Serena Williams absoluta

Mais uma demonstração de competência. Derrotou a Henin, e às 9 e meia desta manhã, conquistava o 4º título da Áustria. E o décimo segundo da carreira. Como só tem 28 anos, pode aumentar ainda mais esse total.

Foi ótima no discurso de vitória. Fez todo mundo rir, menos a Henin, que não gostou de ter perdido.

Amanhã, às 6 e meia da manhã (aqui) Federer e Murray disputam o título. Federer é melhor. Mas Murray, apesar de careteiro e carrancudo, é bom jogador. Se pode vencer, isso seria adivinhação.

Louvação à carta de Anita Leocádia, e recordações de seu pai, Luiz Carlos Prestes. Este, desde 1924 até morrer, no centro dos acontecimentos. Não sacrificou, por 1 minuto, suas convicções

Tendo em vista matéria publicada em “O Globo” de hoje (p.4), intitulada “Comissão aprovará novas indenizações” e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte:

Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso do mesmo. Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental; assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga.

A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória. Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia.

Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer.

Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida.

Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes

Comentário de Helio Fernandes
A carta da filha de Prestes foi publicada, o mínimo que poderiam fazer. Luiz Carlos Prestes pode sofrer críticas, mas nada em matéria pessoal. Quando liderou a Histórica “Coluna Prestes” de 1924 a 1926, já havia pedido demissão do Exército. Portanto, quando o “Exército publicou a sua expulsão, estava EXPULSANDO alguém que não poderia ser EXPULSO, já revertera, voluntariamente, à condição de civil”.

Era vingança pura, ato torpe, que comprometeu o Exército. É lógico que no arquivo do Exército já constava a demissão a pedido do capitão. Que aliás foi o mais jovem capitão de toda a História do Brasil. Pediu DEMISSÃO e foi tratar da vida, sem PEDIR ou ACEITAR qualquer recompensa. Fato que a filha repetiu SEM ESTARDALHAÇO, só agora passa a ser do conhecimento público.

Prestes errou em todas as posições políticas ou em atos que dependiam exclusivamente de sua vontade, mas errou CONTRA ELE MESMO, não se beneficiou de coisa alguma. Ele sempre disse: “Os interesses pessoais não podem prevalecer acima de qualquer coisa, e prejudicar a coletividade” E cumpriu na prática o que pregava na teoria.

Em 1930, os Tenentes Siqueira Campos e João Alberto, foram a Montevidéu (onde Prestes morava, depois de ficar algum tempo exilado na Bolívia), convidá-lo para chefiar a “Revolução de 30”, que já estava praticamente vitoriosa.

Prestes perguntou aos companheiros da brava Coluna: “A Revolução é comunista?”. Siqueira e João Alberto, surpreendidíssimos, pois a “revolução” era burguesa, aristocrática e reacionária. Mas Prestes poderia ter COMANDADO a Revolução, assumido o Poder, e nessas condições, mudado os rumos do país. Não admitia, considerava isso, uma traição. Recusou, lançou o Manifesto de fundação do partido, e em 1932 viajava para a União Soviética.

Voltou em 1935 para organizar e desfechar a Revolução Comunista que não tinha a menor chance de vitória. Sem recursos, desorganizada, praticamente existindo apenas no interior da Paraíba e do Rio Grande do Norte. E no Rio, apenas no 3º RI. (Onde hoje existe um monumento, na Praia Vermelha).

Preso logo depois, em 1936, foi levado para a Polícia Central, onde ficou sob as ordens do antigo companheiro de “coluna”, o torturador Filinto Muller. Foi o brasileiro mais torturado de todos os tempos, ficando num vão de escada, até 1940. (Só saía eventualmente para o julgamento no Tribunal de Segurança Nacional).

Em 1940, como o Brasil fazia parte, na Segunda Guerra, das forças “Aliadas”, o governo soviético mandou pedir ao ditador Getúlio Vargas, a libertação dele. Vargas não atendeu, mas mandou transferir Prestes para a Penitenciária Frei Caneca, onde ficou até 1945.

Nesse ano, a ditadura ameaçadíssima, Vargas soltou Prestes. E este assombrosamente, passou a defender a CONSTITUINTE COM VARGAS. Um disparate completo, Prestes ERRAVA TOTALMENTE, mas por convicção.

Logo depois de solto, outra violenta contradição de Prestes, mas como sempre coerente com suas idéias. Foi fazer um comício no Estádio do Vasco, (ainda não existia o Maracanã), uma multidão foi ouvi-lo e saiu de lá chorando. Prestes criticou o próprio povo, afirmou: “Vocês estão se aburguesando, só pensam num rádio novo e mais potente ou em geladeira”. (Textual)

* * *

PS – Termino por aqui, tudo o que escrevi é apenas louvação à posição de Anita Leocádia. Apesar dele estar sempre longe, tive sempre boas relações com Prestes. Na Constituinte de 1945, (meu primeiro grande trabalho para a revista O Cruzeiro) tive ótimo contato com Prestes e os 15 deputados eleitos pelo Partidão. Escrevi: “Não entendo como é que Prestes e Plínio Salgado ficam conversando amistosamente, e depois na tribuna se agridem violentamente”.

PS2 – No dia 25 de março de 1981, (véspera do massacre das instalações da Tribuna, que ocorreu no dia 26), tive debate com Prestes de quase 3 horas no CACO, Faculdade da Moncorvo Filho (deve estar tudo, é claro, no arquivo da Faculdade). Lotadíssima. Como eram jovens e estudantes estavam visivelmente a favor de Prestes, mas me respeitavam, saímos juntos e abraçados.

PS3 – Meu último contato com Prestes se deu em 1987, em Cuba. Fidel organizou um Seminário sobre DÍVIDA EXTERNA, um dos meus assuntos favoritos. Estavam presentes 61 brasileiros, muitos deputados, senadores, jornalistas. Só dois discursaram: Prestes, lendo, este repórter, como sempre, de improviso. Lula também presente, já candidato a presidente em 1989. Não falou, não conhecia nada do assunto.

A São Paulo só resta apelar para São Pedro

Carlos Chagas

Senão declarar falência, São Paulo deveria, ao   menos, recorrer a figura já extinta no Direito Econômico e pedir concordata. Porque não   dá mais para o poder público sustentar a dívida acumulada com sua população. Chove há cinqüenta dias, 68 cidadãos já morreram por conta de alagamentos, quedas de barreiras e sucedâneos e nem  uma simples palavra se ouviu das autoridades municipais, estaduais e federais a respeito de desenvolverem  planos de curto, médio e longo prazo para socorrer os atingidos. O máximo que a gente escuta é o prefeito culpar os habitantes pelo acúmulo de lixo nas bocas de lobo e demais acessos às débeis  galerias pluviais.  Do governador, nem isso. No plano federal,  o ministro  das Cidades empurra a responsabilidade de  iniciativas inexistentes para seus colegas de governo enquanto o presidente da República, com todo respeito pela sua hipertensão, sequer anuncia a inclusão das enchentes em algum PAC de emergência.

Se a água cai como nunca na grande São Paulo e em cidades do interior, a culpa será do céu,  de um lado, e dessa irresponsável massa que construiu suas casas e barracos nas encostas dos  morros ou à margem de imponderáveis cursos d’água. Quem mandou deixarem suas regiões de origem em busca de empregos na capital e adjacências?

Era para se terem reunido os responsáveis maiores  e definido ações imediatas, tipo limpeza das galerias pluviais, tanto quando planejado a seqüência através da dragagem de rios, da transferência de comunidades para locais seguros,  da proibição de construções em locais de risco e até da interdição de zonas de perigo. Sem esquecer o redirecionamento  dos transportes coletivos e a limitação do tráfego. E a liberação de verbas.   O problema é que essas obras custam caro e não costumam dar votos,  enterrada a maioria delas longe  da visão popular.

Nem Serra, nem Dilma, muito menos Ciro e Marina imaginam tratar-se de tarefa a eles afeta.   Igualmente Geraldo Alckmin, Aloísio Nunes Ferreira, Marta Suplicy e  Aloísio Mercadante. Todos dispõem de guarda-chuva. Quanto a São Paulo, que continue apelando para São Pedro…

Bomba-relógio

O escândalo do mensalão de Brasília parece longe de refluir, apesar da boa vontade da Câmara Legislativa para com o governador José Roberto Arruda. São capazes de assustar o país inteiro as  investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, mais os processos já se iniciando no Poder Judiciário.  Porque a cascata de dinheiro irregular não vinha encharcando apenas deputados distritais, secretários e assessores do governo local. Pelo jeito, chegaram até mesmo às cúpulas de grandes partidos. Arruda era do DEM, mas outras legendas também teriam sido beneficiadas com mesadas permanentes, a título de “congraçamento político”.  Quando a bomba estourar, e não falta muito, vai ter gente correndo para todo lado.

Orgia inexplicável

Não apenas na administração direta e nas empresas estatais federais multiplicou-se a orgia de gastos em publicidade. Nos estados é a mesma coisa, exceção de um. No Paraná, faz tempo, o governador Roberto Requião proibiu o uso de recursos públicos para agradar os meios de comunicação, exceção dos editais determinados por lei.

Neste ano eleitoral a gastança atinge limites nunca antes atingidos. Não se trata de a Petrobrás aumentar o número de veículos abastecidos em seus postos, nem de o Banco do Brasil e a Caixa Econômica conquistarem mais correntistas. Estão se lixando para isso. A multiplicidade da propaganda  dessas empresas visa outro objetivo. No caso, obter para o governo a boa vontade dos variados  veículos da mídia nacional. Estenda-se a estratégia para os estados e se terá a receita de como é fácil  gastar dinheiro público em silêncio.

Redivisões extemporâneas

Com a reabertura dos trabalhos do Congresso, em se tratando de um ano eleitoral, ganharão fôlego certos projetos extemporâneos, inusitados e absurdos. Fala-se da redivisão territorial do país.  Parlamentares de pouca expressão em seus estados insistirão no desmembramento capaz de criar dois ou mais governos locais, assembléias legislativas, tribunais de justiça, tribunais de contas, mais vagas de deputado federal e de senadores. Querem dividir o Amazonas em três, o Pará em dois, Maranhão também, além da Bahia, Mato Grosso e até Minas, com o esdrúxulo Estado do Triângulo.  Seria bom tomar cuidado porque um dia desses, por descuido ou malícia, as lideranças do governo permitirão que alguns desses monstrengos se formem, favorecendo exclusivamente grupos e oligarquias.

Dólar ainda em ascensão. Exportadores festejam, importares lamentam. Mas quase sempre são os mesmos operadores

Às 14 horas, quando postei as primeiras observações, estava em 1,86, falei que ainda havia um longo caminho até o fechamento. Chegou, a moeda estava em 1,895, alta de 1,23%, ótima.

A Bovespa nas última 4 horas caiu de 66.500 para 65.123. Da alta de 1,20% para queda de 0,62, praticamente 2 por cento.

Petrobras e Vale, como tenho acentuado, sofrem pelo excesso de liquidez.

Eletrobras

Num dia de queda geral, a empresa subiu 10 por cento. Estranhei aqui. Hoje a Eletrobras informa: “Pagará de dividendo, 3 reais e 61 centavos por ação”.

Os que defendem a Liberdade do Silêncio não informaram nem chamaram a atenção da CVM. Só este repórter, que pergunta novamente: O QUE A CVM VAI FAZER? Se refugiar na LIBERDADE DE IMPRENSA?

Lindberg e Benedita, brigam pelo nada

Lindberg e Benedita, brigam pelo nada

Ela que já foi senadora e governadora, quer voltar ao senado. Ele, eleito e reeeleito prefeito de Nova Iguaçu, sabe que o caminho é a eleição para o Senado. Apenas uma certeza: nenhum dos dois tem votos para se eleger. E o PT no Estado Rio, desapareceu completamente.

Picciani: quem farei
presidente da Alerj?

Já se considera senador, embora seja uma traição a ele mesmo. Aqui, domina de tal maneira, que acusado de enriquecimento ilícito e exploração de trabalho escravo, nada lhe acontece.

Além do mais, sua “politiquinha” de campanário, nada a ver com Brasília. Mas já tratando de quem elegerá “dono” da Alerj. Incrível, 70 deputados, alguns importantes e competentes, e Picciani e Cabralzinho, fazem fortuna nessa Alerj que controlam.

Banco Central compra dólar

Vem subindo há 10 dias, sem “colaboração” de Meirelles e sua tropa. Só que a partir de anteontem até hoje, o BC vem atuando no “mercado”. E para o BC, “atuar é sinônimo de comprar”.

Hoje o dólar não mostrou muita oscilação. Desde a abertura, até às 14 horas, quando faço estas observações, está na casa de 1,867, estável. Mas o resto do dia, uma eternidade.

As ações continuam em compasso de espera. Só existem jogadores, (banqueiros, seguradoras, profissionais que ficam lá dentro, vendendo e comprando na certa), os investidores perderam tudo em 2008. Não participaram do festival de 2009, não tinham mais cacife.

Neste momento, o Índice em 66 mil 500, alta de 1,20% sem muita segurança.

A morte na lipoaspiração

Não se pode tirar a culpa do médico que fez a operação simples que se transformou em mortal. Mas a cliente, tem parte enorme na própria morte.

27 anos, jornalista e portanto devia ser bem informada, não podia se submeter a uma operação num pardieiro, no fundo de um botequim. (Centenas de abortos são feitos as mesmas condições, não se sabe quantas mulheres morrem).

Se a operação tivesse sido feita num hospital de verdade, a jornalista estaria viva e tendo obtido o que queria, “ficar lipoaspirada”.

Sarney esperançoso

Lula não corre o menor perigo, a hipertensão pode baixar facilmente, sem maiores dificuldades. Mas precisa da colaboração dele mesmo. Se não parar de COMER, BEBER, FUMAR, ENGORDAR cada vez mais, será obrigado a uma licença de 90 dias, voltaria em maio, tranquilamente. E sem problemas. Nesta época não acontece nada, vem carnaval, é o último ano de desgoverno.

Normalmente, assumiria José de Alencar. Mas ficaria INELEGÍVEL, perderia a certíssima eleição para senador. Então a vez seria de Michel temer, que não poderia assumir, ficaria sem o mandato de deputado.

Aí ASSUMIRIA NA CERTA, o senador Sarney. Como seu mandato vai até 2014, não perde nada, tudo é lucro. E o presidente não ficaria aborrecido.

No auge da CORRUPÇÃO DE SARNEY E DO SENADO, Lula ficou furioso, e gritou: “Não se pode criticar um homem como Sarney”. Esperemos que não seja necessário, mas Lula, por descaso e sem força de vontade, não pode comprometer a própria saúde.

“Minha mulher, a maior advogada do Brasil”

Essa frase foi pronunciada por Sérgio Cabral, num discurso estranho de quase 1 hora. Foi numa comemoração da Harvard do Brasil, e o governador tratou dos mais diversos assuntos. (Este repórter, no dia seguinte, publicou tudo, na íntegra, com exclusividade).

Agora, a frase louvação de Cabral, foi traduzida e comprovada, embora negada pelo palácio do governo. Ele não queria mesmo dizer que “minha mulher é a melhor” e sim que ela tem o MAIOR NÚMERO DE CAUSAS DO GOVERNO DO MARIDO. QUE NÃO TEVE EM OUTROS GOVERNOS.

Cientistas notáveis

Fizeram descoberta sensacional e desbravadora: “A cor dos dinossauros era laranja”. Puxa, que avanço, que progresso, e olha que FHC não colaborou para isso. É possível que Dona Dilma, (que não será presidente), dê entrevista coletiva sobre o assunto. De dinossauros ela entende, está sempre na frente do espelho.

Zelaya melhorado

Apareceu numa foto na primeira do jornalão. Ao lado do presidente eleito, de terno, penteado e sem aquele chapelão, não parece tão cafajeste e parecido com Chávez.

Geddel mudou muito,
parece o prefeito Paes

Disse horrores de Lula, virou ministro dele, e interlocutor, que palavra, diário. O mesmo que o prefeito do Rio capital, que disse que “Lula era chefe de gangue”, e hoje vive a seus pés. Criticar é uma coisa, mas usar as palavras mais contundentes e depois “acarinhá-lo”, falta de caráter completa.

Paulo Maluf – Daniel Dantas

Têm conversado animadamente. Motivo: “Troca de chumbo ilegal nos EUA”. O ex-governador de São Paulo, tem no exterior, 232 milhões de dólares, que “jura” que não são dele.

O aventureiro-financeiro-mercenário, (tripla redundância) tem uma dívida em Nova Iorque de quase 250 milhões, praticamente a mesma coisa. Já perdeu em primeira instancia, tem medo de perder definitivamente a ter os bens penhorados aqui.

Então, pagaria com os “bens que Maluf não tem”. E compensaria o deputado em reais, de forma bastante mais amena. Maluf passaria a ter em reais, o dinheiro que nunca teve em dólares.

São os “malabaristas de Nossa Senhora”, como no conto de Aníbal Machado. (irmão de Cristiano, candidato a presidente em 1950, traído pelo PSD, que votou em Vargas. Criou o vernáculo “cristianizar”, ganhou o posto de embaixador no Vaticano).

Finalíssima: Federer-Murray

Às 9 da manhã (de Brasília) o suíço derrotava Tsonga, num jogo que precisa ser explicado. Três sets, 6/2, 6/3, 6/2, uma hora e meia, decepção do público, que pagou mas não para ver aquilo. Domingo deve ser melhor.

Serena Williams, campeã de 2009, pode e talvez seja mesmo novamente em 2010. A final será amanhã.

A hipertensão de Lula

Nada a ver com o excesso de trabalho e de viagens. O trabalho é construtivo, regenerador, as pessoas passam a ter problemas quando se aposentam e ficam sem fazer nada.

No caso de Lula, 4 grandes causas. 1 – Está comendo muito e sofregamente. 2 – Voltou a beber desenfreadamente. 3 – Fumando desbragadamente, mais de um maço por dia.

4 – Com apenas 64 anos (completados em outubro) cada vez mais gordo, desgrenhado, descuidado, parecendo desinteressado de tudo. 18/12 é pressão alta, mesmo sendo episódica. Mas cortando o sal, o excesso de comida, ACABAR com a bebida e deixar de fumar, nenhum problema. A cada quilo perdido, corresponde a 1 milímetro na pressão, que pode voltar para o habitual 12/8. Continuando como está, previsões e conclusões nada satisfatórias.

A “dívida” interna de 1 TRILHÃO e 500 BILHÕES, que cresce sem nenhuma surpresa, à medida que os juros sobem. E vão subir mais

Oficialmente o governo confirmou: o total da chamada dívida interna que não existia até 1994, é esse que está no título. A juros de 8,75% (por enquanto) será preciso “economizar” para os juros, (leia-se AMORTIZAR em vez de PAGAR) importância astronômica. Fico até humilhado, envergonhado e constrangido em publicar o total.

Mas não posso esconder do cidadão-contribuinte-eleitor, o quanto ele mesmo terá que ter à disposição para alimentar esses sôfregos e avaros banqueiros brasileiros e estrangeiros. E alguns que trazem para cá o famoso “capital motel”, ganham na Bovespa, vão embora e deixam os lucros aqui, rendendo 8,75%, o maior rendimento do mundo. E com pagamento sem qualquer atraso, pois ATRASO significa desconfiança no exterior, e se houver essa desconfiança, Lula não ganha mais títulos de ESTADISTA DO ANO.

(Lula é “consagrado” não pelo que faz e sim pelo que paga, generosamente com o dinheiro do cidadão).

Tendo que AMORTIZAR a dívida com juros de 8,75%, o governo precisará, anualmente, de 132 BILHÕES. Não tem evidentemente, mas precisa arranjar. Então, fazia como FHC, que dizia “estamos economizando” para pagar a dívida. Não era economia nem pagamento, mas nenhum órgão de comunicação, desses que “LUTAM BRAVAMENTE PELA LIBERDADE DE IMPRENSA”, jamais comenta esses fatos.

Assim, livre e desembaraçado, o governo anterior deixou para o sucessor, uma dívida de 800 BILHÕES. Que Lula DOBROU PARA 1 TRILHÃO e 500 BILHÕES. Com FHC, os juros chegaram a 44 por cento, entregou a Lula com 26 por cento.

O atual conseguiu ir reduzindo os juros, mas não conseguiu reduzir a dívida. É até natural. Os juros anuais exigiam amortizações de 150 BILHÕES, o governo só arranjava 90 bilhões, (que chamavam de “economia”) e portanto como PAGAR 150 se só tinham 90? Elementar.

Antes da crise, o governo conseguia AMORTIZAR (como confessava publicamente) 90 BILHÕES e os outros 60 BILHÕES, jogavam em cima do total da dívida. Os credores (crime hediondo) aceitavam, não por generosidade, mas sim porque isso é da essência do capitalismo.

Recebiam 90 BILHÕES, à vista, e a dívida, todo ano, aumentava 60 BILHÕES, quer dizer: AUMENTAM OS PAGAMENTOS, E A DÍVIDA CRESCE NA RAZÃO DIRETA da quadratura do círculo. Que se fecha, inapelavelmente, encurralando o cidadão-contribuinte-eleitor.

Com a crise, Lula não conseguiu ROUBAR os cidadãos nem nesses 90 BILHÕES, a dívida aumentará cada vez mais, a amortização (que mentem dizendo que é pagamento) terá que ser reduzida drasticamente, o total da dívida crescerá rigorosamente.

(Há anos, no jornal impresso, fiz um jogo usando a palavra IMPAGÁVEL. Nos dois sentidos. Uma vez ela é trágica, no outro humorística, pois os que recebem, caem na gargalhada com a nossa burrice traiçoeira).

* * *

PS – Enquanto os EUA mantêm os juros ENTRE ZERO e 0,25 POR ANO, POR ANO, o governo Lula já decidiu: aumentará os juros a partir de março. Dizem que o aumento será pequeno, de 1,25%, irá para 10%. Com isso, a dívida renderá mais 19 BILHÕES.

PS 2 – Para o Bradesco e outros, Lula é altamente generoso. Emprestou a ele importância enorme para comprar 28 por cento da Vale. A juros de 4 por cento ao ano, que o Bradesco reempresta a 243 por cento.

PS 3 – Os que DEFENDEM BRAVAMENTE A LIBERDADE DE IMPRENSA, não podem tocar nesses assuntos. Podem DENUNCIAR um desfalque de 30 mil reais no interior do Piauí, mas têm que ESQUECER para sempre o ROUBO DE 150 BILHÕES, TODO ANO.

PS 4 – Como este repórter, e o seu jornal, a Tribuna da Imprensa, não se importam com o desfalque do Piauí, mas denuncio todos os CORRUPTOS QUE ROUBAM TODO ANO 150 BILHÕES do cidadão-contribuinte-eleitor, não posso ter jornal. Nem ir à televisão, mostrar o que é VERDADEIRAMENTE, LIBERDADE DE IMPRENSA. Mas enquanto viver, lutarei pela LIBERDADE DE IMPRENSA.

Vá com calma, companheiro

Carlos Chagas

Um aviso, apenas. Um pequeno sinal de que é preciso ir com calma no exercício de qualquer função, mesmo a de presidente da República. Fala-se da crise de hipertensão que acometeu o presidente Lula. Não dá para ninguém manter sem risco  uma agenda como a dele, plena de viagens, inaugurações, reuniões as mais variadas, despachos e, há pelo menos  dois anos,  campanha eleitoral. No caso dos aviões,  chama-se fadiga dos metais.  Do gênero humano, excesso de trabalho.

Por ironia,  essa sobrecarga que atropelou o Lula acontece quando mais se aprimora a tecnologia dos meios de comunicação,  em condições de  restringir a presença física dos governantes num país das dimensões do Brasil. Além do que, governar não é  viajar, moda inaugurada  por Juscelino Kubitschek há mais de cinqüenta anos. Não foi por coincidência que ele enfrentou  um enfarte em pleno mandato presidencial, acidente abafado e escondido até de seus  ministros. Nem é preciso lembrar o derrame sofrido por Costa e Silva e o desmaio de João Goulart, no México. Ou a frustração da doença de Tancredo Neves, depois de visitar os principais líderes da  Europa e Estados Unidos em menos de uma semana

Fica a lição para o Lula: vá com calma, mesmo que isso signifique dificuldades para a candidatura de  Dilma Rousseff.

E o compromisso com Eunício?

A memória do povo é fraca, mas a do PMDB,  mais ainda. Como reação  à   má-vontade do presidente Lula diante da indicação  de Michel Temer para companheiro de chapa de Dilma Rousseff,  foi antecipada  para o próximo dia 6 a convenção que reelegerá o deputado na presidência do partido. Tudo de acordo com a estratégia dos cardeais peemedebistas, não fosse…

Não fosse o compromisso solene assumido pelo próprio Temer para fazer do deputado Eunício Oliveira o novo presidente do PMDB.  Estava tudo acertado, parece que até por escrito. A saída parece ser a designação de Eunício para primeiro vice-presidente. Caso Michel Temer se torne mesmo parceiro de Dilma Rousseff, pediria licença do cargo. Se eleito, poderia até renunciar.  Mas que Eunício Oliveira está sendo garfado, não se duvida.

A verdadeira razão

Na convenção do  sábado, dia 6, a cúpula do PMDB decidiu não colocar em discussão, muito menos em votação, o apoio do partido à candidatura Dilma Rousseff  e até a indicação de Michel Temer para seu  vice.  Sucessão presidencial será tema proibido.  A explicação para a imprensa é de que, assim, ficaria mais fácil o presidente Lula acomodar-se à presença de Temer na chapa oficial. Deixando em aberto  a formalização da  aliança, o PMDB contaria com um cacife extra na mesa de jogo.

Na verdade, não é bem assim. A decisão de não ser levantada a sucessão presidencial na convenção de Brasília baseia-se no temor de que a maioria dos diretórios regionais  poderia pronunciar-se pela candidatura própria, no caso, do governador Roberto Requião. O resultado seria desastroso para Michel Temer e seu grupo, porém, mais ainda   para   Dilma Rousseff.

O presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade, está disposto a botar água no chope da cúpula do partido, levantando a exigência de os convencionais se pronunciarem desde já sobre a candidatura própria. Pode dar bolo.

Acertou mais uma vez

Por mais que se critiquem certas iniciativas do presidente Lula, a verdade é que na maioria dos casos ele  age de acordo com o sentimento nacional. Apesar de as elites torcerem o nariz, o   povão adorou quando o primeiro-companheiro foi fotografado, na praia, com uma caixa de isopor na cabeça, à maneira dos vendedores de sorvete.

Repete-se o mesmo fenômeno agora, quando o presidente, contrariando o Tribunal de Contas da União, mandou continuarem quatro obras da Petrobrás. Elas haviam sido consideradas irregulares, com preços superfaturados e  vício nos projetos. Através de um veto ao Orçamento da União, o presidente  manteve a dotação para as obras e elas não serão paralisadas.  A explicação é de que, embargadas, determinariam a demissão de 25 mil trabalhadores.

Onde está o sentimento nacional? Com o Lula, caso fosse realizado um plebiscito. E apesar da reação também   muito justa dos que pregam o  respeito à lei e às decisões dos tribunais superiores. Através da História, já causou muita confusão  esse conflito entre o que é e o que deveria ser.

Meireles, articulação difícil para vice

Pedro do Coutto

Reportagem de Vera Rosa e Beatriz Abreu, O Estado de São Paulo de quarta-feira, focaliza uma inclinação revelada pelo presidente Lula, durante encontro com o senador José Sarney, no sentido de que Henrique Meireles, e não Michel Temer seja o candidato indicado pelo PMDB para vice de Dilma Roussef. O atual dirigente do Banco Central, cuja gestão inegavelmente é marcada pelo êxito, desempenharia o papel idêntico ao representado por José Alencar, vice-presidente eleito com Lula e que, em 2002, realizou a tarefa de praticamente anular uma possível reação das classes empresariais ao candidato do PT. Alencar tem proporcionado o equilíbrio buscado pelo presidente duas vezes vitorioso entre capital e trabalho.

Sem dúvida, diminuiu substancialmente as resistências a Lula que se verificaram em 89, 94 e 98. Lula era nessas três disputas visto com certa desconfiança quanto à política econômica que poderia colocar em prática. De repente, como num golpe de mágica, a maior figura do Partido dos Trabalhadores demonstrou que os temores não tinham razão alguma. Harmonizou as correntes e, com a participação importante de Alencar, revelou-se muito menos radical do que se supunha. Muito menos radical, por exemplo, do que Fernando Collor. Mas Fernando Henrique Cardoso conseguiu galvanizar a classe média e até mesmo uma parcela do proletariado, na verdade mais sensível a mudanças do que se possa supor à primeira vista. Na verdade, é necessário levar em conta, como uma pesquisa feita há tempo por Homero Icaza Sanches, que as perspectivas de uma classe social, seja ela qual for, estão sempre voltadas pelo menos para um degrau acima do patamar no qual se encontram. Mas esta é outra questão, embora importante para efeito de análise eleitoral. Engano pensar-se que as classes de menor renda desejam mudanças abruptas.

Mas voltando à indicação potencial de Henrique Meireles, não quer dizer que seja de fácil aceitação pelo PMDB. O partido fixou-se em torno de Michel Temer, indicação que parece não ser do agrado do Planalto, de modo geral ou de Lula em particular. Primeiro surgiu a questão de lista tríplice que o PMDB submeteria ao PT. Uma situação sem dúvida singular, pois se uma legenda forma coligação com outra, salvo um motivo muito forte, tem que estar disposto a firmar a aliança sem exclusão ou inclusão de nomes. Na legislação antiga, por exemplo, quando da vitória de Jânio Quadros, o candidato da coligação UDN-PDC-PTR, concorreu com três vices, todos somando votos para ele. Milton Campos, pela UDN, Fernando Ferrari pelo Partido Trabalhista Renovador, e até João Goulart pelo PTB, na famosa operação Jan-Jan, ou canguru, como foi chamada. Nenhuma das três agremiações, incluindo o PDC, primeiro a lançar Jânio Quadros, fez questão de exclusividade quanto à vice.

Um episodio aliás, pouco focalizado pelos historiadores, a manobra de João Goulart, afastando-se assim da candidatura do general Teixeira Lott, que encabeçava sua chapa. Articulada pelo senador Sousa Naves, a operação canguru proporcionou cerca de 800 mil votos a Goulart em São Paulo e também no Paraná. Lance decisivo para que ele se reelegesse vice-presidente da República, o que a lei da época permitia quanto aos vices, eleitos separadamente dos presidentes da República. Fosse outra a legislação, Milton Campos teria sido eleito junto com Jânio. Agora é diferente. E como não existe pluraridade de vices, Dilma Roussef só poderá contar com um nome do PMDB, cuja legenda muito acrescenta a ela em tempo na televisão. Difícil vir a ser Meireles. Mas pelo visto também difícil que venha a se confirmar Michel Temer. O Planalto preferiria um terceiro nome? É o que está parecendo.

Petrobras e Vale, poderosas, caem, por causa de terem muita liquidez

A Bovespa vai em rumo incerto e não seguro. O ano de 2009 foi altamente lucrativo para os aventureiros. Como em 2008 as ações caíram de 74 mil pontos para 32 mil, os aventureiros, banqueiros e jogadores, ganharam muito dinheiro. Os investidores que bancaram a alta até 2008, não puderam participar da festa de 2009.

Agora estão sendo atraídos para este periclitante, que palavra, 2010. E vão comparecer, é sempre assim. Hoje às 6 horas da tarde, a Bovespa fechava em 65 mil e pouco, alta de meio por cento. Estava mais ou menos em 64 mil, como noticiei às 13 horas.

As duas ações mais importantes da Bolsa sofrem. Quando é hora de comprar, elas sobem. Quando a hora é de vender, (como hoje) elas caem. Muitas caíram também, poucas subiram.

O dólar continua para cima, fechou em 1,87, mais 0,75%. Isso envolve negócios e fortunas fabulosas, mais do que todo o movimento da Bovespa.

Robinho-Dunga

O famoso e inquieto jogador, faz sua terceira mudança em pouco tempo. Um círculo completo: Santos-Espanha-Londres-Santos. Saiu satisfeitíssimo de uma conversa com o técnico da seleção. É lógico que não recebeu garantia de ser convocado. Mas Dunga disse para ele: “Cuidado para não se machucar”. Existe melhor do que isso?

Lula elogiou o atraso de Dilma

O presidente disse em Pernambuco, “que político devia ter prazo de validade na testa”. Ninguém encontrou o dele, procuraram. Elogiou o projeto “Minha casa, minha vida”, comandado pela Chefe da Casa Civil. É o mais atrasado de todos. Nesse ritmo, leva 50 anos.

O dólar continua subindo

Há quase4 meses em alta. Estava 1,60, hoje às 13 horas batia em 1,85 e a expectativa era de continuar.

A Bovespa, em 1 mês e meio, caiu de 70 mil para 65 mil pontos. Quase 10 por cento. Sem investidores, só representantes de banqueiros e seguradoras, e de globalizantes que exercem o jogo chamado popularmente de “capital motel”.

De 17 provocações dos “Direitos Humanos”, vão tirar o aborto

Depois de vários dias de bombardeio, o Ministro Paulo Vannuchi veio a público. Não para justificar a desastrada proposição, mas sim para tirar uma, mantendo as deslavadas e alopradas 16 outras.

Tirou a mais polêmica? Nada disso, todas são. E como juntar casamento gay, reforma agrária, concessão de radio e televisão e todo o resto? Agora que aparentemente Lula fez “as pazes” com Frei Beto, por que não chamá-lo de volta?

Projeto para o amanhã que não virá

De qualquer maneira, esse projeto não é para o segundo mandato de Lula. É uma provocação para executar no terceiro. Ou então, (como já disse) tema de campanha e de governo de Dona Dilma. Menos para a campanha do que para o governo, que aliás não existirá.

Sucessão nos bastidores

Nunca se conversou tanto sobre a eleição do fim do ano. Mas curiosamente só tratam da vice. E os que pretendem disputar esse segundo lugar, são do segundo time, perdão, do terceiro.

Requião embalança o PMDB

O grande problema que assusta os governadores-adesistas do partido, é a candidatura do governador do Paraná. Ele tem o apoio de Paes de Andrade, alavanca e ponto de apoio, e de Orestes Quércia, que provoca pânico. Pelo fato de não ter medo de nada. E também sobre ele, não poderem dizer nada, já disseram tudo. E não o destruíram.