonância a tese do ministro Dalazem, não mais cometam atrocidades jurídicas.

O festival de decisões incoerentes e não são poucas, recente a Seção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou inválida citação, que, por ter sido encaminhada ao endereço incorreto, resultou na condenação à revelia da Caixa Econômica Federal, num processo em que a Vara e o TRT12 não reconheceram a nulidade. A execução alcançava o valor atualizado de R$ 4 milhões, quando a SDI-2 julgou procedente ação rescisória da Caixa e anulou todos os atos processuais a partir da citação.

Na petição inicial, não se sabe se convenientemente o reclamante informou incorretamente o endereço da Caixa Econômica. Ao entregar a citação do juiz do trabalho, o carteiro constatou que não havia no endereço indicado agência da CEF e, por iniciativa própria, resolveu procurar o endereço correto,  entregando a notificação, colhendo a assinatura, que continha apenas o primeiro nome de quem a recebeu.

A CEF foi condenada à revelia por não ter comparecido à audiência, na sentença o juiz da VT determinou que a Caixa fosse informada da decisão por meio de notificação postal, sendo que esta, também, foi destinada ao endereço errado. Dessa vez, o carteiro dirigiu-se ao endereço que entendia ser o correto.

Porém, diferentemente do que ocorrera na notificação anterior (citação), ele colheu a assinatura de funcionário devidamente identificado com o nome completo, número da matricula e carimbo da CEF. Esse posicionamento levou a CEF a ingressar com Recurso Ordinário no TST, reafirmando a tese de cerceamento de defesa. Hoje de acordo com a lei n° 12.275/10 já sancionada pelo presidente Lula, ela teria que depositar 50% para poder recorrer, (RO-AR-23.700-06.2007.5.12.0000).

11 de julho, comentário sobre erros e acertos, Holanda e Espanha, incompetência de Portugal, Brasil perdeu para Ricardo Teixeira, Dunga, Organização Globo. Dois estarão em 2014. A Espanha conquista a Copa, mas dessa maneira?

O zero a zero do primeiro tempo, correspondeu à falta de categoria das duas seleções. Todo em câmera lenta, não se justificava qualquer modificação no placar. E por que haveria sensação se não houve durante toda a Copa?

A surpresa foi a violência, principalmente da Holanda, embora a Espanha tivesse revidado algumas vezes num tom maior. O árbitro poderia ter dado mais cartões do que deu, mereciam.

O que comentaristas compenetrados (?) tanto discutiam, futebol de RESULTADOS ou futebol ESPETÁCULO, não existiu. 45 minutos iniciais monótonos, desconfio que o príncipe da Holanda, que olhava muito para a rainha da Espanha, era para pedir desculpas. Constrangido, envergonhado, mas consciente.

(Aos 10 minutos do segundo tempo, a seleção da Holanda tinha 5 jogadores com cartões. Com os 2 da Espanha, muitos começaram a se perguntar; qual a primeira seleção que terá um jogador com o VERMELHO?

20 minutos do segundo, Holanda e Espanha pareciam querer demonstrar; “Não apenas Brasil, Portugal, Coreia do Norte e Costa do Marfim, a falsa “chave da morte”, podem exibir tão decepcionante chatice?”

O relógio vai avançando, os jogadores não. E quando passam do meio do campo, se aproximam da área adversária, perdem lamentavelmente.

(Helio Fernandes, com 20 minutos desse segundo tempo, você ainda quer a vitória da Espanha? Tem que haver um vencedor, mas antes de eu responder, o corvo grita, “nunca mais”).

Aos 33 minutos, os dois treinadores cobrem o rosto com as mãos, envergonhados, mas na verdade devem estar com o mesmo desespero do repórter e igual angústia: “Prorrogação? Ninguém suporta”. Os jogadores se empurram, se abraçam, Hobben é um cracaço nas reclamações. Aos 37 perde o gol da vitória. Casillas tira dos seus pés.

40 minutos, 43, 45 e os descontos, o zero a zero, continua impávido, altivo e altaneiro. O árbitro de futebol, nesse caso, deveria ter o poder dos árbitros de boxe: desclassificar os lutadores por FALTA DE COMBATIVIDADE.

14 minutos do terceiro tempo (prorrogação), Fabregas vai driblando os holandeses, chuta para fora, o treinador da Holanda se esconde. Agora, termina a primeira fase, torço para que o zero a zero permaneça.

Aí, iremos para os pênaltis. Peço a Deus que castigue a todos e a decisão repita o que houve nas quadras de Roland Garros: no quinto set, ficou em 59 a 59, decidiram em 70 a 68, mereciam o castigo.

Heitinga, da Holanda, “brilhante” exibição de violência, leva um cartão retardado. Devia ter sido expulso antes. Xavi não aproveita, joga para fora. Só três holandeses não têm cartão amarelo, qualquer descuido pode ser fatal.

Aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação, todo o time da Espanha participa e Iniesta abre o placar que pode fechar o drama da Holanda. Jogadores da Holanda choram, estão com a razão, o que jogaram merece todas as lágrimas.

Finalmente termina essa tragédia grega em ritmo de comédia sem maior interesse. Mas vale, assim mesmo. A Holanda não merecia chegar à final, e muito menos vencer.

***

PS – O momento mais bonito do jogo de hoje, e de toda a Copa, foi a entrada de Mandela. Não no estádio, mas atravessando todo o campo num carrinho, rindo, ovacionadíssimo, todos reconheciam: é o ESTADISTA do nosso tempo.

PS2 – Os que conseguem ver um pouco mais longe, tentam localizar o futuro da África do Sul, a partir de amanhã. E mais grave ainda; e num dia em que Mandela não estiver mais presente?

PS3 – Com Mandela, os brancos dominam tudo, os negros continuam coadjuvantes, e com a sensação de que são personagens. É difícil acreditar que essa transformação acontecerá.

PS4 – O ridículo e até hilariante: Joseph Blatter, querendo ficar na tribuna de honra, com a rainha da Espanha, o príncipe da Holanda, o presidente da África do Sul. Há 12 anos, Blatter era um burocrata, se julga importante, só porque a Fifa se constitui num Poder paralelo.

Ricardo Teixeira, o apogeu da derrota, o senhor da paixão nacional, presidente da CBF por 21 anos, prorrogando por quantos outros 21 anos bem entender

Jorge Figueiredo:
”Helio, você pode responder à pergunta que não quer calar? Qual é a data da eleição da CBF. E até quando vai o mandato do senhor Ricardo Teixeira?”

Comentário de Helio Fernandes:
Jorge, tem a duração que ele quiser, vai também até quando decidir. Veja só. Faltam exatamente 4 anos para a próxima Copa. Pois com tanta antecedência, ele já dita regras e normas para 2014, sem consultar ninguém.

Garante publicamente: “Quero que a seleção de 2014, seja jovem e ganhe, porque vamos jogar em casa”.

O inocente Ricardo Teixeira não teve nada a ver com a eliminação da seleção, e essa eliminação não o atingiu de maneira alguma. Bem ao contrário, lhe deu oportunidade de aparecer “fervorosamente” na mídia amestrada e domesticada.

Seu linguajar tatibitate é imposto e empurrado pela garganta, mente e coração do povo brasileiro, que não tem nem o direito de protestar.

Zagallo disse de forma esplêndida: “Vão ter que me engolir”. Mas ele é o Zagallo, conquistou tudo que tem. Vencedor de duas Copas como jogador, passou pouco tempo e logo, como treinador, dirigiu a poderosa e fulgurante seleção de 70. Que entra, sem a menor dúvida, na relação das maiores seleções de todos os tempos.

E participou intensamente da seleção de 94, e teria ganho a de 1998, se não fosse a convulsão dentro do campo, e o desinteresse fora do campo, do mesmo corruptíssimo “dono” da paixão nacional.

A organização Globo montou um circo para o presidente da CBF, (e grande sócio e amigo) na televisão por assinatura. Alertados e convencidos de que a maior audiência é da TV aberta, repetiram no dia seguinte, na própria TV Globo.

Impressionante, Teixeira pediu “paciência ao povo brasileiro”. Disse que a de 2014 “será outra seleção, vamos mudar tudo”. Ha!Ha!Ha! Queria o quê? Apresentar dentro de 4 anos a mesma seleção perdulária de agora?

Teixeira deixou bem claro que não teve nada a ver com a seleção e com a derrota. Quer dizer: Dunga surgiu do nada? Quem o indicou? Quem avaliou e reforçou seu estilo? Quem poderia passar por cima do país inteiro, apresentando e garantindo um  TREINADOR QUE NUNCA TREINARA TIME OU SELEÇÃO?

Já tenho dito, e não sobre esta Copa. Não é possível que um homem EXCLUSIVAMENTE, “dirija” a seleção que representa a paixão nacional.

***

PS – “Teremos uma seleção de novos, ao contrario da seleção de agora, a de maior média de idade”. Zomba de todos, lê as maiores barbaridades que o assessor de cavalaria “passa” para ele.

PS2 – Em 2006 aconteceu a mesma coisa. Ricardo Teixeira não tinha nada com a seleção. Não indiciou, não convocou, não escalou, isso é COM O TREINADOR. Mas quem impõe esse TREINADOR?

PS3 – Ao mesmo tempo em que exibe seu devaneio, seu orgulho, sua vaidade, mostra também o inatingível prestígio. E garante: “Até o fim do mês já terei escolhido o novo treinador”.

PS4 – Portanto, dentro de 20 dias, no máximo, já se saberá qual o nome da repetida Era Ricardo Teixeira. Ninguém vai interferir, mas “alguém” saberá na frente de todos.

PS5 – Portanto, Jorge Figueiredo, você, eu, todo o povo brasileiro, saberemos quem será o novo treinador, quase imediatamente. Por quê? É que no dia 10 de agosto, com jogadores que não foram convocados, por um treinador que não se conhece, terão um COMPROMISSO para satisfação dos patrocinadores.

PS6 – Dizem que o mestre da Medicina, Hipócrates (todos os médicos fazem o juramento com seu nome), deixou apenas uma receita, simples e insuperável: “Mantenha sempre os pés quentes e a cabeça fria”. Como viveu antes de Cristo, como iria saber que existiriam Ricardo Teixeira, Dunga e a TV Globo?

Mais detalhes da briga entre Ciro Gomes e Tasso Jereissati

Rosamaria Carvalho: “Tasso não foi ao casamento da filha do Ciro Gomes, manda a mulher representâ-lo. Caro editor, leia o que diz Cid Gomes: “Tasso é como uma mangueira, nada cresce debaixo dela”. Já um deputado tassista disse que “os Ferreiras Gomes são uns cupins”. Você não acha que o Senador Tasso só tem a perder politicamente? Além do que, como um casamento de 25 anos, fica mal Tasso e Ciro falarem mal um do outro”.

Comentário de Helio Fernandes:
Rigorosamente verdadeiro, Rosamaria. O Tasso perdeu um caminhão de votos. O Ciro não perde nada, não disputará nenhum cargo. Podem dizer que ele se desgastou no apoio ao irmão governador, candidato à reeeleição. É possível, mas como eu havia dito, Cid ia se eleger mesmo sem o apoio do irmão.

Quanto ao comentário de Mateus Silva, no mesmo assunto, estamos democrática e civilizadamente divergentes, mas só em parte.

Nos fatos, estamos de acordo, eu digo que o Cid (que nem conheço), “ganha no primeiro turno, pode ser que haja o segundo por pequena diferença de votos”, é uma prática concordância.

Concordamos que o Tasso deveria ter ido ao casamento, mas só eu revelo.

Diferença mesmo entre o repórter e o Mateus, é em relação a Tasso, Pimentel e Eunicio, e as duas vagas para o Senado. Ele leva vantagem, é mais um voto para o Tasso. O que não impede que em 3 ou 4 de outubro, estejamos conferindo os votos (e as análises), perguntando, eu ou ele: “Onde é que errei na análise ou fui mal informado?”.

Outro Fernandes torce pela Espanha

Augusto Fernandes Coelho:
Helio, deixemos de lado os desencontros sobre a eleição do Ceará, hoje sou Espanha na final da Copa do Mundo. Meu avô, de Portugal, abrasileirou o nome, passei de Fernandez para Fernandes. Assim, tenho que torcer”.

Comentário de Helio Fernandes:
Puxa, Augusto, eu também tive o Z trocado para S, mas muito mais tarde. Meu pai nasceu na Espanha, veio para cá, a mudança era obrigatória e a vitória da Espanha, também.

Depois, voltamos ao Ceará, agora tem até voo direto de Portugal.

Rigorosamente verdadeiro: a disputa de cargos no governo que Dona Dilma ainda não conquistou. Conquistará?

Convencidos de que Dona Dilma já está no Planalto-Alvorada, trava-se luta por cargos. Principalmente na área econômica e financeira, e dos “direitos humanos”. (Neste caso, representando exatamente o contrário).

Em relação ao presidente do Banco Central e ao ministro da Fazenda, costumam ocupar cargo executivo de um grande banco. Não pela competência, mas pelo acúmulo de informação.

Para Mantega, o destino parece ser esse mesmo, não existem muitas outras possibilidades, sua penetração e prestígio na área econômica, não é muito grande.

Quanto a Meirelles, se desenvolve uma espécie de conflito de Poder, que se localiza dos dois lados. Procuram manter sigilosa e silenciosamente, para conseguir o objetivo.

Dona Dilma pretende colocar no Banco Central, uma pessoa de sua absoluta e total confiança. Só não sabe quem. Não gostaria de manter Meirelles e ter que dizer como o seu grande eleitor: “Espero o Meirelles me dar sinal verde para poder baixar os juros”.

Já sugeriram a ela nomear Palocci. Mas além de não agradar muito, considera que Palocci não tem o perfil para o cargo. Acha ele mais adequado para ministro da Agricultura. Sabe que tem que dar algum cargo a ele. (Pode surpreender, mas é esse o comportamento de Dona Dilma, em relação ao setor).

***

PS – Meirelles não se convenceu do que acontecerá no futuro. Se Dona Dilma vencer, acha que continua. Também não quer ir para um grande banco, que paga magnificamente e com mordomias suculentas. Mas seu problema não é esse.

PS2 – Se tiver que ir para um banco, Meirelles prefere no exterior, onde aprofundará os contatos que o mantiveram 8 anos no Banco Central, inédito. O governo tem vários desses cargos.

PS3 – Ficaria 2 anos no exterior, voltaria para retomar a carreira política . Não quer, como dizem, ser nomeado em português e demitido em latim.

PS4 – Para terminar por hoje, Carlos Minc, que se destacou no governo Lula, não tem nenhuma chance de voltar com Dilma. Isso reabriria a discussão sobre “o roubo do cofre”. Minc era deputado estadual com Lula, será reeleito com  grande votação.

PS5 – E nem quer ser presidente da Alerj, cargo nos últimos anos ocupado a quatro mãos (quatro?) por cabralzinho e piccianizão.

A necessidade de propostas revolucionárias

Carlos Chagas

Menos por conta das pesquisas, mais em função das farpas trocadas  na campanha, por Dilma Rousseff e José Serra,  parece claro estar empatada a sucessão presidencial. Fossem realizadas hoje as eleições e a vitória de um dos candidatos  seria decidida no olho mecânico. Até outubro as coisas poderão mudar e a pergunta feita nos dois comitês é como. De que maneira superar o adversário, sensibilizando o eleitorado?

Tem uma saída, até agora ignorada por eles:  apresentar planos e projetos revolucionários,  capazes de exprimir mudanças radicais para  a solução de  problemas até hoje não resolvidos pelos sucessivos governos nacionais.  Propostas que entusiasmariam a maior parte da sociedade, mesmo polêmicas.

Tome-se a questão da segurança pública.  Não basta anunciar a criação de um  ministério específico. O país inteiro quer saber de medidas concretas, como a mudança nas leis penais,  extinguindo recursos e benesses que, em pouco tempo,  põem na rua criminosos de alta periculosidade. Senão a pena de morte, por que não a prisão perpétua? Ou o cancelamento da redução de penas para crimes hediondos? A ocupação de pontos de tráfico de drogas até pelas  forças armadas. A criminalização do uso continuado de drogas através de penas de prestação de serviços comunitários. A punição implacável dos crimes de colarinho branco, da lavagem e do envio de dinheiro irregular para o estrangeiro.

Quantas iniciativas a mais permitiriam ao cidadão comum deixar  de ser um prisioneiro dentro de sua própria casa? Educação, saúde, infraestrutura e outros setores também  exigem propostas claras e efetivas, vale repetir, até revolucionárias. E os candidatos?

Reivindicação justa

Coube ao senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, apelar para seus colegas, para  as autoridades e os meios de comunicação no sentido de retificarem a verdade absoluta e secular de que as fronteiras do Brasil vão dos rios  Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul. Porque está  provado cientificamente localizar-se no Monte Caburaí, em seu estado,  o ponto mais ao norte do país. Fica registrado o  apelo do senador.

Em busca da felicidade

Numa de suas várias constituições, já se vão mais de  cem anos, a Espanha  estabeleceu,  num de seus primeiros artigos: “todo cidadão espanhol tem a obrigação de ser feliz”.

O direito à felicidade foi referido esta semana pelo senador Cristóvam Buarque, do PDT de Brasília. Quer mudar a Constituição, como disse,  para humanizá-la.  Propôs acrescentar, no artigo que define os  direitos sociais,  o adendo de que eles  “são essenciais à busca da felicidade”.

Avanço significativo

Nos idos do século XVI a  Holanda, então conhecida como Nederlândia, era dominada pela Espanha. Massacres se repetiam, sob a forma de lutas religiosas, pois os espanhóis eram católicos e os holandeses, em maioria, protestantes. O Duque de Alba ficou famoso pelo número de cabeças que mandou cortar e de pescoços que enforcou, tudo em nome de um mesmo Deus,  mas,  na verdade,  por conta da competição comercial.

Dá gosto a gente  ver que,  hoje, Espanha e Holanda resolverão  suas diferenças  dentro de um campo de futebol, em torno de uma bola…

Visão do PT sobre meios de comunicação é absurda

Pedro do Coutto

Reportagem – aliás muito boa – de Gabriel Manzano, O Estado de São Paulo de 8 de julho, focaliza pontos polêmicos. Alguns, equivocados, outros, contidos no programa de governo do PT entregue, conforme a lei prevê, ao Tribunal Superior Eleitoral acompanhando o registro da candidatura Dilma Rousseff. Entre os pontos  equivocados, destaca-se a visão do Partido dos Trabalhadores sobre os meios de comunicação. Transcrevo literalmente o parágrafo acentuado por Manzano: jornais, rádio e TV são pouco afeitos  à qualidade, ao pluralismo, ao debate democrático. É preciso compensar o monopólio e a concentração dos meios de produção.

Vamos por etapas. Em primeiro lugar, como é muito comum acontecer na vida, uma falta de registro histórico, uma ingratidão. Pois foram os jornais e as emissoras de televisão que destacaram a imagem de Lula, o metalúrgico, comandando a greve de 79 no ABCD paulista, transferindo-a do campo trabalhista para o político. Veicularam intensamente a onda nacional de protestos contra sua prisão naquele momento, primeira reação sindical depois do fim do ciclo do arbítrio absoluto.

Em segundo lugar, não é verdade que não sejam os órgãos de comunicação afeitos ou que não se preocupem com a qualidade. Pelo contrário. Basta examinar as edições de O Globo, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense, Zero Hora de Porto Alegre, do Estado de Minas, para se constatar o absurdo da afirmativa, que desqualifica a ideia formulada.

Não é fato, também, que não se ajustem ao debate democrático. Sustentação falsa. É só ler os artigos, as matérias, as entrevistas publicadas, as seções de cartas aos leitores. O pluralismo está caracterizado todos os dias. Mais um absurdo total.

Em terceiro, o que significa a frase é preciso compensar o monopólio e a concentração dos meios de produção? No caso, meios de produção só podem ser os do sistema de comunicação, já que este é o capítulo ao qual a afirmação se refere e focaliza. Como compensar o monopólio? Simplesmente impossível, a não ser que fossem aplicados investimentos estatais no setor. O que não tem cabimento. Há cinqüenta e seis anos, o financiamento do Banco do Brasil ao jornal Última Hora, acabou levando diretamente a uma CPI de grande repercussão política, e indiretamente o presidente Getúlio Vargas ao suicídio. Não existe tal possibilidade no panorama de hoje.

Quando Dilma Rousseff – que assinou, segundo ela própria, sem ler direito – recorre à palavra monopólio, só pode estar se referindo às Organizações Globo. Pois não existe outro grupo empresarial tão forte e abrangente no Brasil. Caso da Rede Globo, líder absoluta em audiência, do Jornal O Globo, da Rádio Globo, AM e FM, da CBN, da NET, de canais a cabo como o Sport TV, a Globo News. Há uma contradição nítida. Existe ainda, ia esquecendo, o jornal Valor, líder absoluto na área econômica, em sociedade coma Folha de São Paulo, que, por seu turno possui o controle acionário do portal UOL, o maior do país. Casos de concentração, sim, mas decorrentes da qualidade de cada um deles. Isso é inegável. Mas a sequência de equívocos do PT não termina aí. Fala em desconcentração.

Como fazê-la? Como tornar a ideia na sombra em exeqüível na prática? Não existe como. Não há forma possível de se promover projeto tão absurdo. Impressionante a visão destorcida. Uma pergunta: quem tem destacado para a opinião pública a enorme aprovação do governo Lula?

Basta dizer isso.

O fim da hora do “clic”

José Carlos Werneck

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, atendendo ao parecer, do senador Antonio Carlos Magalhães Júnior, aprovou o fim da obrigatoriedade das emissoras privadas de rádio de todo o país de transmitirem o programa “A Voz do Brasil”

O referido boletim radiofônico, atualmente elaborado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC),foi criado em 1935 e é uma das últimas excrescências da ditadura de Getúlio Vargas. Quando o jornalista Lourival Fontes foi chefe do famigerado DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda),do regime ditatorial,o programa foi usado para vender a imagem de “Pai dos Pobres” do caricato e cruel Getúlio Vargas.

Lourival Fontes era um homem muito culto e inteligente, mas declaradamente um admirador de Benito Mussolini, chefe supremo da Itália fascista, e trabalhava muito bem a imagem de Vargas.

Durante a ditadura o programa chamava-se “Hora do Brasil”, pois tinha a duração de sessenta minutos e só transmitia as notícias do Executivo, pois os dois outros Poderes haviam sido dissolvidos pelo nosso “Mussolini dos Pampas”.

Neste período o programa conseguia ser ainda pior que atualmente, pois transmitia os monótonos discursos de Getúlio, que invariavelmente começava seus enfadonhos pronunciamentos com a frase: ”Trabalhadores do Brasil”, seguido de um infindável rol de baboseiras e expressões demagógicas tão ao gosto dos chefes de governos totalitários. E enquanto Getúlio falava, sua polícia, comandada por Filinto Muller, espancava e torturava todos aqueles que ousavam discordar do Chefe.

Nos dias de hoje, com o País vivendo em plenitude democrática e com uma Imprensa livre, não é admissível que as emissoras de rádio sejam obrigadas, todas elas, às sete da noite interromper sua programação e transmitir o anacrônico noticiário. Um sistema de comunicação social eficiente deve ser deixado a cargo da iniciativa privada e estar nas mãos de muitos, para que uma saudável concorrência evite o risco de monopolizar a informação e “amestrar” o público.

No que depender do presidente Luiz Inácio da Silva, o Executivo não se opõe ao fim da obrigatoriedade da transmissão da Voz do Brasil, pelas rádios privadas. Justiça seja feita ao presidente da República. Lula não precisa de nenhum aparato de comunicação Ooicial para divulgar sua imagem. Ele é o tipo de político que só precisa de um caixote de madeira para subir, falar ao povo e ser aplaudido. Dispensa os marqueteiros. Sua popularidade não precisa de retoques. E ainda por cima é como massa de pão. Quanto mais lhe sovam seu prestígio aumenta.

Dizem que a dificuldade da aprovação do projeto está na resistência de alguns deputados do chamado “baixo clero”, que veem na Voz do Brasil mais uma tribuna para chegar a seus eleitores. Mas creio que isso não se justifica, pois a Câmara Federal conta com um serviço de imprensa bem aparelhado e dispõe de uma emissora de rádio e um canal de televisão.

Se o fim da obrigatoriedade da transmissão da Voz do Brasil for aprovado, os ouvintes vão agradecer se livrarem do tormento, que começa às dezenove horas, de segunda a sexta-feira. Assim acaba-se de vez com a “Hora do Clic”,quando a maioria dos aparelhos de rádio são desligados,logo que o moribundo programa começa.

A Alemanha foi terceiro, injustamente, com dois gol de impedimento, e duas falhas do goleiro. O Uruguai também merecia, no último lance, bola na trave.

Os narradores e comentaristas falaram em jogo “emocionante, esplêndido, devia ser a final”. Ha!Ha!Ha!

Quase ia para a prorrogação, e merecia mesmo uma decisão por pênaltis. Nas duas falhas do goleiro, dois gols IMPEDIDOS. No PRIMEIRO, o atacante estava sozinho, recebeu o rebote do goleiro, uruguaios reclamaram, o juiz não viu.

No SEGUNDO, o goleiro uruguaio saiu mal, ficou bem na frente. Quando o jogador da Alemanha marcou, só havia na sua frente um adversário. O árbitro, na confusão, não viu.

A finalíssima de amanhã

Termina, sem ter sido um grande espetáculo. Pode ser comparada com a Copa de 1994, mediocríssima. Esta não é muito melhor. O único ponto favorável é o fato de ter premiado um país que ainda não fora campeão.

O vencedor é imprevisível. Aberta e ostensivamente, torcerei pela Espanha, por três razões. 1 – Foi a melhor seleção, sem ter sido sensacional. 2 – Meu pai era espanhol, veio para o Brasil com 8 ou 9 anos, morreu aos 33, numa congestão inesperada. 3 – Nasceu em Barcelona, que deu 6 jogadores para a seleção.

Conversa com leitores: a estranha “coincidência” nas mortes de Jango, Lacerda e Juscelino na ditadura militar

José Carlos Werneck:
Helio, você poderia explicar a morte de Jango, Juscelino e Carlos Lacerda, chamadas de “coincidência”. Acredita nisso?”.

Comentário de Helio Fernandes:
Jamais alguém poderá esclarecer essas mortes, realmente importantes e apesar de abusarem muito da palavra, rigorosamente HISTÓRICAS. Pode ser tudo, Werneck: coincidência, premeditação, planejamento do grupo dentro do Poder da ditadura, que não admitia de maneira alguma o fim desse regime desvairado.

Você examina a época e as circunstancias, e cabe qualquer interpretação, sem nenhuma credibilidade, mas com aparência de realidade.

***

PS – Por outro lado, cabem todas as dúvidas e são compreensíveis todas as controvérsias. Nenhum deles estava doente, Lacerda tinha 63 anos, morreu de um dia para outro, em maio de 1977.

PS2 – O médico Guilherme Romano (diretor da Casa de Saúde Santa Lucia), era amicíssimo de Juscelino e de Lacerda. Estava viajando quando Lacerda morreu. Ao voltar, disse em entrevista pública: “Se eu estivesse aqui, o ex-governador não teria morrido”.

PS3 – João Goulart morreu em 6 de dezembro de 1976, quase com a mesma idade de Lacerda, 58  anos. Não tinha nada, queria vir para o Brasil, (textual) “correndo todos os riscos”.

PS4 – Juscelino era o mais velho, morreu com 74 anos, nasceu em 1902, foi embora em 1976. Deixou a Presidência da República em 1961, lançou a candidatura para um novo mandato (que nunca mais houve) em 1965, estaria com 63 anos.

PS5 – JK adorava viajar de avião, detestava carro, a não ser para viagem curta. Durante a campanha, viajamos quase um ano num Constelation alugado.  JK dormia profundamente, num trajeto tipo Rio-São Paulo. Por que morreria num acidente de carro, com uma passagem de avião no bolso?

PS6 – Você vê, Werneck, que as interpretações são todas válidas.  Com um  fato IRRESPONDÍVEL: os três eram candidato a presidente, o que não interessava á ditadura, que pretendia o que aconteceu: A ABSOLVIÇÃO DA TRANSIÇÃO.

PS7 – Por outro lado, não há uma só testemunha. Tudo é estranho, surpreendente, favorecendo o grupo que queria mais ditadura, chamado ora de DURO, ora de INSENSATO, mas capaz de tudo.

PS8 – Minha conclusão é obvia: desde 1976, a primeira morte, até agora já se passaram 34 anos. Por que acreditar que alguma coisa será esclarecida?

A verdadeira história de Arraes e Francisco Julião. O primeiro, servindo a si mesmo no “exílio dourado”. O segundo, só à coletividade, sem qualquer mordomia

Por sugestão do leitor Charles J. Heidorn, fui procurar no arquivo deste Blog o que saiu sobre Miguel Arraes e Francisco Julião, no dia 5 de janeiro deste ano. Decidi então fazer nova postagem deste artigo, (motivado à época por um comentário do leitor Valdir Stédile), em função das importância das informações, altamente elucidativas sobre esses dois personagens da História Contemporânea, e incluindo também outro personagem, Leonel Brizola, que era admirador de Julião e desprezava Arraes. então, vamos rever meu diálogo com o leitor Stédile:

Valdir Stédile:
“Hélio, a respeito das tuas notas sobre Arraes e Francisco Julião, tive a honra de conhecer o Líder das Ligas Camponesas, Dr. Francisco Julião, um dos maiores brasileiros do século passado. Participei com ele de algumas reuniões e organizei no Paraná uma palestra na Casa do Estudante Universitário. Essa palestra serviria para a apresentação de Francisco Julião. Só que o Reitor vetou a reunião, com o vil argumento de que “um comunista não podia falar para universitários”.

Mais tarde, na casa de uma sua filha, Dona Anatilde, doutor Julião nos confidenciava suas decepções com Arraes. E contou que Arraes, junto com outros, tramou para que brizola não voltasse do exílio. Essa é a História, Helio”.

Comentário de Helio Fernandes
Excelente, Stédile, é depoimento de quem participou, se envolveu, não fugiu de coisa alguma.

Fui muito amigo de Julião, nunca, nem uma vez que fosse, falei com Miguel Arraes. Podem dizer que os 15 anos em que fiquei no Brasil e Arraes e Julião foram para o exterior, criaram uma barreira de relacionamento intransponível. Mas antes disso, tivemos outros 15 anos de participação, (antes do golpe) fiquei muito amigo de Julião e jamais quis me aproximar de Arraes.

O depois governador de Pernambuco várias vezes, não admitia concorrência com a liderança de Julião. Quando este criou as Ligas Camponesas, Arraes já governador, montou o que chamou de Sindicato Rural. Visível, ostensiva e perseguidora ação contra Julião. Este, desprendido, generoso, construtivo, não protestou, continuou na luta, só muito mais tarde revelou a trama contra a coletividade, na verdade um golpe contra os que não o apoiavam.

O que você conta, Stédile, essa revelação de Julião, era do conhecimento de Brizola há muito tempo. O governador do Rio Grande do Sul e da Guanabara costumava fazer comparação com o comportamento da ditadura, em relação a ele, Brizola e na proteção, (como ele dizia) a Arraes.

Brizola, textual, nas suas conversas que não paravam nunca: “A ditadura deixou Arraes escolher para onde ir, eu tive que fugir para Montevidéu, ou seria assassinado”. Totalmente verdade. E continuando: “Dias depois de chegar a Montevidéu, a ditadura pediu o meu INTERNAMENTO numa praia deserta, longe da capital”.

E insistia, aí no que era público e notório: “Arraes teve um asilo maravilhoso, tendo a Argélia à sua disposição, amigo do ditador comunista, passava fins de semana em Paris e em outros lugares praticamente vizinhos”.

“Sofri na carne o fato de ser oposição mesmo, fomos governadores, (Arraes também), mas sem diálogo, não podia esquecer das manobras dele contra mim”. Brizola gostava de informação, não havia nada, em matéria de política, que desconhecesse. Não espalhava nem admitia intrigas, mas tomava conhecimento do que se passava nos bastidores.

Todos respeitavam Brizola, ninguém ou poucos se aproximavam de Arraes. Vejam o que Brizola realizou, principalmente no Rio Grande do Sul. Em Pernambuco, Arraes foi o Campeão Mundial do NADA.

* * *

PS – A última vez que vi Julião, na inauguração da Linha Vermelha. Fui com Brizola, ele fez questão de convidar o fundador das Ligas Camponesas, não admitia de maneira alguma, que algum protocolo, botasse o nome de Arraes. Se colocassem, ele tiraria, muito justamente.

PS2 – Eu e Julião trocamos longo e emocionado abraço. Como demorasse a inauguração, (o atraso foi inexplicável, Brizola cobrava muito), ali no asfalto, em pé, nós três, em algumas horas, bastaria que tivéssemos a conversa gravada e poderíamos editar um livro de História. Vivida, sofrida, escolhida pela convicção de cada um.

PS3 – Se fosse um livro individual, poderia ter o mesmo título que Pablo Neruda colocou no seu: “Confesso que vivi”.

Este artigo recebeu város comentários
e dois deles me chamaram a atenção

Antonio Rubem César:
Jornalista Hélio Fernandes, o grande arquiteto Oscar Niemeyer, em seu Curvas da Vida, lança também a suspeita estranha a respeito de Miguel Arraes, de quem não quis fazer nenhum comentário quando esteve na Argélia”.

Antonio Santos Aquino:
“Hélio, todos nós conhecemos o ex-ministro Jarbas Passarinho; não temos dúvida sobre quem ele seja. Assim sendo, temos que levar em consideração o que foi dito pelo ex-ministro em entrevista à TV Senado. Finalizando a entrevista, foi-lhe perguntado porque as esquerdas não se uniram. Disse Passarinho que das esquerdas só Brizola era adversário, todos os outros tinham feito acordo com os militares (dando a entender a meu juizo, que teria havido compromisso de não se unirem). Encerrando, um jornalista perguntou: “Até o Arraes”? Resposta de Passarinho: “Sim, até o Arraes”. Não estou reproduzindo “ipsis litteris” o que foi dito, mas foi este a meu juizo, o teor da entrevista.Está registrado na TV Senado”.

Comentário de Helio Fernandes:
A posição de Niemeyer é compreensível, e o que Antonio Santos Aquino falou sobre a entrevista do “coronel” Passarinho sobre Arraes, é rigorosamente verdadeiro. Mas eu já contado, integralmente. Um general foi procurá-lo em Fernando de Noronha, com a proposta de acordo, de ir LIVREMENTE para o exterior. Que Arraes aceitou na hora.

Foi direto para a Argélia, onde se tornou riquíssimo e poderoso. Era a maior influência ao lado do CORRUPTO DITADOR Boumediene, com quem repartia (?) os fabulosos lucros da EXPORTAÇÃO e IMPORTAÇÃO, não apenas de petróleo.

Por que, para a inauguração da Linha Vermelha, Brizola convidou Julião e não chamou Arraes, governador como ele? Muito antes, escrevi bastante sobre Arraes e sempre revelando sua atuação na Argélia contra brasileiros.

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PS – Os artigos publicados na Tribuna da Imprensa, no momento estão inacessíveis. Mas continuam disponíveis na Biblioteca Nacional. Fui o primeiro e único repórter a contar a fundação das Ligas Camponesas, gloriosa e positiva iniciativa de Julião.

PS2 – E a vingança de Arraes, criando o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para combater e destruir o que Francisco Julião plantara.

PS3 – Ninguém pode ter dúvida sobre o caráter e a atuação de Arraes, são fatos e mais fatos, embora algumas pessoas se iludam. O grande Abraham Lincoln já chamava a atenção sobre isso, no belo e emocionante discurso de Gettysburg, no fim da Guerra Civil.

O surpreendente delegado do caso Bruno

Em vez de criminalmente, ele é o personagem mais hilariante. Sabe tudo, jamais se viu um policial com esse “conhecimento”.

1 – “A amante do jogador sofreu muito”. Se não acharam o corpo, como saber? 2 – Vi pelos olhos da testemunha, que era culpada”. 3 – “Bruno agiu friamente”. Bem, se ficar provado que é culpado, não precisa muita inspiração para saber que tudo foi feito FRIAMENTE.

4 – Mas não cabe ao delegado, adivinhar e se RENDER à sedução das câmaras de televisão. Não será afastado, ou obrigado a cumprir suas funções de chefe da investigação?

5 – O magistrado e o policial, tumultuam e complicam a questão, favorecendo os possíveis criminosos.

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PS – Em vez de estar deslumbrado com a televisão, não seria melhor que estivesse concentrado na descoberta do corpo?

No Ceará, não se fala em outra coisa: por que Tasso não foi ao casamento da filha de Ciro Gomes?

Mateus Silva:
“Helio, quem casou foi a filha – Livia – e não o filho de Ciro Gomes. Agora, fique certo que vou cobrar-lhe a “premonição” para a eleição do Senado, pois a realidade aqui é Tasso eleito e José Pimentel (homem sério) brigando com Eunício “bebeto” Oliveira, o genro mais querido do clã Paes de Andrade.”

Comentário de Helio Fernandes:
Desculpe, eu sabia que era filha, na digitação saiu filho, nenhuma importância. Pode me cobrar à vontade, só que não existe premonição, e sim muita informação.

Tratei de tudo, Mateus, não deixei um ponto sem ser analisado. (Em outras oportunidades, ressaltei a honestidade do ex-ministro, não fiz nenhum favor).

Curiosamente, você QUESTIONOU a questão da filha ser chamada de filho. Quanto ao resto, silêncio. O mais importante de tudo, o fato de Jereissati não ter ido ao casamento da filha do até então grande amigo, não interessou a você? Pois o que mais se comenta em Fortaleza e no Ceará, é precisamente isso.

E foi este repórter que publicou o fato com exclusividade.

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PS – Com um abraço, Mateus, a curiosidade, você não duvidou de nenhuma informação?  Só não acredita na análise. E é tão difícil acontecer alguma coisa diferente do que analisei.

PS2 – Como examinei, Cid deve ganhar no primeiro turno. Se passar para o segundo, será por pouco. Minha análise é tão correta que elogiei o adversário, Lucio Alcântara.

PS3 – Quanto ao Eunicio, não perderia nem mesmo se quisesse. Com votação própria, apoiado pelo governador e pelo presidente, como seria derrotado pelo Tasso?