Flunimed “reabilitado”

Passou às oitavas da inexpressiva e invisível Sul-Americana. Com dois empates. O de ontem, obtido como o precioso apoio do árbitro. Aos 46 minutos do primeiro tempo, um pênalti que não houve, e que o árbitro, colocado lá longe, no meio do campo, marcou.

Arnaldo César Coelho: “Não houve nada”

Foi um esbulho. O comentarista da TV-Globo protestou logo. E mesmo se tivesse sido falta, fora da área. Os jogadores brasileiros estão com a fixação: se jogam, pedem pênalti ou cartão. E caem no chão, se “contorcendo” em dores.

Conversa com o leitor: Suplicy e Itaú

Elza Moraes
“Jornalista, pode me dizer quando acaba o mandato do senador Suplicy? Acho que o seu odioso cartão vermelho foi apenas figuração contra o presidente Lula. Não quero esconder: vou votar, novamente em Lula”.

Comentário de Helio Fernandes
O mandato de Suplicy termina em 2014, em 2010 está livre. Foi candidato a governador de SP em 1994, perdeu. Em 1996, para não ficar sem mandato, foi vereador. Em 1998, senador, reeleito em 2006. Mas o que “influencia” muito Suplicy é o “efeito Marta”.

Alberto da Gama
“Gostei muito da tua nota sobre a compra da Seguradora Porto Seguro pelo Itaú. Mas acho, desculpe, que as ações desse banco não são tão valorizadas quanto você disse”.

Comentário de Helio Fernandes
Não tenho a menor ligação com ninguém, até hoje critico duramente o Itaú pela compra vergonhosa do Banerj. Só que as ações do Itaú nas Bolsas americanas mais valorizadas do que o poderoso Bank of America.

O Supremo, Palocci e o governo de São Paulo

São 10 horas da manhã, quando posto esta nota, cuja abertura dei ontem. A sessão geralmente começa às duas da tarde, muitos estarão atentos ao resultado e não apenas em São Paulo.

Palocci “merece” esse Senado,
mas quer ser governador de SP

Se for absolvido (existe um trabalho colossal para isso), estará em condições de se candidatar. Pensa (?) na presidência, admite o governo, mas muitos garantem: “Seu perfil é do Senado (o de agora, o de agora).

Sessão longa e suspense

De qualquer maneira serão 11 votos (o presidente vota em qualquer circunstância) demorados, estudados, meditados, não é apenas o futuro de um homem, e sim possível reviravolta eleitoral, mesmo que seja estadual. (Exclusiva)

A vida foi injusta e ingrata com Ted Kennedy

Ele morreu na cama derrotado por um câncer. Seus três irmãos morreram gloriosamente. Tentando ou exercendo a presidência. Para a qual estava destinado e predestinado. Afastado por um episódio menor e sem importância.

Ted Kennedy nasceu em 1932, precisamente quando seu pai tentava ou admitia ser presidente dos EUA. Baseado apenas na colossal fortuna que acumulou com o contrabando de bebidas. Os EUA viviam a grande fase ou Era da “lei seca”, o dinheiro rolava, Joe Kennedy era sócio dos maiores mafiosos do país.

Governador de Nova York, Franklin Delano Roosevelt lançou sua candidatura a presidente, parecia invencível, só faltava dinheiro. Espertíssimo, o depois chamado “patriarca” da família, resolveu financiá-lo, deixando a ambição para outra oportunidade, em 1936.

Ficou ligado a Roosevelt, viu o sucesso do presidente, desistiu, compreendeu que não teria nenhuma oportunidade.

Contrabandista e embaixador na Inglaterra

Fez o pedido a Roosevelt, que compreendeu logo as dificuldades, mas não desencorajou o pretendente. 3 meses depois mandou a mensagem, a Inglaterra levou 8 meses para conceder o agrément, mas o que fazer?

O “velho” Joe não desistiu de eleger um filho presidente. Manteve contato com o presidente Roosevelt, que foi se reelegendo seguidamente. Quando o filho mais velho (que tinha o mesmo nome do pai) foi convocado para a guerra, pensou nele se candidatando como “herói de guerra”.

Outra esperança morta

Mas quando Joe morreu no Pacífico, com o afundamento do seu barco, o PT-109, foi à Casa branca (era embaixador e ainda amigo de Roosevelt) e teve com ele uma discussão ao mesmo tempo trágica, dramática e desesperada ou desesperadora. Gritou para Roosevelt no Salão Oval: “Seu aleijado, você matou meu filho”. Teve que ser contido por seguranças, não se podia prever o que faria. Perdera um filho, mas vira desperdiçada uma nova oportunidade presidencial.

17 anos depois, um filho, John é eleito presidente

Vocação política, intelectual e social (nos dois sentidos da palavra) John se destacava em Harvard, logo depois já era senador. Ted então com 20 anos acompanhava tudo. Quando John se candidatou a presidente, em 1960, Ted estava com 28 anos, era o mais aplicado dos irmãos políticos eleitorais.

Kennedy-Nixon

Este era o maior favorito. No final John foi o vencedor, na frente de Nixon por 120 mil votos. Votaram 60 milhões de americanos, John ganhou por “um quinto de um por cento”, exatamente 120 mil votos. Muito mais do que isso, foi “arranjado” com a máfia, o “patriarca” era intimíssimo de várias famílias.

A esperança para Ted, o mais moço

John governou pouco, foi assassinado, Robert não chegou a governar, foi pelo mesmo caminho, senador e candidato, assassinado quando praticamente ganhou a convenção na Califórnia, em 1968. Ted então ficou na vez e no caminho. Estava com 36 anos, em 1964, com 32 se elegera senador, se destacava no Senado, só se falava nele como futuro presidenciável.

Joe, a aposta, John o destino, Robert a esperança,
Ted a certeza, sem o pai

Em 1970, logo depois da morte de Robert e a seguir a do pai, Ted Kennedy com 38 anos de idade e adorado por todos, conquistava o segundo mandato de senador. Ninguém duvidava: se não fosse assassinado, seria o segundo presidente da já lendária família Kennedy.

O “assassinato”, no naufrágio num rio

Nas vésperas de 1976, Ted completava 44 anos, quase a idade de John, que se elegeu com 43, e a de Robert que se elegeria com 45 em 1970.

Nesse ano rigidamente eleitoral, Ted não sabia se disputaria a reeleição para o terceiro mandato de senador, ou se iria direto para a presidência, o desejo quase unânime do Partido Democrata.

***

PS- Ted se elegeu novamente em 1976, mas já não existia certeza da presidência. Inesperadamente fora manchete de todas as maneiras e países, mas ele mesmo recusava qualquer disposição ou pensamento para a presidência. Era a tragédia, de forma diferente. Foi se elegendo senador, estava cumprindo o oitavo mandato. Mas nesses 30 anos, de 1976 a 2006 (o último mandato de senador), ninguém mais falava em presidência.

PS2- Agora, no geral e em especial na família Kennedy, a anti-tragédia. A morte esperada pelo câncer vulgar e nada lendário, anunciado e esperado. Um Kennedy não merecia isso.

Um risco para o Senado inteiro

Carlos Chagas

Vício ou virtude? Indignação ou descontrole? Quem quiser que decida, mas o fenômeno merece imediata análise e conseqüente diagnóstico por parte de sociólogos, médicos, e cientistas políticos. Porque em boa coisa não vai dar quando senadores  perdem  totalmente a tranqüilidade devida a todo ser humano. Dois deles,   nos últimos dias, brindaram a tribuna da casa com palavras e expressões dignas de um consultório de psicanalista.  Ou de uma arquibancada de estádio de futebol em tarde de decisão de  campeonato.

Fernando Collor e Eduardo Suplicy estariam apenas puxando a fila de uma nova e perigosa forma de  atuação parlamentar.  Destemperaram-se diante  dos microfones e de seus pares, faltando pouco para usarem os punhos contra adversários. Essas manifestações costumam pegar feito sarampo nos tempos em que não havia vacina. Falta pouco para  contagiarem  bancadas inteiras.

O senador pelo PT lembrou  os tempos em que foi campeão universitário de boxe no estado de São Paulo. O ex-presidente da República deu a impressão de haver voltado ao tatame de caratê onde conquistou faixa preta, último dam. Olhos esbugalhados, palavras desconexas, gestos desesperados.

Algo  está acontecendo no Senado,  importando menos  saber se por conta da permanência de José Sarney em sua presidência ou pela ânsia de cada senador  livrar-se dos efeitos da longa  pantomima   encenada num dos  maiores palcos da atividade política nacional.

Era de constrangimento o clima no plenário, ontem,  dia seguinte ao vexame dado por Suplicy. Como foi duas semanas atrás quando o senador Pedro Simon chegou a confessar haver sentido medo físico de  Collor.  Se a moda agora é essa, não se livrarão dela sequer as senadoras, muito menos os idosos  pais da pátria em final de carreira.

Eduardo Suplicy sempre poderá alegar haver sido provocado pelo colega Heráclito Fortes, que o acusava de falta de coerência por deixar de apresentar o ridículo cartão vermelho para o presidente Lula, depois de havê-lo mostrado para José Sarney.

Fernando Collor dirá haver feito em desabalada carreira, em segundos,  o percurso que separa seu gabinete do plenário, perdendo o fôlego e a têmpera  em função da informação errada de um auxiliar, sobre estar Pedro Simon atingindo-o em sua honra.

Tanto faz. Acima e além desses  episódios grotescos, entremeados pelos dedos em riste e os palavrões trocados entre Renan Calheiros e Tasso Jereissati, registre-se a temperatura em que se trava o debate político. Agredir-se sem limitações parece a saída para quantos imaginam receber pela violência uma   carta de alforria dos  telespectadores da TV-Senado, capaz de limpá-los das lambanças verificadas  na casa desde o começo do ano. Um risco dos diabos a ameaçar o Senado inteiro, onde o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera.

Nem tudo é válido

“Nem tudo é válido para garantir a governabilidade”. A conclusão é da senadora Marina Silva, explicando sua saída do PT para o PV. Ela não nega sentir, com freqüência, pontadas no peito por haver deixado o partido que ajudou a fundar e ao qual dedicou toda sua vida pública. Mas não dava para assistir os companheiros, e o governo Lula, desligando-se cada vez mais das propostas que iriam mudar o Brasil, a começar pela luta em favor do meio ambiente.  Defendeu na antiga bancada o afastamento do presidente José Sarney da presidência do Senado, para a investigação das acusações feitas contra ele. Quando percebeu que o PT seria o fator principal da permanência do ex-presidente da República, tomou a decisão, motivada pelos dois fatores.

Marina nega estar rompida com o presidente Lula, a quem elogia por uma série de realizações, mas parece não perdoá-lo  por conta de se haver sobreposto ao PT. Sustenta que  cada passo deve ser dado  a seu tempo e  não nega a perspectiva de tornar-se candidata ao palácio do Planalto, pelos verdes.

Cuidado com as precipitações

No meio de um tiroteio, não se pode esperar que os contendores mantenham a calma, a tranquilidade  e o bom senso. É bala para todo lado, levando muitas vezes os mocinhos ao  fogo  amigo, alvejando aliados em vez de adversários.

Assim deve ser  vista não apenas a retirada dos membros do DEM e do PSDB do Conselho de Ética do Senado, mas, também,  a proposta oposicionista da extinção desse colegiado. Por força da aritmética, o governo dobra e humilha as decisões do Conselho, já que possui maioria. Mesmo assim, é um perigo, além de uma bobagem, tentar transferir para o Poder Judiciário a prerrogativa de julgar parlamentares por quebra de decoro, ensejando ao Supremo Tribunal Federal até mesmo decidir sobre cassação de mandatos.  Seria uma renúncia inexplicável das  atribuições do Legislativo, com o perigo de o Judiciário transformar-se num super-poder. Os tribunais superiores já fazem leis partidárias e eleitorais, além de afastar governadores e prefeitos de seus  mandatos. Enfeixando mais essa regalia, e agora por decisão do Congresso, logo ecoaria pelo  país aquele grito que em 1945 tornou-se solução para acabar com a ditadura: “Todo o Poder ao Judiciário!”. Só que agora não vivemos mais uma ditadura, quer dizer, se aprovada a proposta de extinção do Conselho de Ética, viveremos uma distorção.

O desconhecido Plano B

Apenas como exercício especulativo, imaginemos que a ministra Dilma Rousseff perca condições eleitorais ou de saúde para continuar candidata ao palácio do Planalto. O que fará o presidente Lula, que se não consultou o PT para indicar a candidata, menos fará para substituí-la.  Seria confessar um erro anterior, coisa muito difícil de o primeiro-companheiro reconhecer.

Qual o Plano B do chefe do governo, montado numa das maiores popularidades jamais registradas na crônica da República? Buscar outro candidato nos quadros do PT? Qual, se já não existia  antes?   Aceitar uma indicação de outro partido equivaleria em humilhar ainda mais seus companheiros, que sem dúvida reagiriam como até agora não reagiram. Nem Aécio, nem Ciro, nem Marina nem Heloísa  se enquadrariam na equação oficial.

Então… Então repousa sob a cinzas a brasa da continuidade do Lula no poder. A frio, não dá mais, seja através de  emenda constitucional permitindo o terceiro mandato, seja pela prorrogação de todos os mandatos por dois anos. Apenas no bojo de uma crise, real ou artificial, o Congresso referendaria a permanência. Ou alguém imagina que o Lula  apoiará José Serra?

Candidatos são mais decisivos do que os partidos

Pedro do Coutto

O repórter Pedro Dias Leite revelou na Folha de São Paulo de 25 de agosto que, na véspera, o presidente Lula reuniu-se com os dirigentes do PT e do PMDB, Ricardo Berzoini e Michel Temer, para começar a acertar as alianças estaduais, reduzindo as divisões existentes, no sentido de fortalecer a candidatura da ministra Dilma Roussef à sucessão de 2010. Tudo bem, é do jogo político, as articulações das legendas são importantes. Importantes, porém não essenciais. Essencial é o potencial do candidato, no caso candidata. Os que disputam eleições majoritárias têm que contar mais consigo mesmos do que com a força das agremiações partidárias em torno de seus nomes.

Basta lembrar exemplos históricos. Se o peso partidário garantisse o êxito nas urnas, o general Lott, apoiado pela coligação amplamente majoritária no Congresso PSD-PTB, não teria sido derrotado por Jânio Quadros nas eleições de 60. Se força partidária valesse, Fernando Collor, pelo PRN, não teria se tornado presidente na redemocratização de 89. Nessa eleição, Ulisses Guimarães, pelo PMDB, maior partido da época, alcançou apenas a fração de 5% dos votos no primeiro turno. A antiga Arena, em cujos quadros encontrava-se o senador José Sarney até a transição indireta de 85, no sistema então bipartidário mantinha mais de dois terços do Congresso.

Ernesto Geisel, dando sequência ao ciclo dos militares no poder, foi referendado presidente da República pela agremiação de total maioria. Isso no início de 74. Em outubro, no voto direto, o então MDB (o P foi acrescentado em 82) venceu a disputa para senador em dezesseis estados da federação. Os exemplos são muitos ao longo do tempo.

Ia esquecendo de citar Jânio Quadros que, pelo PTN e pelo PDC, foi eleito prefeito de São Paulo em 51 e governador do estado de São Paulo em 54 derrotando o PSP de Ademar de Barros, maior legenda paulista.

O candidato – me disse Juscelino Kubitschek numa entrevista para o Correio da Manhã referente à sucessão de 1960 – tem que se afirmar por si. Apoios são acessórios. Os apoios vêm em função da força dos candidatos. E não o contrário. Candidato que for contar com as siglas partidárias para decolar termina não decolando.

Foi exatamente isso o que aconteceu com o general Lott que, apesar da forte presença que possuia no governo, não apresentava apelo eleitoral. JK sentiu que se o apoiasse na campanha –não o fez- não teria êxito. E causaria com sua participação o rancor do vitorioso. Acertou pela metade. De fato seu apoio entusiasmado não adiantaria, mas, nem por isso, esquivou-se dos ataques do presidente eleito, desfechados poucas horas após ter recebido a faixa no altar do Palácio do Planalto, primeira transmissão do poder em Brasília.

Entre as linhas de Oscar Niemeyer, Juscelino projetava o futuro, como disse Andre Malraux, super intelectual Frances, ministro da Cultura de De Gaulle, ao visitar a capital que disse ser a da esperança. Do futuro do país, mas não do futuro político a curto prazo, já que com sete meses à frente do governo, o vitorioso de 60 renunciava absurdamente em 61. Foi no dia 25 de agosto. Esta semana completaram-se 48 anos. São memórias do passado.

Mas que servem de exemp0lo ao futuro próximo, pois faltam menos de quatorze meses para a sucessão de Lula. As coligações político partidárias não sustentam candidatos ou candidatas. São eles próprios que têm que se sustentar a si mesmos. Quando a candidatura é forte por si, os apoios e os amigos de infância lotam as ante salas e a véspera do poder. Quando não é assim, os potenciais aliados não aparecem. Tampouco os amigos de infância. Uns e outros não atendem ao telefone. Política é assim. A vida humana também.

JT se tornou a “Auschwitz” do pequeno empregador

Roberto Monteiro Pinho

A justiça especializada do trabalho pode encontrar uma saída para solucionar em parte o problema de sua lentidão, para isso teria que separar os processos morosos dos mais ágeis bastaria criar uma identificação, separando os valores em blocos de R$ 5 mil, R$ 10, mil sucessivamente, a identificação poderia ser, por exemplo, com a capa, onde cada cor corresponderia até aquele valor, (a exemplo do que já existe diferenciando o RPS e do Rito Ordinário), que poderia acompanhar a ação em todas as instâncias recursais. Mas para isso seria necessário que os integrantes da JT admitissem que existe um número infinitamente superior de processos em execução, onde vários ingredientes, e a inércia compõem o processo executório, destacado pela falta de indicação por parte do reclamante de bem passivo de penhora. Preocupado com este quadro desalentador, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), editou a Recomendação n° 8/2007 com um elenco de normas para promover a conciliação nos processos em tramitação na segunda e terceira instância dos tribunais, até porque o Art. 5°, inciso LXXVIII da C.F. prevê a razoabilidade na duração do processo.

Por outro a comunidade moderada de juristas, torce para que a execução trabalhista se proceda rigorosamente dentro da regra processual, sem esta alegoria toda produzida por juízes dito “inovadores”, que canibalisam o texto legal, e dão-lhe outra versão, tendo como referência, que o legislador ao fazer aquela lei, se inspirou nisso “ou aquilo”, ou seja: o que sua vontade (dele juiz) permite aplicar, já que neste caso, o Estado neste momento processual é à vontade do juiz, e, portanto, este apesar de não estar acima de tudo e de todos, nem sempre é capaz de se dar conta desta imutável verdade, e conseqüentemente de outros valores maiores. Este quadro requer seja revisto a proposta da implantação da Vara de Execuções Trabalhistas, e do projeto de grupo de ações em execução centralizadas para uma mesma empresa, que já se avalia de momento com o êxito da penhora em dinheiro na no faturamento da empresa, aonde se programa uma ordem de chegada e cada processo recebe uma parcela, até o limite de 30%.

Ocorre que existe uma aparente resistência contra a adoção desses dois institutos (a Vara de Execução), e dos processos separados por blocos conforme o valor de cada ação, isso inclusive, data vênia, daria ao julgador e a própria sociedade uma visão clara de que o judiciário trabalhista é realmente de filosofia e de essência ao hipossuficiente, até porque as pequenas ações teriam prioridades em detrimento das maiores e as mais complexas. Há pouco conforme publicado nos veículos de comunicações, “após tramitar até o TST, uma ação trabalhista de um segurança contra apresentadora de TV, Xuxa Meneguel, foi pacificada através de milionário acordo de R$ 1,4 milhão”, quantia relevante, não só pela natureza da relação profissional, mas também pelo fato de que este, não pagou custas, menos ainda sucumbência e recebeu no judiciário laboral o mesmo hipo tratamento dado ao litigante de uma ação de pequeno valor.

Neste mesmo universo analítico temos que destacar que a micro e pequena empresa, não tem tratamento diferenciado no judiciário trabalhista, muito embora tenha a proteção do estatuto da Micro e Pequena Empresa em vigor. Os seus magistrados não adotam as diretrizes ali capituladas, assim esses pequenos negócios, diante de ações trabalhistas, que extrapolam seus condizentes recursos, fruto da falta de uma assessoria jurídica que a JT hoje exige, as levam para a informalidade, transformando a vida comercial desses pequenos empregadores, (O MTE estima que este segmento emprega 8 milhões de trabalhadores em todo País), num campo de “Auschwitz”, tamanhas as atrocidades praticadas a luz do poder estatal/juiz, nesses processos.

Como se isso não bastasse, sem se importar com as conseqüências de suas sentenças e decisões, são penhoradas contas aposentadoria, e conjunta, não existe respeito à meação, e menos ainda da conta poupança (que tem proteção legal até 40 salários mínimos). E ainda, a entidade associativa dos juízes do trabalho é contra o PL n° 7642/2006, que altera a redação do art. 791 da CLT e estabelece a sucumbência na JT e extingue o “jus postulandi”. O fato é: ou o governo interfere e põe ordem neste iceberg de irregularidades a luz do direito interpretativo que banaliza o judiciário laboral, ou então mantém esta pratica conforme já vem fazendo, e espera para ver as contas das demissões, provocadas por essas injunções, que levam a fuga da micro e pequena empresa formal para a informalidade.

Podemos dizer que a justiça trabalhista acabou se transformando num braço deformado do direito, eis porque não soluciona o conflito laboral que envolve verba alimentar com celeridade, e aplica normas de direito, importadas (permitidas pelo art. 760 da CLT),  do CPC, Lei Fiscal e Código do Consumidor (CDC), mas não adota critério emanado do judiciário estadual, que tem paradigma no processo de execução em Vara de Órfãos e Sucessões, e a Pensão de Alimentos, este último utiliza preventivamente, através do instituto da decisão provisória a verba alimentar, buscando pela aplicabilidade comum e disseminada do direito real. Quando se fala em deformidade, imagina-se o conjunto de todas suas irregularidades no ordenamento jurídico, que agregado a desta partícula de independência no jurisdicionado e de sua estrutura material. O fato é que temos a impressão de que seus integrantes operam administrativamente e juridicamente totalmente divorciados do mundo racional e social, até porque é constante o movimento associativo de magistrados trabalhistas, trabalharem com força de “lobby” no Congresso, contra propostas que visam oxigenar o funcionamento da especializada, a que titulo nunca ficou claro.

Até tu, Itaú?

Fora dos escândalos, a notícia mais comentada: o negócio do banco com a seguradora Porto Seguro. Seu proprietário, altamente profissional, fez um “leilão” entre Bradesco e Itaú, este ofereceu melhores condições.

Bastidores obscuros

Nesses negócios (ou fusões) existe sempre uma área pouco iluminada, onde mesmo os que sabem caminhar na escuridão, acabam se perdendo. De qualquer maneira, foi o negócio que a Porto Seguro queria e que o Bradesco (há muito tempo não entregue a gente tão pouco competente) não soube entender ou finalizar.

30%-40%-30%

Não são números cabalísticos e sim aritméticos e empresariais. O Itaú fica com 30, a Porto Seguro com 40, e o “distinto público” com 30. Tudo sujeito a “chuvas e trovoadas”. Mas não para o Itaú ou a Porto Seguro. (E esta ainda administra a carteira de automóveis, são os maiores especialistas do Brasil).

Rendimento mensal e anual, irrevogável

O dono da Porto Seguro recebeu uma parte em dinheiro (200 ou 300 milhões), nem queria tanto. O resto em ações do Banco Itaú, que em Nova Iorque (e no Brasil) são valorizadíssimas. Essas ações representam mais do que dinheiro VIVO.

1 BILHÃO E 300 MILHÕES

É quanto o dono da Porto Seguro terá em ações, que se PRECISAR negociar, TIRAM logo da sua mão, VALEM MAIS DO QUE AÇÕES DOS BANCOS AMERICANOS. Digamos por baixo, muito por baixo, que essas ações produzam um rendimento mínimo de 0,5% ao mês, 6% ao ano.

Traduzindo os números

1 BILHÃO E 300 MILHÕES a 0,5%, produzirão 6 milhões e 500 mil, MENSALMENTE. Ou 39 milhões ANUALMENTE. Ação do Itaú é melhor do que pré-sal, e fica na superfície.

Bolsa inativa e sem alternância

O volume de quase 4 bilhões, mostra que só existem mesmo profissionais, que estão lucrando satisfatoriamente. Como tenho dito: aos 74 mil pontos quando começou a crise, passaram a vender.

A cada minuto “nasce um trouxa”

Veio caindo, caindo quando chegou abaixo de 40 mil (na verdade, 38 mil) sentiram que a hora é de comprar. Só que chegou um ponto de incerteza, pararam. Hoje, 57.640 pontos, alta de 0,30%, não é nada.

O dólar, importante, chegou a subir 0,40%, no final estava rigorosamente estável em 1,86.

Os 18 do Forte, os 12 da Receita

87 anos separam os dois episódios. O primeiro, de caráter militar, reuniu a elite do Exército que tomaria o Poder em 1930. O segundo fato ainda não terá desdobramento. Existem por enquanto, muitas versões e pouca profundidade para análise. Só que ao contrário do que aconteceu com os 18, os 12 estão deixando o Poder. (Exclusiva)

Suplicy marquetismo mágico

O senador de São Paulo não poderia imaginar que o CARTÃO VERMELHO que deu para o ex-presidente da República e insistente presidente do Senado, fosse render tanta publicidade. Televisão, celular, internet e principalmente, as Primeiras dos mais diversos jornais. Inexplicável apenas o descontrole. (Exclusiva)

Sahione CONVOCADO, aceita ser candidato a presidente do Flamengo

Há mais de 1 mês revelei: o criminalista famoso e respeitado, que estava afastado por não concordar com a politicalha que dominava e domina o clube, concordara em voltar e disputar a presidência.

Não acreditavam

Revelei até a data do lançamento do seu nome no Hotel Sofitel, quase no fim da Avenida Atlântica. Acharam que era figuração. Agora, com o aparecimento do impresso, intitulado, PAIXÃO E COMPETÊNCIA, surpresa e susto. Grandes beneméritos e conselheiros apóiam o criminalista. Vamos ver o comportamento dos OUTROS 8 CANDIDATOS. (Exclusiva)

A internet teleguiada

Tem pontos positivos e negativos, serve para exploração geral. Um exemplo: colocaram que o marido de Dona Lina teria sido ministro interino do governo FHC. Até o nome: Alexandre Firmino de Melo Filho. O governo FHC foi destruidor, mas nem todos contribuíram para a DESTRUIÇÃO.

A “renúncia” de Jânio

José Aparecido (o saudoso Zé, como me dizia semana passada o ex-presidente Itamar) era o homem forte do governo Jango. Foi receber a medalha de Caxias no dia 25. Quando voltou, encontrou o fato inacreditável: a RENÚNCIA de Jânio. Não era para valer. Caiu na mão de José Maria Alckmin e Auro Moura Andrade, valeu. (Exclusiva)

Bolsas: a rotina das “menas” verdades

Wall Street é um rio que passou (ou passa) diariamente pela Bovespa. O que acontece na Matriz se repete aqui, na Filial. Não falha. Aí dizem sem nenhum constrangimento: “Está acabando a crise NO MUNDO”.

Desemprego na UE, EUA e Brasil

A criação de emprego não depende do movimento ou do volume das bolsas. Mas fingem que é importantíssimo. Hoje, às 14 horas, 4 horas de jogatina, 1 bilhão e 8 milhões. 57 mil 495 pontos, zero a zero. O dólar em alta de 0,37% em 1,867, alta ou baixa da moeda, realmente importante.

Só na ditadura a Receita sofreu intervenção

O Brasil não é uma democracia tão grande ou autêntica como imaginam. Demitiram Superintendente e Chefes de conduta ilibada, apenas por vingança ou represália. Nenhuma acusação contra os DEMITIDOS.

ORLANDO TRAVANCAS, a Receita contra a Tribuna da Imprensa

No auge da P-E-R-S-E-G-U-I-Ç-Ã-O para eliminar o jornal indomável que lutava de forma intransigente, usaram a Receita. Mobilizaram o secretário geral, cujo nome está no subtítulo, em maiúscula.

Aposentado por CORRUPÇÃO

Ele procurava as empresas que anunciavam na Tribuna, ameaçava-as, todas desistiam, claro. 10 anos de censura e sem um anúncio. Poderoso, esse ORLANDO TRAVANCAS resolveu AGIR POR CONTA PRÓPRIA. Apanhado em flagrante de chantagem, extorsão e intimidação, não quiseram DEMITI-LO, foi aposentado LUXUOSAMENTE.

Os outros? Cumpriram o PROJETO DESTRUIDOR DA DITADURA.

Gabeira governador

Comunicou ontem à direção do PPS que aceita ser candidato à VAGA de Cabral (Em 2008, foi apoiado para a Prefeitura pelo mesmo PPS). Seu partido é o PV, bastante fortalecido no Estado do Rio. (Exclusiva)

Análise do panorama

Amanhã examino os candidatos do Estado do Rio para governador, vice e às duas vagas do Senado. São pelo menos 12 nomes, tentando conseguir essas quatro vagas.

Como já fiz com o Amazonas por causa da influência lá, do Planalto-Alvorada, protegendo o amigo (João Pedro) e prejudicando um inimigo (Artur Virgílio) para que não vote no senador. (Exclusiva)

Sarney e a audácia dos desesperados

Vicente Limongi
“Hélio, Patética, burra, insolente, inoportuna e demagógica, a intervenção do senador Eduardo Lexotan suplicy ao discurso de Sarney, sobre Getúlio Vargas e Euclides da Cunha. Suplicy teve todo o tempo e chances do mundo para retrucar Sarney e defender as representações contra ele, todas arquivadas e julgadas improcedentes pelo conselho de ética. Suplicy fez colossal papelão. De repente, tomou-se por um torpe furor denunciatório e atropelou, com absoluta falta de educação parlamentar, o discurso de Sarney homenageando Vargas e Euclides. Francamente. Tem eleitor que gosta. Fazer o que.”

***

“Hélio, Depois de participar da sórdida orquestração contra Sarney e o filho, Fernando, e, perder de goleada, o Estadão de SP agora, quer mostrar serviço ao Palácio do Planalto, bajulando Antônio Palocci. É um marcante e melancólico exemplo do jornalismo brasileiro. Breve, outro jornalão, do Rio de Janeiro, entrará na disputa para ver quem é mais vassalo a favor de Palocci. Antes, bajulavam Dilma. como “pensam” que a ministra perdeu pontos, partem para descobrir “novos rumos e novas atrações”. Ridículos. Mas não perdem a pose.”

Comentário de Helio Fernandes
Todos têm direito à opinião, incluindo Sarney. Só que o (ainda) presidente do Senado devia ter estudado os episódios de Euclides da Cunha e de Vargas. Você sabe muito bem, Limongi, que Sarney não é estudioso, sua escola, “risonha e franca”, é a adesão. Serviu à ditadura, num golpe de habilidade, passou de pretendente a vice de Maluf a efetivo vice de Tancredo.

Discursou sobre essas figuras históricas, sem qualquer conhecimento, com montanhas de erros e equívocos, apenas para fingir de historiador e desviar o assunto da cassação.

Quando Vargas se matou (o que venho chamando desde aquela época de “gesto genial que o imortalizou”), Sarney era segundo suplente de deputado, ignorado e ignorante. Assumiu em 1956. Não tocou no assunto nos 55 anos transcorridos até agora. Por que discursar agora e sobre um episódio rigorosamente HISTÓRICO?

Sobre Euclides então, Sarney não sabe nada

Lamentável a fala sobre Euclides da Cunha. Confesso que, ouvindo o ex-presidente, tive pena dele. Não sabia rigorosamente nada sobre o episódio de Canudos e da participação de Euclides da Cunha. Este ficou lá menos de 15 dias, escrevendo para o jornal Estado de São Paulo, mas logo foi embora, sem participação maior.

A grande cobertura foi feita pelo Jornal do Comércio, do Rio, mas então o mais importante jornal brasileiro. O repórter José Carlos Vasconcellos (mais tarde diretor do jornal) ficou lá do primeiro ao último instante, desde que o Exército tinha lá apenas um destacamento, até que TRÊS QUARTAS PARTES DO EFETIVO DO EXÉRCITO HAVIAM SIDO TRANSFERIDAS através do Morro da Favela.

(Não tem a menor importância, mas Sarney devia saber que os morros do Rio passaram a serem chamados por esse nome a partir do momento em que o Exército montou seus canhões nesse Morro).

Mais tarde, já tendo saído do Exército, engenheiro e continuando no Estado de São Paulo, Euclides foi visitar o interior, principalmente o Norte/Nordeste.

Aí, Euclides escreveu e publicou “Os Sertões”, acabou toda e qualquer controvérsia. Foi uma sensação, um trabalho realmente magistral, consagrado como o maior livro já escrito NO BRASIL E SOBRE O Brasil.

Sem saber de coisa alguma, com a audácia dos desesperados, Sarney afirma, revelando sua prodigiosa tolice: “Euclides NÃO É O MAIOR ESCRITOR BRASILEIRO, fica entre os 10 MAIORES”. E querendo mostrar intimidade com a literatura e os valores intelectuais, pergunta, afirmando: “E o NOSSO MACHADO de Assis?”.

Respondendo para terminar: O “nosso” Machado (de Assis) é um escritor, ponto. Produto do “marquetismo avassalador”, que atravessou os tempos, vive das dúvidas da Capitu. Euclides viverá para sempre, por causa das certezas que REVELOU SOBRE O Brasil. Euclides é um ESCRITOR DESBRAVADOR e não se sabe até onde iria, se não fossem os episódios particulares, que tentam desvirtuar. Mesmo morrendo muito moço, Euclides chegou mais longe do que todos os outros. Principalmente o tão ENDEUSADO “NOSSO” Machado.

Lula preocupadíssimo com o Senado

Desgastado, desprestigiado, arriscando seus 80 por cento (nas pesquisas, nas pesquisas) para defender, manter e garantir Sarney na presidência, não teve a palavra de ninguém quando foi violentamente atacado.

Nem Sarney ajuda o protetor

Jarbas Vasconcellos fez o discurso mais violento desde que chegou ao Senado. Não recebeu o menor e mais tímido aparte contestando as acusações arrasadoras que fazia a respeito do presidente da República.

O presidente do Senado, presente, em silêncio

O ex-presidente da República não deu uma palavra, não só para contestar o ex-governador de Pernambuco, mas também em relação aos outros oradores implacáveis.

Providência de Sarney: fugir

Quando soube que Suplicy ia discursar duríssimo contra ele, o presidente do Senado jogou o senador para o fim da fila (como se o plenário do Senado fosse um ambulatório do INSS) e rapidamente deixou a presidência. VIU O CARTÃO VERMELHO de um dos seus gabinetes, mas soube da repercussão terrível.

Cartão vermelho “amarela” a base

Não havia um único senador do PT no plenário. Especulavam e examinavam: “Só iriam ao plenário se o líder do partido, Mercadante, também fosse”. Como ele não foi. Os liderados (?) não foram.

Senador do Piauí, “cartão para Lula”

Sua fala foi inteiramente equivocada, na verdade, o grande atingido foi o presidente da República. De todas as maneiras. O que se diz, vindo do Planalto-Alvorada: “Lula vai se afastar de Sarney”.

Isolado, Sarney renuncia ou é derrubado

Foi um erro do ex-presidente da República não DEFENDER Lula. Agora, revoltado, o presidente (da República) terá que abandonar o presidente (do Senado) que será então REFERENDADO (ou não) pelo plenário.

Os 49 votos dispersados

Eleito com esse número, Sarney sabe que, abandonado por Lula, terá (se tiver) no máximo 20 votos, ou nem tanto.

Pânico: multiplicação do cartão vermelho

O presidente do Senado entrou em pânico, chamou Renan e os suplentes, pediu providências para garanti-lo. Pela primeira vez, Sarney foi ofensivo, agressivo e intimidativo.

Dona Dilma sabe que o candidato de Lula se chama Luiz Inácio Lula da Silva

Mas não há nada a fazer, como protestar? Se ele não conseguir, prefere um adversário. Então, glorioso e orgulhoso, voltaria em 2014. Mas Lula ainda reza, tem fé e esperança.

Lula tem toda razão de insistir em continuar no Planalto-Alvorada. É o único cidadão no mundo (ocidental) que perdeu três eleições seguidas, a primeira, a segunda e a terceira.

E passou a ser recordista ainda maior, ao ganhar a quarta, a quinta e pretender a sexta. Por que não?

(Para não falar da história sem citá-la corretamente, um adendo. Nos EUA, um pastor altamente carismático perdeu três vezes (não seguidas) e jamais foi presidente. Esse pastor candidato: William Jennings Bryan. Perdeu em 1896, perdeu em 1900, não disputou em 1904, perdeu em 1908, parou de se candidatar).

Recordista, Lula pode ampliar sua vantagem. Perdeu três vezes, ganhará outras três. Lógico, se concorrer (?), vencerá, empatará triunfalmente: três derrotas e três vitórias, até que se consulte o calendário futuro.

A meu ver, o único candidato decente do PT seria o senador Mercadante, mas o partido tem aversão a intelectuais. Aceita que eles participem, mas dá tratamento privilegiado a sindicalistas, mesmo do quinto escalão, como ocorre na Petrobras, dominada pelos Santarosas da vida.

Desde sua consagradora eleição para o Senado, com mais de 6 milhões de votos, Mercadante veio sendo boicotado por José Dirceu, que almejava a Presidência da República e queria descartar o maior adversário no PT. Justamente por isso, Mercadante não teve vaga no Ministério, nem mesmo quando Palocci caiu, com Lula/Dirceu preferindo Guido Mantega, um economista limitado, sem qualquer comparação com Mercadante.

Agora, Lula destroça o PT duplamente. Primeiro, por garantir proteção a Sarney. Segundo, por insistir na candidatura de Dilma Rousseff. Resultado: o PT perderá as eleições em 2010 para que Lula (no pensamento e na intenção dele) possa voltar em 2014 nos braços do povo, como Jânio Quadros sonhou ao renunciar.

Mas tudo isso, não esqueçam, sem esgotar as três opções que construiu para ele, a 4 ou 5 mil metros distante da realidade, como se fosse uma candidatura da Era pré-sal. As três opções que não estão esgotadas, dilaceradas, eliminadas, desativadas.

1- Terceiro mandato.
2- Referendo.
3- Prorrogação geral dos mandatos.

Pelas razões que se garantem para ele e se destroem para os outros, os 80 por cento que as pesquisas não negam jamais.

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PS- Com tudo estudado, Lula se fixou na candidata que não o preocupa nem assusta: Dona Dilma. Não é intelectual, sindicalista, economista, política, disputaria a primeira eleição (e logo para presidente) com a mesma idade do próprio Lula, que caminha para a sexta sucessão.

PS2- Lula não se preocupa com diploma, é um jogador de xadrez que não precisa nem de tabuleiro nem de peças. Tem tudo guardado na cabeça, sabe os nomes de quem aceita seu xeque mate e de quem não aceita. Dona Dilma aceitou, o que fazer diante de um Lula vitorioso, escolado, embora não diplomado?