Esportivas, comentadas e observadas

Fórmula 1, abalroada e atropelada

Anormal e atípica desde a saída. Com as atenções voltadas para a atração Barrichello, na batida geral, na primeira volta já estava em último. “Compensação”: o rival – companheiro (como no PT) já estava eliminado, qualquer ponto seria lucro, poderia ter sido maior.

Dos 18 de frente, diminuiu 2

Foi recuperando posições, quase garantiu 3 pontos, não deu. Começou a derramar óleo, a recomendação do boxe: não passar ninguém, mas não ser ultrapassado. Bom senso, faltam 5 corridas. Tudo pode acontecer mas o importante e imprescindível é vencer. E Button perder.

Flunimed, o plano do rebaixamento

Nenhum movimento de vida, nem com o desfibrilador do patrocinador. Para não ir para a série B, precisa vencer 10 jogos dos 16 que faltam, ou ganhar 7 e empatar 9. Dos 22 disputados, ganhou 3, empatou 7, perdeu 12. Alguma dúvida?

E os salários atrasados?

Com tanta arrogância e dominando inteiramente o clube sem resultados para o time, por que não paga em dia? Dizem que alguns recebem, mesmo que os recursos do plano de vida estejam pela hora da morte.

Basquete: Leandrinho-Varejão

4 jogos, 4 vitórias para a seleção nacional, excelente resultado. Mas tempos que reconhecer e registrar: os dois brasileiros da NBA em todos os jogos fizeram metade das cestas, dominaram inteiramente.

Botafogo: nem desesperado nem desesperador

Não é cômoda nem tranquila sua posição, mas nada de Sport ou Flunimed. Tem dado demonstrações de garra, lutado e virado resultados, como também tem permitido adversários se recuperarem. Sofre a “maldição do Engenhão”, o que não é definitivo. Ontem, o Botafogo, p-r-e-j-u-d-i-c-a-d-í-s-s-i-m-o.

Izimbaieva nas alturas

É a melhor prova da dedicação e da certeza da volta depois do fracasso retumbante. Dias depois voou e emocionou o mundo.

Palmeiras-São Paulo

Passaram a semana “promovendo” o Muricy, só que ele não entra nem entrou em campo. Como São Paulo também não apareceu, jogo chatíssimo, monótono, cansativo e sem graça.

Pallocci, desgastadíssimo, não será “curinga” nem candidato

Se for, não ganha, perdeu o “prestígio” e o aparato.
No Supremo, tido e havido como vencedor, “venceu” barato.
Completando, realidade assustadora: fim do mandarinato.

O resultado de 5 a 4 no Supremo, aparentemente foi uma vitória para o ex-ministro Palocci. Mas na realidade representou u-n-a-n-i-m-i-d-a-d-e contra ele. Os quatro ministros que seguiram o relator-presidente do tribunal, construindo a assombrosa maioria de 1 voto, se arriscaram a sofrer a mesma rejeição que o ministro vem recebendo desde o fato acontecido.

A primeira rejeição foi do próprio presidente que o nomeou e o demitiu. Lula não acreditou nas alegações do ministro ou no sacrifício hierárquico do presidente da Caixa, demitiu os dois.

Quem interpretou o resultado como vitória do ex-ministro já se arrependeu amargamente. (O próprio jornal Estado de São Paulo, que durante três dias “adivinhou” a vitória esmagadora de Palocci, e chegou a usar em relação a ele a denominação de “curinga”, já tem visão inteiramente diferente).

A leitura do relatório do Procurador Geral da República é de clareza ofuscante. Ofuscados apenas alguns ministros que na leitura de seus votos, usaram óculos bifocais com as lentes trocadas. Devem ter ficado surpreendidos quando leram o que escreveram, aí já com os óculos normais.

Não acabou nada, nem mesmo no Supremo. Sensato, Palocci mantém os advogados atentos, agora precisa contratar até mestres criminalistas. Politicamente, pode até ser Ministro da Coordenação por 7 meses (até 31 de março) para ver se mistificam a opinião pública.

Eleitoralmente, Palocci está muito pior do que antes. Perdeu o restinho de credibilidade que não tinha em Ribeirão Preto, e que chegou a fingir que havia conquistado. Antigamente, diziam: “São Paulo não pode parar”. Agora parou totalmente para vaiar, repudiar e desprezar o ex-ministro.

Jorge Matoso: o caseiro do Ministro Palocci

Presidente da Caixa Econômica, assumiu toda a responsabilidade pela “recuperação” do então Ministro da Fazenda. Este, flagrado em participações espúrias na “República de Ribeirão Preto” (que não era nem surpreendente), já vinha dessa cidade com acusações irrefutáveis.

A revelação que abalou o Ministro

Quando o senador Tião Viana (do PT) soube que o caseiro denunciara o Ministro, telefonou imediatamente para ele. Lógico, senador da República (como gostam de dizer), não ia telefonar para um simples presidente da Caixa Econômica, falou com seu superior, companheiro de partido nas altas esferas.

A cumplicidade e a vassalagem da hierarquia

Assustado, o Ministro da Fazenda imediatamente convocou o presidente da Caixa Econômica e pediu que “agilizasse” o levantamento de dados sobre o cidadão humilde, mas corajoso. E “desafortunado”, como disse o Ministro Marco Aurélio no seu voto, verdadeiramente digno de um Ministro do Supremo. (Como na ordem de votação, Carmem Lúcia, Ayres Brito e Celso de Mello).

Sem ser agilizado pelo Ministro, o que o presidente da Caixa
tinha a ver com o caso?

Jorge Matoso, que não sabia de nada (não teve a honra de receber comunicação do importante senador do Acre), atendeu ao chamado do Ministro que lhe contou tudo. E mais: recebeu a informação preciosa de que “o caseiro ganhara uma grande importância para denunciá-lo”.

Palocci para Matoso: “Precisamos saber como
está sua conta bancária”

Imediatamente o presidente da Caixa, honrando e mostrando a importância da hierarquia, garantiu: “Não existe a menor dificuldade, saberemos na hora, como está a sua conta”. E soube, claro, como estava a conta do humilde e “desafortunado” caseiro. E logo comunicou ao Ministro.

A inversão dos fatos

Depois, sem o menor constrangimento, como tudo se sabe, comentou-se a “quebra do sigilo”, o presidente da Caixa já sem nenhuma credibilidade, explicou: “Diante da realidade da sua conta, precisei comunicar o fato a COAF”. Inacreditável, trocou tudo, favoreceu o chefe amado e ameaçado.

***

PS- Palocci era um candidato difícil de carregar. Agora com tudo que se sabe, se sabia e ficou público e notório durante e depois do julgamento, as coisas se esclareceram.
PS2- E nem mesmo Lula tem o mínimo de condições ou vontade de transformar um cidadão como Palocci em candidato. Se como candidato era impossível vencer, o que fazer sem legenda?

Faca na manteiga ou sorvete ao sol?

Carlos Chagas

A entrada da senadora Marina Silva no PV, ontem,   e a óbvia estratégia de seu lançamento posterior como candidata   à presidência da República, não apenas retira  o caráter plebiscitário do primeiro turno das eleições do ano que vem. Pode causar  razoável estrago no PT, caindo como granada na candidatura de Dilma Rousseff,  que perde a certeza do segundo lugar cativo no segundo  turno. O primeiro, pelas pesquisas, pertence a José Serra.

A pergunta que se faz é que reação terá o presidente Lula diante da  ida de Marina  para a decisão final com o governador paulista. Admitirá engolir a rejeição de Dilma e dele próprio, passando a  apoiar a ex-ministra do Meio Ambiente? Ou cruzará os braços,  deixando o caminho livre para a volta dos tucanos  ao poder?

Pode não acontecer nada disso, é claro, tendo em vista a hipótese de viabilizar-se a transferência de popularidade do presidente para a chefe da Casa Civil.  Não  parece  impossível.

A concluir desse  lance inesperado dos verdes está o  fato de que não haverá uma  eleição em 2010, mas duas igualmente dramáticas, ao contrário de 2002 e 2006, quando desde o início a luta foi travada entre Lula e Serra, antes,  e Lula e Alckmin, depois, tanto no primeiro quanto no segundo tempo.  O  segundo,  em ambas as disputas, foi um vídeo-tape do primeiro. Agora, não. Muda tudo, conforme a performance de Dilma ou Marina.

No palácio do Planalto e arredores, os companheiros mantém a confiança em  que com o apoio do PMDB e o restrito tempo de televisão do PV na propaganda gratuita, a candidatura de Marina Silva acabará dissolvida como sorvete ao sol. Pode ser, mas a imagem que seus adeptos fazem é oposta: acreditam que a ex-ministra entra como faca na manteiga na candidatura de Dilma.  Daqui por diante as pesquisas eleitorais ganharão nova dimensão.

Batalha ideológica

Pelo sim, pelo não, começa a ser formado um comitê especial no comando de campanha de Dilma Rousseff.  Até agora cogitava-se entre os companheiros apenas da necessidade de erodir José Serra através de acusações a respeito do retrocesso que seria a volta  dos tucanos ao poder. Eleito, o governador paulista abriria as portas ao neoliberalismo, ironicamente mais do que o presidente Lula abriu. Voltaria às privatizações e limitaria os programas sociais, mesmo sem atingir o bolsa-família. Traria de novo  personagens que alienaram o patrimônio público. Colocaria em risco a  Petrobrás, a nova empresa agora anunciada para o pré-sal e ameaçaria até o Banco do Brasil e a Caixa Econômica.

Não deve ser nada disso, mas como na guerra vale tudo,  era o que só  se preparava nos arraiais do PT e do governo.

Pois a guerra, agora, precisará ser travada em duas frentes, situação que costuma não dar certo, como a Alemanha amargou duas vezes, no século passado.

Esse novo comitê em formação será dedicado a enfrentar Marina Silva. A ex-ministra parece colocar-se à esquerda do governo, em sua luta pela preservação do meio ambiente. Conta com  a simpatia dos povos da floresta e muito mais do  que eles, por penetrar na burguesia do Centro Oeste, do Sudeste e do Sul.

Ela que se prepare,  porque será denunciada como  inimiga do desenvolvimento,  adversária do progresso e  aliada da estagnação. De pretender a   Amazônia transformada num imenso jardim botânico, à   mercê de ONGs internacionais, de insurgir-se contra a construção de hidrelétricas,  a implantação e o asfaltamento  de estradas na selva, como a que liga Manaus a Porto Velho. Já existe até o raciocínio de que seria um novo Jânio Quadros, aquele que diante da construção da Belém-Brasília por Juscelino Kubitschek, chamou-a de “estrada das onças”, sem a visão dos benefícios econômicos gerados na região em poucos anos.   Não faltarão até mesmo referências à fé evangélica da ex-ministra, integrante de uma igreja refratária ao aborto e à camisinha.

O entrevero em  duas frentes promete, em termos de virulência, distorções e injustiças.

Ted Kennedy e Carter abalaram a ditadura brasileira

Pedro do Coutto

Um aspecto histórico que deve ser assinalado em torno da morte do senador Ted Kennedy, em relação a nosso país, é o que ele e Jimmy Carter, nos EUA, contribuiram de forma marcante para abalar o ciclo dos militares no poder e assim apressar o fim da ditadura brasileira que durou intensamente de 64 a 85.

O senador por Massachussets recebeu e veiculou no Congresso americano denúncias que lhe foram entregues  pelo jornalista e ex deputado Marcio Moreira Alves e pela estilista Zuzu Angel sobre torturas praticadas em porões militares e policiais e violações de direitos humanos no Brasil. Edward Kennedy, no caso do filho da estilista, acrescentou à tragédia de que ele foi vítima o fato de Stewart Angel ser cidadão norteamericano.

A repercussão foi grande e a ditadura brasileira terminou se tornando um doa temas da campanha eleitoral de 76 quando Jimmy Carter derrotou Gerald Ford, que havia chegado à Casa Branca com a renúncia de Richard Nixon, consequência do episódio Watergate.O vice presidente eleito com Nixon, Spiros Agnew, havia renunciado antes do presidente em face de ter se envolvido com um esquema de corrupção na Flórida, estado do qual fora governador.

Uma rede de TV programou uma sequência de debates entre Carter e Ford e em todos Carter, Democrata, acusava o Partido Republicano de apoiar as ditaduras vigentes no Brasil e no Chile. Da mesma forma que o governo Lyndon Johnson apoiou a operação para derrubar o governo João Goulart, Carter, na campanha, apoiava o fim da ditadura e o restabelecimento da democracia com o respeito aos direitos humanos. Na noite de 4 de novembro de 76, quando os resultados parciais não deixavam dúvida quanto à vitória de Carter, a ditadura brasileira começava a desabar.

A atuação de Carter, claro, foi mais decisiva que a de Ted. Porém foi este quem desencadeou o processo crítico internacional contra a longa noite dos generais. Isso porque enquanto ele, Kennedy, estava no Senado, reeleito sucessivamente, Carter governava a Geórgia. E só foi candidato porque Ted Kennedy não quis concorrer. Ela já havia superado o acidente de Chapaquidick, quando seu automóvel mergulhou num lago, à noite, e sua secretária, Mary Jô Kopechne, perdeu a vida.

Em 80, aí sem, Ted Kennedy disputou as prévias democratas na tentativa de enfrentar Ronald Reagan. Mas derrotar um presidente da República em eleições primárias ou em convenção nacional era uma tarefa impossível. Mas esta é outra questão.

Duas coisas desejo acentuar. A primeira registrar a participação de Ted Kennedy no destino brasileiro. A segunda, sem sofismas, assinalar a inevitável influência dos EUA nos rumos políticos dos países que, como dizem os americanos, encontram-se ao sul do Rio Grande. Rio Grande no caso, é o rio que separa parte da fronteira entre os EUA e o México.

Os golpes de estado praticados na América Latina, todos eles, tiveram que ser aceitos antes por Washington, se não explicitamente, pelo silêncio seguido do reconhecimento do governo instalado. Quem tiver dúvidas do que aconteceu no Continente, digamos, nos últimos 60 anos, deve dissipá-las lendo o livro Legado de Cinzas, de Tim Weiner, um qualificado ex agente da CIA.

O mundo, até a derrubada do muro de Berlim era dividido em duas áreas de influência: de um lado os Estados Unidos, de outro a antiga União Soviética. Exceções confirmando a regra, como a de Tito, em 48, na então Iugoslávia, não se intimidando com o cerco de Stalin. Mas o tempo passa e os fatos são remetidos à memória. A atuação de Ted Kennedy e de Jimmy Carter merece um espaço na história do Brasil.

Palocci: julgamento no STF deixou dúvidas

Se  ex-ministro sabia do crime cometido por Mattoso
por  que não o responsabilizou?

Luiz Nogueira

Para o Supremo Tribunal Federal (5 votos contra 4), o deputado federal e ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, não quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa e nem foi responsável por sua divulgação pela imprensa.

Por livre e espontânea vontade, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, dependente hierarquicamente do ministro Palocci, por sua conta e risco e com a melhor das intenções, objetivando ajudar Palocci que estava sendo encurralado por acusações feitas pelo caseiro da República de Ribeirão Preto, mansão localizada em Brasília e freqüentada por amigos e assessores do ex-ministro, TOMOU A INICIATIVA DE INVESTIGAR A CONTA E A VIDA FINANCEIRA DE FRANCENILDO, CUJO SALÁRIO MENSAL NÃO ULTRAPASSAVA OS R$500,00.

Se Jorge Mattoso chegou a confessar que quebrou o sigilo do caseiro, não haveria por que receber-se a denúncia contra o ex-ministro Palocci, que não pediu esse documento e nem dele teria se beneficiado, como entendeu a maioria dos ministros da Suprema Corte.

A desastrada iniciativa de Jorge Mattoso foi interpretada como criminosa pelos ministros do STF, pois estaria comprovada a suposta prática do delito previsto no artigo 10 da Lei Complementar 105/2001.

Como Jorge Mattoso confessou  a quebra do sigilo  do caseiro, que teve acesso ao extrato bancário de Francenildo e que o entregou a Antonio Palocci, pacífico que a materialidade do delito é realmente indiscutível.

Nesse quadro, considerando o ordenamento jurídico vigente no país o que deveria fazer o ex—ministro Antonio Palocci, que recebeu o produto do crime? Demitir, imediatamente, o voluntarioso companheiro, mesmo que o ato tresloucado pudesse de alguma forma vir a beneficiá-lo?

Silenciando e não cumprindo sua obrigação de chefe, não teria no caso ocorrido condescendência criminosa e até prevaricação,  materialidade explícita de novos delitos e não elencados na denúncia rejeitada ontem pelo STF?

No Código Penal, artigo 320,  está expresso que ocorre condescendência criminosa quando o funcionário deixa, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. Já o crime de prevaricação (art. 319, do Código Penal) se materializa quando a autoridade retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

A pergunta que fica: não poderia o Ministério Público Federal, com base na própria decisão do STF, que inocentou Palocci mas recebeu a denúncia contra o seu subordinado, Jorge Mattoso,    apresentar, imediatamente, nova denúncia contra o ex-ministro da Fazenda agora como incurso nos artigos 319 e 320 do Código Penal?

Ao que se sabe, quem demitiu o ex-presidente da Caixa, dias depois da quebra do sigilo bancário,  foi o presidente Lula e não o então ministro da Fazenda, que viu e ficou com a prova do crime (extrato bancário) e não a repassou a ninguém e nem a seu assessor de imprensa. Para esse crime, (divulgação de sigilo bancário) não há réu.

É um tema para juristas e criminalistas.

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Luiz Nogueira é advogado

O Estadão não adivinhou como apregoava, a questão Palocci

Durante três dias o jornalão exibiu um vasto, suposto ou pretenso conhecimento sobre a decisão do plenário do Supremo de “trancar” o processo a respeito da PARTICIPAÇÃO do então ministro da Fazenda na quebra do sigilo bancário do humilde caseiro Francenildo.

O jornalão errou crassamente

Com a habitual suficiência, imprudência e inconsequência, o jornalão não acertou. Como é que poderiam SABER que dois ministros não votariam, o que alterou completamente o resultado?  E o malabarismo do voto do próximo presidente desse Supremo, quando então se refugiou numa palavra que não está nem no Aurelio, no Houaiss e muito menos na jurisprudência ou habituabilidade dos próprios ministros.

Manchete do Estadão: “Vitória apertada no STF abre caminho para Palocci em São Paulo”. Só São Paulo?

Mais para baixo o jornalão diz que o caseiro “estava desanimado e até nervoso”. E não era para estar, diante do aparato a que não está acostumado? No finalzinho, vem a nota verdadeira: “Ainda existem na ÁREA CIVIL, 10 processos contra Palocci”.

A Folha, que não adivinhou nada, deu em manchete equivocada: “Palocci vence caseiro”

Não havia esse duelo, como mais tarde deixariam bem claro, quatro grandes votos do Supremo: Carmem Lúcia, Ayres Brito, Marco Aurelio e Celso de Mello.

O caseiro não precisava ter ido, o ex-ministro devia estar presente

O caseiro era apenas vítima, foi atropelado pelo furor elitista de três ministros. (Registre-se: um voto completo, longo e profundoA FAVOR de Palocci, foi o do ministro Gilmar Mendes. Ele não é tratadista das minhas preferências, mas examinou tudo. Quando um dos advogados tentou “ironizar” o procurador-geral pela minúcia “cronométrica”, estava se referindo ao voto do relator).

O caseiro não teve direito a advogado

Mostrando que a manchete da Folha, era e é totalmente sem sentido,o caseiro foi o único que não teve direito a advogado. Até justo, ele não era acusado, era vítima. Ou como disse maravilhosamente um dos ministros, “o caseiro era um cidadão desafortunado”.

Subscrevo e lamento.

A manchete de O Globo foi a mais correta: “O STF livra Palocci e processa apenas ex-presidente da Caixa Econômica”

Isso não é elogio e sim constatação. O subtítulo também é rigorosamente verdadeiro, não é bajulador, alvissareiro ou conclusivo para as pretensões do ex-ministro. Ele pode ser ministro agora, pode ser candidato a governador, ou até servir de “curinga” , palavra UTILIZADA pelo jornal Estado de S. Paulo na fase da ADIVINHAÇÃO.

Palocci D-E-S-G-A-S-T-A-D-Í-S-S-I-M-O

O ex-ministro não saiu vencedor coisa nenhuma. Todos falam na MAIORIA que obteve, não registram que essa MAIORIA foi de apenas 1 voto. E que só se chegou a esse resultado, porque três ministros que votaram pela EXCLUSÃO de Palocci, praticaram o MALABARISMO DE NOSSA SENHORA, como no conto magistral de Anibal Machado (irmão de Cristiano Machado, candidato à Presidência).

As maiorias fabricadas ou não honradas

(Para os que não sabem ou não se lembram, Anibal era irmão de Cristiano, candidato a presidente em 1950, favoritíssimo por ter sido escolhido e apoiado pelos majoritários PSD e PTB. Cristiano perdeu, criou na língua portuguesa a palavra CRISTIANIZAR. É possível que o julgamento de ontem, coloque na moda outra palavra: “PALOTIZAR”.

PS- O ex-ministro não fez nada, tudo o que o Ministério Público ARROLOU, JUSTIFICOU, MONUMENTALIZOU como acusação, não vale coisa alguma.

PS2 – O então ministro Palocci não tinha O MENOR INTERESSE NA QUESTÃO. Muito JUSTO QUE O ÚNICO ACUSADO tenha sido Jorge Matoso. Não tinha nada que usar a caixa para TENTAR PREJUDICAR o senhor ministro, que já vinha de Ribeirão Preto, considerado UM CIDADÃO ABAIXO DE QUALQUER SUSPEITA. Confirmou tudo que se imaginava dele. Que República.

Autênticas, textuais e entre aspas

Luiz Trabuco (que pelo nome não se perca) presidente do Bradesco: “A proposta da Porto Seguro não nos interessou”. Ha! Ha! Ha! Antigamente se dizia, “as uvas estão verdes”. O Bradesco só ganha no BNDES.

Celso Ming, tentando “decodificação” no artigo que escreveu: “A Petrobras precisa de dinheiro vivo e não de óleo futuro ou de títulos”. É a primeira vez que ouço (ou leio) alguém dizer que uma empresa como a Petrobras não precisa de óleo. Bestial, pá.

Eliane Cantanhede, certeira: “O temor, como sempre acontece nas reuniões da região, é que a Venezuela puxe Equador e Bolívia para confronto com a Colômbia”.

Fernando Gabeira, já candidato ao governo do Estado do Rio: “Uma conferência interamericana sobre drogas seria mais produtiva do que o carnaval sobre bases na Colômbia.

A maioria “absoluta” de 1 voto, implacável condenação de Palocci

Ainda não houve vitória. Palocci pode acreditar no pronunciamento dos extraordinários advogados contratados, mas depois de Einstein, tudo é relativo. Até mesmo o julgamento conturbado do Supremo. Convencidos de que venceriam por margem inalterável e inalterada, foram se apavorando com os votos de Carmen Lúcia e Ayres Brito, Marco Aurélio e Celso de Mello, que levaram o julgamento ao limite do razoável.

O último a votar pelo critério que sempre contestei (o dos mais antigos e portanto experientes votarem por último) Marco  Aurélio e Celso de Mello se pronunciaram quando a recusa (eventual) estava decidida, não exerceram a influência que na certa exerceriam se votassem antes.

Número para decidir

Pelo regimento interno, o Supremo pode julgar com 8 ministros no plenário. Estavam presentes 9 ministros. Digamos que o Ministro Peluzzo tivesse compromisso, e Joaquim Barbosa, mesmo doente, comparecesse? Palocci não teria nenhuma satisfação, a denúncia seria recebida por 5 a 4, o mesmo resultado que ele passou a noite festejando.

Então Palocci não fez nada, não sabia de coisa alguma,
é uma quase vítima dos amigos?

Pela decisão soberba e soberana do plenário, o responsável por toda a “atuação criminosa” (royalties para Celso de Mello) é o presidente da Caixa Econômica, Jorge Matoso?

O Ministério Público montou uma formidável acusação, sem uma falha, sem um item que pudesse ser desmontado, a não ser em relação ao ex- (e quase futuro) ministro?

Palocci inatingível?

Os encontros, a quebra total do sigilo do caseiro, a mobilização dos funcionários da Caixa, toda a manutenção de um esquema criminoso, estavam longe de Palocci, não tinham nada a ver com ele?

Houve um desencontro de convicções, e ao final de ontem, depois das 21 horas, quase um reencontro, pela dificuldade de somar votos diminuindo os acusados. Já que estavam nessa situação, excluindo o maior e logicamente ÚNICO CULPADO, poderiam retirar todos.

Só ficou o presidente da Caixa

Voluntário no “sacrifício” de se CONDENAR para salvar Palocci e completar a estratégia advocatícia, Matoso ficou sozinho. No final, não receberam a denúncia também contra Marcelo Neto, pois como disse muito bem um Ministro, “assessor de imprensa é para conversar com a imprensa”.

***

PS- Acabaram indiretamente condenando o Presidente Lula, que demitiu seu poderoso Ministro da Fazenda imediatamente.

PS2- Agora embora por apenas um voto sofrido, o Supremo reconheceu que Palocci não tem culpa. Então o presidente demitiu um inocente? É preciso RECOMPENSÁ-LO.

O impressionista Suplicy abre uma dissidência no PT

Pedro do Coutto

O gesto impressionista e impressionante do senador Eduardo Suplicy, assumiu a posição de juiz do povo e simbolizando da tribuna a expulsão de José Sarney da presidência do Senado, não representou apenas um ato de forte hostilidade e rejeição à permanência de um político. Não. Fornece também outra leitura, diferença entre o significado e o significante, interpretação usada pelo meu amigo Antonio Houaiss para definir situações diversas em volta do mesmo fato.

Na realidade, Suplicy, a partir daquele momento que todos acompanharam pela televisão e no dia seguinte viram nos jornais, sublinhou a dissidência que abriu na bancada do PT. Uma cisão clara ficou patente, a começar pela regional paulista integrante do principal colégio eleitoral do país. Isso porque embora o partido tenha defendido a permanência de Sarney, nenhum senador da legenda, a começar pelo líder Aloísio Mercadante, contestou sua atitude e suas afirmações. O episódio, assim, provavelmente vai produzir reflexos na sucessão presidencial.

Pois se não há unidade partidária no Congresso, em termos lógicos não deve existir igualmente na campanha eleitoral. A ausência dos senadores do PT na sessão da noite de terça-feira terá sido casual? Provavelmente não.Foi uma forma velada de permitir que o parlamentar insubmisso às diretrizes do Planalto pudesse se manifestar sem que fosse acossado pelos companheiros.

Por uma ironia do destino, terminaria sendo contestado pelo senador Heráclito Fortes, que é do DEM, e portanto, da oposição. Mas, ao que parece da oposição ao governo Lula. Não à continuidade de José Sarney à frente da Mesa Diretora. Talvez até porque, ele, Heráclito, ocupe a primeira secretaria. Mas esta é outra questão. É restrita ao Parlamento.

O gesto do autor do projeto de renda mínima não está, por sua natureza, restrito à esfera do Poder Legislativo. O que já seria muito, mas é inevitavelmente maior. Vejam só. O líder do Partidfo dos Trabalhadores, Mercadante, que se empenhava abertamente pela saída de Sarney da presidência do Senado, acabou cedendo à determinação do presidente Lula e renunciando irrevogavelmente à renúncia que dissera ser irrevogável. Tornou-se também refém do Palácio do Planalto e de sua própria contradição.

O presidente da República convidou-o para acompanhá-lo em eventos na região metropolitana de São Paulo no sentido nítido de apagar o rastro do mal estar. Lula voltou-se para retirá-lo de uma dissidência. Como Aloísio Mercadante terá que partir para renovar seu mandato no ano que vem, teve que recuar. Mas não adiantou. No momento em que Lula procurava das a cisão inicial como fato superado, surge o episódio Suplicy. Que poderá fazer agora? Não só ele, presidente da República. Mas também o próprio Mercadante que, nas circunstâncias colocadas, não lidera nem a si mesmo.

A bancada petista tem razão em ficar perplexa. Qual, agora, o caminho a seguir? A dissidência de Mercadante ou a dissidência de Suplicy? Passaram a ser duas, em vez de uma. O desenrolar da terça-feira inundou o país de autêntico humor, em dúvida, porém –aí é que está a questão- seu conteudo é mais amplo. Sensibiliza indiretamente a pré candidatura da ministra Dilma Roussef, não a superando, é claro, mas reduzindo o entusiasmo a seu favor na decolagem, espaço estratégico e essencial a qualquer campanha política.

A cisão aberta por Eduardo Suplicy reflete-se fortemente na solidez da candidatura da ministra chefe da Casa Civil. Revela fracionamento, desunião, esgarçamento de propósitos. Isso porque a unidade partidária é fundamental para o início da campanha rumo à escala do poder. Sem união na base, campanha alguma se fortalece. O impressionismo de Suplicy, como um quadro de Manet ou Renoir, iluminou as cores de uma paisagem de contradições.

Mentiras combatidas com mentiras

Carlos Chagas

Não é aquela história de  “quem nunca comeu melado, quando come,  se lambuza”, por não ter sido  a primeira vez que o governo tenta livrar-se de uma mentira contando outras.  Mas a lambança continua.

Por que o Palácio do Planalto divulgou que as fitas gravadas de todos os seus  freqüentadores são apagadas em trinta dias? Para evitar a entrega dos registros capazes de mostrar Lina Maria Vieira entrando na garage, no elevador, no corredor do quarto andar e no gabinete da ministra Dilma Rousseff, que os altos funcionários do governo negam?

Não há outra explicação para a mentira da destruição das imagens registradas pelas câmeras espalhadas pela sede do Executivo. A própria empresa terceirizada, encarregada do trabalho,   esclareceu que nada se apaga,  que durante seis meses o conteúdo permanece intocável, sendo depois passado para uma dessas diabólicas maquininhas especializadas em guardar tudo  para a eternidade.

A conclusão surge clara: cada mentira que se segue serve para desnudar a anterior. Como a lógica nem sempre ocupa o mesmo patamar da lei, ficará impossível demonstrar nos tribunais que as fitas não foram apagadas em trinta dias. Mas é claro que, se foram, foi para esconder alguns flagrantes. E se não  foram,  pior ainda, porque as provas podem ser obtidas.

O triste no episódio é que tudo acontece em torno de uma suposta ida da ex-secretária da Receita Federal à Casa Civil, quando na versão dela, teria recebido instruções para agilizar o processo contra um dos filhos de José Sarney, investigado por suspeita de sonegação fiscal. Dá pena ver narizes tão sérios crescendo mais que o do Pinóquio, mas, pelo jeito, a próxima mentira será afirmar que a Casa Civil faz muito que não funciona no Palácio do Planalto…

Ilusões perigosas

Senão  mentiras,  ao menos ilusões. Faz tempo ouve-se  a equipe econômica apregoar que saímos  da crise.  Para Mantega e companhia,  o país vai de vento em popa. Deu a volta por cima na tempestade que assola o planeta.

Será, no mínimo, uma ilusão, para quem por cautela e educação evita falar em mentiras. Senão vejamos, conforme  números divulgados pelo próprio governo esta semana:

Aumentou o nível das inadimplências; as vendas caíram; a produção industrial e agrícola  diminuiu; os juros para as pessoas físicas subiram, como o do cheque especial e o dos cartões de crédito; a arrecadação é menor do que nos anteriores; o desemprego multiplicou-se.

Por mais que se torça para sairmos da crise, não dá para deixar de somar essas e outras informações sem que se pergunte: que paraíso é   esse?

Ainda dá tempo

Segunda-feira o presidente Lula deverá anunciar com muita pompa e circunstância a criação da nova empresa destinada a gerir o petróleo encontrado no pré-sal. Paralela à Petrobrás, a  companhia ainda não batizada administrará riquezas   imensuráveis.

A pergunta que se faz é se a provisoriamente  denominada Petrosal dedicará parte de  seus recursos patrocinando entidades sindicais, corporações, festivais, festas de São João, ONGs  variadas e todo tipo de atividades que nada tem a ver com sua finalidade básica. Tomara que não, porque o risco será de,  outra vez, partidarizar-se a ação governamental. Ou alguém duvida de que a Petrobrás tornou-se uma das maiores fontes de renda de entidades formadas por companheiros?

Seria esperar demais se a nova empresa incluísse essa cláusula  em seus estatutos? Agora, milagre, mesmo, seria  a proibição de gastar centenas de milhões de reais em publicidade e propaganda. Porque do potencial de petróleo a ser extraído, ninguém duvida. Para vendê-lo, aqui e lá fora, não parece  necessário promovê-lo. Nossos clientes  já estão de olho e com os talões de cheque na mão,  assinados.

É bom tomar cuidado

Em segredo, a seção gaúcha do PTB encomendou pormenorizada pesquisa a um dos principais institutos, sobre a sucessão presidencial e  estadual. Não há favoritos, por enquanto, mas um percentual singular  chamou a atenção dos dirigentes trabalhistas: 65% dos consultados aprovam a continuação do presidente Lula no poder.

Para não conturbar o processo, o PTB não divulgará oficialmente a pesquisa, como, aliás, outros partidos e instituições vem fazendo. Mas que é bom tomar cuidado, isso é. Afinal, se Dilma Rousseff não decolar, não faltarão vozes  para reavivar a hipótese hoje posta em cone de sombra…

O Supremo não recebe a denúncia contra o ex-Ministro Palocci, mas destrói a imponência da inocência

O valioso e volumoso relatório do Ministro Gilmar Mendes a respeito dos fatos que levaram à demissão do Ministro Antonio Palocci, devem ter assombrado os alunos de uma Universidade de Direito, que ele mesmo assinalou e registrou como presentes.

O presidente do Supremo, que estava ali simplesmente como relator, sem a majestade da presidência, não deixava esquecer a simplicidade de um voto, que afinal não precisou mais de 1 hora e 45 minutos para ser lido e digerido.

Gilmar Mendes não conseguiu de modo algum agravar a situação do ex-ministro, pois ela já estava insustentável. Mas não conseguiu superar também uma linha que fosse da FUNDAMENTADA, DOCUMENTADA E ABALIZADA prova acumulada pelo Ministério Público.

Às 19:30, depois de 7 horas de funcionamento só houve constrangimento e mais nada. Pois havia uma certeza que “pairava no ar” e estava sim na peça altamente fundamentada do Procurador Geral, Roberto Gurgel, que montou uma acusação IRREVOGÁVEL, já que a palavra está na moda.

O Ministro é CULPADO, os outros também, mas em grau menor. Absolvendo Antonio Palocci, o Supremo estaria C-R-E-D-E-N-C-I-A-N-D-O-O a ocupar cargos IMPORTANTÍSSIMOS. E pronto a cometer NOVOS CRIMES e tentar FUGIR, contratando notabilidades ADVOCATÍCIAS.

Carmem Lucia e Ayres Brito deram votos magistrais RECEBENDO A DENÚNCIA. Marco Aurélio Mello, começando a votar, afirma: “Pelo número de ministros, a denúncia está RECUSADA”. E DÁ UM VOTO MAGISTRAL.

Palocci pode estar satisfeito. Mas não engana ninguém nem pode imaginar que o presidente da Caixa fez tudo sozinho. FORA PALOCCI, cartão vermelho para ele.

Dólar e ações, rigorosamente estáveis

A Bovespa chegou a cair pouco mais de 1 por cento, mas veio se recuperando. E fechou sem ganho nem perda, 57.750 mil pontos. Saiu de 57 mil, 110. Volume de 4 bilhões e um pouquinho, tristeza geral.

O dólar da abertura até às 4 da tarde, em alta de 0,77%. Foi caindo até o final estabilíssimo. Amanhã, último dia da semana, quase fim de mês, não se espera trajetória de alta.

Romero Jucá desmente o general Felix

A Segurança Institucional do Planalto-Alvorada afirmou: “As gravações das câmeras são destruídas depois de 30 dias”. Ontem, a partir de 4 horas, o líder do governo mostrou EXTRATOS DAS CÂMERAS, de até 9 meses, ou seja de dezembro de 2008.

Quem tem razão?

Dona Lina e Dona Dilma, segundo o líder do governo, “não falam a mesma língua, em questão de datas”. Mas o general Felix todo poderoso militar, a Romero Jucá mais poderoso ainda, só que civil, estão voando em alturas inteiramente diferentes.

Bolsa cai, amestrados dizem: “É apenas realização de lucros”

Não adianta insistir que a Bovespa (e as Bolsas americanas) não têm nada a ver com o fim da crise econômica. Foram grandes criadoras da crise financeira.

Hoje, às 12:45, a queda era de 1,20% em 57 mil cravados. Continuava medíocre, volume de negócios, 1 bilhão e 500 milhões.

Como acontece todo dia,ações e dólar se alternam. A essa hora o dólar subia 1,20% em 1,88 bem alto.

Substituto do Ministro da Coordenação

Estou escrevendo muito antes do julgamento de Palocci no Supremo. É um absurdo. Mas o Estadão erra o tempo de Ted Kennedy no Senado, mas dificilmente deixará de acertar na absolvição do ex-poderoso Ministro.

“Palocci é nosso”

Se ganhar mesmo, o Planalto tratará de fazer marquetismo para o ex-Ministro da Fazenda. E ao contrário do que dizem “analistas amestrados”, Palocci pode ir para a vaga de José Mucio. São 7 meses (de agora até 15 de março do ano que vem) o suficiente para que o Planalto-Alvorada precisa explicar todo dia, “ele está de volta”. (Exclusiva)

Tempo de Ted Kennedy no Senado

O Globo diz que ele é “senador há 47 anos”. A Folha: “Estava no Senado há 46 anos”. O Estadão: “Ficou no Senado durante 47 anos”.

“Ninguém acertou”

Isso é o que dizia aquele famoso programa de perguntas e respostas. Como Ted Kennedy foi eleito a primeira vez em 1964, estava no Senado portanto há 45 anos. De memória, sem consultar nada nem ninguém, meu site-blog está mais correto do que esses jornalões com montanhas de “informações”.

Ciro desagrada Lula, mas faz jogada eleitoral

O ex-governador do Ceará e candidato a presidente em 2002 (chegou a estar na frente nas pesquisas), insiste em concorrer à presidência. É um direito dele, o Planalto-Alvorada acha que não é.

Do Ceará para São Paulo

Mudando de domicílio, Ciro teria mudado de intenção. Não disputaria novamente a presidência, concorreria ao governo de SP. Este, potencialmente é o segundo cargo em importância no Brasil. Se ganhasse e como é moço, o deputado cearense poderia ser presidenciável em 2014, se os “deuses (Lula?) dissessem amém”.

Lula comanda o espetáculo

Agora, mais bem informado, Ciro chegou a duas conclusões. 1- Não ganha de modo algum para governador. 2- Haja o que houver, não haverá eleitoralmente 2014. Pelo menos para ele. (Exclusiva)